Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Lula, recolha-se à sua grandeza!

Se outras vezes mentiu, não sei. Mas, sobre o diálogo com Lula no escritório de Nelson Jobim, Gilmar Mendes disse a verdade. Confirma-o a reação dos seus interlocutores. Jobim, que antes havia negado a versão de Gilmar, resolveu, em seguida, guardar silêncio, mesmo sob cerco da imprensa. Lula, que passou o sábado (dia de circulação da Veja explosiva) e o domingo calado, deu, na segunda, uma resposta minguada. Não respondeu de viva voz. A nota-resposta, assinada pela assessoria do Instituto Lula, diz que a versão da Veja é "inverídica", não desmente diretamente o ministro Gilmar Mendes, não o chama de mentiroso e caluniador; e deveria fazê-lo, se fosse o caso. Além da palavra "inverídica", o que há de mais forte é uma expressão, entre aspas, onde Lula diz: "meu sentimento é de indignação". No mais, a nota sai do assunto para contar prosa de Lula, coisas do tempo antigo. Se tivesse sido mesmo caluniado, Lula, sendo quem é, responderia de forma arrasadora, deixaria Gilmar mais baixo que o chão.
O fato é que o ex-presidente meteu os pés pelas mãos. E tem feito isso com frequência, desde que "não deixou de ser presidente". E tem de deixar. Tem de recolher-se.
"Recolha-se à sua insignificância" é uma expressão de hostilidade e desprezo. O ex-presidente Lula, amado pela maioria do povo brasileiro, certamente não merece ser alvo dessa expressão. Todavia, essa sua resistência em "desencarnar" da presidência passou dos limites, encheu o saco, está causando mal a todo mundo e a ele mesmo.
É absolutamente lastimável que Lula, convalescente de doença grave, tenha saído da sua casa, lá em São Bernardo, para vir fazer futrica política em Brasília.
Lula, para o bem ou para o mal, foi um político gigantesco, maximamente significante. Não pode, portanto, recolher-se à insignificância. Mas será de todo conveniente que se recolha.

domingo, 27 de maio de 2012

Dilma devia demitir Lula

O assunto do momento, eletrizante, é a tentativa de chantagem do ex-presidente Lula sobre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A reportagem da Veja, em que o ministro confirma a tentativa de chantagem, já repercute internacionalmente. Como todo mundo já deve saber, Lula ofereceu proteção ao ministro Gilmar na CPMI do Cachoeira (quer dizer, CPI da Andressa) em troca do adiamento do julgamento do mensalão. O ministro, que não precisa de proteção, rechaçou a chantagem, mandou Lula ir fundo na CPI e botou a boca no trombone. Fez muito bem. Melhor faria a Presidente Dilma Rousselff se demitisse o Lula.
O ex-presidente devia ficar em casa, quieto, convalescendo. Mas não, quer porque quer continuar presidente e montou um governo paralelo. Faz isso porque a Presidente lhe dá trela. Isso tem de acabar. Lula tem de ser demitido do cargo oficioso de presidente paralelo. Quer fazer suas estripulias, que as faça; mas sem o aval da Presidência da República.
Em tempo: Nelson Jobim, no escritório de quem aconteceu a conversa entre Lula e Gilmar, disse que não houve a tentativa de chantagem. Em quem eu acredito, no Gilmar ou no Jobim? Ora, acredito no Gilmar, mesmo porque quem deveria confirmar ou desmentir, seria o Lula, não o Nelson. Lula, até agora, não desmentiu nada. Mas, se vier a desmentir, eu vou acreditar em quem? Vou continuar acreditando no Gilmar. E por quê? Porque Lula é o maior mentiroso da história "deste país".
Outra coisa: Dilma deve sua eleição a Lula? Deve. Mas nem por isso pode submeter sua autoridade presidencial ao crivo do ex-presidente. Ex é ex e ponto final.
E uma última coisa: como Dilma poderia pagar sua dívida de gratidão a Lula sem abdicar dos deveres que o cargo lhe impõe? Tenho uma sugestão. Vejam só: os ateus estão em campanha para erradicar os símbolos cristãos dos lugares públicos. Caso vençam, o Cristo Redentor deverá ser implodido. A Presidente Dilma poderia mandar erguer no lugar uma estátua do Lula, com o dobro do tamanho da estátua derrubada. Satisfeito em sua vaidade, talvez o ex resolvesse se recolher aos cuidados da sua amorosa esposa, deixando Dilma governar em paz.

domingo, 7 de agosto de 2011

Porque pego no pé do "politicamente correto"

Já escrevi,  em "eltheatro.com" (o melhor site de cultura do Brasil), um artigo longo sobre este troço que se chama "politicamente correto". Lá, indico-lhe o aspecto positivo e o aspecto funesto; por aqui, tenho focado mais o aspecto ridículo (por exemplo: "atirei o pau no gato-to-to", não pode; tem de ser "não atire o pau no gato-to-to"). A mais recente expressão desse ridículo foi uma nota de repúdio a Nelson Jobim assinada pela senadora Ângela Portela e pela deputada federal Janete Pietá, ambas do PT, onde o ex-ministro chega a ser, veladamente, ameaçado com a Lei Maria da Penha, por suposta agressão às ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann. A excelente Lei Maria da Penha, de proteção às mulheres - que eu, como mulherista fanático, cultuo particularmente - é, em parte, produto da agenda "politicamente correta" e lhe revela o aspecto positivo, mas, no caso, foi invocada na linha do exagero demagógico que se tornou a expressão maior do "politicamente correto", revelando-lhe, mais uma vez, o aspecto ridículo.  Na tal nota se diz que Jobim atacou as ministras "de forma machista e preconceituosa" num ato de "violência psicológica e moral"; que os termos usados por Jobim em relação às ministras "demonstram profunda violência a todas as mulheres". Tudo isso porque Jobim disse que Ideli "é fraquinha" e que Gleisi "não conhece Brasília". A nota das ilustres parlamentares está sendo devidamente ridicularizada nos blogs que antipatizam com o "politicamente correto", gerando comentários "politicamente incorretos". No blog "Coturno Noturno", li um comentário machista, incorretíssimo; mas tão engraçado que não posso deixar passar, mesmo correndo o risco de ser enquadrado na Lei por alguma leitora "politicamente correta". Eis o que o comentarista, anônimo, recomenda à senadora Ângela e e à deputada Janete: "Uma TERAPIA: ter a pia cheia de louça pra lavar". Enfim, se Nelson Jobim chegar a ser enquadrado na Lei Maria da Penha por ter chamado uma mulher de "fraquinha", imaginem o que acontecerá com quem chame uma mulher feia de "jaburu", ou chame a sogra de "cascavel", ou chame a esposa de "Dona Encrenca". Se a "ditadura do politicamente correto" for implantada no Brasil, eu me mudo para a Coréia do Norte, para viver sob a "ditadura do proletariado", que é mais suave.