Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Com Aécio ou Marina para salvar o Brasil

Com Aécio ou Marina
Para mudar o Brasil

O país escangalhou,
Nunca ninguém isso viu,
É roubo pra todo lado,
Destruindo a Mãe Gentil;
O PT nos enganou,
E foi da forma mais vil:
Mas com Aécio ou Marina,
vamos mudar o Brasil.

Aquele tal MENSALÃO
Foi até roubo infantil,
Diante do PETROLÃO,
Um gigantesco funil,
Que já engoliu bilhões,
A Petrobras destruiu:
Agora só pelo voto,
Vamos mudar o Brasil.

O roubo do PETROLÃO
Foi coisa de espantar,
Ladrões saíram daqui
Pra no exterior roubar,
Roubaram em Pasadena,
Roubam em qualquer lugar:
Só com Aécio ou Marina,
Para o Brasil mudar.

A corrupção é praga
Que destrói a União,
O dinheiro que é do povo
Vai para a mão do ladrão,
A Saúde fica um caos,
Acaba-se a Educação:
Só com Aécio ou Marina
Pra salvar nossa Nação.

No Brasil, a Segurança
Está uma desgraceira,
A bandidagem domina,
A impunidade é certeira,
O governo é muito lento,
A morte é que é ligeira:
Só com Aécio ou Marina
Pra por ordem na zoeira.

Aécio é Homem Valente,
Honesto, empreendedor;
Marina é Mulher Guerreira,
Tudo na vida enfrentou:
Temos duas opções
Para votar com fervor;
Para livrar o Brasil
De um regime de horror.

O PT tem um projeto:
Um regime cascadura;
Subjugando a Justiça,
Voltando com a censura,
Comprando parlamentares
Com verbas e sinecuras:
Disfarça a safadeza,
Mas é uma ditadura.

O Gigante adormecido
Deve de novo acordar,
Nas praças, ruas e urnas,
Tem de voltar a lutar;
Salvar a Democracia,
A Liberdade salvar:
Com Aécio ou com Marina,
O Brasil tem que mudar.

Tá perto da eleição,
Este governo faliu,
Votar contra o PT
O Povo já decidiu:
Não queremos recessão,
Nem a inflação a mil,
Queremos que a corrupção
Vá pra putaquipariu!

autor: Rochinha das Queimadas

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"Chávez nosso que estás no céu...": Putaquipariu!, a cretinice da esquerda fascista não tem limite

Eu, que já fui marxista e bolchevista, conservo alguns amigos marxistas e bolchevistas. Alguns se zangam com minhas críticas ao credo que com eles compartilhei um dia. Em resumo: hoje, considero que o marxismo é uma  miséria de filosofia. Quanto ao bolchevismo, que é a vertente mais autoritária da autoritária doutrina marxista, considero que seja a pior desgraça política que jamais infelicitou a humanidade; podendo ser comparado apenas ao nazifascismo. Aliás, marxistas civilizados abominaram o bolchevismo no nascedouro, dentre os quais Karl Kautsky e Rosa de Luxemburgo. Outro marxista alemão, Otto Rühle, que lutou na resistência ao nazismo, considerou o bolchevismo como pai da desgraça nazifascista, em um livro cujo título diz tudo: "A luta contra o fascismo começa com a luta contra o bolchevismo".

Pois bem, por ruim que seja o marxismo e por pior que seja o bolchevismo, não penso que os marxistas e bolchevistas de hoje mereçam o padecimento de apreciar a degradação a que a esquerda autoritária latino-americana - cuja maior expressão é o chavismo -, que lhes reivindica a herança, atingiu.

Como se sabe, o marxismo é uma filosofia materialista que se pretendeu como ciência, autodenominando-se "Materialismo Histórico", "Materialismo Dialético" e "Socialismo Científico".  Marxismo e bolchevismo, que comandaram o movimento socialista internacional no séc. XX, praticaram um severo ateísmo racionalista, abominando todas as superstição e todas as religiões, que para eles era a mesma coisa. Pois, o chavismo (também chamado bolivarianismo - coitado do Simón Bolívar), que se autoproclama "Socialismo do Século XXI", enveredou não só pela religião católica, mas pelas superstições mais ridículas. O chefe supremo do chavismo, o defunto Hugo Chávez, desce periodicamente à terra para, em forma de passarinho (pajarito), conversar com seu herdeiro presidente da Venezuela, o podre Nicolás Maduro, que, vez por outra, dorme ao pé do túmulo do ídolo, tal qual um servo de Drácula. E essa não é uma abjeção que o podre Maduro faça às escondidas, pelo contrário, conta a abjeção aos devotos da seita para entusiasmá-los.

Em artigos passados, já tinha eu denunciado o caráter fascista e de baixa superstição do chavismo. Um meu amigo, velho intelectual marxista a quem muito prezo, avesso a superstições e religiões, zangou-se. E zangado, escreveu contra mim alguns desaforos. Eu não me zanguei. Compreendi, pois não é fácil abandonar antigas paixões ideológicas. E agora, depois da última degradação do chavismo, chego a ter compaixão pelo meu velho amigo, austero pensador que reivindica tanto o marxismo como o Iluminismo. Eis que o chavismo instituiu um novo Pai Nosso, substituindo o Deus de Jesus Cristo pelo defunto ídolo Hugo Chávez. Aliás, foto que circula na internet dá conta que Chávez ressuscitou, na forma de uma mulher gorda (procurem conferir; é a cara).

Todavia, por espantoso que seja o Pai Nosso bolivariano, por audaciosa que seja, do ponto de vista cristão, a blasfêmia, havemos de convir que, pelo menos no Brasil, o que mais tem hoje na Igreja Católica é padre, frade e bispo marxista. O Frei Betto, por exemplo, chegou a idealizar o futuro feliz da humanidade como produto do acasalamento entre uma santa católica e um guerrilheiro marxista. Vejam: "Feliz homem novo, feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Tereza de Ávila com Ernesto Che Guevara". Ao libidinoso frade e outros católicos marxistas, talvez seja conveniente abandonar o velho Pai Nosso - ultrapassado, reacionário -, e adotar o novo Pai Nosso - progressista, revolucionário -. Ei-lo:

 "Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

PT: o ovo da serpente

PT: o ovo da serpente
Desmoralizar a Justiça e colocar o partido acima do Estado, dossiês falsos, “listas negras”, decreto 8.243, uso da máquina do Estado para difamação, campanha contra a imprensa independente e pela censura: o projeto autoritário do PT avança.
É PRECISO BARRÁ-LO NAS URNAS

O PT ainda não conseguiu liquidar a democracia representativa e instalar no Brasil um regime autoritário. Ainda não. Porém, a ala autoritária que hoje o domina arrasta para esse pântano. Antes, já arrastou o partido e o governo para o pântano da corrupção.
O projeto populista-autoritário do PT (que, em parte, depende do dinheiro da corrupção) vem sendo ensaiado desde o primeiro governo Lula, mas tem recuado diante da resistência da opinião pública e dos próprios partidos aliados. Cooptados pelo mais desavergonhado fisiologismo, esses partidos têm reagido quando à beira do abismo autoritário. Um exemplo é a resistência parlamentar ao decreto 8.243 da presidente Dilma, que pretende submeter as instituições democráticas ao crivo de conselhos amestrados, indicados e financiados pelo governo petista.
O autoritarismo petista, que já foi mais discreto, assanhou-se desde o julgamento do mensalão, que mandou para a cadeia vários corruptos, petistas e não petistas. Desde então, o petismo faz uma campanha de desmoralização da Justiça, visando especialmente aquele que então presidia o STF, o digno magistrado Joaquim Barbosa. Campanha na qual alguns petistas avançaram para as provocações, insultos e ameaças de morte (táticas tipicamente fascistas). No curso dessa campanha, o PT tentou realizar o julgamento do julgamento do STF, quis prevalecer sobre o Estado Democrático de Direito.
Note-se que colocar o partido acima das instituições, acima do Estado constitucional, é fundamento do autoritarismo fascista. Também são ações típicas do fascismo: corromper; falsificar; usar a máquina do Estado para perseguir; fazer “listas negras”. Vejam: congressistas foram corrompidos com o mensalão; uma quadrilha de forjar dossiês foi flagrada no caso dos 'aloprados'; computadores do Planalto foram usados para difamar jornalistas na Wikipédia; o vice-presidente do PT fez uma “lista negra” com jornalistas e até um cantor e um humorista.
Principalmente, o ódio é característica fascista e nazifascista. O ódio ideológico, tal como expresso no tenebroso discurso - “EU ODEIO A CLASSE MÉDIA” - pronunciado pela filósofa Marilena Chauí, musa e ideóloga do PT, sob os aplausos do chefe supremo do PT, o Lula.
Na política internacional, o PT compromete-se com regimes autoritários e ditaduras. Um exemplo foi ter negado asilo, prendido e deportado os atletas Erislandy Lara e Guillermo Rigoundeaux, que durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Brasil, tentavam escapar da ditadura de Cuba. Outro exemplo foi a omissão do governo petista e conivência do PT, neste ano de 2014, com a violência do regime chavista a protestos de massa na Venezuela, quando o chavista podre Nicolás Maduro mais brutalmente perseguia, prendia, torturava e assassinava opositores.
A minha geração, a geração dos “anos de chumbo”, que lutou contra a ditadura militar e que, na Campanha pela Anistia e na Campanha das Diretas, lutou pela redemocratização e a conquistou; esta geração vê, com espanto, o PT corromper a democracia, degradá-la e aventurar-se em um projeto autoritário. Especialmente revoltante é ver o PT, partido que não teria chegado ao poder sem a liberdade de imprensa, fazer campanha para restabelecer a censura; censura esta que petistas e satélites do PT chamam de “controle social da mídia”. Essa campanha contra a imprensa independente é tão importante para o PT que Lula, o chefe supremo, foi ao guia eleitoral da Dilma na TV para atacar “uma certa imprensa”, que vem a ser aquela que o petismo não controla.
Nas eleições de 05 de outubro, a democracia precisa reagir e esmagar, com a força do voto livre, o ovo da serpente autoritária que o PT está chocando.

João Pessoa-PB, 28/08/2014
Washington Alves da Rocha / rochealves@yahoo.com.br / (83) 8667-6309

(passe adiante, reproduza, divulgue por todos os meios)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Vejam como, antes da tragédia, o jornalista Jânio de Freitas, devoto do lulopetismo, difamava Eduardo Campos

Antes da tragédia que matou Eduardo Campos, o PT e os devotos do lulopetismo esmeravam-se em esculhambar com o candidato a presidente do PSB. Eu tive oportunidade de defender o neto de Miguel Arraes de um ataque dos mais baixos desferido por um desses devotos, o jornalista Jânio de Freitas, da Folha de São Paulo. Agora que o PT e os devotos do lulopetismo passaram a produzir loas a Eduardo, achei por bem trazer o referido post para a cabeça do Blog.

Eis aí:

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Em apoio ao artigo vigoroso e corajoso do socialista Eduardo Campos sobre a estúpida proposta de revisão da Lei de Anistia, em resposta a uma provocação cretina do jornalista Jânio de Freitas em artigo manhoso e desonesto

Com um artigo vigoroso e corajoso, Eduardo Campos, pré-candidato a Presidente da República pelo Partido Socialista Brasileiro, respondeu a uma provocação cretina do jornalista Jânio de Freitas. A coragem de Eduardo já vinha do fato de ter se posicionado contra a proposta de revisão da Lei de Anistia, sendo os defensores da Lei de Anistia alvos preferenciais das furibundas patrulhas da esquerda autoritária e boçal (pleonasmo). O artigo do Jânio de Freitas, como se verá, além de baixamente provocativo, é manhoso e desonesto. O miolo da provocação é dizer que Eduardo Campos desonra a memória do avô, Miguel Arraes, ao defender a Lei de Anistia. Não desonra, pelo contrário, nisso e em muitas outras coisas, o neto honra o avô, que retornou ao Brasil, junto com tantos outros exilados, graças à mesma Lei de Anistia que Jânio de Freitas e o conjunto da esquerda boçal querem anular, em busca de revanche e justiça seletiva. A manha do veterano jornalista, que perpassa todo o curto artigo, grita nesta, especialmente desonesta, passagem:

"É possível que do ponto de vista de Eduardo Campos, oposição ao regime dos generais ditadores fosse prática criminosa..."

Não, a oposição à ditadura militar não foi prática criminosa, mas, desgraçadamente, dentre os que lutaram contra a ditadura, alguns praticaram crime de terrorismo, resultando em mortes de inocentes.Alguns grupos da esquerda revolucionária, no contexto da luta contra a ditadura, praticaram, inclusive, terrorismo contra próprios companheiros, com o inominável crime que os revolucionários chamaram de "justiçamento", que vem a ser o assassinato de um companheiro confiante e indefeso. O exemplo mais conhecido é o "justiçamento" do jovem revolucionário da direção da ALN Márcio Leite de Toledo, mas aconteceram outros. Os responsáveis por esse crime e todos os outros revolucionários que cometeram crimes de terrorismo durante a guerra revolucionária foram anistiados. E anistiados devem permanecer. Porém, se a Lei de Anistia deixar de valer, será exigência de dignidade que familiares de Márcio cobrem na Justiça os responsáveis pelo crime. E também outros familiares de outras vítimas inocentes da esquerda armada. Jânio de Freitas sabe disso, mas, com manha dolosa, omite, para imputar infâmia ao digno neto do grande Miguel Arraes.

Embora sem a relevância histórica de Miguel Arraes, também eu lutei contra a ditadura militar. Lutei de peito aberto, lutei nos "Anos de Chumbo", fui perseguido, sequestrado e torturado pelos esbirros da ditadura militar. Em seguida, fui um dos fundadores e presidente do Comitê Brasileiro pela Anistia-secção João Pessoa. A luta que eu comandei na minha cidade foi vitoriosa no Brasil. Essa vitória foi festejada em todo o país; festejos que se prologaram por meses, a cada preso político que era libertado, a cada exilado que volta à amada Pátria: a volta do Brizola; "a volta do Irmão do Henfil"; a volta de Miguel Arraes, aclamado naquela apoteose com frevo que foi o "Arraes taí!". A Lei da Anistia, como afirma Eduardo Campos no seu referido artigo, foi uma conquista do povo brasileiro. Essa vitória estrondosa arrebentou os diques que restavam na ditadura declinante e desaguou no rio da Democracia. Pois, ataca-me o fígado a insistência de uns tantos em tentar retornar o fluxo deste rio, para restaurar um guerra de 40 anos atrás. Com esse propósito miserável é que a esquerda boçal omite, mistifica e mente.

Sei que me repito, pois muito tenho escrito sobre o tema da Anistia, aqui neste Blog ROCHA 100 e no livro "Anos de Chumbo e Anistia" (disponível emwww.portal100fronteiras.com.br). Ocorre que os revanchistas insistem, sem se preocuparem que a revanche possa levar para o brejo de uma nova ditadura: de direita ou de esquerda. Aí, eu, ardente democrata e inimigo jurado de toda ditadura (de esquerda ou de direita, bolchevista ou nazi-fascista, dos militares ou do proletariado), insisto na defesa da Lei de Anistia. Tenho combatido a proposta de revisão da Lei de Anistia procurando demonstrar que é um despropósito, uma rematada tolice, uma estupidez política graúda. Isso, do ponto de vista democrático; do ponto de vista marxista-revolucionário é uma proposta formidável, para Lênin nenhum botar defeito. Com efeito, o propósito desta proposta revanchista é retomar a guerra revolucionária sem a qual os marxistas bolchevistas não alcançarão o poder totalitário a que nunca renunciaram, mesmo com o apodrecimento de todos os regimes bolchevistas implantados no séc. XX (de podre, quase todos esses regimes caíram; embora podres, alguns subsistem).

Os que amam a Democracia, como o socialista e democrata Eduardo Campos, querem continuar a sua construção: PARA A FRENTE.
Os bolchevistas estão no seu triste direito de querer retornar à guerra revolucionária, mas nenhum democrata tem o direito de ser tão tolo a ponto de se deixar arrastar pelo discurso revanchista de justiça unilateral retroativa, que tenta levar o Brasil PARA TRÁS.

TORTURA NUNCA MAIS!
TERRORISMO NUNCA MAIS!
DITADURA NUNCA MAIS!

LIBERDADE SEMPRE! DEMOCRACIA SEMPRE!

Os referidos textos - "Muito à vontade", de Jânio de Freitas e "Minha Resposta", de Eduardo Campos - foram publicados originalmente no site da Folha de São Paulo. Peço ao caro leitor e caríssima leitora que vão lá ver, para melhor julgar.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Catarina Rochamonte inaugura nova coluna com um oportuno e esplêndido texto sobre o conflito árabe-israelense

Caros e caríssimas, faz tempo que não atualizo este Blog ROCHA 100. É que ando extremamente atarefado com a produção (edição e viabilização comercial) da nona edição da ROCHA 100 - Revista 100 Fronteiras. Prometo voltar a atualizar o Blog regularmente muito em breve. Por enquanto, quero saudar a nova coluna de Catarina Rochamonte, inaugurada no Portal 100 Fronteiras (portal100fronteiras.com.br) com um oportuno e esplêndido texto sobre o conflito árabe-israelense. Vocês podem ir à referida coluna e clicar, mas eu o reproduzo aqui:


Unificação Solidária - a paz possível entre Israel e Palestina





Um lugar comum na política internacional é sustentar um limite de coexistência insustentável. O lugar adequado de uma nação é o coração de um povo em liberdade e o povo leal é aquele por onde transita a ordem menos selvagem e menos bárbara. O Oriente médio se configura como um espaço de guerra contínuo e a tensão explode a qualquer momento. Não há como reconduzir um povo à paz sem que a melhor lei e a melhor coordenação se estabeleça. Não é provável que a paz se instaure enquanto houver domínio de uma insana petulância daqueles que postergam o desenvolvimento de direitos válidos universalmente e se constituem como entraves para a consolidação de um patrimônio humano sob a forma de leis. Negar a um povo a civilização e a democracia é negar a própria história e o seu desenvolvimento. O lento e desesperador conflito que agora se destaca na mídia não é outra coisa que o resultado acumulado por uma parte que se desloca das leis e outra parte que é sufocada por elas. Todos têm direito à paz, mas todos têm também direito à defesa daquilo que sustentam em seu íntimo como justiça. Políticas e posicionamentos bélicos não revitalizam o coração de um povo, mas quanto mais se postergar a inclusão de uma parte da história na própria evolução histórica, mais se possibilitará eclosões bárbaras e anti-democráticas como se costuma ver nos ataques terroristas. Nosso posicionamento é o da democracia universal e não o da guerra. Porém, a guerra que ora se apresenta no contexto da Palestina é a guerra de uma infinda e ineliminável tensão. Não adianta consorciar com quem não pensa e não há como negociar com quem não vê. Quem se compraz em mistificar a si mesmo e em fazer-se porta-voz da divindade através de terrores absurdos não haverá de compreender ou respeitar um acordo de paz. Lutemos sim pela paz, mas não nos deixemos cativar por posições em si mesma desprovidas de fundamento por abrigar uma deficiência de conhecimento do percurso histórico percorrido pela nossa civilização. O Oriente haverá de encontrar a paz quando seus habitantes encontrarem o amor. Nada do que se dá entre os homens pode fomentar a paz sem que a própria espiritualidade desperte. Por espiritualidade entendemos a comum anuência a uma porção nobre dentre os valores cristãos e a uma pequena parcela de resposta às indagações contundentes que nos afligem o coração. Espiritualidade é sentimento, é sabedoria, é amor. O maior desafio da nossa história atual é conduzir os povos a uma melhoria dessas condições; é albergar um novo começo em novos corações, desafiando assim aqueles cuja intolerância conduziu ao fracasso todas as tentativas de solução desse conflito que se configura hoje como uma real ameaça aos sonhos de paz. Trocar a ousadia desprovida de senso de justiça e de humanitarismo pela real e concreta firmeza na elaboração de leis e de possibilidades de convívio igualitário entre os povos é o desafio que nos devemos propor. Os porta-vozes das nações permanecerão em seus próprios dilemas e entregarão todas as chances de negociação caso não encontrem em si mesmo a fonte íntima de suas próprias contradições. Sustentemos a paz através da instância régia democrática e asseguremos que o desejo de todos aqueles que se precipitaram não haverá de ser suficiente para arrefecer o critério novo de unificação solidária.

sábado, 14 de junho de 2014

"Eu falo: porra...": o xingamento a Dilma e o discurso reles e racista de Lula da Silva

Como o planeta Terra já sabe - e possivelmente também os extraterrestres -, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada e xingada na abertura da Copa do Mundo. Milhares de vozes mandaram ela tomar: "Ei, Dilma, vai...". Um xingamento muito feio. Por mim, as vaias já estariam de bom tamanho. Dilma reagiu, e fez bem. Disse que os xingamentos não  a  tirariam do rumo. Está certa, quem se mete em política tem de ter o couro grosso, se não é melhor procurar outro ofício. O ex-presidente Lula da Silva, encosto da Dilma, também falou. Aí produziu, o que não lhe é raro, um discurso reles. Foi em  Recife, na sexta-feira 13, dia das bruxas. Foi como está aí no título: reles e racista. Quem quiser conferir, está disponível na internet. Lula disse que o xingamento a Dilma foi "a maior vergonha que o país já viu". Não foi. Foi feio e desaconselhável; porém, por feio que tenha sido, tem uma lista grande de coisas mais feias e vergonhosas que o país já viu. Vão aí alguns itens:

Lista incompleta de coisas muito mais feias do que o xingamento "Ei, Dilma, vai...":

1- a safadeza do mensalão: uma "sofisticada organização criminosa" chefiada pelo petista José Dirceu, que corrompeu o Congresso Nacional e aviltou a República;

2- o sequestro, tortura  e assassinato do prefeito Celso Daniel;

3 - menor de 18 anos ter licença para roubar, estuprar e assassinar;

4 - o governo brasileiro silenciar e o PT ser conivente com a perseguição, repressão, prisão, tortura e assassinato de opositores no regime fascista do podre Nicolás Maduro na Venezuela;

5 - Lula, principal beneficiário político da corrupção do mensalão, levada a cabo por subordinados seus, dizer que não sabia de nada;

6- a corrupção alastrada na Petrobrás, o destroçamento da Petrobrás na gestão petista;

7 - a campanha torpe promovida pelo PT e simpatizantes contra o digno ministro Presidente do Supremo Tribuna Federal Joaquim Barbosa, um pilantra petista chamado Pilha insultar por todas as formas e afrontar o ministro em via pública, um tal Sérvolo de uma Comissão de Ética do PT ameaçar de morte e dizer que vai dar  um tiro na cara do ministro;

8- o PT tentar transformar corruptos julgados, condenados e sentenciados em heróis e depois ainda fazer vaquinhas milionárias para pagar multa de corruptos;

9- o PT, partido que na história do Brasil  mais se beneficiou com a liberdade de imprensa, estar promovendo campanha para restabelecer a censura dos tempos da  ditadura (que, em linguagem de porco/orwelliana,  chamam de "controle social da mídia", "marco regulatório" etc);

10- o decreto 8.243, da presidente Dilma, que abre no Brasil as portas para implantação de um regime de tipo fascista.


Vou ficar neste redondo número 10. Mas, facilmente, poderia chegar ao redondíssimo número 100. Vejamos outros trechos do abominável discurso. Lula disse que o xingamento aconteceu porque parte da imprensa "incentivou o tempo todo essa reação da sociedade". A parte da  imprensa a que Lula se refere é a parte  que não lhe puxa o saco. Essa fala indecente visa, é claro, alimentar a campanha pelo restabelecimento da censura.

Vejamos outro trecho:

"Ô Dilma, você viu que não tinha ninguém com cara de pobre, a não ser você, Dilma? Não tinha nenhum pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade que comeu a vida inteira". 

Dilma tem cara de pobre? Eu ainda não tinha notado. Pelo  menos os cabelos, caríssimos, produzidos pelo melhor cabeleireiro do Brasil, são um luxo. Lula achar que Dilma tem cara de pobre, não tem importância. Achar que ser bonito e ter comido a vida inteira desqualifica a pessoa, aí já é boçalidade. Associar feiura e pobreza com a cor morena, achar que morenos (e negros, e todos os não brancos) não podem compor as elites; tudo isso é preconceito racista. Todas as pessoas não racistas que conheço acham linda a cor morena. E o poeta já pôs em verso: "Quem não ama a cor morena, morre cego e  não vê nada". Eu amo a cor morena em todas as suas tonalidades; desde a cor da morena clara até a cor da negra zulu. Sem, claro, desmerecer a beleza amarela das asiáticas,  a beleza vermelha das índias e a beleza de todas as cores de pele, inclusive a beleza da pele branca. Aliás, apontar a culpa de uma suposta "elite branca" é cretinice em voga nos sites e blogs chapa-branca; cretinice racista, criminosa.

Agora vejam essa confissão que Lula fez (sem querer, imagino):

"A elite brasileira está conseguindo fazer o que nós nunca conseguimos; despertar o ódio de classe. Ela está conseguindo fazer com que  o ódio tome conta de uma campanha".

Abstraindo o fato de que alguns dos mais gordos representantes da elite hoje dominante são petistas ou aliados do PT (Lula, Palocci, Collor, Maluf, Friboi...), é duvidoso que a elite brasileira esteja promovendo o ódio de classe, que é o combustível da luta de classes. Porém, que o PT teve por política promover tal ódio de classe, Lula está confessando. O conteúdo e o tom do discurso de Lula foi de confronto e violência, acenando para o ódio. Aliás, quem viu Lula aplaudindo o repulsivo discurso "Eu Odeio A Classe Média", da filósofa petista Marilena Chauí, não ficará surpreendido com a confissão do chefe do PT.

Lá pelas tantas, Lula falou: "Eu falo: porra...". Lula fala porra, Lula fala merda, Lula fala uma quantidade assustadora de chulices, ignorâncias e mentiras. Sempre tem quem goste.


  

quarta-feira, 11 de junho de 2014

"Dilmadura do proletariado" - ou, "ditadura proletária do crioulo doido": inovando na ciência marxista, a camarada Presidenta Rousseff implanta no Brasil, por decreto, a ditadura do proletariado

INFORME AO KOMINTEIRO (KOMITÊ MARXISTA MUNDIAL DO MUNDO INTEIRO)

Camaradas dirigentes do Kominteiro; finalmente, depois de seguidas derrotas desde a queda do muro de Berlim, em 1989, o marxismo tem o que comemorar: no Brasil, a camarada Presidenta Dilma Rousseff implantou a ditadura do proletariado. E foi por decreto. Trata-se de uma inovação 'felomenal' (como diria o camarada bicheiro Giovanni Improtta). Antigamente, ou melhor, pratrasmente (como diria o camarada prefeito Odorico Paraguassu), botar a ditadura  do proletariado para funcionar dava um trabalho danado, morria muita gente. Pois, "daqui prafrentemente tudo será diferente", como diz o camarada cantor das massas proletárias Roberto Carlos. Com a ousadia teórico-prática do decreto revolucionário-proletário, a camarada Presidenta inovou na ciência marxista, enriqueceu a práxis e acelerou a história: a assim já chamada "dilmadura do  proletariado" coloca o Brasil na vanguarda do progresso entre todas as nações socialistas. Antes de apreciarmos diretamente o já célebre decreto 8.243, convém uma rápida retrospectiva histórico-filosófica.

A CIÊNCIA MARXISTA E SUAS INOVAÇÕES   

Como os filósofos sabem por elucubração e o proletariado aprendeu no lombo por dolorosa experiência, o  marxismo é uma ciência exata e infalível. Chamado de materialismo-histórico e também de  materialismo-dialético (abreviado para "diamat" nos tempos áureos do Komintern, a Internacional stalinista), o marxismo não  apenas explica o passado como prevê o futuro com maior segurança que a Mãe Diná, que previu a  morte dos Mamonas Assassinas. A ciência elaborada por Marx e Engels previu, por exemplo, o surgimento do paraíso na terra; aí, pimba!..., não aconteceu. Não aconteceu, mas vai acontecer. Essa é a melhor parte da ciência marxista: suas previsões de uma sociedade abundante, igualitária, feliz e perfeita  podem demorar séculos ou milênios,  mas fatalmente ocorrerão; o que não deixa de ser um consolo por todas as desgraças que seus profetas vão deixando pelo caminho na busca do paraíso. A história caminha sempre de acordo com as necessárias leis dialéticas inventadas pelo marxismo; porém, como a história é um tanto preguiçosa, resolveram eles,  marxistas, dar um impulso através do instrumento chamado de "ditadura revolucionária do proletariado".  É um troço formidável. Funciona assim: um grupo de sábios marxistas toma o poder e, em nome do proletariado, reduz à servidão coletiva todas as classes sociais e pratica extermínio em massa: da exploradora classe burguesa; da vacilante classe-média (também caracterizada como atraso de vida, estúpida, ignorante e  abominável pela camarada filósofa Marilena Chauí, expoente do pensamento marxista no Brasil); do improdutivo e pernicioso lumpemproletariado; de milhões de camponeses atrasados e apegados à propriedade particular; de milhões de desavisados proletários que não tiveram tempo ou tirocínio suficiente para adquirir a necessária consciência de classe, talvez devido à dificuldade na leitura de "Das Kapital" (O Capital).

Parêntese: a dificuldade na leitura de "O Capital", pelo menos no Brasil, deixará de ser problema tão logo o Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, libere uma grana gorda para a camarada professora Patrícia Secco adaptar a maçaroca indigesta ao nível mental dos proletários reacionários.

A primeira experiência científica da ditadura proletária aconteceu em 1917, na revolução liderada por Lênin na Rússia (a Comuna de Paris foi uma experiência pré-marxista, portanto, pré-científica), e  sua expressão se deu através dos "conselhos populares" apelidados de "sovietes". Estes sovietes comandaram a revolução na sua primeira fase, mas logo, seguindo a nova receita do marxismo leninista, o Partido Comunista (Bolchevique) os sufocaria e extinguiria. Foi uma coisa feia o que o Partido fez com os sovietes, mas nada que a dialética  materialista não  explique e justifique. Com efeito, Lênin explicou de  forma magistral como a ditadura proletária precisava ser exercida exclusivamente pelo Partido Bolchevique. Já o atilado marxista-leninista Trotsky previu mais longe: "o partido se substituirá às massas, o comitê central se substituirá ao partido e, finalmente, o tirano se substituirá ao comitê central" (pimba!..., acertou na mosca; não só o tirano Stálin se substituiu às  massas, ao partido e ao comitê central como exterminou todos os que acharam ruim, inclusive o coitado do Trotsky).

Vejam que Lênin e depois Stálin, apesar de marxistas ortodoxos, fizeram  inovações quanto ao caráter da ditadura proletária. Justamente neste ponto voltamos à apreciação das inovações da camarada Presidenta Rousseff.  Seu decreto 8.243 é realmente inusitado. Ficou assim uma coisa bem brasileira,  uma espécie de "ditadura proletária do crioulo doido", para usar uma expressão do saudoso camarada Stanislaw, que jogou na Ponte Preta, time conhecido como "a macaca" e muito querido da camarada Presidenta. Deve ser por isso, aliás, que a audaciosa camarada, nos seus momentos de euforia criativa, costuma exclamar: "hoje eu estou com a macaca!". Sem  sombra das chuteiras, quer dizer, sem sombra de dúvidas, ao decretar o 8.243, a camarada Rousseff estava mesmo com a macaca. Não se deve estranhar a criatividade da camarada Rousseff, pois se trata de uma notável intelectual, especializada na obra do maior autor marxista brasileiro de todos os tempos, o camarada Nelson Rodrigues, de quem a esquerda não larga a mão nem o pé. A camarada Rousseff, por exemplo, tem o camarada Rodrigues na ponta da língua e o cita a propósito de tudo e qualquer coisa. Pelas narrativas da camarada, vamos tomando conhecimento da saga do grande bolchevista Nelson Rodrigues: foi preso todo nu no xadrez e castigado; casou com uma burguesa bonitinha, mas extraordinária (apesar de burguesa, converteu-se ao comunismo); jogou no time proletário Fluminense, foi exilado da pátria e pendurou as chuteiras.

Mas fujo ao  assunto, camaradas; desculpem, faço auto-crítica. Voltemos ao decreto 8.243. Eu poderia copiar e colar aqui, mas é um decreto de 22 artigos com profusão de parágrafos,  um troço "nimiamente extenso", como diria o finado Brás Cubas (diria, não diz mais; porque a  camarada professora Patrícia Secco não deixa). Tratarei tão somentemente de fazer sua defesa diante dos ataques que vem sofrendo por parte de empedernidos reacionários.

SABE DE NADA DE DIALÉTICA, INOCENTE!

Vejam como é pérfida a reação à ainda desabrochante "dilmadura do proletariado". No Congresso, os partidos de direita, conservadores, mencheviques, neoliberais e perrepistas querem anular o decreto da camarada Presidenta. Sem saber o que diz, o deputado menchevique Mendonça Filho diz que o decreto da camarada Presidenta é "arbitrário, ditatorial e quer passar por cima do Parlamento brasileiro". Esse é um inocente que não sabe de nada de dialética marxista. Ora, dialeticamente concebida, a ditadura proletária foi feita para passar por cima de tudo mesmo. Já o senador menchevique Álvaro Dias, não afeito às sutilezas dialéticas, labora em erros primários. Vejam o que diz: "Essa cópia de modelo cubano ou de modelo venezuelano não aprimora o regime democrático". Ora, o decreto da  camarada Presidenta Rousseff não é uma cópia das ditaduras do camarada Castro e do camarada  Maduro, mas sim, pela sua sutileza, é um originalíssimo avanço. E, pior, este senador menchevique ainda não aprendeu que a ditadura proletária não tem intuito de  aprimorar o regime democrático burguês, trata-se de exterminá-lo.

Também muito preocupa, camaradas, a ação deletéria, extra Congresso, de alguns juristas, intelectuais e falsos filósofos (falsos, sim; porque é  falso todo filósofo que não captou a mensagem do professor Raimundo; quer dizer, do mestre Karl Marx) defensores da democracia burguesa e que estão dizendo coisas horrorosas do decreto proletário. Vê se pode, por exemplo, o que disse o filósofo Roberto Romano (que nem brasileiro é, pois é Romano; portanto, italiano):

"Com o decreto, o que se  faz é gerar um Estado na periferia do Estado".

Vejam camaradas, esse filósofo Romano dá  mostras de não saber nada de  nada de  dialética. Ora, o objetivo dos conselhos populares, ou sovietes, é justamente constituir-se como Estado periférico e, da periferia, partir para estrangular o poder burguês e assumir o centro governamental,  implantando a "dilmadura do proletariado" em sua  plenitude. Ocorrendo isso, os próprios conselhos populares deixarão de ter significado, podendo todo o poder proletário ser exercido pela camarada Presidenta Rousseff; como, aliás, foi feito pelo camarada Secretário-Geral Stálin na União das  Repúblicas Socialistas Soviéticas e hoje é feito pelo jovem camarada Presidente Kim-Jung-Un na Coréia do Norte. Registre-se que esse camarada Presidente, apesar de tão jovem, também deu  uma notável contribuição à arte dialética da solução de contradições, pois jogou seu tio e rival nu dentro da jaula para ser devorado por 120 cães famintos, velozes e furiosos. Muito eficaz. Já aqui no Brasil, na mesma linha da solução animal, o camarada Lula da Silva, guia espiritual da camarada Presidenta Rousseff, teve uma genial ideia de jerico para resolver o problema da  mobilidade urbana nas metrópoles: os brasileiros vão deixar na garagem os poluidores automóveis e vão se locomover em lombo de jumento (o jegue-móvel). Como serão necessários milhões de jegue-móveis, vai ter bosta pra todo lado, o que sempre é melhor do que fumaça de gasolina e óleo diesel.

Voltemos aos falsos filósofos. Sobre o decreto revolucionário-proletário, o cientista político Oliveiros S. Ferreira (falso cientista, porquanto desprovido da ciência dialética marxista) afirmou em sentido negativo algo que, dialeticamente interpretado, revelará seu significado altamente positivo para o progresso da humanidade. Vejam:

"Com licença de Hayek, podemos dizer que o decreto 8.243 escancarou as portas para o caminho da servidão".

Repilamos de pronto os melindres de Hayek e Oliveiros quanto à liberdade burguesa. Karl Marx, na famosa carta a Pavel Annenkov, já havia feito o elogio da escravidão negra - citando o Brasil, inclusive -, demonstrando cabalmente a sua importância decisiva para o progresso das nações. Na mesma linha, havemos de considerar que a servidão para a qual a ditadura proletária, de modo geral, e a "dilmadura proletária" no Brasil, particularmente, abrem as portas, é, a servidão, condição sine qua non do avanço social. Vejam, camaradas, a experiência de todos os regimes marxistas já ensinou - e só os falsos filósofos não aprenderam -: sem servidão, não existe solução.

Finalmentemente, enfrentarei o falso filósofo Bolívar Lamounier, que também não é brasileiro (com esse nome, deve ser boliviano ou francês). É outro que não captou a dialética marxista. Vê se pode essa coisa agressiva que ele disse do decreto proletário:

"O decreto tem catinga de fascismo, na sua flagrante inconstitucionalidade, pela indigência intelectual que exala e pela sua mal-disfarçada sonoridade ideológica populo-esquerdóide-fascistóide".

Primeiramente, é inadmissível que esse falso sociólogo (desprovido que é da ciência dialética marxista) ponha em dúvida a excelência intelectual da camarada Rousseff, que é doutora PhD, com uma Tese sobre o já referido grande e maior dos marxistas brasileiros. Intitula-se a Tese: "À sombra das chuteiras da rapariga Flor - um corte epistemológico proustiano na semântica semiótica da obra seminal do marxista Nelson Rodrigues" (os mencheviques, como não podia deixar de ser, questionam o doutorado da camarada Presidenta). Segundamente - santa ignorância da dialética -, os conselhos populares, ou sovietes, são instrumentos do proletariado contra a ordem constitucional  burguesa, portanto, têm  de ser, dialética e necessariamente, inconstitucionais. Terceiramente, não cabe caracterizar um instrumento bolchevista como fascista. Fascistas e nazistas escravizaram e assassinaram para construir uma sociedade do mal. Já os bolchevistas, se bem que escravizaram e assassinaram muito mais do que os fascistas e nazistas juntos, sempre, os bolchevistas, escravizaram, assassinaram e promoveram toda ordem de crimes para construir uma sociedade do bem. Em assim sendo, e não existindo Deus, como demonstra a rigorosa dialética materialista, todo o mal é permitido. E, aliás, mais do que permitido, conveniente aos interesses do marxismo revolucionário.

The End - É o Fim!