Blog Rocha 100

“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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domingo, 15 de maio de 2016

"100 dias de esperança para Temer": o Povo deve voltar às ruas; pelo afastamento definitivo de Dilma e contra as ameaças e agressões da esquerda fascista-jararaca

rocha100.blogspot.com.br

Raimundo Lira, que conduziu a Comissão Especial de Impeachment do Senado - agora Comissão Processante - com prudência e sabedoria, propôs "100 dias de esperança para Temer". É da tradição o crédito de confiança de 100 dias para novos governantes, mas essa formulação de Lira, composta com a palavra da esperança, agradou-me particularmente. É bem o caso. A imensa maioria do povo brasileiro, que deseja se libertar da ditadura da corrupção, está conseguindo realizar seu objetivo não por um caminho ideal, mas pelo caminho possível dentro da legalidade democrática. Tendo o governo Dilma/PT afundado o país na maior crise da história da República, quis o destino que, novamente, fosse o PMDB a via partidária de salvação. Esperamos que não nos falhe, esperamos que volte a ser o MDB/PMDB Velho de Guerra que comandou a luta que nos libertou da ditadura militar. Michel Temer está presidente interino não porque escolhido por nós, que lutamos contra a ditadura da corrupção do PT, mas porque escolhido pelo PT para ser candidato a vice-presidente e eleito por 54 milhões de votos na chapa encabeçada por Dilma Rousseff. Temer está presidente por força de previsão constitucional, e é imperioso para a salvação nacional que se dê o afastamento definitivo da presidente Dilma, títere, fantoche, instrumento nefasto da República Paralela da Jararaca. Eis que grupos da esquerda jararaca, incentivados por audaciosos chefes jararacas, avançam pelas práticas fascistas da violência, interditando ruas e estradas com fogo, agredindo fisicamente equipes de jornalismo, gritando ameaças e martelando, ao estilo do nazista Goebbels, a mentira sem-vergonha do "golpe", golpe", "golpe"... Para essa mentira do "golpe", o PT encontrou algum apoio internacional: a ditadura de Cuba dos Castros e os bolivarianos, especialmente o regime fascista do podre Nicolás Maduro da Venezuela. Tal apoio já escancara o pendor totalitário da esquerda jararaca; mas cuidemos dos nossos assuntos soberanamente, sem dar muita trela para os Castros e os bolivarianos. Certamente, o PT e seus satélites jararacas têm todo o direito de fazer manifestações, de ir às ruas, de protestar. Porém, tocar fogo e espancar pessoas, isso, no Estado Democrático de Direito, não pode. Afastados do poder, em desespero, o PT e seus apaniguados se vão transmutando, pela prática da violência, em esquerda fascista. As ações violentas e ameaças incendiárias desses grupos visam intimidar e inibir os milhões de democratas que foram às ruas contra a corrupção e pelo impeachment. Não conseguirão. E eu acho que devemos voltar às ruas em grande estilo, massivamente: pelo impeachment (definitivo), contra a corrupção e contra a violência. Devemos voltar às ruas não para confrontar fisicamente os grupos da esquerda fascista, mas para confrontá-los numericamente, reafirmando o que tantas vezes, em tantas manifestações, já restou comprovado: nós outros, cidadãos pacíficos, defensores da liberdade e da democracia, somos a maioria. Aproveitando o momento, poderemos deixar patente a concessão de "100 dias de esperança para Temer". Acho mesmo que devam ser "200 dias de esperança": 100 para esse governo interino e mais 100 para o governo regular, após conclusão do processo de impeachment, com afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência. As instituições e a Constituição são a Democracia. Mas, sobretudo, o povo é a Democracia e o povo é o soberano. E o povo é sempre mais Povo e Soberano quando ocupa as ruas e as praças, que são suas. Viva o Brasil!

Washington Rocha - João Pessoa, 15/05/2016.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"Chávez nosso que estás no céu...": Putaquipariu!, a cretinice da esquerda fascista não tem limite

Eu, que já fui marxista e bolchevista, conservo alguns amigos marxistas e bolchevistas. Alguns se zangam com minhas críticas ao credo que com eles compartilhei um dia. Em resumo: hoje, considero que o marxismo é uma  miséria de filosofia. Quanto ao bolchevismo, que é a vertente mais autoritária da autoritária doutrina marxista, considero que seja a pior desgraça política que jamais infelicitou a humanidade; podendo ser comparado apenas ao nazifascismo. Aliás, marxistas civilizados abominaram o bolchevismo no nascedouro, dentre os quais Karl Kautsky e Rosa de Luxemburgo. Outro marxista alemão, Otto Rühle, que lutou na resistência ao nazismo, considerou o bolchevismo como pai da desgraça nazifascista, em um livro cujo título diz tudo: "A luta contra o fascismo começa com a luta contra o bolchevismo".

Pois bem, por ruim que seja o marxismo e por pior que seja o bolchevismo, não penso que os marxistas e bolchevistas de hoje mereçam o padecimento de apreciar a degradação a que a esquerda autoritária latino-americana - cuja maior expressão é o chavismo -, que lhes reivindica a herança, atingiu.

Como se sabe, o marxismo é uma filosofia materialista que se pretendeu como ciência, autodenominando-se "Materialismo Histórico", "Materialismo Dialético" e "Socialismo Científico".  Marxismo e bolchevismo, que comandaram o movimento socialista internacional no séc. XX, praticaram um severo ateísmo racionalista, abominando todas as superstição e todas as religiões, que para eles era a mesma coisa. Pois, o chavismo (também chamado bolivarianismo - coitado do Simón Bolívar), que se autoproclama "Socialismo do Século XXI", enveredou não só pela religião católica, mas pelas superstições mais ridículas. O chefe supremo do chavismo, o defunto Hugo Chávez, desce periodicamente à terra para, em forma de passarinho (pajarito), conversar com seu herdeiro presidente da Venezuela, o podre Nicolás Maduro, que, vez por outra, dorme ao pé do túmulo do ídolo, tal qual um servo de Drácula. E essa não é uma abjeção que o podre Maduro faça às escondidas, pelo contrário, conta a abjeção aos devotos da seita para entusiasmá-los.

Em artigos passados, já tinha eu denunciado o caráter fascista e de baixa superstição do chavismo. Um meu amigo, velho intelectual marxista a quem muito prezo, avesso a superstições e religiões, zangou-se. E zangado, escreveu contra mim alguns desaforos. Eu não me zanguei. Compreendi, pois não é fácil abandonar antigas paixões ideológicas. E agora, depois da última degradação do chavismo, chego a ter compaixão pelo meu velho amigo, austero pensador que reivindica tanto o marxismo como o Iluminismo. Eis que o chavismo instituiu um novo Pai Nosso, substituindo o Deus de Jesus Cristo pelo defunto ídolo Hugo Chávez. Aliás, foto que circula na internet dá conta que Chávez ressuscitou, na forma de uma mulher gorda (procurem conferir; é a cara).

Todavia, por espantoso que seja o Pai Nosso bolivariano, por audaciosa que seja, do ponto de vista cristão, a blasfêmia, havemos de convir que, pelo menos no Brasil, o que mais tem hoje na Igreja Católica é padre, frade e bispo marxista. O Frei Betto, por exemplo, chegou a idealizar o futuro feliz da humanidade como produto do acasalamento entre uma santa católica e um guerrilheiro marxista. Vejam: "Feliz homem novo, feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Tereza de Ávila com Ernesto Che Guevara". Ao libidinoso frade e outros católicos marxistas, talvez seja conveniente abandonar o velho Pai Nosso - ultrapassado, reacionário -, e adotar o novo Pai Nosso - progressista, revolucionário -. Ei-lo:

 "Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"