Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Liberdade e Democracia na Livraria do Luiz

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Os encontros aos sábados na Livraria do Luiz tornaram-se já uma tradição dessa nossa tão querida e culta Cidade das Acácias; sempre pela manhã, a partir das 10. Durante todos os dias e o dia todo, aliás, a Livraria do Luiz é ponto de encontro dos amantes das letras e das artes; mas nas manhãs dos sábados é especial. Neste sábado, 9 de julho, um dos focos das conversas será o livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia - artigos e ensaios sobre política e sociedade", de autoria de Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha e Manuel Alves da Rocha. Talvez devido ao título comprido e à bela capa na cor celeste, essa obra tem sido chamada também de "Livro Azul da Liberdade".

O "Livro Azul da Liberdade" é polêmico e tem causado certo alvoroço entre setores da esquerda autoritária, que, de certa forma, haviam monopolizado o debate político na Paraíba, a partir das universidades, onde, ordinariamente, os marxistas debatem com outros marxistas para saber quem é mais marxista. Isso não é debate, é conversa de comadres. O nosso livro é expressamente democrático, liberal e libertário; em variados tons de azul, pois são quatro autores e, portanto, como disse o poeta e crítico Hildeberto Barbosa, em artigo publicado no semanário Contraponto, "quatro vozes, quatro olhares".

A meu convite, vários marxistas confirmaram presença no encontro deste sábado; inclusive alguns velhos amigos bolcheviques, dos tempos em que fui bolchevique. Então, vai ter debate, de verdade.

A Livraria do Luiz, todo mundo sabe, mas não custa lembrar, fica na Galeria Augusto dos Anjos, no Centro, entre a Rua Duque de Caxias e a Praça 1817.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

"Não há democracia sem liberdade": Hildeberto Barbosa escreve sobre livro organizado por Catarina Rochamonte

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De forma quase unânime, Hildeberto Barbosa é considerado o maior crítico literário da Paraíba. Eu, particularmente, entendo que seja o maior do Brasil. É também esplêndido poeta, senhor absoluto da lírica lá na "Comarca das Pedras". Enfim, navega como desbravador pelo "mar sem fim" do pensamento. Vejam aí uma curta nota biográfica do nosso erudito, retirada do site "Cultura Popular":

Poeta, crítico literário, professor e jornalista, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Licenciou-se em Letras Clássicas e Vernáculas (UFPB); realizando ainda Especialização em Direito Penal, pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestrado e Doutorado em Literatura Brasileira, pela UFPB.
Professor de Legislação e Ética da UFPB nos cursos de Comunicação Social, Relações Públicas e Turismo, Hildeberto Barbosa Filho constantemente é convidado para participar em simpósios, congressos e seminários como palestrante e conferencista. Integra o quadro de sócios da API (Associação Paraibana de Imprensa) e da APL (Academia Paraibana de Letras), Academia Paraibana de Filosofia (APF) e Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano (IHGCPB).


Pois, este formidável intelectual publicou, na edição de 05/05/2016 do jornal Contraponto, na sua coluna 'Convivência Crítica', uma extensa análise do livro organizado por Catarina Rochamonte, "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia". Reproduzimos a seguir os dois primeiros e os dois últimos parágrafos do texto de Hildeberto. Busquem a edição referida para ler o texto completo. O livro está à venda em O Sebo Cultural e na Livraria do Luiz.


 Liberdade e Democracia: quatro vozes, quatro olhares

Hildeberto Barbosa Filho


Não há democracia sem liberdade. Uma é o fundamento da outra, e, tanto no plano político quanto em âmbito filosófico, liberdade e democracia convergem no sentido da possibilidade de uma existência fraternal entre os homens. Entrelaçadas no núcleo da mesma dialética, ambas, nos limites históricos de suas respectivas práticas, podem estabelecer as fundações de uma ética humanística que transcende as necessidades materiais e procura exercitar os desafios da espiritualidade.

Quero crer que este é um dos fios condutores por intermédio do qual eu posso ler e pensar o construto das ideias desenvolvido por Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha e Manuel Alves da Rocha, em "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia: artigos e ensaios sobre política e sociedade" (João Pessoa: Ideia, 2016).

[...]

É claro que ninguém é obrigado a concordar com os pontos de vista dos autores, sobremaneira face a questões políticas e filosóficas naturalmente discutíveis em suas ambivalências semânticas e em seus predicados ideológicos. Mas é preciso reconhecer, no entanto, a seriedade do esforço cognitivo de cada um, o domínio revelado no trato da matéria, a capacidade lógica de pensar e abstrair e, sobretudo, a formulação subterrânea de uma ética que convoca a fraternidade como elemento propulsor da vida política e social.

Há um movimento sutil a compor um ritmo todo especial na dança das ideias que se estratificam em cada texto, unindo-os na sua diferença. Acredito que seja a passagem de um fundamento humanista calcado numa razão libertadora, que nos veio de Kant, Rousseau, Voltaire, para a abertura espiritual de uma ética cristã sedimentada na fraternidade. Se não estou errado o livro de Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha e Manuel Alves da Rocha nos convida para esse fecundo debate. É ler e conferir!".

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"Erudição e originalidade"; "pensamento convergente, mas não homogêneo": nota de Gelza Rocha sobre o "Livro Azul da Liberdade"

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Gelza Rocha é escritora reconhecida tanto em livros didáticos da sua especialidade, a geografia, quanto no conto, no romance e na poesia. Na sua publicação mais recente, "Faz de conta que sou poeta", provou ser poeta das melhores, fazendo chorar muita gente. Ela leu e gostou do, agora também dito, "Livro Azul da Liberdade": Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha, Manuel Alves da Rocha -. Gelza, que é extensa nos escritos geográficos e intensa na literatura, foi econômica e contida na análise do nosso livro. Nem por isso nos deixou menos felizes. Confiram:


Ao ler "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", pude perceber mais claramente que vem da democracia as consequências mais benéficas para um desenvolvimento positivo das sociedades. Nem sempre me coloco em estreita consonância com determinadas posições ou conceitos explicitados pelos autores, porém, ao focar no objetivo primeiro pretendido por eles, ou seja, o valor da democracia para a humanidade, alinho-me com os mesmos, pois penso que somente numa democracia será possível se construir uma sociedade mais justa para todos.

Concordando ou não com o pensamento dos autores - que, aliás, embora convergente, não é homogêneo -, a obra deve ser lida, pois as reflexões sobre os temas nela discutidos são extraordinárias, com passagens de erudição, mas também de originalidade; no que pese as questões da liberdade e da democracia serem das mais antigas e exploradas.

Acrescento que a edição, com linda capa em tom azul, é primorosa; e que achei muito elegante estar sendo chamado de "Livro Azul da Liberdade".

Professora Gelza Rocha Fernandes de Carvalho - Mestre em Geografia pela USP. Professora da UFPB.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A BELEZA AZUL DO LIVRO DA LIBERDADE - artigo de José Ricardo de Holanda Cavalcanti

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O psiquiatra José Ricardo de Holanda Cavalcanti, que os amigos chamam de Zé Ricardo, é ativista político desde a juventude, nos "Anos de Chumbo", tendo travado as grandes lutas da Democracia. Destacou-se como líder sindical, tendo sido presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba e membro do Conselho Nacional de Medicina. Intelectual engajado - como se dizia antigamente -, Zé Ricardo é também um artista plástico de rara sensibilidade. Ele leu o nosso livro e nos enviou este comentário/artigo. Vejam que beleza:

A BELEZA AZUL DO LIVRO DA LIBERDADE

José Ricardo de Holanda Cavalcanti

O livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia" impressionou-me por diversos modos. Sendo eu, nas horas vagas, artista plástico, fui desde logo conquistado pela beleza da capa, um trabalho de Magno Nicolau: uma coluna grega e a Estátua da Liberdade sobre fundo azul. Está aí definida a natureza do livro. Para a sua excelência, nos encaminha o vigoroso prefácio de Lucas Berlanza, que nos impõe "virar a página" e continuar a leitura. E nos deparamos com uma pérola, que é a "Pequena Ode à Liberdade", de Iremar Bronzeado. E não se pode mais parar a leitura; que, no entanto, não fiz de forma linear, mas alternando entre os ensaios e os artigos dos quatro autores. Ainda não concluí a leitura (o sacerdócio da medicina é exigente), mas já vou avançado. De Iremar, passei à, para mim comovente, entrevista de Catarina Rochamonte, feita por Lucas Berlanza. Comovente porque conheci Catarina ainda menina e porque também comungo daquela espiritualidade tão bem expressa pela jovem escritora. Os ensaios do meu amigo Washington Rocha, deixei para ler por último, e certamente os comentarei. Agora, quero me deter no perfil do Frei Caneca, traçado com maestria pelo Desembargador Manuel Alves da Rocha. Eis que, sendo eu admirador do herói e mártir da Confederação do Equador, tinha dele um conhecimento quase exclusivamente aurido em livros didáticos. No texto em tela, Frei Caneca revela-se numa dimensão bem maior do que comumente lhe é dada pelos professores de história em sala de aula. Seu pioneirismo no pensamento liberal brasileiro, sua flama libertária e ao mesmo tempo seu pendor constitucionalista. Destaque-se os comentários que o Desembargador Manuel faz à Constituição de 32 pontos de Frei Caneca, trazendo a força do liberalismo/libertarismo do revolucionário de 1817 para iluminar o momento nebuloso que o Brasil atravessa neste ano de 2016.

Gostaria de escrever mais; escrevo pouco porque tenho pouco tempo. E é preciso concluir a leitura. Vou me deitar na rede, ali na varanda, e virar mais uma página deste belo Livro Azul da Liberdade.

José Ricardo de Holanda Cavalcanti;

João Pessoa, 09 de maio de 2016.   

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Cristianismo e Iluminismo na expressão de Iremar Bronzeado, o Filófoso da Liberdade

Hoje, quinta-feira, 14/04, às 18 horas, lançamento em João Pessoa do livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia": na Fundação Casa de José Américo - Av. Cabo Branco, 3336.

Ao tempo em que renovamos o Convite, ressaltamos um trecho do artigo "Democracia e História", um dos vários, dentre artigos e ensaios, com que Iremar Bronzeado, o Filósofo da Liberdade, ilumina o referido escrito:

"Cristianismo e Iluminismo se articulam historicamente como as duas revoluções permanentes, capazes de conduzir a espécie humana a uma condição cada vez mais justa, livre e feliz".

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Contamos com você

"Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia"
Autores: Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha, Manuel Alves da Rocha.
Lançamento em João Pessoa nesta quinta-feira, 14/04, às 18 horas.
Local: Fundação Casa de José Américo - Av. Cabo Branco, 3336.
Pedimos que divulgue. Esperamos que compareça.
Contamos com você.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Vozes da Liberdade e Democracia: nesta quinta-feira, 14/04, na Fundação Casa de José Américo

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Ao tempo em que renovamos o Convite para o lançamento do livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", organizado pela filósofa Catarina Rochamonte - nesta quinta-feira, 14/04, em João Pessoa, na Fundação Casa de José Américo-FCJA, a partir das 18 horas, em solenidade conduzida pelo Presidente da FCJA, Professor Damião Ramos Cavalcanti, seguida de Coquetel de confraternização -, expomos indicações da natureza do livro, reproduzindo aqui suas orelhas. Na solenidade, os autores falaram às orelhas dos amantes da literatura.

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"Constituir leis é favorecer a máxima expressão da humana possibilidade de aperfeiçoamento moral e exigir daqueles que não se alçaram a isso o cumprimento do que se consagrou como norma.
Coletivamente se constroem leis, mas individualmente se consagram os homens a elas. Compreender o tesouro de um Estado consagrado por leis é compreender a própria História no seu direcionamento democrático e evolutivo". Catarina Rochamonte
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"Se você abrir este livro, também será convocado. Acredito que dirigirá um olhar muito mais rico e agradecido às instituições e dádivas que recebemos dos que nos antecederam na longa epopeia humana, e perceberá o quanto vale a pena dedicar algo mais para defendê-las dos predadores, prontos a ludibriar os incautos. Não seja um incauto. Para tanto, você pode começar por aqui. Vire a página". Lucas Berlanza
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"Contudo, a verdadeira origem das modernas noções de Liberdade, Igualdade e Fraternidade é Cristo Jesus, que “veio para libertar os cativos, dispersar os soberbos, destituir os poderosos de seus tronos e exaltar os humildes” (Lucas 1:51-52) para que todos fossem iguais perante o trono do amor e da graça e se amassem mutuamente como irmãos, filhos do mesmo Pai". Iremar Bronzeado
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"Não obstante, suas revoluções resultaram, invariavelmente, em um retorno a condições de sociedades pré-capitalistas, pré-democráticas e pré-liberais. São “revoluções para trás”. Este declínio da civilização nos regimes do socialismo marxista patenteou-se com brutalidade estarrecedora: uma verdadeira descida ao inferno". Washington Rocha
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"A vida de Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o nosso Frei Caneca, é uma página de glória e heroísmo.
Ao sair da prisão escreveu, com o coração cheio de felicidade: 'Pernambuco, a cidade do refúgio dos homens honrados, o baluarte da liberdade, o viveiro dos mártyres brazílicos, a bússola das províncias arcticas, a muralha intransponível aos Tártaros do sul, formidável aos absolutos do império, indomável às forças externas (...)'”. Manuel Alves da Rocha




sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Pequena ode à Liberdade", de Iremar Bronzeado; uma abertura de ouro para o livro da Democracia

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No seu clássico "Declínio e queda do Império Romano", Edward Gibbon diz que o livro "Consolação da Filosofia", de Severino Boécio, é uma "página de ouro". O mesmo digo eu do texto "Pequena ode à Liberdade", de Iremar Bronzeado. Pois, essa página de ouro abre o livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", que será lançado em João Pessoa na próxima quinta-feira, 14/04, na Fundação Casa de José Américo, Praia do Cabo Branco, a partir das 18 horas; com Coquetel de confraternização libertária e democrática. Aqui apresentamos a página de ouro que abre o livro - um tanto extenso, mais de 300 páginas -; ao tempo em que renovamos o Convite e pedimos a todos os amigos que o repassem, que divulguem o evento.



Pequena ode à Liberdade

Iremar Bronzeado
 Amar a Liberdade é amar a vida. Pois a vida só floresce no seio da Liberdade. Os seres vivos, crescem mais belos e fortes quando fortalecidos na peleja pela Liberdade. Na exemplar ilustração de Immanuel Kant, as árvores que crescem no meio da floresta são mais belas, retas e úteis porque seu crescimento se dá por mútua disputa em busca da luz do sol, que resplandece na imensidão por cima da mata. As que, em campo aberto, recebem, gratuitamente, abundância de luz, crescem desordenadamente, tortuosas e frágeis.
Assim são, também, os indivíduos: os que se insurgem contra a tirania e lutam pela Liberdade têm o seu nome glorificado no panteão da História. Os que se acomodam ao domínio dos déspotas, caem no abismo do esquecimento. Também as nações: aquelas que fizeram da Liberdade o princípio supremo de sua existência e proclamaram a soberania do cidadão sobre a coletividade e o Estado estão hoje na vanguarda do desenvolvimento e da civilização. Aquelas que optaram por ideologias totalitárias que preconizam a tutela do Estado sobre o indivíduo, debatem-se, ainda, atoladas na retaguarda da modernidade.
A Liberdade é a mãe do maravilhoso mundo novo em que vivemos. Foi graças a ela que o Iluminismo e a Revolução Francesa atribuíram aos homens seus direitos inalienáveis, fundamento do ideal republicano e das eficientes e insuperáveis Democracias Liberais de Mercado. Foi a liberdade atribuída à competividade da produção e do mercado que permitiu os maravilhosos avanços da ciência e da tecnologia, que diminuem o sofrimento dos homens e nutrem a esperança de um futuro de abundância e paz.
Contudo, a verdadeira origem das modernas noções de Liberdade, Igualdade e Fraternidade é Cristo Jesus, que “veio para libertar os cativos, dispersar os soberbos, destituir os poderosos de seus tronos e exaltar os humildes” (Lucas 1:51-52) para que todos fossem iguais perante o trono do amor e da graça e se amassem mutuamente como irmãos, filhos do mesmo Pai.

sábado, 2 de abril de 2016

"Vire a página": o intrépido prefácio de Lucas Berlanza ao livro organizado por Catarina Rochamonte - e a renovação de um Convite

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Como já anunciado em post anterior, o livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", organizado pela filósofa Catarina Rochamonte, foi lançado em 12 de março, com sucesso, em Olinda, no Hotel Samburá, à beira mar. No próximo dia 14 de abril, será lançado em João Pessoa, na Fundação Casa de José Américo, também à beira mar, na Praia do Cabo Branco. Os autores são Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Manuel Alves da Rocha e Washington Rocha, este modesto escriba que vos fala. O início está previsto para as 18:00 horas. Após a solenidade, que será conduzida pelo Presidente da Fundação, Professor Damião Ramos Cavalcanti, será servido um delicioso Coquetel. O julgamento do livro caberá a vocês, que o irão ler. Entretanto, adiantamos aqui o intrépido prefácio de Lucas Berlanza, um dos expoentes da nova geração de pensadores liberais. Pedimos a todos que divulguem esta mensagem/Convite por todos os meios. Contamos com vocês. Venham, convidem os amigos. Venham prestigiar o esforço literário e a luta por Liberdade e Democracia.


PREFÁCIO
Ao ser muito honrosamente convidado a prefaciar este Natureza e excelência da liberdade e da democracia, recordei-me de imediato de uma citação célebre e que, até certo ponto, já se tornou clichê, mas considero realmente inevitável. Certa vez, disse o estadista britânico Winston Churchill (1874-1965), uma das figuras mais relevantes do século XX, que a democracia é “a pior forma de governo, salvo todas as demais experimentadas”. Pode parecer pouco animador, mas, a despeito da humildade conceitual demonstrada, do tom deveras “pé no chão”, poucos travaram um combate tão inflamado contra as ameaças à democracia quanto ele, insuflando as tropas britânicas em defesa do legado ocidental, diante da barbárie totalitária nazi-fascista.
Em seu casamento com o liberalismo e sua proposição fundamental das liberdades individuais, acompanhadas das devidas responsabilidades – casamento esse que, como pontuaria o austríaco Friedrich Hayek (1899-1992), é mais difícil e envolve mais dilemas e percalços retóricos do que parece -, produzindo os regimes liberais-democráticos, ela é uma das mais notáveis consequências da nossa herança civilizacional. O que Churchill quis dizer é que não se pretende com isso que seja a palavra absoluta da perfeição; Carlos Lacerda (1914-1977) responderia a essa sugestão descabida que só o totalitarismo reclama “soluções absolutas”, e o mérito dos democratas está na “consciência da relatividade das soluções”. Conscientes de que avançamos passo a passo, de que herdamos um patrimônio que oferece material vasto às nossas perquirições e modelo para compreender a realidade e atuar sobre ela, os democratas sabem que só os arrogantes se permitem acreditar no próprio poder para tratar o mundo como uma lousa em branco, na qual poderiam inscrever seus delírios e submeter os demais, como crianças domadas, aos seus caprichos.
Por deformação dos melhores princípios esposados pela eclosão das ideias liberais e iluministas – posto que nem todos eu reconheço como portando o mesmo valor -, essa arrogância se manifesta em uma linhagem genealógica de pensadores e intérpretes sociais que, de Rousseau a Lênin, de Marx a Gramsci, plantaram as sementes do coletivismo insidioso e assassino. Os mais tenebrosos morticínios se produziram em consequência da irresponsabilidade de utopistas e seus séquitos de delirantes e mal-intencionados, que tentaram oferecer à humanidade suas soluções supostamente magníficas, quando a mais sublime de todas é aquela que nos permite o desenvolvimento espontâneo e a troca pacífica das oposições, das contrariedades e das subjetividades.
Com essa ou aquela divergência de tom ou de preferência ideológica, encontro em todos os autores dos artigos desta coletânea, todos eles dotados de luzes francamente mais elevadas que as minhas na apreensão dos tópicos em relevo, o mais sincero espírito de destemor ao defender, pelas suas argutas análises acadêmicas, os mais nobres valores e princípios de espírito público que a humanidade já logrou êxito em elaborar. Elaborar, constituir, sofisticar; não, porém, consolidar. Tristezas e misérias como o terrorismo islâmico e o autoritarismo tacanho do socialismo do século XXI na América Latina são algumas das mais notórias evidências de que a doença arrogante dos que preferem tiranias declaradas, ou dos que preferem as vãs sugestões de “democracias” sem liberdade, ainda é profundamente arraigada, e que a lição de Thomas Jefferson continua a ecoar certeira: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.
Para essa luta e para essa vigilância, ainda tão necessárias, tão imperiosas nesses tempos complicados em que vivemos, é reconfortante que novas vozes se somem, engrossando o coro, ao lado dos grandes autores, das obras densas e dos agentes sociais do passado e do presente, com textos diretos, objetivos, análises sucintas que triunfam sobre as afobações e tribulações do dia-a-dia e dissecam o câncer que queremos combater. Os autores desta coletânea fizeram isso, e com extrema competência. São diferentes de mim, uns mais, outros menos; são diferentes entre eles, uns mais, outros menos. Entendem todos o que é fundamental, sem o que a própria discussão sadia das diferenças se torna impossível e que, portanto, é a primeira de todas as prioridades, a primeira de todas as brigas que se devem comprar para estar em paz com a consciência e para prestar a mais nobre das contribuições demandadas pelo equilíbrio social.
Com muita propriedade, os autores estão chamando a atenção daquele que porventura ler estas páginas para um problema ao qual ninguém deveria ser insensível, e de cuja solução ninguém se pode escusar. Foi com prazer que acompanhei estas linhas, reconhecendo nas almas por trás delas companheiros de um duelo de que, na medida limitada das minhas possibilidades e na pequenez das minhas competências, acredito já tomar parte: o grande conflito contra os pretensos “papais” e “mamães” de todo mundo, que terminam por se converter em seus algozes.
Se você abrir este livro, também será convocado. Acredito que dirigirá um olhar muito mais rico e agradecido às instituições e dádivas que recebemos dos que nos antecederam na longa epopeia humana, e perceberá o quanto vale a pena dedicar algo mais para defendê-las dos predadores, prontos a ludibriar os incautos. Não seja um incauto. Para tanto, você pode começar por aqui. Vire a página.
Lucas Berlanza