Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
27/10: nova data do Debate da Liberdade
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Argumento convincente: por recomendação do presidente da API, jornalista João Pinto, o Debate da Liberdade foi adiado para depois das eleições
O Debate que a Associação Paraibana de Imprensa promoveria hoje (quarta-feira, 28 de setembro) sobre o livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia" foi adiado mais uma vez. O jornalista João Pinto, presidente da API, argumentou que realizar o evento tão próximo das eleições municipais poderia comprometer o sucesso do mesmo. Sem dúvida o argumento é convincente. O presidente João Pinto garantiu que na próxima semana - pós-eleições - a Diretoria da API se reunirá para marcar uma data definitiva. Portanto, o Convite, tal como abaixo reproduzido, continua valendo, esperando apenas a modificação da data. Contamos com vocês.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Primavera Azul: API realiza debate sobre Liberdade e Democracia (adiado para 28/09)
A Associação Paraibana de Imprensa –API – realiza na próxima quinta-feira (22), às 17 horas, um debate sobre o livro “Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia – Artigos e ensaios sobre política e sociedade”. O debate será mediado pelo jornalista, Cristiano Machado, secretário geral da API.
domingo, 18 de setembro de 2016
O Debate da Liberdade: quinta-feira/22/09 na API
domingo, 21 de agosto de 2016
"Amor Fati": primeira parte da réplica a José Octávio de Arruda Mello no debate da Liberdade
Como vocês, caros leitores e caríssimas leitoras, puderam ver em post anterior, José Octávio de Arruda Mello, na conclusão da análise a meus ensaios contidos no livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", afirma: "...os estudos de Washington sobre as Revoluções e Norberto Bobbio são da melhor qualidade, impondo discussão crítica". Nenhum outro elogio poderia me deixar mais feliz. Como a discussão é crítica, o brilhante intelectual e eminente historiador faz também ressalvas; às quais começo a responder.
De início, José Octávio considera: "algo arrependido da antiga militância ultraesquerdista, o irmão de Gelza Rocha parece aproximar-se, por vezes, do anticomunismo". E cita a passagem do meu texto em que digo que a "filosofia da práxis" já deveria estar "morta e enterrada".
Pois bem; anticomunismo no sentido de alguma perseguição a comunistas considero que seja algo detestável. Pelo contrário, entendo que seja salutar para a democracia o debate entre liberais e comunistas. Na Itália e no Brasil, por exemplo, esse diálogo resultou em os comunistas do PCI e PCB, respectivamente, abandonarem o comunismo para recair (aqui uso a elegante expressão de José Octávio) numa linha de esquerda democrática. Também o comunismo como ideal de emancipação definitiva de toda a humanidade, plena igualdade e perfeita fraternidade - o paraíso terrestre -, eu acho lindo e maravilhoso. Porém, o comunismo como política prática, aquela que foi implantada pelos revolucionários marxistas no século XX, aqueles regimes de servidão e morte, o comunismo real resultante da "filosofia da práxis"; esse comunismo eu abomino.
Quanto a arrepender-me da minha antiga militância ultraesquerdista, não me arrependo. Antes a resguardo no coração, por aquela fórmula de Nietzsche: "Amor Fati", que aqui transcrevo:
"Minha fórmula para a grandeza no homem é amor-fati: não querer nada de outro modo, nem para diante nem para trás, nem em toda eternidade. Não meramente suportar o necessário, e menos ainda dissimulá-lo – todo idealismo é mendacidade diante do necessário -, mas amá-lo” – Nietzsche, Ecce Homo.
Essa fórmula, célebre na grandiloquente expressão nietzschiana, já estava nos antigos, nos estoicos. E é possível entender que foi interiorizada e vivida por Jesus Cristo. É preciso amar o destino e amar o que passou, porque o que somos é a soma de tudo que já fomos e tudo que ainda seremos. Portanto: AMOR FATI.
Feita essa digressão, voltemos à "filosofia da práxis", que é o nome dado à doutrina política marxista pelo comunista italiano Antonio Gramsci. Tendo a "filosofia da práxis" se comprovado nefasta, resultando em servidão e genocídio, tendo caído de podre o império totalitário do comunismo soviético, estando os regimes comunistas restantes - com exceção da Coreia do Norte - recuando do receituário marxista; entendo que tal doutrina já deveria ter sido, metaforicamente, "morta e enterrada", assim como foi feito com a doutrina nazifascista, hoje cultivada apenas por grupos muito minoritários de fanáticos e mentecaptos. Que essas doutrinas vivam nas livrarias dos museus, expostas à curiosidade dos estudiosos de coisas velhas e acabadas. E daqui vou a outra digressão literária, uma passagem do estupendo poema de Edgar Allan Poe, "O Corvo", na esplêndida tradução de Machado de Assis:
"Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais.".
Em um futuro que espero não muito distante, quando o marxismo for uma velha doutrina morta, poderá, talvez, ser lida ou relida com carinho e nostalgia. Hoje, zumbis neomarxistas ficam o tempo todo batendo devagarinho em nossa porta, querendo espaço para aporrinhar, como o corvo chato do poema de Allan Poe. A diferença é que o corvo falava uma só frase, e os neomarxistas falam uma quantidade tão extensa de cretinices que nem Karl Marx e Friedrich Engels suportariam.
Continua no próximo post.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Liberdade e Democracia na Livraria do Luiz
Os encontros aos sábados na Livraria do Luiz tornaram-se já uma tradição dessa nossa tão querida e culta Cidade das Acácias; sempre pela manhã, a partir das 10. Durante todos os dias e o dia todo, aliás, a Livraria do Luiz é ponto de encontro dos amantes das letras e das artes; mas nas manhãs dos sábados é especial. Neste sábado, 9 de julho, um dos focos das conversas será o livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia - artigos e ensaios sobre política e sociedade", de autoria de Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha e Manuel Alves da Rocha. Talvez devido ao título comprido e à bela capa na cor celeste, essa obra tem sido chamada também de "Livro Azul da Liberdade".
O "Livro Azul da Liberdade" é polêmico e tem causado certo alvoroço entre setores da esquerda autoritária, que, de certa forma, haviam monopolizado o debate político na Paraíba, a partir das universidades, onde, ordinariamente, os marxistas debatem com outros marxistas para saber quem é mais marxista. Isso não é debate, é conversa de comadres. O nosso livro é expressamente democrático, liberal e libertário; em variados tons de azul, pois são quatro autores e, portanto, como disse o poeta e crítico Hildeberto Barbosa, em artigo publicado no semanário Contraponto, "quatro vozes, quatro olhares".
A meu convite, vários marxistas confirmaram presença no encontro deste sábado; inclusive alguns velhos amigos bolcheviques, dos tempos em que fui bolchevique. Então, vai ter debate, de verdade.
A Livraria do Luiz, todo mundo sabe, mas não custa lembrar, fica na Galeria Augusto dos Anjos, no Centro, entre a Rua Duque de Caxias e a Praça 1817.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
"Não há democracia sem liberdade": Hildeberto Barbosa escreve sobre livro organizado por Catarina Rochamonte
De forma quase unânime, Hildeberto Barbosa é considerado o maior crítico literário da Paraíba. Eu, particularmente, entendo que seja o maior do Brasil. É também esplêndido poeta, senhor absoluto da lírica lá na "Comarca das Pedras". Enfim, navega como desbravador pelo "mar sem fim" do pensamento. Vejam aí uma curta nota biográfica do nosso erudito, retirada do site "Cultura Popular":
Poeta, crítico literário, professor e jornalista, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Licenciou-se em Letras Clássicas e Vernáculas (UFPB); realizando ainda Especialização em Direito Penal, pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestrado e Doutorado em Literatura Brasileira, pela UFPB.
Professor de Legislação e Ética da UFPB nos cursos de Comunicação Social, Relações Públicas e Turismo, Hildeberto Barbosa Filho constantemente é convidado para participar em simpósios, congressos e seminários como palestrante e conferencista. Integra o quadro de sócios da API (Associação Paraibana de Imprensa) e da APL (Academia Paraibana de Letras), Academia Paraibana de Filosofia (APF) e Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano (IHGCPB).
Pois, este formidável intelectual publicou, na edição de 05/05/2016 do jornal Contraponto, na sua coluna 'Convivência Crítica', uma extensa análise do livro organizado por Catarina Rochamonte, "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia". Reproduzimos a seguir os dois primeiros e os dois últimos parágrafos do texto de Hildeberto. Busquem a edição referida para ler o texto completo. O livro está à venda em O Sebo Cultural e na Livraria do Luiz.
Liberdade e Democracia: quatro vozes, quatro olhares
Hildeberto Barbosa Filho
Não há democracia sem liberdade. Uma é o fundamento da outra, e, tanto no plano político quanto em âmbito filosófico, liberdade e democracia convergem no sentido da possibilidade de uma existência fraternal entre os homens. Entrelaçadas no núcleo da mesma dialética, ambas, nos limites históricos de suas respectivas práticas, podem estabelecer as fundações de uma ética humanística que transcende as necessidades materiais e procura exercitar os desafios da espiritualidade.
Quero crer que este é um dos fios condutores por intermédio do qual eu posso ler e pensar o construto das ideias desenvolvido por Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha e Manuel Alves da Rocha, em "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia: artigos e ensaios sobre política e sociedade" (João Pessoa: Ideia, 2016).
[...]
É claro que ninguém é obrigado a concordar com os pontos de vista dos autores, sobremaneira face a questões políticas e filosóficas naturalmente discutíveis em suas ambivalências semânticas e em seus predicados ideológicos. Mas é preciso reconhecer, no entanto, a seriedade do esforço cognitivo de cada um, o domínio revelado no trato da matéria, a capacidade lógica de pensar e abstrair e, sobretudo, a formulação subterrânea de uma ética que convoca a fraternidade como elemento propulsor da vida política e social.
Há um movimento sutil a compor um ritmo todo especial na dança das ideias que se estratificam em cada texto, unindo-os na sua diferença. Acredito que seja a passagem de um fundamento humanista calcado numa razão libertadora, que nos veio de Kant, Rousseau, Voltaire, para a abertura espiritual de uma ética cristã sedimentada na fraternidade. Se não estou errado o livro de Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha e Manuel Alves da Rocha nos convida para esse fecundo debate. É ler e conferir!".
segunda-feira, 30 de maio de 2016
"Erudição e originalidade"; "pensamento convergente, mas não homogêneo": nota de Gelza Rocha sobre o "Livro Azul da Liberdade"
Gelza Rocha é escritora reconhecida tanto em livros didáticos da sua especialidade, a geografia, quanto no conto, no romance e na poesia. Na sua publicação mais recente, "Faz de conta que sou poeta", provou ser poeta das melhores, fazendo chorar muita gente. Ela leu e gostou do, agora também dito, "Livro Azul da Liberdade": Catarina Rochamonte, Iremar Bronzeado, Washington Rocha, Manuel Alves da Rocha -. Gelza, que é extensa nos escritos geográficos e intensa na literatura, foi econômica e contida na análise do nosso livro. Nem por isso nos deixou menos felizes. Confiram:
Ao ler "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", pude perceber mais claramente que vem da democracia as consequências mais benéficas para um desenvolvimento positivo das sociedades. Nem sempre me coloco em estreita consonância com determinadas posições ou conceitos explicitados pelos autores, porém, ao focar no objetivo primeiro pretendido por eles, ou seja, o valor da democracia para a humanidade, alinho-me com os mesmos, pois penso que somente numa democracia será possível se construir uma sociedade mais justa para todos.
Concordando ou não com o pensamento dos autores - que, aliás, embora convergente, não é homogêneo -, a obra deve ser lida, pois as reflexões sobre os temas nela discutidos são extraordinárias, com passagens de erudição, mas também de originalidade; no que pese as questões da liberdade e da democracia serem das mais antigas e exploradas.
Acrescento que a edição, com linda capa em tom azul, é primorosa; e que achei muito elegante estar sendo chamado de "Livro Azul da Liberdade".
Professora Gelza Rocha Fernandes de Carvalho - Mestre em Geografia pela USP. Professora da UFPB.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Para mim será uma honra debater com Romeu de Carvalho
Romeu de Carvalho é nome de excelência em várias atividades: médico sanitarista, escritor, compositor, teatrólogo. E é um quadro intelectual dos mais valorosos da esquerda brasileira, velho combatente contra a ditadura militar e intensamente presente em todas as grandes lutas que culminaram com a redemocratização do nosso país. Eu também participei dessas lutas, e esta é uma das circunstância que nos irmana. Romeu, meu grande amigo, leu meus ensaios constantes do livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia". Leu e não gostou. Reproduzo a nota crítica que me enviou e a seguir faço um comentário, no sentido de levar adiante um debate que muito me honra.
"No livro "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia", a participação de Washington muito me impressionou...
Realmente, conhecendo-o há tanto tempo, não imaginei que sua visão estivesse tão diferente, pois seu texto reverte para um polo totalmente adverso daquele que a nossa geração assimilou, em relação a conscientização social e política.
Naquele tempo, nossa mente absorvia o mais concreto e correto, quando vivenciávamos uma área relacionada ao "terceiro mundo" em que a característica predominante em todo processo existencial se revertia na expressão do controle de todo andamento racional.
Quando surgiu o famigerado "golpe de 64", que tinha o propósito de desestruturar nosso país, para mais facilmente dominá-lo, caminhávamos em busca de um pensamento, contra o que já compreendíamos e que esses nossos pensamentos verdadeiros seriam sempre preservados.
Portanto não compreendo como um escritor que vivenciou com intensidade o "golpe de 64", imposto pelo grande poder econômico, possa aceitá-lo como elemento preponderante no compasso racional, que a mente lhe preservasse.
Nessa circunstância de raciocínio, ao ler a matéria escrita pelo amigo velho, fiquei mais afeito a considerar que se tratava de um pensamento transitório e de pouca intensidade.
Romeu de Carvalho."
Como viram, um enfoque de Romeu é que eu mudei minha forma de pensar. E ele está certo. Na minha adolescência, quando me iniciei na luta política, enfrentando a ditadura militar no levante estudantil de 1968, pensava de acordo com a doutrina marxista-leninista/bolchevista e lutava contra a ditadura militar com o objetivo de implantar a "ditadura revolucionária do proletariado". Bolchevista continuei durante bastante tempo; até que bastou. Hoje, abomino o bolchevismo e detesto todas as ditaduras; dos militares ou do proletariado, de direita ou de esquerda. Considero o totalitarismo comunista tão nefasto e desgraçado quanto o totalitarismo nazifascista. Romeu tem amor sincero pela causa democrática, que é a causa do povo. Parece-me, entretanto, que considera o regime de livre iniciativa econômica e direito de propriedade - que se chama capitalismo - incompatível com a democracia. Já eu penso exatamente o contrário: sem direito de propriedade e livre iniciativa econômica, não pode haver democracia. Quando o Estado sequestra para si a propriedade e assume o monopólio da iniciativa econômica, a sociedade fica submetida a um regime coletivista de servidão. Os ideais socialistas, que são os de Romeu, podem ser os meus; desde que realizados sem perda das liberdades democráticas. Eu não aprecio o "grande poder econômico", aprecio a livre iniciativa econômica; inclusive a iniciativa de abrir uma padaria, fazer funcionar uma casa de farinha, viajar de cidade em cidade com circo mambembe, vender pipoca na rua ou fabricar picolé dim-dim na geladeira velha. E também a iniciativa de escrever livros e vender de porta em porta, que é mais ou menos o que estou fazendo com o nosso "Natureza e Excelência da Liberdade e da Democracia" (quem quiser comprar, é só avisar). Sem livre iniciativa não há progresso possível. Não creio na emancipação dos trabalhadores através da violência, das revoluções sanguinárias de terra arrasada. Creio na emancipação e progresso dos trabalhadores - e de todo o povo - através de reformas e acumulação de conquistas. Nessa linha, aliás, seguem os partidos da Internacional Socialista, é esse o caminho da social-democracia, de tantas conquistas históricas da classe trabalhadora. É possível que Romeu venha a concordar comigo nesse ponto. Se, neste início de debate, Romeu marcou pontos de divergência, eu quero marcar pontos de encontro (inclusive marcar um ponto de encontro para tomar uma cerveja). Convido-o a continuar o debate. E há mesmo entre nós, eu e Romeu, um fator de convergência superior a qualquer divergência: eu e ele somos cristãos. Comunguemos.