Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
A ONDA AZUL - Aécio 45 Presidente: cordel de Rochinha Poeta Popular
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
"Lutar pela democracia é lutar contra o PT": texto de Catarina Rochamonte
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Com Aécio ou Marina para salvar o Brasil
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
"Chávez nosso que estás no céu...": Putaquipariu!, a cretinice da esquerda fascista não tem limite
Pois bem, por ruim que seja o marxismo e por pior que seja o bolchevismo, não penso que os marxistas e bolchevistas de hoje mereçam o padecimento de apreciar a degradação a que a esquerda autoritária latino-americana - cuja maior expressão é o chavismo -, que lhes reivindica a herança, atingiu.
Como se sabe, o marxismo é uma filosofia materialista que se pretendeu como ciência, autodenominando-se "Materialismo Histórico", "Materialismo Dialético" e "Socialismo Científico". Marxismo e bolchevismo, que comandaram o movimento socialista internacional no séc. XX, praticaram um severo ateísmo racionalista, abominando todas as superstição e todas as religiões, que para eles era a mesma coisa. Pois, o chavismo (também chamado bolivarianismo - coitado do Simón Bolívar), que se autoproclama "Socialismo do Século XXI", enveredou não só pela religião católica, mas pelas superstições mais ridículas. O chefe supremo do chavismo, o defunto Hugo Chávez, desce periodicamente à terra para, em forma de passarinho (pajarito), conversar com seu herdeiro presidente da Venezuela, o podre Nicolás Maduro, que, vez por outra, dorme ao pé do túmulo do ídolo, tal qual um servo de Drácula. E essa não é uma abjeção que o podre Maduro faça às escondidas, pelo contrário, conta a abjeção aos devotos da seita para entusiasmá-los.
Em artigos passados, já tinha eu denunciado o caráter fascista e de baixa superstição do chavismo. Um meu amigo, velho intelectual marxista a quem muito prezo, avesso a superstições e religiões, zangou-se. E zangado, escreveu contra mim alguns desaforos. Eu não me zanguei. Compreendi, pois não é fácil abandonar antigas paixões ideológicas. E agora, depois da última degradação do chavismo, chego a ter compaixão pelo meu velho amigo, austero pensador que reivindica tanto o marxismo como o Iluminismo. Eis que o chavismo instituiu um novo Pai Nosso, substituindo o Deus de Jesus Cristo pelo defunto ídolo Hugo Chávez. Aliás, foto que circula na internet dá conta que Chávez ressuscitou, na forma de uma mulher gorda (procurem conferir; é a cara).
Todavia, por espantoso que seja o Pai Nosso bolivariano, por audaciosa que seja, do ponto de vista cristão, a blasfêmia, havemos de convir que, pelo menos no Brasil, o que mais tem hoje na Igreja Católica é padre, frade e bispo marxista. O Frei Betto, por exemplo, chegou a idealizar o futuro feliz da humanidade como produto do acasalamento entre uma santa católica e um guerrilheiro marxista. Vejam: "Feliz homem novo, feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Tereza de Ávila com Ernesto Che Guevara". Ao libidinoso frade e outros católicos marxistas, talvez seja conveniente abandonar o velho Pai Nosso - ultrapassado, reacionário -, e adotar o novo Pai Nosso - progressista, revolucionário -. Ei-lo:
"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
PT: o ovo da serpente
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Vejam como, antes da tragédia, o jornalista Jânio de Freitas, devoto do lulopetismo, difamava Eduardo Campos
Eis aí:
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Em apoio ao artigo vigoroso e corajoso do socialista Eduardo Campos sobre a estúpida proposta de revisão da Lei de Anistia, em resposta a uma provocação cretina do jornalista Jânio de Freitas em artigo manhoso e desonesto
"É possível que do ponto de vista de Eduardo Campos, oposição ao regime dos generais ditadores fosse prática criminosa..."
Não, a oposição à ditadura militar não foi prática criminosa, mas, desgraçadamente, dentre os que lutaram contra a ditadura, alguns praticaram crime de terrorismo, resultando em mortes de inocentes.Alguns grupos da esquerda revolucionária, no contexto da luta contra a ditadura, praticaram, inclusive, terrorismo contra próprios companheiros, com o inominável crime que os revolucionários chamaram de "justiçamento", que vem a ser o assassinato de um companheiro confiante e indefeso. O exemplo mais conhecido é o "justiçamento" do jovem revolucionário da direção da ALN Márcio Leite de Toledo, mas aconteceram outros. Os responsáveis por esse crime e todos os outros revolucionários que cometeram crimes de terrorismo durante a guerra revolucionária foram anistiados. E anistiados devem permanecer. Porém, se a Lei de Anistia deixar de valer, será exigência de dignidade que familiares de Márcio cobrem na Justiça os responsáveis pelo crime. E também outros familiares de outras vítimas inocentes da esquerda armada. Jânio de Freitas sabe disso, mas, com manha dolosa, omite, para imputar infâmia ao digno neto do grande Miguel Arraes.
Embora sem a relevância histórica de Miguel Arraes, também eu lutei contra a ditadura militar. Lutei de peito aberto, lutei nos "Anos de Chumbo", fui perseguido, sequestrado e torturado pelos esbirros da ditadura militar. Em seguida, fui um dos fundadores e presidente do Comitê Brasileiro pela Anistia-secção João Pessoa. A luta que eu comandei na minha cidade foi vitoriosa no Brasil. Essa vitória foi festejada em todo o país; festejos que se prologaram por meses, a cada preso político que era libertado, a cada exilado que volta à amada Pátria: a volta do Brizola; "a volta do Irmão do Henfil"; a volta de Miguel Arraes, aclamado naquela apoteose com frevo que foi o "Arraes taí!". A Lei da Anistia, como afirma Eduardo Campos no seu referido artigo, foi uma conquista do povo brasileiro. Essa vitória estrondosa arrebentou os diques que restavam na ditadura declinante e desaguou no rio da Democracia. Pois, ataca-me o fígado a insistência de uns tantos em tentar retornar o fluxo deste rio, para restaurar um guerra de 40 anos atrás. Com esse propósito miserável é que a esquerda boçal omite, mistifica e mente.
Sei que me repito, pois muito tenho escrito sobre o tema da Anistia, aqui neste Blog ROCHA 100 e no livro "Anos de Chumbo e Anistia" (disponível emwww.portal100fronteiras.com.br). Ocorre que os revanchistas insistem, sem se preocuparem que a revanche possa levar para o brejo de uma nova ditadura: de direita ou de esquerda. Aí, eu, ardente democrata e inimigo jurado de toda ditadura (de esquerda ou de direita, bolchevista ou nazi-fascista, dos militares ou do proletariado), insisto na defesa da Lei de Anistia. Tenho combatido a proposta de revisão da Lei de Anistia procurando demonstrar que é um despropósito, uma rematada tolice, uma estupidez política graúda. Isso, do ponto de vista democrático; do ponto de vista marxista-revolucionário é uma proposta formidável, para Lênin nenhum botar defeito. Com efeito, o propósito desta proposta revanchista é retomar a guerra revolucionária sem a qual os marxistas bolchevistas não alcançarão o poder totalitário a que nunca renunciaram, mesmo com o apodrecimento de todos os regimes bolchevistas implantados no séc. XX (de podre, quase todos esses regimes caíram; embora podres, alguns subsistem).
Os que amam a Democracia, como o socialista e democrata Eduardo Campos, querem continuar a sua construção: PARA A FRENTE.
Os bolchevistas estão no seu triste direito de querer retornar à guerra revolucionária, mas nenhum democrata tem o direito de ser tão tolo a ponto de se deixar arrastar pelo discurso revanchista de justiça unilateral retroativa, que tenta levar o Brasil PARA TRÁS.
TORTURA NUNCA MAIS!
TERRORISMO NUNCA MAIS!
DITADURA NUNCA MAIS!
LIBERDADE SEMPRE! DEMOCRACIA SEMPRE!
Os referidos textos - "Muito à vontade", de Jânio de Freitas e "Minha Resposta", de Eduardo Campos - foram publicados originalmente no site da Folha de São Paulo. Peço ao caro leitor e caríssima leitora que vão lá ver, para melhor julgar.
