Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A ONDA AZUL - Aécio 45 Presidente: cordel de Rochinha Poeta Popular

A Onda Azul – Aécio 45 Presidente

autor: Rochinha Poeta Popular


A Onda Azul vem crescendo,
Vem a toda, vem a mil,
Vem trazendo esperanças
Para a Pátria Mãe Gentil.
Começou despercebida,
Com um marulho sutil,
Mas agora ecoa forte:
“Brasil, Brasil, meu Brasil!”

Aécio 45
É a Onda, meu irmão.
Olhe, escute, acredite
E tome resolução.
O que antes era sonho,
Agora é decisão:
Vamos livrar o Brasil
Da praga da corrupção.

O PT não tem limites,
Em tudo quer faturar,
Ocupou a Petrobras
Para se locupletar;
O delator premiado
Acaba de confessar,
Vão indo por mal caminho,
Na lama vão se atolar.

O PT autoritário
Quer um domínio total,
Quer censurar a imprensa
Para esconder o mal,
Corrompendo traidores
Com uso do vil metal;
Mas nós vamos para a luta
Na batalha crucial.

Onda Azul é resistência
A todo autoritarismo,
Defende a Democracia,
Vai nos livrar do abismo,
Derrotando os corruptos
Que são os reis do cinismo,
Demagogos, mentirosos,
Usam táticas do fascismo.

Este governo da Dilma
Tá afundando o Brasil:
A recessão já chegou,
A inflação já subiu,
A Saúde escangalhou,
A Educação decaiu,
A corrupção prosperou,
A violência explodiu.

Aécio 45
Para o Brasil mudar,
A Onda Azul que vem vindo
Para a vitória alcançar,
Para que o nosso Povo
De novo possa sonhar,
A Onda das esperanças
Para a vida melhorar.

Para ter vida melhor
É preciso conquistar,
É preciso educação
Para se qualificar.
O Brasil tem que crescer
Para empregos gerar;
Empregos de qualidade
Para o salário avançar.

A Onda Azul de Aécio
É a Onda da Razão,
Mas essa Onda, também,
Arrebata de emoção.
Decida o seu destino
Com muita reflexão,
Mas sem deixar de escutar
A razão do coração.

Vamos na crista da Onda
Para a batalha civil,
A vitória está chegando,
Nossa mão a construiu,
A Nação é soberana,
O Povo já decidiu:
AÉCIO 45
PRESIDENTE DO BRASIL

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"Lutar pela democracia é lutar contra o PT": texto de Catarina Rochamonte

Desisto. Se a Dilma ganhar, azar o nosso. Cansei. Vocês sabem como está a Venezuela? Vocês sabem como se trata estudante de oposição e até deputado de oposição lá? Vocês acham que um governo que apoia ditaduras, regimes autoritários que não respeitam os Direitos Humanos merece o voto de vocês? Vocês sabem o que significa o Foro de São Paulo? Vocês concebem a gravidade de, em um momento de crise internacional diante do problema do grupo terrorista Estado Islâmico, a nossa presidente abrir a conferência da ONU com um discurso antiimperialista da década de 60 quando o que se busca é uma coalisão internacional da luta contra o terror? Vocês compreendem a gravidade de um bandido como Zé Dirceu dizer, em vídeo já postado por mim, que o mais importante é o PT e que o PT, o partido, está acima do legislativo e do judiciário? Vocês compreendem o que isso significa para o Estado Democrático de Direito? Vocês compreendem a conivência de vocês ao eleger uma candidata cuja campanha foi em parte financiada pelo dinheiro desviado da Petrobrás? Vocês sabem quais as consequências possíveis do decreto 8.243 sancionado pela presidente Dilma? Esse decreto busca driblar o congresso e dar poder a organizações sociais, todas elas cooptadas pelo PT, em que seus representantes cresceram e se formaram na doutrinação marxista e lulopetista.Vocês sabem que gradativamente estamos nos aproximando de um modelo de governo como o da Venezuela, que hoje está racionando alimentos e com a economia totalmente quebrada? Vocês compreendem que dizer que não houve mensalão, como fez o Lula significa vitimizar-se e pôr em cheque o nosso sistema judiciário? Vocês entendem que essa manipulação retórica por meio da qual o PT se arroga ser o único partido capaz de realizar um programa social enquanto os outros são apenas os partidos da elite é um maniqueísmo irresponsável que põe em conflito a sociedade? Segmentar a sociedade, pôr uns contra os outros, difamar, mentir e doutrinar...essa é a tática. Bastasse o PT apoiar a ditadura de Maduro e financiar a ditadura cubana com o dinheiro dos nossos impostos já era motivo suficiente para lutar contra esse partido...mas há tantos outros motivos. Digo e repito: Lutar pela democracia é lutar contra o PT. Se você vai votar no PT, vote. Ainda tenho impressão que Zé Dirceu vai voltar nos braços do povo como um herói e que vamos acabar criando uma oração a São Lula a exemplo da oração ao pai Chávez recentemente criada na Venezuela. O que eu posso fazer? Meu voto é apenas um. Paciência.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Com Aécio ou Marina para salvar o Brasil

Com Aécio ou Marina
Para mudar o Brasil

O país escangalhou,
Nunca ninguém isso viu,
É roubo pra todo lado,
Destruindo a Mãe Gentil;
O PT nos enganou,
E foi da forma mais vil:
Mas com Aécio ou Marina,
vamos mudar o Brasil.

Aquele tal MENSALÃO
Foi até roubo infantil,
Diante do PETROLÃO,
Um gigantesco funil,
Que já engoliu bilhões,
A Petrobras destruiu:
Agora só pelo voto,
Vamos mudar o Brasil.

O roubo do PETROLÃO
Foi coisa de espantar,
Ladrões saíram daqui
Pra no exterior roubar,
Roubaram em Pasadena,
Roubam em qualquer lugar:
Só com Aécio ou Marina,
Para o Brasil mudar.

A corrupção é praga
Que destrói a União,
O dinheiro que é do povo
Vai para a mão do ladrão,
A Saúde fica um caos,
Acaba-se a Educação:
Só com Aécio ou Marina
Pra salvar nossa Nação.

No Brasil, a Segurança
Está uma desgraceira,
A bandidagem domina,
A impunidade é certeira,
O governo é muito lento,
A morte é que é ligeira:
Só com Aécio ou Marina
Pra por ordem na zoeira.

Aécio é Homem Valente,
Honesto, empreendedor;
Marina é Mulher Guerreira,
Tudo na vida enfrentou:
Temos duas opções
Para votar com fervor;
Para livrar o Brasil
De um regime de horror.

O PT tem um projeto:
Um regime cascadura;
Subjugando a Justiça,
Voltando com a censura,
Comprando parlamentares
Com verbas e sinecuras:
Disfarça a safadeza,
Mas é uma ditadura.

O Gigante adormecido
Deve de novo acordar,
Nas praças, ruas e urnas,
Tem de voltar a lutar;
Salvar a Democracia,
A Liberdade salvar:
Com Aécio ou com Marina,
O Brasil tem que mudar.

Tá perto da eleição,
Este governo faliu,
Votar contra o PT
O Povo já decidiu:
Não queremos recessão,
Nem a inflação a mil,
Queremos que a corrupção
Vá pra putaquipariu!

autor: Rochinha das Queimadas

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"Chávez nosso que estás no céu...": Putaquipariu!, a cretinice da esquerda fascista não tem limite

Eu, que já fui marxista e bolchevista, conservo alguns amigos marxistas e bolchevistas. Alguns se zangam com minhas críticas ao credo que com eles compartilhei um dia. Em resumo: hoje, considero que o marxismo é uma  miséria de filosofia. Quanto ao bolchevismo, que é a vertente mais autoritária da autoritária doutrina marxista, considero que seja a pior desgraça política que jamais infelicitou a humanidade; podendo ser comparado apenas ao nazifascismo. Aliás, marxistas civilizados abominaram o bolchevismo no nascedouro, dentre os quais Karl Kautsky e Rosa de Luxemburgo. Outro marxista alemão, Otto Rühle, que lutou na resistência ao nazismo, considerou o bolchevismo como pai da desgraça nazifascista, em um livro cujo título diz tudo: "A luta contra o fascismo começa com a luta contra o bolchevismo".

Pois bem, por ruim que seja o marxismo e por pior que seja o bolchevismo, não penso que os marxistas e bolchevistas de hoje mereçam o padecimento de apreciar a degradação a que a esquerda autoritária latino-americana - cuja maior expressão é o chavismo -, que lhes reivindica a herança, atingiu.

Como se sabe, o marxismo é uma filosofia materialista que se pretendeu como ciência, autodenominando-se "Materialismo Histórico", "Materialismo Dialético" e "Socialismo Científico".  Marxismo e bolchevismo, que comandaram o movimento socialista internacional no séc. XX, praticaram um severo ateísmo racionalista, abominando todas as superstição e todas as religiões, que para eles era a mesma coisa. Pois, o chavismo (também chamado bolivarianismo - coitado do Simón Bolívar), que se autoproclama "Socialismo do Século XXI", enveredou não só pela religião católica, mas pelas superstições mais ridículas. O chefe supremo do chavismo, o defunto Hugo Chávez, desce periodicamente à terra para, em forma de passarinho (pajarito), conversar com seu herdeiro presidente da Venezuela, o podre Nicolás Maduro, que, vez por outra, dorme ao pé do túmulo do ídolo, tal qual um servo de Drácula. E essa não é uma abjeção que o podre Maduro faça às escondidas, pelo contrário, conta a abjeção aos devotos da seita para entusiasmá-los.

Em artigos passados, já tinha eu denunciado o caráter fascista e de baixa superstição do chavismo. Um meu amigo, velho intelectual marxista a quem muito prezo, avesso a superstições e religiões, zangou-se. E zangado, escreveu contra mim alguns desaforos. Eu não me zanguei. Compreendi, pois não é fácil abandonar antigas paixões ideológicas. E agora, depois da última degradação do chavismo, chego a ter compaixão pelo meu velho amigo, austero pensador que reivindica tanto o marxismo como o Iluminismo. Eis que o chavismo instituiu um novo Pai Nosso, substituindo o Deus de Jesus Cristo pelo defunto ídolo Hugo Chávez. Aliás, foto que circula na internet dá conta que Chávez ressuscitou, na forma de uma mulher gorda (procurem conferir; é a cara).

Todavia, por espantoso que seja o Pai Nosso bolivariano, por audaciosa que seja, do ponto de vista cristão, a blasfêmia, havemos de convir que, pelo menos no Brasil, o que mais tem hoje na Igreja Católica é padre, frade e bispo marxista. O Frei Betto, por exemplo, chegou a idealizar o futuro feliz da humanidade como produto do acasalamento entre uma santa católica e um guerrilheiro marxista. Vejam: "Feliz homem novo, feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Tereza de Ávila com Ernesto Che Guevara". Ao libidinoso frade e outros católicos marxistas, talvez seja conveniente abandonar o velho Pai Nosso - ultrapassado, reacionário -, e adotar o novo Pai Nosso - progressista, revolucionário -. Ei-lo:

 "Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

PT: o ovo da serpente

PT: o ovo da serpente
Desmoralizar a Justiça e colocar o partido acima do Estado, dossiês falsos, “listas negras”, decreto 8.243, uso da máquina do Estado para difamação, campanha contra a imprensa independente e pela censura: o projeto autoritário do PT avança.
É PRECISO BARRÁ-LO NAS URNAS

O PT ainda não conseguiu liquidar a democracia representativa e instalar no Brasil um regime autoritário. Ainda não. Porém, a ala autoritária que hoje o domina arrasta para esse pântano. Antes, já arrastou o partido e o governo para o pântano da corrupção.
O projeto populista-autoritário do PT (que, em parte, depende do dinheiro da corrupção) vem sendo ensaiado desde o primeiro governo Lula, mas tem recuado diante da resistência da opinião pública e dos próprios partidos aliados. Cooptados pelo mais desavergonhado fisiologismo, esses partidos têm reagido quando à beira do abismo autoritário. Um exemplo é a resistência parlamentar ao decreto 8.243 da presidente Dilma, que pretende submeter as instituições democráticas ao crivo de conselhos amestrados, indicados e financiados pelo governo petista.
O autoritarismo petista, que já foi mais discreto, assanhou-se desde o julgamento do mensalão, que mandou para a cadeia vários corruptos, petistas e não petistas. Desde então, o petismo faz uma campanha de desmoralização da Justiça, visando especialmente aquele que então presidia o STF, o digno magistrado Joaquim Barbosa. Campanha na qual alguns petistas avançaram para as provocações, insultos e ameaças de morte (táticas tipicamente fascistas). No curso dessa campanha, o PT tentou realizar o julgamento do julgamento do STF, quis prevalecer sobre o Estado Democrático de Direito.
Note-se que colocar o partido acima das instituições, acima do Estado constitucional, é fundamento do autoritarismo fascista. Também são ações típicas do fascismo: corromper; falsificar; usar a máquina do Estado para perseguir; fazer “listas negras”. Vejam: congressistas foram corrompidos com o mensalão; uma quadrilha de forjar dossiês foi flagrada no caso dos 'aloprados'; computadores do Planalto foram usados para difamar jornalistas na Wikipédia; o vice-presidente do PT fez uma “lista negra” com jornalistas e até um cantor e um humorista.
Principalmente, o ódio é característica fascista e nazifascista. O ódio ideológico, tal como expresso no tenebroso discurso - “EU ODEIO A CLASSE MÉDIA” - pronunciado pela filósofa Marilena Chauí, musa e ideóloga do PT, sob os aplausos do chefe supremo do PT, o Lula.
Na política internacional, o PT compromete-se com regimes autoritários e ditaduras. Um exemplo foi ter negado asilo, prendido e deportado os atletas Erislandy Lara e Guillermo Rigoundeaux, que durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Brasil, tentavam escapar da ditadura de Cuba. Outro exemplo foi a omissão do governo petista e conivência do PT, neste ano de 2014, com a violência do regime chavista a protestos de massa na Venezuela, quando o chavista podre Nicolás Maduro mais brutalmente perseguia, prendia, torturava e assassinava opositores.
A minha geração, a geração dos “anos de chumbo”, que lutou contra a ditadura militar e que, na Campanha pela Anistia e na Campanha das Diretas, lutou pela redemocratização e a conquistou; esta geração vê, com espanto, o PT corromper a democracia, degradá-la e aventurar-se em um projeto autoritário. Especialmente revoltante é ver o PT, partido que não teria chegado ao poder sem a liberdade de imprensa, fazer campanha para restabelecer a censura; censura esta que petistas e satélites do PT chamam de “controle social da mídia”. Essa campanha contra a imprensa independente é tão importante para o PT que Lula, o chefe supremo, foi ao guia eleitoral da Dilma na TV para atacar “uma certa imprensa”, que vem a ser aquela que o petismo não controla.
Nas eleições de 05 de outubro, a democracia precisa reagir e esmagar, com a força do voto livre, o ovo da serpente autoritária que o PT está chocando.

João Pessoa-PB, 28/08/2014
Washington Alves da Rocha / rochealves@yahoo.com.br / (83) 8667-6309

(passe adiante, reproduza, divulgue por todos os meios)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Vejam como, antes da tragédia, o jornalista Jânio de Freitas, devoto do lulopetismo, difamava Eduardo Campos

Antes da tragédia que matou Eduardo Campos, o PT e os devotos do lulopetismo esmeravam-se em esculhambar com o candidato a presidente do PSB. Eu tive oportunidade de defender o neto de Miguel Arraes de um ataque dos mais baixos desferido por um desses devotos, o jornalista Jânio de Freitas, da Folha de São Paulo. Agora que o PT e os devotos do lulopetismo passaram a produzir loas a Eduardo, achei por bem trazer o referido post para a cabeça do Blog.

Eis aí:

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Em apoio ao artigo vigoroso e corajoso do socialista Eduardo Campos sobre a estúpida proposta de revisão da Lei de Anistia, em resposta a uma provocação cretina do jornalista Jânio de Freitas em artigo manhoso e desonesto

Com um artigo vigoroso e corajoso, Eduardo Campos, pré-candidato a Presidente da República pelo Partido Socialista Brasileiro, respondeu a uma provocação cretina do jornalista Jânio de Freitas. A coragem de Eduardo já vinha do fato de ter se posicionado contra a proposta de revisão da Lei de Anistia, sendo os defensores da Lei de Anistia alvos preferenciais das furibundas patrulhas da esquerda autoritária e boçal (pleonasmo). O artigo do Jânio de Freitas, como se verá, além de baixamente provocativo, é manhoso e desonesto. O miolo da provocação é dizer que Eduardo Campos desonra a memória do avô, Miguel Arraes, ao defender a Lei de Anistia. Não desonra, pelo contrário, nisso e em muitas outras coisas, o neto honra o avô, que retornou ao Brasil, junto com tantos outros exilados, graças à mesma Lei de Anistia que Jânio de Freitas e o conjunto da esquerda boçal querem anular, em busca de revanche e justiça seletiva. A manha do veterano jornalista, que perpassa todo o curto artigo, grita nesta, especialmente desonesta, passagem:

"É possível que do ponto de vista de Eduardo Campos, oposição ao regime dos generais ditadores fosse prática criminosa..."

Não, a oposição à ditadura militar não foi prática criminosa, mas, desgraçadamente, dentre os que lutaram contra a ditadura, alguns praticaram crime de terrorismo, resultando em mortes de inocentes.Alguns grupos da esquerda revolucionária, no contexto da luta contra a ditadura, praticaram, inclusive, terrorismo contra próprios companheiros, com o inominável crime que os revolucionários chamaram de "justiçamento", que vem a ser o assassinato de um companheiro confiante e indefeso. O exemplo mais conhecido é o "justiçamento" do jovem revolucionário da direção da ALN Márcio Leite de Toledo, mas aconteceram outros. Os responsáveis por esse crime e todos os outros revolucionários que cometeram crimes de terrorismo durante a guerra revolucionária foram anistiados. E anistiados devem permanecer. Porém, se a Lei de Anistia deixar de valer, será exigência de dignidade que familiares de Márcio cobrem na Justiça os responsáveis pelo crime. E também outros familiares de outras vítimas inocentes da esquerda armada. Jânio de Freitas sabe disso, mas, com manha dolosa, omite, para imputar infâmia ao digno neto do grande Miguel Arraes.

Embora sem a relevância histórica de Miguel Arraes, também eu lutei contra a ditadura militar. Lutei de peito aberto, lutei nos "Anos de Chumbo", fui perseguido, sequestrado e torturado pelos esbirros da ditadura militar. Em seguida, fui um dos fundadores e presidente do Comitê Brasileiro pela Anistia-secção João Pessoa. A luta que eu comandei na minha cidade foi vitoriosa no Brasil. Essa vitória foi festejada em todo o país; festejos que se prologaram por meses, a cada preso político que era libertado, a cada exilado que volta à amada Pátria: a volta do Brizola; "a volta do Irmão do Henfil"; a volta de Miguel Arraes, aclamado naquela apoteose com frevo que foi o "Arraes taí!". A Lei da Anistia, como afirma Eduardo Campos no seu referido artigo, foi uma conquista do povo brasileiro. Essa vitória estrondosa arrebentou os diques que restavam na ditadura declinante e desaguou no rio da Democracia. Pois, ataca-me o fígado a insistência de uns tantos em tentar retornar o fluxo deste rio, para restaurar um guerra de 40 anos atrás. Com esse propósito miserável é que a esquerda boçal omite, mistifica e mente.

Sei que me repito, pois muito tenho escrito sobre o tema da Anistia, aqui neste Blog ROCHA 100 e no livro "Anos de Chumbo e Anistia" (disponível emwww.portal100fronteiras.com.br). Ocorre que os revanchistas insistem, sem se preocuparem que a revanche possa levar para o brejo de uma nova ditadura: de direita ou de esquerda. Aí, eu, ardente democrata e inimigo jurado de toda ditadura (de esquerda ou de direita, bolchevista ou nazi-fascista, dos militares ou do proletariado), insisto na defesa da Lei de Anistia. Tenho combatido a proposta de revisão da Lei de Anistia procurando demonstrar que é um despropósito, uma rematada tolice, uma estupidez política graúda. Isso, do ponto de vista democrático; do ponto de vista marxista-revolucionário é uma proposta formidável, para Lênin nenhum botar defeito. Com efeito, o propósito desta proposta revanchista é retomar a guerra revolucionária sem a qual os marxistas bolchevistas não alcançarão o poder totalitário a que nunca renunciaram, mesmo com o apodrecimento de todos os regimes bolchevistas implantados no séc. XX (de podre, quase todos esses regimes caíram; embora podres, alguns subsistem).

Os que amam a Democracia, como o socialista e democrata Eduardo Campos, querem continuar a sua construção: PARA A FRENTE.
Os bolchevistas estão no seu triste direito de querer retornar à guerra revolucionária, mas nenhum democrata tem o direito de ser tão tolo a ponto de se deixar arrastar pelo discurso revanchista de justiça unilateral retroativa, que tenta levar o Brasil PARA TRÁS.

TORTURA NUNCA MAIS!
TERRORISMO NUNCA MAIS!
DITADURA NUNCA MAIS!

LIBERDADE SEMPRE! DEMOCRACIA SEMPRE!

Os referidos textos - "Muito à vontade", de Jânio de Freitas e "Minha Resposta", de Eduardo Campos - foram publicados originalmente no site da Folha de São Paulo. Peço ao caro leitor e caríssima leitora que vão lá ver, para melhor julgar.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Catarina Rochamonte inaugura nova coluna com um oportuno e esplêndido texto sobre o conflito árabe-israelense

Caros e caríssimas, faz tempo que não atualizo este Blog ROCHA 100. É que ando extremamente atarefado com a produção (edição e viabilização comercial) da nona edição da ROCHA 100 - Revista 100 Fronteiras. Prometo voltar a atualizar o Blog regularmente muito em breve. Por enquanto, quero saudar a nova coluna de Catarina Rochamonte, inaugurada no Portal 100 Fronteiras (portal100fronteiras.com.br) com um oportuno e esplêndido texto sobre o conflito árabe-israelense. Vocês podem ir à referida coluna e clicar, mas eu o reproduzo aqui:


Unificação Solidária - a paz possível entre Israel e Palestina





Um lugar comum na política internacional é sustentar um limite de coexistência insustentável. O lugar adequado de uma nação é o coração de um povo em liberdade e o povo leal é aquele por onde transita a ordem menos selvagem e menos bárbara. O Oriente médio se configura como um espaço de guerra contínuo e a tensão explode a qualquer momento. Não há como reconduzir um povo à paz sem que a melhor lei e a melhor coordenação se estabeleça. Não é provável que a paz se instaure enquanto houver domínio de uma insana petulância daqueles que postergam o desenvolvimento de direitos válidos universalmente e se constituem como entraves para a consolidação de um patrimônio humano sob a forma de leis. Negar a um povo a civilização e a democracia é negar a própria história e o seu desenvolvimento. O lento e desesperador conflito que agora se destaca na mídia não é outra coisa que o resultado acumulado por uma parte que se desloca das leis e outra parte que é sufocada por elas. Todos têm direito à paz, mas todos têm também direito à defesa daquilo que sustentam em seu íntimo como justiça. Políticas e posicionamentos bélicos não revitalizam o coração de um povo, mas quanto mais se postergar a inclusão de uma parte da história na própria evolução histórica, mais se possibilitará eclosões bárbaras e anti-democráticas como se costuma ver nos ataques terroristas. Nosso posicionamento é o da democracia universal e não o da guerra. Porém, a guerra que ora se apresenta no contexto da Palestina é a guerra de uma infinda e ineliminável tensão. Não adianta consorciar com quem não pensa e não há como negociar com quem não vê. Quem se compraz em mistificar a si mesmo e em fazer-se porta-voz da divindade através de terrores absurdos não haverá de compreender ou respeitar um acordo de paz. Lutemos sim pela paz, mas não nos deixemos cativar por posições em si mesma desprovidas de fundamento por abrigar uma deficiência de conhecimento do percurso histórico percorrido pela nossa civilização. O Oriente haverá de encontrar a paz quando seus habitantes encontrarem o amor. Nada do que se dá entre os homens pode fomentar a paz sem que a própria espiritualidade desperte. Por espiritualidade entendemos a comum anuência a uma porção nobre dentre os valores cristãos e a uma pequena parcela de resposta às indagações contundentes que nos afligem o coração. Espiritualidade é sentimento, é sabedoria, é amor. O maior desafio da nossa história atual é conduzir os povos a uma melhoria dessas condições; é albergar um novo começo em novos corações, desafiando assim aqueles cuja intolerância conduziu ao fracasso todas as tentativas de solução desse conflito que se configura hoje como uma real ameaça aos sonhos de paz. Trocar a ousadia desprovida de senso de justiça e de humanitarismo pela real e concreta firmeza na elaboração de leis e de possibilidades de convívio igualitário entre os povos é o desafio que nos devemos propor. Os porta-vozes das nações permanecerão em seus próprios dilemas e entregarão todas as chances de negociação caso não encontrem em si mesmo a fonte íntima de suas próprias contradições. Sustentemos a paz através da instância régia democrática e asseguremos que o desejo de todos aqueles que se precipitaram não haverá de ser suficiente para arrefecer o critério novo de unificação solidária.