Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
"Caminhemos, espíritos e vós, juntos em busca da tão especial melhoria dos corações": no dia da Paixão de Cristo, um presente de compaixão vindo de espíritos de luz
sábado, 12 de abril de 2014
Post em homenagem a Ruy Barroso, com reflexão sobre uma velha anedota contada por Sérgio Botelho
Não obstante a homenagem, quero fazer uma reclamação: meu amigo Ruy tem enviado comentários sobre alguns posts deste Blog para meu e-mail, embora eu tenha pedido e até implorado para que os comentários sejam feitos no espaço próprio de comentários do Blog. Comentários são a alma dos blogs.
Conto agora uma anedota velha que me foi contada no tempo antigo pelo velho amigo Sérgio Botelho; depois direi com qual propósito.
Da tribuna da Assembleia da Paraíba, um deputado culto e refinado, advogado e escritor, chama um colega de "energúmeno". O colega, deputado do interior, bronco, semianalfabeto, porém brioso e despachado, responde: "Se essa palavra que Vossa Excelência disse comigo for 'agradativa', muito obrigado, Deus lhe acrescente; mas se for 'atacativa', é a PUTA QUE PARIU Vossa Excelência".
Usei essa anedota a propósito das respostas a meus posts que, como já disse, são endereçadas a meu e-mail pessoal. É que algumas, como as do amigo Ruy, são 'agradativas', e outras são 'atacativas'. Pois, gostaria de ter na área de comentários tanto umas como outras. A última resposta 'atacativa' que recebi foi de um velho marxista, sindicalista e escritor paraibano. Ele ficou mordido porque eu esculhambei com a ditadura fascista do chavista podre Nicolás Maduro, que na vizinha Venezuela persegue, prende, tortura e assassina opositores, principalmente jovens estudantes. Eu não tenho muito que replicar, é um direito dele abraçar a bandeira bolivariana. Todavia, surpreende-me que um marxista reverencie um patife mistificador como o podre Maduro: o safado diz que o finado Hugo Chávez lhe aparece em forma de 'pajarito'; o sem-vergonha tirou a foto de Chávez milagrosamente brotada numa parede velha; o cretino afirma que - qual um servo de Drácula - dorme ao pé da tumba do seu ídolo defunto. Pois, é de espantar que um adepto da circunspecta doutrina do SOCIALISMO-CIENTÍFICO (também dita materialismo-dialético ou materialismo-histórico) aprove esse estrume supersticioso. Karl Marx e Friedrich Engels vomitariam.
Seja como for, eu gostaria que o comentário 'atacativo' do velho marxista estivesse publicado na área de comentários deste Blog. Se ele fizer outros, peço que seja por esse meio, o que facilitará a ampliação do debate; sendo o debate 100 Fronteiras e 100 Censura o objetivo maior deste Blog ROCHA 100.
Voltando ao amigo Ruy e aos comentários 'agradativos', devo dizer que receber comentários inteligentes é bom; porém, melhor ainda é que sejam expostos ao público leitor.
domingo, 6 de abril de 2014
A desmoralização do punho erguido: uma façanha do PT protagonizada pelos mensaleiros e pelo deputado André Vargas
Embora seja eventualmente usado por ativistas de direita, por jogadores de futebol e até pelo Superman, o punho cerrado é bem mais identificado com os ativistas de esquerda. Em 1871, os revoltosos da Comuna de Paris já o usavam. Em eventos e celebrações da esquerda, o hino comunista "A Internacional" costuma ser entoado com os militantes de punhos cerrados ao ar. Nos anos 1960-1970 o gesto marcou fortemente a luta dos ativistas negros norte-americanos "Panteras Negras" (Black Panther Party). Aqui no Brasil, nos "anos de chumbo", lembro que a estudantada rebelde usava o gesto. Eu mesmo, ergui o punho cerrado em muitos dos discursos com que costumava esculhambar a ditadura militar.
E agora, que o punho erguido foi desmoralizado?
A desmoralização foi iniciada por aqueles petistas mensaleiros que, a caminho da Papuda, cerraram e ergueram o punho, confundindo corrupção com revolução. E seria continuada pelo papudo deputado petista André Vargas, que ergueu o punho em solidariedade aos companheiros corruptos e para debochar da Justiça e ofender o presidente do Supremo Tribunal Federal em uma sessão solene no Congresso Nacional.
Agora, que se flagrou o André Vargas do punho cerrado erguido voando nas asas do doleiro Alberto Youssef, erguer o punho cerrado se tornou, pelo menos no Brasil, um gesto de confissão de crime, um sinal de que faz parte da 'turma'. Youssef, aliás, foi preso pela Polícia Federal. A caminho da prisão, Youssef deve ter erguido o punho, pois um companheiro sempre aprende com o outro. Notem como a parceria se destaca neste diálogo entre Vargas e Youssef colhido pela PF:
VARGAS - "Estamos mais fortes agora. Vi documento com o Pedro. Ele estava no voo de volta a Brasília. Ele estava com o documento de parceria com a EMS".
YOUSSEF - "Cara, estou trabalhando. Fique tranquilo. Acredite em mim. Você vai ver como isso vai valer. Tua independência financeira e a nossa também, é claro!".
Outra conversa será ainda mais clara, uma comovente demonstração de que um companheiro não deixa outro na mão. Acossado por reclamações de Vargas, responde Youssef: "Calma, vai ser pago. Falei para você que iria cuidar disso".
O PT, como se sabe, moveu céus e terra para impedir a punição dos seus dirigentes corrupto-mensaleiros. Não conseguindo, encetou campanha para transformá-los em heróis, mártires e santos. Se não conseguiram evitar de todo as punições, conseguiram abrandá-las, inclusive com a ajuda pecuniária de milionárias vaquinhas. Quanto ao heroísmo, martírio e santidade dos dirigentes petistas corrupto-mensaleiros, isto é hoje dogma na Igreja Lulo-petista dos Santos de Todos os Dias. André Vargas será também canonizado, é claro.
Mas, e agora, com o punho erguido desmoralizado pelo PT, como os brasileiros haverão de protestar sem o precioso recurso de gesto tão emblemático? Que gesto usar, por exemplo, nos protestos que certamente eclodirão durante a "Copa das Copas" das bandalheiras, agora em junho? Que gesto usar contra a ditadura da Fifa? Contra o desperdício em estádios bilionários onde o povo não pode entrar? Contra o escangalho na Saúde, Transporte e Educação? Contra a roubalheira na Petrobras? Contra a violência que se alastra?Contra o generalizado aparelhamento feito pelo PT em órgãos públicos e instituições? Contra a solerte campanha do PT pelo "controle social da mídia" (eufemismo para censura)?
Talvez não seja necessário recorrer a nenhum gesto novo, mas sim recorrer a um gesto ainda mais antigo e universal do que o punho erguido. Fazer como a meninada rebelde sempre gostou de fazer: estirar o dedo.
terça-feira, 1 de abril de 2014
1º de Abril, 50 anos depois do golpe militar, um dia bom para dizer a Verdade - ou, a estupidez da campanha pela revisão da Lei da Anistia comprovada por Pesquisa Datafolha
Eu, que, em João Pessoa-PB, estive na linha de frente das lutas estudantis em 1968, fui duramente perseguido, preso e torturado. Não fui morto, não sou Brás Cubas, não escrevo de Além-túmulo. Estou vivo, e vivo estando, pretendo usufruir por ainda longo tempo as benesses daquilo que ajudei a conquistar: a Liberdade e a Democracia. Pretendo que meus filhos e netos usufruam essas conquistas, que as aprofundem e elevem. Além de líder estudantil, fui membro de uma organização revolucionária armada, o PCBR. Não foi como tal que lutei por Democracia, foi depois, na luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, cuja vitória abriu o caminho da redemocratização.
Do ponto de vista democrático, a reconstituição histórica, a busca das mais escondidas verdades do passado, é necessária à construção do futuro, com a preservação das conquistas do longo percurso. O cultivo da verdade é uma das condições de fortalecimento da Democracia, que é um regime sedimentado sobre complexas pactuações; e os pactos feitos com o cimento da mentira não se sustentam.
Pois, é com espanto que percebo a insistência de uns quantos agrupamentos e setores de esquerda em procurar fazer a reconstituição do passado histórico através da mentira e da mistificação.
É necessário desnudar e execrar os crimes da ditadura, como vem sendo feito desde há bastante tempo, e ainda mais agora. Para isso sobram verdades, sendo as mentiras despiciendas. Quais são essas mentiras e por que as usam?
Por forma direta ou por omissão, pretende-se inculcar nas mentalidades que apenas a ditadura militar cometeu crimes, que os grupos armados que a enfrentaram não cometeram crimes. Isso é mentira: a esquerda armada cometeu crimes de terrorismo, inclusive aquele asqueroso crime de terrorismo contra os próprios companheiros, que foi o assassinato chamado de "justiçamento". Pretende-se ainda fazer valer a versão de que tais grupos armados lutavam por democracia. Isso é mentira: os grupos da esquerda armada proclamavam-se bolchevistas e, coerentemente, agiam de acordo com a doutrina marxista-leninista, que postula a "ditadura revolucionária do proletariado" como etapa imprescindível para emancipação definitiva dos oprimidos (essa postulação é uma cretinice teórica, mas é um dogma da igreja marxista-leninista). A única organização marxista relevante que, naquela época, objetivamente, lutou por democracia foi o Partido Comunista, o Partidão velho de guerra, que rejeitou o caminho da luta armada.
Tudo isso é tão certo e está tão solidamente registrado e estabelecido que estarrece a permanência na mentira. Então, por quê?
Um dos objetivos das referidas mentiras políticas é a consumação de uma estupidez política: a revisão da Lei da Anistia. E qual o objetivo da revisão da Lei da Anistia? a revanche, a recuperação da guerra revolucionária, estando agora a esquerda em condições de vantagem.
Vejam; do ponto de vista do marxismo-revolucionário, essa é uma boa estratégia. Do ponto de vista da Democracia, é um caminho desastroso.
Tratei disso extensamente no meu livro - Sobre "anos de chumbo" e Anistia - , publicado em 2012 e a cada dia mais atual. É preciso voltar sempre ao assunto porque a campanha estúpida pela revisão da Lei da Anistia prossegue; e, por estúpida que seja, poderá prosperar se os revanchistas ficarem sempre sem resposta.
Neste ponto, remeto os interessados ao meu livro (disponível em www.portal100fronteiras.com.br) e vou à análise da pesquisa citada no texto, para demonstrar como ela comprova a estupidez da referida campanha.
Trata-se da Pesquisa Datafolha publicada ontem (31/03/2014) em reportagem na Folha de São Paulo. A pesquisa foi bem formulada, mas a reportagem foi, a meu ver, desonesta e até escandalosamente desonesta, pois tentou desdizer por arenga política o que os números escancaradamente diziam. Vejamos:
Revisão da Leia da Anistia: 46% a favor; 37% contra.
Para a pergunta mais específica: você é a favor ou contra a punição de pessoas que torturaram presos políticos durante a ditadura? 46% a favor - 41% contra.
Até aí vai bem para os revanchistas. Porém vão aparecer números tão desagradáveis aos revanchistas que o jornalista se achou na obrigação de invalidá-los previamente, com um discurso engajado, falacioso e seboso.Vejam:
"O Datafolha também perguntou se é o caso de reexaminar atentados contra o governo cometidos por militantes opositores da ditadura.
A proposta não tem força política ou jurídica. Autores de atentados já foram julgados e penalizados com prisões, conforme legislação da época. E muitos sofreram punições não previstas na lei, como tortura e morte.
Apesar disso, a ideia costuma ser repetida por alguns defensores da ditadura em resposta aos que pedem punição aos torturadores.
Resultado: 54% responderam que sim, esses casos merecem reexame. Quando o instituto perguntou se todos deveriam ser julgados hoje, torturadores e ex-militantes, 80% apoiaram".
Como se pode ver, o jornalista revanchista, fazendo campanha pró-revisão na sua reportagem, quer que a opinião de 54% dos brasileiros não tenha força política nem jurídica, enquanto a opinião de 46% sobre a mesma questão, mas do lado que lhe agrada, terá. Essa opinião do jornalista, flagrantemente tendenciosa e imbecil, tenta se sustentar no argumento falacioso de que "autores de atentados já foram julgados e penalizados com prisões". Alguns foram, nem todos foram. E a tortura e morte sofridas por uns, não absolve os crimes de outros. Eis as falácias. A seboseira está em insinuar que os que são contra a revisão da Lei da Anistia são "defensores da ditadura". Alguns serão, porém, a maioria dos que têm expressamente rejeitado a revisão da Lei da Anistia são inimigos viscerais da ditadura, muitos a enfrentaram, muitos foram perseguidos, presos e torturados por essa ditadura. Eu estou em todos esses casos. Aliás, passei a detestar todas as ditaduras. Quando líder estudantil, subia em qualquer pedaço de muro para bradar contra a ditadura militar: "DITADURA DE MERDA!". Hoje, para mim, não só a ditadura militar foi de merda; para mim, todas as ditaduras são ditaduras de merda, inclusive as ditaduras de merda bolchevistas com que sonham os marxistas-leninistas revanchistas.
Voltemos aos números da pesquisa. Por eles, mas não pela opinião militante do jornalista, a revisão da Lei da Anistia para efeito de punição seletiva não passará pelo crivo da opinião pública. E é muito difícil que essa despropositada revisão passe pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal sem passar pelo apoio popular.
Ademais, se esta Lei da Anistia, tão benéfica, que produziu os melhores frutos, inclusive a democracia em que vivemos, for revisada, pouco haverá de atingir os criminosos da ditadura, pois quase todos (ou todos) estarão mortos. Dado que a extrema juventude (alguns, como eu, adolescentes) foi característica dos militantes da esquerda revolucionária, seriam atingidos antes alguns dos jovens daqueles distantes "anos de chumbo". Calculem aí o tempo necessário para a revisão da Lei ser aprovada no Congresso, ser levada ao STF e aprovada (ao arrepio da letra da Constituição, que veda a retroatividade de leis gravosas), serem abertos os devidos processos legais, concluídos os julgamentos, feitas as dosimetrias, apreciados os embargos (inclusive os infringentes), para se chegar às sentenças definitivas.
Nós outros, libertários e democratas, defensores da Leia da Anistia, queremos a Verdade, a buscamos e a proclamamos; e queremos continuar a construção democrática pelo caminho da PAZ. Os revanchistas, postuladores da revisão da Lei da Anistia para efeito de punição unilateral retroativa, usam um pedaço da verdade para construir uma mentira capaz de enganar os ingênuos e arrastá-los para o caminho da guerra.
Não será fácil, não creio que consigam. Não, se não for permitido aos revanchistas ficarem falando sozinhos. Da minha parte, não permitirei.
segunda-feira, 31 de março de 2014
"VENHA O TEU REINO": comentário de Fernando Carvalho sobre textos de Iremar Bronzeado e Catarina Rochamonte
sábado, 29 de março de 2014
Brasil 1968/O ANO QUE NÃO TERMINOU - VENEZUELA 2014/O ANO QUE SÓ COMEÇOU: "Vem, vamos embora, que esperar não é saber"
Vejam que não nego ao coronel Hugo Chávez os atributos de bravura e competência. Nem os nego ao cabo Adolf Hitler - aliás, condecorado com a Cruz de Ferro por bravura na Primeira Grande Guerra -, criador do fascismo na Alemanha, chamado de nazismo devido à sigla NAZI do partido hitlerista - Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães -; tão socialista quanto o socialismo bolivariano de Hugo Chávez (coitado do Simón Bolívar, vilipendiado pela apropriação do fascismo chavista).
Na Alemanha, o audacioso Hitler tentou chegar ao poder através de um golpe. O golpe fracassou e o golpista foi preso. Mas sairia da prisão para chegar ao poder pelo legítimo caminho democrático, no modo parlamentarista. Uma vez no poder, o astucioso Hitler usou de todos os mais ilegítimos artifícios para destruir a democracia e submeter o Estado alemão ao seu absoluto poder nazista. Na Venezuela, o astucioso Chávez seguiu a mesma trilha, com igual sucesso, terminando por submeter o Estado venezuelano ao seu absoluto poder nazi-bolivariano.
O nazismo foi barrado apenas a custa da mais terrível guerra da história. O nazi-chavismo está sendo enfrentado nas ruas da Venezuela por milhares de rebeldes, especialmente pela juventude estudantil.
No Brasil, em 1968, a juventude estudantil enfrentou nas ruas o fascismo de uma ditadura militar. Eu estive naquela luta, na linha de frente, de peito aberto. E bradava: ABAIXO A DITADURA! E cantava nas passeatas a música de Geraldo Vandré: "Caminhando e cantando..."; "Vem, vamos embora, que esperar não é saber".
"Porém..., ai porém"; muitos dos que comigo cantaram, hoje ficam mudos diante da violência do nazi-chavismo do podre Nicolás Maduro, que prende, espanca, tortura e mata (sendo jovens estudantes as principais vítimas). Pior: alguns que em 1968 cantavam contra a ditadura militar brasileira torturadora e assassina, hoje cantam louvores para a ditadura nazi-chavista venezuelana torturadora e assassina.
Não obstante a omissão vergonhosa do governo brasileiro e a cumplicidade criminosa de dirigentes do PT diante das flagrantes violações aos Direitos Humanos na Venezuela por parte do regime nazi-chavista (dentre as quais violações, repita-se: espancamentos, torturas e assassinatos); nada obstante, espalha-se pelo mundo e chega ao Brasil a indignação com tais violências (deveria ter sido o inverso, o Brasil deveria ter sido o primeiro país a se indignar com as atrocidades no país vizinho).
Zuenir Ventura, que lutou contra a ditadura militar naquele distante 1968, veio a escrever, 20 anos depois, um excelente livro, a começar pelo título tão sugestivo, que tomei emprestado para título deste post:
"1968 O ANO QUE NÃO TERMINOU"
Com efeito; não terminou e recomeçou neste 2014, na Venezuela, cujo povo, cuja juventude, em decisiva luta por Liberdade, Democracia e Direitos, precisa da solidariedade dos brasileiros. À essa solidariedade, especialmente, não se podem furtar aqueles que, como Zuenir Ventura e como tantos, em 1968, pelas ruas e praças do Brasil, não deixaram de "falar de flores" e "seguiram com a canção":
"Vem vamos embora, que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"
VIVA A VENEZUELA! VIVA A LIBERDADE!
ABAIXO A DITADURA PODRE DE MADURO!
quarta-feira, 26 de março de 2014
Iremar Bronzeado e Catarina Rochamonte: dois textos político-filosóficos de referência sobre a Democracia - e notícia sobre atualização do Blog
Vamos aos textos de Bronzeado e Rochamonte.
Retorno preguiçosa e astuciosamente, visto que farei apenas breve comentário a esses excelentes textos, que considero referenciais para do debate democrático da atualidade, apresentando-os em seguida. Quem já os leu, nada perderá em os reler. E espero que aproveitem para comentar. Vejam que a internet vem funcionando no mundo hodierno como uma Ágora rediviva, um espaço privilegiado para o debate democrático.
Os textos em tela têm como ponto comum, além da defesa da Democracia e da Liberdade, o enfoque dos momentos históricos onde os luminosos ideais de Liberdade escorregaram, terminando por afundar na lama pútrida dos totalitarismos do século XX. Se bem que os totalitarismos bolchevistas e nazi-fascistas tenham naufragado, alguns baluartes resistem, como são os casos das ditaduras da Coréia do Norte e de Cuba. E ainda, o totalitarismo tenta reabilitar-se em alguns países, como é o caso da Venezuela, hoje sob comando de um facínora fascista que persegue, prende, tortura e mata (principalmente jovens estudantes, que são a vanguarda da resistência ao regime nazi-chavista do podre Nicolás Maduro).
Vamos aos textos; e, espero, ao debate: