Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
"Israel" no Programa do Gutemberg Cardoso/TV Master
O convite de Gutemberg foi articulado por um nosso amigo comum, o polêmico e profético Rui Galdino, a quem agradeço. O excelente Programa do Gutemberg Cardoso é um dos mais prestigiados e de maior audiência na Paraíba, de modo que nos sentimos honrados e muito felizes com a atenção que nos foi dispensada. Tudo indica que teremos um evento concorrido, que será um grande sucesso, com as irrequietas inteligências ainda mais energizadas pelo café expresso que será servido.
Esperamos vocês. Contamos com vocês.
Sábado, 08/04, 10 horas da manhã na Livraria do Luiz (Centro, Galeria Augusto dos Anjos, entre o Calçadão da Duque de Caxias e a Praça 1817: João Pessoa-PB).
Pedimos que divulguem.
sábado, 14 de abril de 2012
Fraca em entrevista, ruim nas pesquisas e toda enrolada: a estrela de Estela não brilha
Ela tem se mostrado uma espécie de Fernando Haddad de saias. O candidato do PT a prefeito de São Paulo não decola, travou em 3%. Os 7,7 da Estela são sempre melhores que os 3,0 do Fernando. Mas este espera o socorro do ex-presidente Lula, enquanto aquela carrega o peso do governador Ricardo Coutinho. Não tem candidato que possa com esse peso. O girassol-rei tornou-se o governador mais desgastado, mais rejeitado e mais hostilizado da história da Paraíba. Não bastasse esse fardo com que arca desde o lançamento da sua candidatura - mas talvez por consequência desse fardo original -, seguidas pedras de tropeço se acumulam no caminho da candidata girassol. Vejamos rapidamente algumas últimas:
a) Não só o PT decidiu por candidatura própria como a candidatura de Luciano Cartaxo cresce no eleitorado de esquerda, presumidamente o eleitorado potencial do socialismo-laranja. Tanto, que Cartaxo já superou Estela e entrou na a briga pelo segundo turno;
b) O prefeito Agra, seguidamente humilhado pelo chefe-girassol, forçou-se a dizer que apóia a favorita do rei, mas extravasa mágoas. A turma do "Volta Agra!" continua inconformada e tende a transformar a mágoa em rejeição e hostilidade à candidata oficial (não exatamente chapa-branca, mas chapa-laranja);
c) O girassol rebelde (será?) Nonato Bandeira continua embandeirando a candidatura pelo PPS. Por enquanto. Mas, por enquanto, atrapalha muito. Obteve 2,4% na pesquisa Correio/Consult. Para se eleger é pouco, mas para atrapalhar a candidata de Ricardo, é muito: significam, esses ínfimos 2,4%, mais de 30% dos poucos 7,7% de Estela.
d) Girassóis se despetalam em brigas públicas, expondo o desmazelo do jardim;
e) Sobre girassóis e laranjas, escândalos novos sucedem os velhos, com tal regularidade que até enfastia;
f) Porém, um escândalo diferente veio quebrar a modorra: a Secretaria da Saúde do Governo Laranja foi flagrada, em vídeo, na prática de crime eleitoral.
Deve ter mais, mas chega. Seria de desanimar; contudo, os apoiadores de Estela confiam nos seus dotes de oratória, na sua desenvoltura em entrevistas e debates. Pode ser; ontem não foi. Ontem ela foi entrevistada por um dos melhores entrevistadores do Brasil, o Padre Albeni, no programa Bastidores, da TV Master. Não chegou a ser um fiasco, mas foi fraquinha. O Padre, aliás, parece-me que abrandou com a moça, talvez por cavalheirismo. Não a apertou tanto quanto costuma apertar os marmanjos. O irreverente Padre que não é padre (parece que foi seminarista, ou coroinha; sei lá!), não deixou de fazer perguntas embaraçosas, mas não replicou as respostas. Tendo passado quase todo tempo tentando esclarecer nebulosidades, a entrevistada não teve oportunidade de dizer nada de claramente positivo. E cometeu, parece-me, uma imprudência que pode azedar ainda mais seu relacionamento com o prefeito Agra: por duas vezes referiu-se ao "declínio" da candidatura de Agra. Será que o pobre prefeito, depois de tantas humilhações, vai ser obrigado a engolir a avaliação de político "declinante"?
Enfim, a candidatura laranja-girassol de Estelizabel está acabando; antes de começar.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Conexão Master: a diplomacia de Nonato Bandeira e as twitadas filosóficas do prefeito Agra
Voltando ao programa de ontem, diremos que Nonato se saiu bem. Não que tenha empolgado, mesmo porque a empolgação não faz seu estilo. Foi cordato, hábil, diplomático. Chegou a ser de grande elegância quando o assunto foi o impedimento da candidatura de Zé Maranhão, devido à rejeição das contas de campanha do ex-governador. Nonato disse não acreditar que tal decisão vá prevalecer e que seria injusto cassar os direitos políticos de um cidadão por motivo de detalhes técnicos de uma prestação de contas mal feita.
No assunto principal, sua candidatura a prefeito, Nonato teve apenas um tempinho para confirmar sua corajosa decisão de levar a candidatura até o fim. Mas o incontido rebelde não conteve o girassol dentro de si e fez juras de amizade ao governado Ricardo Coutinho. Chegou a dizer que não era "contra" a candidata do governador, mas a favor da cidade, etc. Isso é bacana, mas não cola. Qualquer candidato tem de ser contra todos os concorrentes. As chances de Nonato se eleger são próximas de zero, daí que sua atitude de renunciar às benesses do poder seja tão apreciada. A rebeldia, no entanto, se não tem o condão de o eleger, poderia trazer-lhe uma quantidade de votos capaz de robustecê-lo politicamente, torná-lo uma bandeira para lutas vindouras. Porém, se a sua rebeldia for uma rebeldia mansa e comportada não irá atrair um único voto do público rebelde, que não gosta de mansidão nem de bom comportamento. Já a elegância de Nonato com Ricardo não haverá de trazer nenhum voto dos girassóis deslumbrados e obedientes que fazem tudo que o girassol-rei manda fazer: votarão em Estela, graciosa flor. De onde, então, viriam os votos de Nonato Bandeira? Essas dúvidas foram, aliás, levantadas, com pertinácia, por Gilvan Freire; sem que fossem respondidas.
Estando a entrevista de Nonato um tanto morna, o programa ganhou vigor com seguidas twitadas do prefeito Luciano Agra. Foram cinco. Nelas o prefeito levantou a bola de Nonato, transparecendo mágoa com a candidatura de Estela, que ele, Agra, por obediência ao chefe-girassol, diz apoiar. Também voltou a citar o filósofo Nietzsche, inclusive este brado poderoso: "O que não me mata, torna-me mais forte". Bem, eu mesmo considerei, em post anterior, a morte política de Agra. Quem o humilhou, sobre ele tripudiou e, politicamente, o matou, foi Ricardo Coutinho. Se Agra, usando Nietzsche, diz que não morreu, resta provar.
O arguto Heraldo Nóbrega matou a charada ao dizer que o prefeito Agra vai para Estelizabel assim como o bode vai pra dentro d'água; mais vai. Não disse assim com estas palavras, mas por forma rebuscada e castiça; porquanto Heraldo domina com maestria a "última flor do Láscio", abominando quaisquer vulgaridades vernáculas.
De qualquer forma, fica explicado de onde poderão vir os poucos votos que Nonato deve ter: não da rebeldia aberta e clara, mas da mágoa recôndita.