Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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sábado, 11 de agosto de 2012

Os insultos e o melindre de Tóffoli, segundo a narração de Noblat

O ministro do STF Dias Tóffoli proferiu contra o o jornalista Ricardo Noblat insultos os mais torpes. Isto segundo narração do próprio insultado no seu Blog do Noblat (oglobo.globo.com/pais/noblat/). O motivo da agressão, a se acreditar na narração de Noblat, foi...nada. Talvez, supõe Noblat, a ira de Tóffoli se devesse a um vídeo em que o jornalista aconselha o ministro a se considerar impedido no julgamento do mensalão. Se foi isso, foi menos do que nada, porque o vídeo apresentado é suave e comedido, dadas as circunstâncias, de todos conhecidas, pelas quais tanta gente tem questionado a participação do ministro Tóffoli no julgamento em que o principal acusado é o seu amigo do peito e ex-superior hierárquico José Dirceu.
Tal como descrita pelo jornalista, a atitude do ministro do Supremo Tribunal Federal foi abominável. Além dos insultos rasteiros, a arrogância desmedida. O ministro deve responder, apresentar sua versão, talvez desmentir; se calar, estará consentindo. É também possível que o jornalista tenha gravado a conversa. Vão lá ver a versão escrita, verão que é cabeluda; nada compatível com aquilo que o senador e ex-Presidente da República José Sarney chama de "liturgia do cargo".
Demais disso, entremeada às chulices, vazou uma frase suspeita:

"O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei".

Notem que Tóffoli melindra-se por Zé Dirceu, e por motivo de somenos. Quem lê Noblat sabe que suas críticas a Dirceu são mansas e delicadas. Se fossem duras, Dirceu, que é um sujeito duro, rebateria de pronto, no próprio Blog do Noblat.

Tal melindre de Tóffoli em relação a Dirceu o torna ainda mais suspeito de parcialidade para julgar o companheiro.

Esse episódio pode ser superado por uma resposta firme e convincente do ministro Dias Tófolli. Se ele titubear, aí a coisa vai render.
Se for tudo verdade e o jornalista tiver a conversa gravada, aí vai ter consequências.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Os autoritários do PT e CUT preparam um golpe fascista ou estão apenas bêbados?

Os fascistas e nazi-fascistas foram mestres em utilizar instrumentos democráticos combinadamente com golpes de força para atingir o poder, permanecer no poder e ampliar o poder. Esta combinação foi eficaz na Itália, com Mussolini, e na Alemanha, com Hitler. No Brasil está sendo engenhada por "altos companheiros" do PT e da CUT, em face do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal daqueles que, segundo denúncia do Ministério Público, formaram uma quadrilha para corromper congressistas, no episódio conhecido como ""escândalo do mensalão". Primeiro foi o ex-ministro José Dirceu, denunciado pelo MP como "chefe da sofisticada quadrilha", que conclamou estudantes pelegos a irem às ruas defender os denunciados. Se ficasse nisto, estaria barato, seria apenas, como disse o Ministro Marco Aurélio, o exercício do "jus esperniandis". Mas Dirceu foi secundado pelo recém eleito presidente da CUT (Central Única de Trabalhadores), Vagner Freitas, com uma ousadia tipicamente fascista. Ele peitou abertamente o STF: "Não pode ser um julgamento político. Se isso ocorrer, nós questionaremos, iremos para as ruas".
Claro está que, para Vagner, se os réus forem condenados o julgamento terá sido viciado. Claro está que Vagner exige a absolvição dos réus, sob pena de rebelião contra o Supremo.

Suponhamos a condenação do "chefe" e de alguns chefiados (ou todos), fazendo levantar nas ruas o protesto do PT do Dirceu e da CUT do Vagner. Se o STF não se dobrar ao clamor da turba dirceuzista-vagneriana, a turba invadirá o STF? Destituirá, na porrada, seus ministros? Aclamará Zé Dirceu como presidente do Supremo?

O jornalista/blogueiro Ricardo Noblat supôs loucura ou embriaguez para a audaciosa fala de Vagner Freitas, como a minimizar-lhe o perigo. Pode ser. Mas não custa lembrar dois episódios do passado fascista e nazi-fascista:

1) Mussolini, robustecido por amplo apoio de massas, marchou sobre Roma com seus "camisas negras" para promover o golpe que instaurou o regime fascista na Itália;
2) Antes de chegar ao poder pela via eleitoral, Hitler tentou um golpe de força: o episódio do "Putsch de Munique", também conhecido como "Putsch da Cervejaria", porque Hitler e seus comparsas tramaram a louca aventura enchendo a cara em uma cervejaria.

Vão nesses exemplos duas lições que explico, precisamente, aos que não querem entender:

1) As massas nas ruas podem promover a liberdade, mas podem também promover a tirania;
2) Fascistas loucos e bêbados, nem por serem loucos e bêbados, serão menos perigosos.