Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
terça-feira, 27 de março de 2012
Jampa Digital: o Corolla e o Laranjja
Vejam esta do G1: disse o secretário: "Já temos 85% do Projeto pronto". Ora, o total de verba para o Projeto é de mais de 27 milhões de reais. O total gasto até o momento foi de menos de 7 milhões. Se com este tantinho a Prefeitura já fez 85%, para que queria 27 milhões? Agora não pode mais reclamar do corte que a presidente Dilma fez na verba federal.
Do mesmo G1, vejam esta pérola: "Marconi Maia assumiu que existem problemas técnicos no Jampa Digital, mas disse que a qualidade do serviço só pode ser cobrada quando terminar o prazo para a sua implantação". É como se o engenheiro responsável, fiscalizando a construção de um edifício, descobrisse que o prédio estava subindo torto, mas não pudesse cobrar retificações até o fim do prazo de construção; ou seja, quando o prédio, bem alto, caísse na sua cabeça.
No Pbagora, falando sobre a impossibilidade de acesso à internet pelo Jampa Digital, disse o inventivo secretário (ou terá sido tudo invenção dos jornalistas?): "Infelizmente coincidiu de ser na hora da reportagem". Infelizmente, esta infelicidade dos repórteres do Fantástico tem sido compartilhada por muitos pessoenses. Eu mesmo, aqui pelo Bessa e Manaíra, nunca consegui acessar nada pelo Jampa. Quem sabe, na próxima tentativa, terei melhor sorte.
Tem outra, também no Pbagora, em que o secretário, homem de muita fé, socorre-se em Jesus Cristo: "O Projeto ainda está em vigência, como é que você pode crucificar alguém sem que esse alguém pague por seus pecados". Não comento nada porque não entendi o que ele quis dizer. Meditei longas horas sobre este enunciado teológico e não logrei vislumbrar qualquer sentido. Deus haverá de perdoar a minha ignorância, mas se algum irmão em Cristo desvendar o enigma, por favor, socorra-me.
Por último, ainda do Pbagora, registro o que me parece a verdadeira coroação das explicações do secretário Marconi, dita ao falar sobre superfaturamento. Antes vejam estes trechos de notícia:
No NE 10: "Em julho de 2009, a Ideia Digital ganhou a concorrência para fornecer 75 itens - entre equipamentos e programas de informática - para a Prefeitura Municipal de João Pessoa. O preço de diversos equipamentos estaria acima do praticado no mercado. Câmeras de segurança, vendidas à Prefeitura por R$ 32 mil a unidade, foram repassadas, em 2008, por menos de R$ 11 mil ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte".
No Polêmica Paraíba: "A empresa Ideia Digital - sistema consultoria - registrou preços do pregão 019/2009 em que listou preços de 75 equipamentos, com itens que atingem até 1.600% acima do valor normal de mercado".
Pois, qual a coroa das explicações do audacioso secretário Marconi Maia? Esta: "Isso é a mesma coisa que comprar um carro, por exemplo, você compra um Corolla, todos são Corolla, mas alguns possuem mais acessórios que outros, o que acaba por diferenciar o preço final de cada um deles".
Não, nem todos são Corolla, alguns são Laranjja.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Denúncia fantástica do Jampa Laranjal fulmina candidatura girassol
Os indícios de corrupção podem ou não ser comprovados, mas a demagogia ficou escancarada.
As desculpas da Prefeitura para o emperramento do Projeto Jampa Digital são fracas, mas são, de qualquer forma, embora tardia e forçada, uma satisfação. Todavia, com ou sem propina, aquela fantástica festa na orla só poderia ter sido feita depois que o troço estivesse funcionando.
Por si só, a denúncia do Jampa Laranjal, embora de fantástica repercussão, não seria suficiente para derrubar uma candidatura forte. Ocorre que o projeto laranja-girassol para manter a Prefeitura de João Pessoa vinha ruim e ficou péssimo quando o girassol foi despetalado pelo lançamento da candidatura própria do PT vermelho. A denúncia do Fantástico enterrou o que estava no pé da cova. Foi caixão e vela preta.