Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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domingo, 25 de dezembro de 2016

A Luz do Mundo - Mensagem de Ano Novo


rocha100.blogspot.com.br

(Por especial pedido do meu querido irmão Fernando, tenho publicado esta mensagem todo fim-início de ano, desde 2005)

Caminhava Jesus com seus discípulos quando avistou um cego de nascença. Os discípulos quiseram saber se o infeliz estava pagando os pecados próprios ou os pecados dos pais. Jesus respondeu que nem o cego nem os pais haviam pecado, mas era necessário que naquele sofredor se manifestassem as obras de Deus; e dispõe-se a curá-lo, dizendo: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João: 9, 5).
     Todos nós somos cegos de nascença; não cegos da visão, mas cegos do entendimento. Cegos da visão, alguns. Cegos do entendimento, todos. Não que a razão humana não possa conhecer, mas ela só conhece pelo tato aquilo que melhor conheceria pela vista.
     A razão humana, a rigor, apenas tateia a verdade; sendo da essência mesma desta nunca se revelar na sua inteireza.
     Acresce que esta humana razão conhece sempre melhor o que importa menos, e pessimamente o que importa mais.
     Porque muito mais importa a verdade moral do que a verdade factual, muito mais as verdades interiores do que as verdades exteriores, muito mais as verdades da vida eterna que não vemos do que as verdades da vida efêmera em que vivemos.
     Por isso foi necessária outra luz, além da luz da razão.
     Se a razão tudo pudesse entender, não careceria Deus de enviar uma nova luz ao mundo.
     Desde que apareceu no mundo, há 2017 anos, essa luz aquece e ilumina sem cessar, e seu combustível é o amor.
     A denominação de "mago", na Antiguidade, indicava o sábio, especialmente da mais excelsa sabedoria da época: a sabedoria astrológica. Os três reis magos são, portanto, os três reis sábios.
     Estes sábios, ao seguirem a estrela, iam a procura de uma luz nova, uma luz que pudesse iluminar mentes já saturadas de toda ciência, cansadas de muitas procuras, desesperançadas de tantas decepções.
     Eles a encontraram, a luz em botão, na forma de um bebê em uma humilde manjedoura.
     Essa pequenina luz se fez a Luz do Mundo.
     Hoje, neste início de 2017, por mais saturado, cansado e desesperançado que você esteja; esta luz esta ao seu alcance.
     Procure-a com o coração.

Washington Rocha

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sobre a Eternidade e o Infinito

Deus, Infinito e Eternidade


Fernando Alves da Rocha




Um minuto da sua atenção:
Escutarás, agora, um pensamento sábio e verdadeiro, importantíssimo: o mais belo e importante para todos nós são a Eternidade e o Infinito. A Eternidade e o Infinito existem, desde que desejemos, fizermos por onde e acreditemos que após a morte iremos para lá. A Eternidade e o Infinito são a nossa imaginação verdadeira. É DEUS!
Há pouco tempo, o grande cantor e compositor inglês David Bowie, antes de morrer, disse: “acima de mim está o Paraíso”. Digo eu agora: o Paraíso existe. É a vida após a morte. É a Eternidade. É DEUS! 

Pensamento de Fernando Alves da Rocha

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Charge contra Deus: Charlie Hebdo tem direito de ser imbecil. E Viva a Liberdade de Expressão!

por Washington Rocha

rocha100.blogspot.com.br


O jornal Charlie Hebdo inaugurou 2016 com a charge abaixo reproduzida (pescada no site O Antagonista).



"Um ano depois. O assassino ainda está solto"


Eu acho essa charge imbecil, mas também acho que o jornal tem todo o direito de fazer as charges que quiser fazer. Nem entendo porque quem acredita em Deus haveria de se abalar com uma charge besta como essa. Já vi, produzidas aqui mesmo no Brasil, charges e outras peças de humor muito mais agressivas de grupos de ativistas ateus. Não me abalei e até chamo a favor dos humoristas ateus a frase do deísta Voltaire: "Não concordo com uma única palavra do que dizes, mas lutarei até a morte pelo teu direito de dizê-las".

Uma imagem, dizem, vale por mil palavras. Todavia, o editor do Charlie Hebdo, Laurent Sourisseau, não confiou nesse brocardo e escreveu, também com todo o direito, um editorial para explicar a charge. O editorial de Sourisseau é tão imbecil quanto a charge. Esta, aliás, por ter sido feita, presumivelmente, por ateus, já estaria invalidada pela metade, pois, como se sabe, os ateus, vejam só, não acreditam em Deus; e se Deus não existe não pode ter sido o assassino. A outra metade, da charge e do editorial, pretende por em todas as religiões do mundo a culpa pelo atentado do qual o jornal foi vítima em janeiro de 2015. E isto é uma cretinice, com uma pitada de covardia, pois divide com quem não tem culpa a culpa bem localizada do grupo de fundamentalistas islâmicos que praticou o ato terrorista.

A questão filosófica/teológica de Deus permitir que o mal exista é milenar, "nimiamente extensa" (para usar uma expressão de Machado de Assis, um ateu de minha particular veneração), não é o caso de retomá-la aqui. Comentarei apenas duas frases do texto de Sourisseau; primeiro, esta:

"As convicções dos ateus e dos laicos podem mover ainda mais montanhas que a fé dos crentes";


As convicções sempre movem. Tanto no caso dos crentes quanto no caso dos ateus, movem para o bem ou para o mal. Então, no caso de assassinatos, que é o tema da charge e do editorial, cabe comparar. Comparem os assassinatos movidos por convicções religiosas ao longo de toda a história com os assassinatos movidos, apenas no séc. XX, por convicções ateístas dos regimes de terror de Stalin na União Soviética, de Mao Tse-Tung na China, de Pol Pot/Khmer Vermelho no Cambodja, e outros regimes assassinos comandados por ateus convictos. As montanhas de cadáveres das vitimas dos ateus convictos são espantosamente mais largas, horrorosamente mais altas, desesperadoramente maiores do que quaisquer montanhas de desgraças já vistas, lembradas ou registradas em todos os séculos. Pesquisem, é fácil.

Na outra frase que resolvi comentar, Sourisseau defende a laicidade contra "fanáticos embrutecidos pelo Corão e os carolas de outras religiões que desejaram a morte do jornal por ousar rir das religiões".

Eu defendo a laicidade e entendo que ela garante que o Estado não interfira na crença ou descrença de ninguém. Em um Estado laico e democrático, todos estão livres para não acreditar em Deus e proclamar seu ateísmo; e também para acreditar em Deus e proclamar sua fé religiosa. Todavia, ambos os grupos, de ateus e de crentes, estão, no Estado Democrático de Direito, impedidos de praticar crimes previstos em lei; sob quaisquer alegações, religiosas ou anti-religiosas. É muito bom que Sourisseau defenda a laicidade, mas é muita estupidez acusar, genericamente, "carolas de outras religiões" de desejarem "a morte do jornal". O mundo sabe, o mundo viu milhões de "carolas" de muitas religiões se manifestando em solidariedade ao Charlie Hebdo, repudiando o atentado, chorando pelas vítimas: "Je suis Charlie". Será que Sourisseau não lembra?

Eu mesmo, que sou um "carola" cristão, uni-me à imensa corrente de solidariedade ao Charlie Hebdo. E continuo solidário. Desejo ao Charlie Hebdo, a todos que o elaboram, um Feliz Ano Novo, uma longa vida. Desenhando e escrevendo o que lhes der na telha.

Je suis Charlie! Vive la France! Liberté, Égalité, Fraternité!  


   

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O ateu W.J.Solha envia o poema "VOCÊ NÃO É CRISTÃO" e o cristão Washington Rocha responde com o poema "VOCÊ NÃO É ATEU"

W. J. Solha, intelectual e artista de envergadura universal, está entre os ateus que eu muito admiro e que muito me ensinaram, tais como Epicuro, Schopenhauer, Nietzsche, Freud... Porém, admirando-os, não deixo de contestá-los de vez em quando. Eis que, via e-mail, chega-me um poema de Solha intitulado "VOCÊ NÃO É CRISTÃO". Ocorre que eu sou cristão. Não tinha como não responder. Respondi pela forma poética. Não sendo eu poeta e sendo Solha magnífico poeta, terei perdido na forma. Quanto às razões, inclusive a razão do coração - que é a fé -, vocês que julguem. E comentem, especialmente alguém que tenha sido convertido: do cristianismo para o ateísmo ou do ateísmo para o cristianismo.

 VOCÊ NÃO É CRISTÃO

W. J. Solha

Você não é cristão,
claro,
ou isso lhe custaria
caro.
Pra começar,
não se ocuparia com o dia de amanhã.
Nada desse afã com poupança, plano de saúde, vacinação,
educação,
previdência,
e,
a caminho da indigência,
não iria, também, trabalhar, evidentemente.
Pois olhe as aves do céu, demente:
se não metem um prego numa barra de sabão e o Pai as alimenta,
quanto mais a você,
que crê?
E,
se a sua meta de perfeição é séria,
vai, realmente, ficar na miséria,
pois passará  tudo que tem nos cobres,
que repassará pros pobres.
E,
se nesse processo de excesso, levar porrada numa face e oferecer a outra ao tapa,
e se lhe roubarem  a roupa,  der também – como se manda - a capa,
nem será necessária muita indústria pra que entregue, também,  a pátria,
pois não resiste ao mal e, por irReal que seja a onda de castigos,  
amará  os seus inimigos.
Tudo bem, porém,
pois,
se nessas alturas já não tiver, realmente, ego
e,
de superego,
nada,
não se preocupará de, de repente,
ficar maneta
e cego,
pois o velho evangelho diz que Se o seu olho lhe causa escândalo,
arranca-o como um vândalo,
e
se o pecado é o de sua mão,
corte-a
sem hesitação.
Afinal,
algo que – se você for cristão – o confortará,
em toda essa anarquia que tem o Céu como utopia,
é que... nada importa,
pois, cumprindo o que Cristo disse, ainda em Sua geração o mundo já teve o apocalipse
e a humanidade está,
há dois mil anos,
morta. 
 
-- 
WJ Solha



Você não é ateu
autor: Washington Rocha

Você não é ateu.
Se for, já sabe que morreu:
antecipou a morte na escuridão de breu.
Se você for ateu e estiver certo,
neste seu credo da morte, da treva, do vazio e do deserto,
logo (não) saberá
que não é nada,
porque você nada será.
O nada, ateu insensato,
rói as suas entranhas, como um rato,
e a você consumirá.
O nada, ateu pensativo,
tem efeito retroativo
e a você fulminará,
pois, se uma vez o nada for,
nada jamais terá sido,
e jamais será.
Mas você, ateu, pode ter seu consolo de louco,
pode viver a sua miséria (o legado de que falou Machado) ou prazeres, 
sem receios,
pois nada restará.
Se, deveras, você não crê, aproveite,
pois mesmo o Apóstolo Paulo dissertou (e nós entendemos):
“Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos,
porque amanhã morreremos”.
Se você, orgulhoso ateu, desdenha autor cristão,
leia Platão,
na boca do filósofo Sócrates, dialético sem igual:
“Em realidade, uma vez evidenciado que a alma é imortal,
não existirá para ela nenhuma fuga possível a seus males,
a não ser tornando-se melhor e mais sábia”.
Reflita sobre isso, ateu irmão, e se não se convencer,
não nos queira mal.
Meu querido irmão ateu,
esse seu ouro de tolo da descrença
não me convenceu,
e a ninguém convencerá:
ainda, mais uma vez e sempre,
rasgando as trevas da morte,
A vida viverá.
Incline seu coração, irmão ateu,
para Deus,
E ele sentirá.
Sem fé, você é um vivo-morto, irmão ateu,
mas converse com Jesus (que um dia você viu),
Ele dirá:
“Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem crê em mim, ainda que morto, viverá”.




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Luz do Mundo

(por especial pedido do meu querido irmão Fernando, tenho publicado esse texto todo fim-início de ano, desde 2005)

     Caminhava Jesus com seus discípulos quando avistou um cego de nascença. Os discípulos quiseram saber se o infeliz estava pagando os pecados próprios ou os pecados dos pais. Jesus respondeu que nem o cego nem os pais haviam pecado, mas era necessário que naquele sofredor se manifestassem as obras de Deus; e dispõe-se a curá-lo, dizendo: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João: 9, 5).
     Todos nós somos cegos de nascença; não cegos da visão, mas cegos do entendimento. Cegos da visão, alguns. Cegos do entendimento, todos. Não que a razão humana não possa conhecer, mas ela só conhece pelo tato aquilo que melhor conheceria pela vista.
     A razão humana, a rigor, apenas tateia a verdade; sendo da essência mesma desta nunca se revelar na sua inteireza.
     Acresce que esta humana razão conhece sempre melhor o que importa menos, e pessimamente o que importa mais.
     Porque muito mais importa a verdade moral do que a verdade factual, muito mais as verdades interiores do que as verdades exteriores, muito mais as verdades da vida eterna que não vemos do que as verdades da vida efêmera em que vivemos.
     Por isso foi necessária outra luz, além da luz da razão.
     Se a razão tudo pudesse entender, não careceria Deus de enviar uma nova luz ao mundo.
     Desde que apareceu no mundo, há 2012 anos, essa luz aquece e ilumina sem cessar, e seu combustível é o amor.
     A denominação de "mago", na Antiguidade, indicava o sábio, especialmente da mais excelsa sabedoria da época: a sabedoria astrológica. Os três reis magos são, portanto, os três reis sábios.
     Estes sábios, ao seguirem a estrela, iam a procura de uma luz nova, uma luz que pudesse iluminar mentes já saturadas de toda ciência, cansadas de muitas procuras, desesperançadas de tantas decepções.
     Eles a encontraram, a luz em botão, na forma de um bebê em uma humilde manjedoura.
     Essa pequenina luz se fez a Luz do Mundo.
     Hoje, neste início de 2012, por mais saturado, cansado e desesperançado que você esteja; esta luz esta ao seu alcance.
     Procure-a com o coração.


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