Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Os rolezinhos e o Grande Rolezão da Copa do Mundo 2014

Ministros do governo Dilma, certamente com aval da presidenta, estão defendendo os rolezinhos que se espalham pelos shoppings do Brasil. Declarações de dois ministros merecem registro pela capciosidade, em um caso, e expressão de racismo, em outro.

Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, declarou sobre os rolezinhos:

"Uma manifestação clara da juventude que não tolera mais a limitação de espaços, a segregação de espaços só para aqueles que são bons consumidores, não aceita mais a discriminação por raça, por orientação social seja o que for".

Pra começo de conversa, o ministro está mentindo. De modo geral (e o ministro generalizou), os shoppings não discriminam por raça. Posso dar testemunho pessoal porque sou frequentador assíduo de shoppings, aqui em João Pessoa e em cidades que visito com alguma frequência, como Recife, Natal e Fortaleza. Em todos os shoppings que tenho frequentado, tenho visto pessoas de várias etnias, ou mesmo vou acompanhado de amigos e amigas de etnias diversas: negros, brancos, japoneses, índios e miscigenados em várias combinações (aliás, tem combinações que ficam uma beleza - as morenas, por exemplo; meu Deus!): todos consumindo, ou apenas passeando e conversando, em paz. Havendo casos específicos de discriminação étnica por parte de algum shopping, configura-se crime e deve ser punido. Também não é verdade que os shoppings só permitam o acesso dos "bons consumidores". Provo isso com muita facilidade: eu sou um péssimo consumidor e nunca fui expulso de nenhum shopping. Estou cansado de ir a shoppings e consumir apenas um sorvete de casquinha (2 reais).

As declarações capciosas do ministro Gilberto Carvalho foram suplantadas pelas declarações racistas de Luiza Bairros, que vem a ser, pasmem, ministra da Igualdade Racial. Declarou a ministra sobre os rolezinhos:

"As manifestações são pacíficas. Os problemas são derivados da reação de pessoas brancas que frequentam esses lugares e se assustam com a presença de jovens".

Isso não é apenas uma mentira escancarada, é uma mentira intencionada. No caso, mal intencionada, que discrimina os brancos, pejora os brancos e fomenta o ódio entre etnias. Configura-se aí crime de racismo? Deixo aos advogados, promotores, procuradores e juízes a avaliação, à luz da Constituição. Que é uma generalização mentirosa, está na cara. Pelos vários vídeos e fotos que o Brasil viu e está vendo, tanto entre os rolezeiros quanto entre os frequentadores habituais dos shoppings, havia pessoas de todos os matizes de pele (no Brasil, seria de estranhar se não fosse assim). Por outro lado, será tolice supor que apenas as "pessoas brancas" possam se assustar diante de ocorrências inusuais, como uma aglomeração muito grande e correrias em um shopping. Mas, no caso da ministra, não foi tolice; foi astúcia politiqueira.

A astúcia politiqueira, claro, não é só da ministra Luiza; está na fala do ministro Gilberto e pode-se presumir que seja orientada pela presidenta Dilma e seu marqueteiro. Segundo comentários de vários politicólogos, o objetivo da turma de Lula-Dilma-PT ao apoiar os rolezinhos é ganhar a simpatia e os votos dos jovens da periferia. Não é uma conclusão difícil e eu acho que é isso mesmo. Agora, não sei se vai dar certo. Se os rolezinhos avançarem em violência, pode dar errado. E tem outro perigo: ao incentivar os rolezinhos de janeiro nos shoppings, o governo Dilma pode receber por acréscimo o Grande Rolezão da Copa 2014, nas ruas e nos estádios, repetindo-se, em escala maior ou menor, as Jornadas de Junho de 2013.

Com efeito, já corre pela internet e no boca-a-boca a convocação de mobilizações durante a Copa do Mundo de Futebol; e tem até uma prévia agendada para o dia 25/01. Essa prévia pode não acontecer e a tendência era de que não acontecesse. Porém, a eclosão dos rolezinhos, ainda mais tendo o apoio do governo, com declarações entusiásticas de ministros, pode levar muita água ao moinho dos mobilizadores.

Manifestações de protesto durante a Copa do Mundo é tudo que Dilma não quer. Talvez a estratégia de incentivo aos rolezinhos tenha sido mal calculada. "O feitiço pode virar contra o feiticeiro"; "O tiro pode sair pela culatra"; etc.

Seja como for, se acontecer o GRANDE ROLEZÃO DA COPA DO MUNDO 2014, esperamos que seja pacífico. Mas quem garante? Do mesmo modo, quem garante que os rolezinhos, incentivados pelo governo Dilma, não desandem para a violência?

 



domingo, 12 de janeiro de 2014

Sobre ideologia/política e amizade - ou Voltaire, a esquerda festiva, a tolerância e o totalitarismo: um post em homenagem ao combativo intelectual/educador José Renato Uchôa

Intelectual, educador e militante político dos mais destemidos, meu velho amigo José Renato Uchôa tem divulgado, de vez em quando, em sua página no Facebook, uns artigos muito bem escritos, fortes e veementes enfocando o processo judicial do mensalão/Ação Penal 470, a prisão dos mensaleiros e, em especial, a atuação do Presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Não tenho concordado com uma única linha desses artigos, mas tenho publicado todos no Portal 100 Fronteiras (www.portal100fronteiras.com.br). Sempre que publico, envio mensagem a Zé Renato nesse sentido: que não concordo, mas publico. E lembro Voltaire:

"Não concordo com uma única palavra do que dizes, mas lutarei até a morte pelo teu direito de dizê-las".

Sobre o último artigo de Zé Renato que publiquei, como resposta a uma mensagem desse tipo que lhe enviei, meu amigo me respondeu com duas outras que me deixaram bem contente. Tais mensagens aí estão, no fim deste post. Verão vocês que tenho motivos para me alegrar. No post anterior havia falado exatamente sobre a possibilidade de que amizade valesse mais do que discordâncias político-ideológicas. Tendo sido eu marxista, bolchevista e petista, tenho vários amigos e amigas nesse campo. Hoje, abomino o marxismo, o bolchevismo e o lulo-petismo. Todavia, a amizade que nutri pelos velhos companheiros e inesquecíveis companheiras continua a mesma. Essa é uma das muitas vantagens da democracia: a tolerância, a convivência entre pessoas de ideias contrárias. Vejam que no totalitarismo (tanto o totalitarismo bolchevista quanto o totalitarismo nazi-fascista) tais discordâncias são, usualmente, resolvidas com o extermínio de uma das partes. Stálin, por exemplo, matou todos os seus velhos companheiros do comando bolchevista (não matou Lênin porque Lênin se apressou em morrer). Na China, os velhos companheiros do Presidente Mao assassinaram a mulher do velho companheiro. E ainda agora, dia desses, o bolchevista Kim Jung-Un, ditador no regime marxista-leninista da Coréia do Norte, segundo informação do jornal chinês "Wen Wei Po", jogou o próprio tio numa jaula para ser devorado por 120 cães ferozes e famintos (velozes e furiosos, também se pode dizer).

Mas quero avisar aos velhos companheiro e inolvidáveis companheiras que continuo me reclamando da esquerda. Esquerda democrática e liberal (mesmo porque sem liberalismo não existe democracia). Esquerda democrática e festiva, claro. Quando eu era bolchevista, meus companheiros mais sisudos me acusavam de ser um porra-louca, esquerda festiva. Agora que passei a abominar todo tipo de totalitarismo (antes abominava apenas o totalitarismo nazifascista e achava o totalitarismo comunista uma beleza) tenho melhores motivos para querer que a esquerda seja festiva. Não sou da esquerda caviar porque não tenho dinheiro para comprar caviar. Para mim, cerveja com siri e amendoim já está de bom agrado. Aliás, acho que quem é de direita é esse pessoal que defende ditaduras, inclusive a ditadura do proletariado. Essa, diga-se, é a mais safada de todas as ditaduras, porque, além de não prestar, é mentirosa, propaganda enganosa: nunca existiu nem tem como existir ditadura do proletariado. É preciso ser muito cretino para elaborar tamanha charlatanice (e essa não foi a única charlatanice elaborada por Marx e Engels) e ainda mais cretino para acreditar.

Voltemos à amizade. Em dezembro passado, tentei combinar com Zé Renato e outro amigo dos tempos do velho PT (Francisco Costa de Araújo, o famoso Chico Gato), ambos morando distante da nossa amada Felipéia de Nossa Senhora das Neves, um encontro aqui na Praia do Bessa, no Restaurante do Arruda, que é militante do PSOL. Não deu certo. Seria um encontro nostálgico no qual tentaríamos reunir toda a esquerda bolchevista e festiva dos tempos de antanho: dos anos de chumbo, da campanha da Anistia, da fundação do PT. Beberíamos cerveja e ouviríamos músicas antigas: "Soy Loco Por Ti América", "Caminhando e Cantando", "Junto À Fogueirinha de Papel", "Comandante Che Guevara", "A Internacional Comunista",... Para matar saudades, eu não me incomodaria em voltar a ser bolchevista por um dia (e uma noite, claro).

Não deu certo. Mas a ideia, pelo menos para mim, não morreu. Meus velhos e muito caros amigos Zé Renato e Chico Gato, se e quando vocês novamente vierem a Jampa Capital, poderemos retomar o plano nostálgico. Ajudem-me a compor a lista de convidados. Não poderá deixar de ser lembrado nenhum velho camarada bolchevique, nenhuma antiga companheira de lutas.

VIVA A LIBERDADE! VIVA A SAUDADE! VIVA A AMIZADE! 



Jose Renato Uchoa comentou a publicação dele.
Jose Renato escreveu: "O Portal100 Fronteiras é a imprensa que o Brasil precisa.Dignifica a verdadeira liberdade de expressão.Abração."
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Jose Renato Uchoa comentou a publicação dele.
Jose Renato escreveu: "Amigo, importante alguém de experiência do Portal investigar o Laudo que falei no artigo.Ele explica o que houve ,desmonta realmente a sacanagem que Joaquim fez.Sabes que esses caras sempre foram contra o formato que imprimimos ao PT nos velhos tempos.Não resta dúvidas que o PT nos traiu , a todos.A questão é que minha defesa não é deles, é de um princípio.Ab."



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Papa Francisco, o marxismo e um artigo magistral do filósofo Denis Rosenfield (modificado e corrigido)

O Papa Francisco criticou o capitalismo. Não é novidade, outros papas também criticaram, todo mundo critica o capitalismo. Uns conservadores norte-americanos exageraram na condenação ao Papa Francisco e o acusaram de ser marxista. Eis que a resposta do Papa causou ainda maior rebuliço. Ei-la:

"A ideologia marxista é errada, mas na minha vida conheci muitos marxistas que eram boas pessoas, por isso não me sinto ofendido".

No Brasil, a turma da esquerda marxista fez a festa com a critica ao capitalismo e também com a declaração de amizade de Francisco aos bons marxistas. Quanto ao fato de o marxismo ser declarado como um erro, isso foi deixado de lado. Já eu considero que isso é o mais importante: o marxismo é um erro.

O marxismo é o mais desgraçado dos erros que a inteligência humana produziu, um erro que durante algum tempo conduziu metade da humanidade de volta à servidão, um erro que construiu estados totalitários especializados em falsificar, mentir, perseguir, prender, torturar e assassinar. Os assassinatos dos regimes marxistas foram realizados em escala monumental: 20 milhões na União Soviética, 70 milhões na China Comunista (arredondando em números conservadores). No Cambodja, o regime marxista do Khmer Vermelho exterminou cerca de 7 milhões de pessoas, um terço da população. O regime de servidão inaugurado pelos marxistas na Rússia, em 1917, constituiu-se em império e dominou meio-mundo por pouco mais de meio século. Aí, apodreceu e desmoronou em quase todo o mundo. Desgraçadamente, subsiste ainda em países como a Coréia do Norte, com sua sórdida tirania de marxistas hereditários.  E em Cuba, numa tirania que passa de irmão para irmão. Na China vige uma tirania marxista de partido único sustentada por um regime econômico de capitalismo-selvagem.

O marxismo é um erro, todavia o Papa Francisco tem também razão quando afirma que existem marxistas que são boas pessoas. Eu mesmo conheço vários, tanto no plano histórico quanto no plano das minhas relações pessoais. Marxistas históricos eu até admiro alguns, especialmente aqueles que foram críticos duros da mais abominável forma de marxismo, que é o bolchevismo. Minha querida Rosa de Luxemburgo, por exemplo, ainda nos albores da revolução de 1917, gritou a verdade sobre a "ditadura do proletariado" imposta na Rússia pelo tirano Lênin e seus sequazes: "É uma ditadura sobre o proletariado". Também admiro o marxista Otto Rühle, que lutou na resistência ao nazismo na Alemanha e escreveu o libelo "A luta contra o fascismo começa com a luta contra o bolchevismo", onde demonstra que bolchevismo, fascismo e nazismo é tudo uma família só, sendo o bolchevismo o pai. E, antes da Rosa e do Otto, o grande marxista Eduard Bernstein, que, na virada do séc. XIX para o séc. XX, revisou o marxismo e logrou trazer parte significativa do  movimento socialista internacional para o leito da democracia, na forma da social-democracia.

Quanto aos marxistas meus amigos, já por serem meus amigos, merecem minha admiração e afeto; só peço que, se lerem esse texto, não me queiram mal. A amizade, pelo menos para mim, é um valor maior que qualquer ideologia.

Voltemos às críticas do Papa Francisco ao capitalismo. Foram críticas genéricas. Ele está coberto de razão, e eu não conheço um único cristão que não faça críticas genéricas ao capitalismo. Eu mesmo, que vivo em um país capitalista, pra onde olho vejo coisa errada. Se olhar para o mundo capitalista globalizado, também vejo muita coisa errada e critico, como o Papa Francisco vê e critica. Se, todavia, a crítica ao capitalismo é salutar, a crítica da esquerda marxista ao capitalismo por comparação ao socialismo/comunismo é mistificadora, um embuste rasteiro. E aqui chego ao referido artigo de Denis Rosenfield. Um artigo magistral, não porque revele alguma novidade, mas porque dito com argúcia e precisão irresistíveis. Intitula-se "O embuste ideológico", foi publicado em O Globo (30/12/2013) e reproduzido em vários sites e blogs. Aconselho a leitura, já transcrevendo aqui dois trechos:

"Não há sequer uma experiência histórica de compatibilização entre socialismo/comunismo e democracia".

Essa é uma velha constatação que precisa ser sempre repetida. Com a expressão "socialismo/comunismo", Rosenfield, certamente, refere-se ao socialismo marxista. O chamado socialismo-democrático praticado há décadas em vários países europeus é, na verdade, um capitalismo avançado. O marxismo, repita-se, provou-se incompatível com a democracia não apenas quando colocado em prática; mas tal incompatibilidade é mesmo doutrinária. Pela letra da doutrina, tal como expressa por Marx e Engels, a "ditadura revolucionária do proletariado" é o único caminho que abre as portas do paraíso. Revisionistas como Eduard Bernstein e Karl Kautsky rejeitaram essa chave de violência e opressão, e por isso foram chamados pelo marxistas ortodoxos de "renegados" (com razão, do ponto de vista da ortodoxia marxista, diga-se). É importante repetir essa obviedade da incompatibilidade entre marxismo e democracia porque hoje o pau que mais tem no Brasil é marxista envolto em capa de democrata. Quem quiser ser democrata que abandone o marxismo: acender uma vela para Deus e outra para o diabo é pecado.

Vamos ao trecho em que Rosenfield desmascara o embuste da crítica comparativa:


"O embuste consiste no seguinte: o capitalismo não é comparado ao socialismo. Se isso fosse feito, a comparação, por exemplo, deveria ser entre a Alemanha capitalista e a socialista, ou ainda, entre a Coréia capitalista e a socialista. Os termos da comparação teriam parâmetros que serviriam de critério para qualquer avaliação. A comparação é de outro tipo. Compara-se o capitalismo real, existente, com a ideia de socialismo forjada por aqueles que lhe atribuem todas as perfeições. Ou seja, atribui-se ao socialismo todas as perfeições e, de posse destes atributos, passa-se a verificar se eles 'existem' no capitalismo".    

Jesus Cristo, sabe o Papa Francisco e sabemos todos nós, pregou o Paraíso Celeste; já mesmo por saber da impossibilidade do paraíso na terra. Está em João 16, 33: "No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo".

Karl Marx - que não acreditava em Jesus Cristo, nem em Deus, nem no Céu - profetizou o paraíso terrestre. Uma beleza de paraíso. Mas, pelo método usado para produzir o paraíso terrestre, os marxistas foram reproduzindo na terra o inferno.

O capitalismo não pode ser comparado a nenhum paraíso e nunca chegará a ser um paraíso, mas sempre pode ser melhorado. Os extintos regimes marxistas se provaram tão ruins que será difícil até mesmo imaginar como poderiam ter sido piorados. Já os regimes marxistas subsistentes que vêm tentando melhorar, o fazem por aplicação de doses maiores ou menores de, vejam só..., capitalismo.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A Luz do Mundo

Mensagem natalina de Washington Rocha



(por especial pedido do meu querido irmão Fernando, tenho publicado esse texto todo fim-início de ano, desde 2005)

    
 Caminhava Jesus com seus discípulos quando avistou um cego de nascença. Os discípulos quiseram saber se o infeliz estava pagando os pecados próprios ou os pecados dos pais. Jesus respondeu que nem o cego nem os pais haviam pecado, mas era necessário que naquele sofredor se manifestassem as obras de Deus; e dispôs-se a curá-lo, dizendo: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João: 9, 5).    

 Todos nós somos cegos de nascença; não cegos da visão, mas cegos do entendimento. Cegos da visão, alguns. Cegos do entendimento, todos. Não que a razão humana não possa conhecer, mas ela só conhece pelo tato aquilo que melhor conheceria pela vista. A razão humana, a rigor, apenas tateia a verdade; sendo da essência mesma desta nunca se revelar na sua inteireza.    

 Acresce que esta humana razão conhece sempre melhor o que importa menos, e pessimamente o que importa mais. Porque muito mais importa a verdade moral do que a verdade factual, muito mais as verdades interiores do que as verdades exteriores, muito mais as verdades da vida eterna que não vemos do que as verdades da vida efêmera em que vivemos. Por isso foi necessária outra luz, além da luz da razão. Se a razão tudo pudesse entender, não careceria Deus de enviar uma nova luz ao mundo. Desde que apareceu no mundo, há 2014 anos, essa luz aquece e ilumina sem cessar, e seu combustível é o amor.     

A denominação de "mago", na Antiguidade, indicava o sábio, especialmente da mais excelsa sabedoria da época: a sabedoria astrológica. Os três reis magos são, portanto, os três reis sábios.     Estes sábios, ao seguirem a estrela, iam à procura de uma luz nova, uma luz que pudesse iluminar mentes já saturadas de toda ciência, cansadas de muitas procuras, desesperançadas de tantas decepções.     

Eles a encontraram, a luz em botão, na forma de um bebê em uma humilde manjedoura. 

Essa pequenina luz se fez a Luz do Mundo.     

Hoje, neste início de 2014, por mais saturado, cansado e desesperançado que você esteja; essa luz está ao seu alcance. 

Procure-a com o coração.


Washington Rocha


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O PT lançou o melhor nome para o governo da Paraíba. Nadja Palitot é a cara da coragem e a cara do anti-ricardismo, mas não é a cara do PT, não vai sair por aí enaltecendo corruptos, atacando a Justiça e defendendo a censura

O PT da Paraíba surpreendeu ao lançar Nadja Palitot como candidata a governadora em 2014. A mim, pelo menos, surpreendeu. Nadja é recém filiada e está sem mandato. Eu tinha cogitado outros nomes, muito bons: o vereador Fuba e o deputado Anísio Maia. O nome de Nadja é ainda melhor. Lá no excelente WSCOM, o brilhante jornalista Walter Santos tem explicado muito bem a força que ganha a candidatura de Nadja como contraponto à reeleição do governador Ricardo Coutinho.

Com qualquer nome, a campanha será difícil, mas Nadja tem as melhores chances de ir ao segundo turno. A união das oposições no segundo turno será a condição da vitória. Um acordo neste sentido deve ser selado, especialmente entre o PT e o PMDB, entre Nadja e Veneziano.

O fato de Nadja não ser a cara do PT ajuda muito neste momento em que a cara mais exposta do PT é a carranca ensandecida de fanáticos que enaltecem corruptos, atacam a Justiça e fazem campanha pelo restabelecimento da censura (coisa que eles chamam de "controle social da mídia", "marco regulatório" ou mesmo, supremo deboche, "democratização dos meios de comunicação"). A candidata, certamente, não vai sair por aí glorificando petistas corrupto-mensaleiros, defendendo censura com qualquer nome ou esculhambando o STF e difamando o seu digno Presidente o Ministro Joaquim Barbosa.

A minha convicção é que se Nadja Palitot for eleita a primeira mulher governadora da Paraíba fará uma excelente administração, será uma grande governadora. Todavia, talvez não seja uma boa governadora petista. Ela, pelo que conheço dela, não se deixará disciplinar pelo PT. Nadja é independente, indomável. E esse traço de independência que tem marcado sua luta política deve transparecer plenamente na campanha, será um trunfo. Se ela se mostrar submissa à agenda do petismo autoritário, a candidatura naufragará.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Na África do Sul: a ditadura do apartheid, Mandela e a Anistia Ubuntu - No Brasil: o golpe de 1964, a ditadura militar e a Anistia Ampla, Geral e Irrestrita

Na África do Sul, depois de 27 anos encarcerado, isolado, espezinhado, maltratado, torturado; depois de 27 anos Nelson Mandela saiu da prisão para criar uma Nação. Para que naquele território devastado pela injustiça e indignidade do apartheid pudesse surgir uma Nação era preciso escolher entre dois excludentes caminhos: a) o confronto entre os oprimidos (a maioria negra precariamente armada) e os opressores (a minoria branca, que possuía um exército poderoso, treinado para a guerra e acostumado à guerra de repressão); b) a reconciliação.

O primeiro caminho vislumbrava-se terrível; o segundo caminho vislumbrava-se impossível. Pois, Nelson Mandela comandou a realização do caminho impossível. Hoje, quando o mundo chora a sua morte e enaltece o seu exemplo, não escuto uma única voz que o venha recriminar por ter escolhido o caminho da reconciliação e  não o do confronto.

No Brasil, em 1964, um golpe de Estado deu início a uma ditadura militar que perseguiu milhares de brasileiros, que prendeu, torturou e assassinou centenas de brasileiros. Contra essa ditadura ergueram-se rebeldes desarmados e rebeldes armados. O confronto armado foi duro, pelo que veio a ser o seu período apelidado de "anos de chumbo". Sendo que, após sufocada a resistência armada - com os resistentes presos, exilados ou mortos -, gradativamente avolumou-se o clamor popular pelo retorno democrático, dois caminhos apenas se abriam aos defensores da democracia: a) o confronto dos populares desarmados com as poderosas forças armadas da ditadura, retomando-se o confronto sangrento dos "anos de chumbo" em escala multiplicada; b) a reconciliação.

O primeiro caminho vislumbrava-se terrível; o segundo caminho vislumbrava-se possível e lógico, visto que ao avanço do clamor popular por democracia correspondia um refluxo da ditadura pelo processo chamado de  "abertura lenta e gradual'. Os líderes oposicionistas no Congresso e, principalmente, o povo nas ruas decidiram pelo caminho da reconciliação.

Por todos os parâmetros, a reconciliação como caminho de superação da  ditadura militar no Brasil apresentou-se menos problemática do que viria a apresentar-se a reconciliação na África do Sul como superação da ditadura do apartheid.

Pois, se hoje não mais se ouvem vozes contra a política de reconciliação  de Mandela na África do Sul, erguem-se no Brasil vozes contra a política de reconciliação que o povo brasileiro escolheu para superar  a ditadura militar e abrir o processo de reconstrução democrática. Vozes que clamam pelo retorno ao passado, vozes que querem recuperar um confronto superado há mais de três décadas.

A proposta da revisão da Lei de Anistia para punir os crimes dos agentes da ditadura contém elementos de Justiça, mas estes estão embaçados pelo propósito da seletividade. Apenas seriam punidos estes crimes de terrorismo do Estado ditatorial, mas não seriam punidos os crimes de terrorismo revolucionário. Estes, aliás, não serão sequer investigados pela Comissão Nacional da Verdade.

O que, principalmente, falta à proposta de revisão da Lei de Anistia é visão histórica e tirocínio político. Uma coisa e outra, os propagandistas de boa fé da revisão poderiam aprender com Nelson Mandela. Os propagandistas de má-fé nunca querem aprender porque sempre pretendem que suas verdades sejam absolutas.

Mais de uma década após a Lei de Anistia de 1979 ter aberto o caminho da redemocratização no Brasil, foi instalada na África do Sul, em 1995, por determinação do presidente Nelson Mandela e gerenciamento direto do arcebispo Desmond Tutu, a Comissão de Verdade e Reconciliação, que promoveu ampla anistia e nenhuma punição. Essa esplêndida construção política, sem a qual a reconstrução nacional não teria sido possível, chamou-se Anistia Ubuntu.

É possível, e mesmo provável, que a Lei de Anistia brasileira de 1979 tenha sido fonte de aprendizado para os democratas da África de Sul em 1995. Já os que defendem a revisão da Lei de Anistia brasileira para promover justiça retroativa seletiva, não aprenderam com as lições do próprio Brasil nem aprenderam com as lições da África do Sul, de Mandela e do bispo Tutu.

A esquerda revolucionária e revanchista brasileira, que quer retornar à guerra dos "anos de chumbo", argumenta que o exemplo da punição dos torturadores e assassinos da ditadura é necessário, embora não se disponha sequer a fazer autocrítica dos crimes que cometeu; certamente, porque considera que tais crimes, em sendo seus, não são crimes. A esquerda revolucionária arvorou-se a todos os direitos, como muito bem disse Norberto Bobbio: "Inclusive o direito de impunidade que foi sempre a prerrogativa dos soberanos absolutos e dos déspotas".

Eu tenho defendido a Lei da Anistia de 1979 no Brasil. Eu lutei por essa Lei. Lutei por essa Lei junto com milhões de brasileiros. Clamamos pelas ruas e praças de todo o Brasil por Anistia Ampla, Geral e Irrestrita. Na minha cidade, comandei essa luta, na condição de presidente do Comitê Brasileiro de Anistia/secção João Pessoa.

Os propagandistas da revisão escoram-se em verdades inquestionáveis para enfiar na mente dos incautos mentiras insustentáveis.
Eis as verdades: a) a ditadura militar perseguiu, prendeu, torturou e assassinou; b) a esquerda revolucionária combateu a ditadura militar.

Eis as mentiras: a) apenas a ditadura militar cometeu crimes; b) a esquerda revolucionária lutava pela democracia.

Desgraçadamente, a esquerda revolucionária cometeu crimes de terrorismo, com vitimas fatais. Cometeu, inclusive, crimes de "justiçamento", que é o torpe assassinato dos próprios companheiros. A esquerda revolucionária marxista-leninista não fez a luta armada pela democracia, mas para estabelecer a "ditadura revolucionária do proletariado". Isso era ponto de doutrina. A única organização marxista relevante que fez a luta, pacífica, pela democracia, foi o PCB, o Partidão velho de guerra.

A democracia brasileira tem uma agenda difícil para consolidar os direitos de liberdade e fazer avançar os direitos de igualdade. Sendo assim, é lastimável ver que democratas sinceros sejam arrastados de volta ao passado por bolchevistas audaciosos que buscam uma nova oportunidade de confronto revolucionário.

Os marxistas-leninistas têm todo direito de propor a revolução bolchevique, mas é um pouco demais que o façam em nome da democracia cuja destruição é seu primeiro objetivo. E é também um pouco demais que existam democratas sinceros ingênuos ao ponto de se deixarem engabelar por tal artifício.

Os democratas sinceros que aprendam com a Anistia Ubuntu, com o bispo Tutu e com Mandela. Vejam as lições que aqui transcrevo, como singela homenagem ao Madiba, que enfrentou a ditadura do apartheid pela luta armada, mas depois chegou ao entendimento de que o caminho para construir a nova Nação teria de ser o caminho da reconciliação.

Sobre a Anistia Ubuntu - do excelente ensaio de Simone Martins Rodrigues Pinto, Justiça transicional na África do Sul: restaurando o passado, construindo o futuro (www.scielo.br):

"Em 1995, quando a África do Sul pós-apartheid estabeleceu a Comissão da Verdade e Reconciliação, recebeu duras críticas dos ativistas ocidentais por oferecer anistia aos agentes da opressão. Todavia, os procedimentos foram baseados na ideia de justiça restaurativa e não retributiva. Apesar da anistia, o reconhecimento da verdade e a rejeição social dos atos cometidos funcionaram como um processo de reprovação moral. O arcebispo africano Desmond Tutu, um dos maiores defensores das comissões de verdade e justiça, ressaltou que esta visão é baseada não só em ideias cristãs do perdão para aqueles que reconhecem seus erros como também no conceito indígena africano de ubuntu";

"Para ele (Tutu), um justiça nos moldes de Nuremberg não seria possível na África do Sul, porque poria em risco a transição pacífica e negociada. Nenhum lado poderia impor justiça de vencedores, pois nenhum lado teve vitória definitiva: 'Quando os aliados podiam fazer suas malas e voltar para casa depois de Nuremberg, nós da África do Sul temos de conviver uns com os outros'".

Palavras de Nelson Mandela:

"Precisamos lutar continuamente para derrotar esse traço primitivo de glorificação das armas";

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar";

"O ressentimento é como beber veneno e esperar que ele mate seus inimigos";

"Pessoas corajosas não têm medo de perdoar em prol da paz"; 

"Com frequência, revolucionários do passado sucumbiram à ganância e acabaram sendo dominados pela inclinação de desviar recursos públicos para o enriquecimento pessoal. Ao acumular vasta riqueza pessoal e ao trair os objetivos que os tornaram  famosos, eles virtualmente desertaram do povo e se juntaram aos antigos opressores, que enriqueceram impiedosamente roubando dos mais pobres dos pobres";

Durante a minha vida inteira eu me dediquei a lutar pelo povo africano. Eu lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Eu celebrei o ideal da democracia e da sociedade livre, que todas as pessoas vivam em harmonia e com oportunidades iguais. Isso é um ideal que eu espero viver para conseguir. Mas, por Deus, também um ideal pelo qual eu estou preparado para morrer".

"Sempre parece impossível até que seja feito";

"Perdoem. Mas não esqueçam!".



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS, MAS ALGUNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS": os bichos de George Orwell e os bichos do PT

A turma barra-pesada do petismo falcônico-dirceuzista defende intrepidamente a corrupção, mas só quando a corrupção é praticada por petistas graúdos. Corrupção de adversários, os petistas sempre atacaram ferozmente. Corrupção de aliados ou de petistas menores merecem deles apenas um apoio enfadado, de ocasião e conveniência. Mas, para o bolche-fascismo falcônico-dirceuzista, o maior de todos os crimes já praticados no Brasil foi o julgamento, condenação, sentenciamento e prisão de alguns daqueles que o Lula da Silva chama de "altos companheiros".

Esse termo, "altos companheiros", é uma genial contribuição de Lula da Silva para a "novilíngua petista", uma perfeita tradução daquela ideia expressa por George Orwell em "A Revolução dos Bichos" de que "todos os bichos são iguais", mas os chefes-porcos "são mais iguais".

Elevar o Partido (e, consequentemente, os chefes que falam pelo partido) acima do Estado, da Justiça e da Moral foi uma  invenção bolchevista de primeira hora, coisa engendrada pelo chefe Lênin, que prosperou com Stalin, mas também com Trotski. Este, aliás, escreveu uma das mais indecorosas obras da história do pensamento axiológico para demonstrar porque é e porque deve ser assim. Esse texto indecente tem já  um título de confronto: "Nossa Moral e a Deles". A "nossa moral", no caso a moral bolchevista, extensa e profundamente meditada por Trotski, resume-se à seguinte indecência: mediante a autoridade do Partido, pode-se e deve-se fazer tudo: mentir, roubar, matar e tudo mais que seja necessário ao êxito revolucionário. É espantoso, mas é assim mesmo. Quem duvidar, leia o livro.

Porém, melhor do que ler o livro de Trotski será ler os livros com que George Orwell desconstrói a utopia marxista-leninista: o já referido "A Revolução dos Bichos" (Animal Farm) e "1984" (Nineteen Eighty-Four). No primeiro, fica demonstrado como o processo revolucionário porco-bolchevista reduziu o ideal da igualdade de todos os animais à tirania dos chefes-porcos sobre todos os outros animais. O segundo estampa o sufocamento de toda liberdade em um período mais avançado do processo revolucionário bolchevista (o livro foi escrito em 1949): o totalitarismo no mais alto estágio, onde todos são permanentemente vigiados, monitorados, controlados e escravizados pelo Big Brother (às vezes, eu penso que pior que o Big Brother imaginado por Orwell só os vários tipos de Big Brother que passam hoje na TV - num e noutro caso, é muito melhor a morte). Na ficção "1984", os chefes totalitários criam a "novilíngua", que consiste em  uma espécie de linguagem "politicamente correta", onde se usam eufemismos para esconder verdades ruins, muitas vezes com inversão total do termo. Exemplos: o ministério encarregado de prender, interrogar, torturar e assassinar é denominado Ministério do Amor; o ministério encarregado de propagar mentiras é denominado Ministério da Verdade.

Que eu saiba, a turma do bolche-fascismo brasileiro ainda não cogita instituir o Ministério do Amor, mas o Ministério da Verdade é um projeto em andamento, a ser deslanchado com o estabelecimento da censura, chamada por eles de "controle social da mídia", "marco regulatório", "democratização dos meios de comunicação" e outros termos de novilíngua.

Com o julgamento, condenação e prisão de 3 petistas corrupto-mensaleiros (um outro fugiu para a Itália; ainda outro espera a prisão sentado na cadeira de deputado), os falcônicos-dirceuzistas entraram em ebulição. Quando isso acontece, os pendores bolchevistas represados pela convivência forçada com a "democracia burguesa" fazem valer seu domínio e a novilíngua escorre como larva de suas bocas: os criminosos julgados, condenados, sentenciados e presos pela Justiça da Democracia brasileira são chamados de "heróis".

A corrente falcônico-dirceuzista do petismo está em aberta campanha contra as instituições democráticas, notadamente contra a Justiça e contra a Liberdade de Imprensa. Uma das armas dessa campanha é a "novilíngua", que também se pode dizer "linguagem de porco".

Não creio que tal campanha pró-corruptos e liberticida prospere. Os chefes falcônicos-dirceuzistas estão dispostos, aguerridos, muito empenhados e contam com um número expressivo de apoiadores entre os militantes do PT, partidos satélites e na mídia. Mas não contam com a massa do partido nem com massa nenhuma. Para que pudessem arrastar a sociedade, seria preciso que arrastassem primeiro o próprio partido. Recente pesquisa indica que em todo o Brasil é amplo a aprovação às decisões do STF e à execução dessas decisões. Esse apoio é de cerca de 80%; e, surpreendentemente, é ainda maior entre os filiados do PT.

Não, essa campanha mistificadora e mentirosa não vai prosperar. Desde que não se deixe que os mistificadores e mentirosos fiquem falando sozinhos. Linguagem de porco é uma  baba venenosa, tem de ser combatida com o contraveneno da verdade.