Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Queermuseu e o direito de "Não Queerer"

A polêmica em torno da exposição Queermuseu, patrocinada pelo Banco Santander de Porto Alegre, continua e vai esquentando: de um lado já se falou em "meter bala", de outro já se disse que "tem de fuzilar". Então, vou meter minha colher nesta sopa gorda onde entram arte, política, religião, ódio e paixão.

Desde já, declaro-me democrata e liberal, defensor da tolerância e da liberdade de expressão, entusiasta da diversidade (mais que tudo, a diversidade faz a beleza e a alegria do mundo). Dito isto, considero de total inconveniência uma exposição em local de acesso irrestrito, financiada com dinheiro público (Lei Rouanet), apresentando obras que ultrajam uma religião, imagens erotizadas de crianças e pornografias das mais cabeludas, inclusive o pornô zoófilo.

Certamente, em uma sociedade democrática, dita também, por Henri Bergson e Karl Popper, "sociedade aberta", a mais extravagante pornografia pode ser exibida; porém, caríssimos artistas e curadores, em local adequado, com restrições de acesso e outros cuidados necessários.

Eu muito aprecio, mas pouco entendo da arte pictórica. Todavia, penso que uma imagem que ultraje uma religião (ou uma pessoa, ou qualquer coisa), não deixará de ser ultrajante por ser realizada com talento e requinte técnico. Na dita exposição, como todos já devem ter visto, havia uma coleção de hóstias simuladas, com inscrições de alusão sexual: cu, vulva, língua, etc. Não alcanço a grandeza artística dessa obra, porém, por mais qualidade que possa ter, foi uma provocação intencionalmente ultrajante a uma religião; no caso, o Catolicismo. Os artistas têm direito a estas provocações ultrajantes? Nas sociedades democráticas, como é o caso do Brasil, têm. Em sociedades não democráticas, como é o caso de muitos países do Islã, se a religião for ultrajada, mesmo que na forma da mais bem elaborada arte, o resultado será a execução sumária do artista. Porém, vejam, senhores artistas e curadores, mesmo nas sociedades democráticas, as Constituições regulam a liberdade de expressão, havendo leis restitivas tanto em relação aos conteúdos quanto em relação às condições de exibição.

Pelo que tenho acompanhado da eletrizante polêmica, os defensores da exposição Queermuseu, que querem sua reabertura, denunciam censura. Não entendo que houve censura, penso que tal censura só poderia ser feita por órgão estatal competente. Entendo que os descontentes com a exposição exerceram o direito, digamos assim, de "Não Queerer". Não houve censura, houve pressão, especialmente com o boicote através do cancelamento de contas; e o Santander cedeu à pressão. Nenhuma novidade. Pressão de todo tipo é coisa comum em países democráticos, sendo a pressão através de boicote financeiro muito eficiente.

Os defensores da exposição afirmam, em tom de dura acusação, que a pressão (que eles chamam de censura) partiu de "moralistas", "conservadores", "reacionários", " e "direitistas". Não sei se é assim, não sei se todos que criticaram a exposição têm esse perfil; mas, em se admitindo que seja assim, por que os moralistas, reacionários, conservadores e direitistas não teriam direito de exercer a ação política da pressão e boicote? Por que tal direito teria de ser privilégio exclusivo de imoralistas, progressistas, revolucionários e esquerdistas? Como se sabe, no Brasil e em todo o mundo democrático, grupos com esses perfis usam rotineiramente, e legitimamente, a tática de pressão e boicote para afirmação de suas posições e consecução dos seus objetivos.

Li de uma escritora que vem participando dessa polêmica, que se a religião islâmica ou uma religião de matriz africana fossem as ultrajadas, as pressões viriam de grupos de esquerda. É procedente essa consideração da arguta escritora. Com efeito, para a esquerda radical brasileira, como diz a referida escritora, "contra o Cristianismo, pode tudo; contra todas as demais religiões, não pode nada". Eu acho que nenhuma religião deve ser ultrajada; nem mesmo, vejam só, a religião cristã.

Assustados, ou querendo assustar, os defensores da Queermuseu afirmam, em tom de denúncia, que uma onda conservadora se alastra pelo Brasil. Se for o caso, isso significa que os conservadores estão ganhando a disputa pela opinião. Ora, os conservadores têm tanto direito de se expressar e lutar para "conquistar corações e mentes" quanto o têm os liberais, progressistas, socialistas, anarquistas, marxistas e todos os istas.

Quanto à censura às artes, por ser democrata e liberal, sou contra. E nada tenho contra a arte erótica; pelo contrário, tenho a favor, pois conheço, e são célebres, realizações magníficas sobre o tema. Desde muito antigamente, a arte erótica seduz e encanta. No entanto, será sempre conveniente, até mesmo pela sua força de atração e sugestão, considerar os momentos e e espaços adequados para sua fruição.






segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"Um livro de força": artigo de José Octávio sobre "O Ano Que Ficou"

Em Debate no dia 1º de setembro no CEJUS-Centro de Estudos Jurídicos e Sociais José Fernandes de Andrade, em João Pessoa-PB, sobre o livro "O Ano Que Ficou - 1968 Memórias Afetivas", o historiador José Octávio de Arruda Mello iniciou sua brilhante intervenção com a leitura de um sólido texto, cuja primeira metade trata de reconstituir o processo político que desembocou no golpe militar de 1964. Só na segunda metade dessa abordagem histórica, José Octávio foca diretamente o livro referido, e assim o movimento estudantil de 1968. Publicamos aqui esta parte. Na íntegra, o texto deverá ser publicado em revistas especializadas. O excelente artigo é acompanhado de extensa bibliografia que muito o corrobora, mas que aqui também omitimos.


DINÂMICA ESTUDANTIL E ANÁLISE CRÍTICA EM UM LIVRO DE FORÇA

José Octávio de ARRUDA MELLO


1.4. O problema da historiografia estudantil – É aí que nos deparamos com o tema do movimento estudantil presente a esse livro de força que é O Ano Que Ficou – 1968 Memórias Afetivas, organizado por Washington Rocha e Telma Dias Fernandes.
Não é verdade, porém, que, só agora, repito, com a sólida construção de Washington e Telma, a temática estudantil se haja incorporado à historiografia paraibana.
Além de mim, com três ou quatro livros, e Waldir Porfírio, com outros tantos, diversos autores como Cláudio Lopes Rodrigues, Gilbergues Santos Soares, Maria José Teixeira L. Gomes, Rômulo Araújo Lima, Monique Citadino, Gilvan de Brito e Ruy Leitão atentaram para a presença estudantil, antes e depois de 64.
Essa participação foi conceituada pelo cientista político Décio Saez para quem os estudantes agiam como força de substituição, o que ajuda a compreender 1968. Como os partidos políticos estivessem amordaçados, restou à oposição manifestar-se através do segmento estudantil e cultural. Esses, aliás, em sintonia com o vento de maio que, a partir da França, soprava na Europa.
Falei acima que não foram poucos os escritores paraibanos que se debruçaram sobre a mobilização estudantil. Qual, porém, a diferença desses para os dezessete responsáveis por O Ano Que Ficou? Simplesmente a seguinte: enquanto os componentes da nova historiografia consideram o movimento estudantil como parcela de contexto mais amplo, de implicações político-militares, econômico-sociais, religiosas, internacionais, jornalísticas e culturais, os responsáveis por O Ano Que Ficou optaram por outro viés.
Seu enfoque é quase exclusivamente estudantil; o que significa visão, além de corporativa, frutífera e original. Isso porque a perspectiva setorial dos dezessete autores do livro que analiso é tão manifesto que, onde o religioso e o cultural despontam, é como projeção do colegial e universitário. Noutras palavras, o foco é sempre a dinâmica estudantil, em si mesma, impulsionada pelos Liceu e Colégio Estadual do Roger, com apoio dos rapazes e moças da Faculdade de Filosofia da UFPB.
1.5. Uma experiência anarquista? Constante em O Ano Que Ficou é a comparação com com 1968, o Ano que não Terminou (1968), de Zuenir Ventura.
Cabe, porém, uma diferença. Enquanto Zuenir, atento para o caso Márcio Moreira Alves e Guerra do Vietnam que, em 1968, dominaram a mídia, sustenta a tese de que os jovens que se batiam pelas mudanças políticas e econômicas do capitalismo terminaram alcançando modificações de comportamento existencial, O Ano Que Ficou sinaliza noutra direção.
Esta consiste em que o movimento estudantil de 68 abriu caminho para a luta armada. Tal se torna claríssimo no comportamento de Emilson Ribeiro – tendente ao marighelianismo -, José Calistrato, liderando coluna guerrilheira no Ceará, e José Ronald Farias, como partidário da ocupação de prédios públicos em João Pessoa. Bem como Agamenon Travassos Sarinho que descambou para o PCdoB, com agrupamento responsável pela guerrilha do Araguaia.
Em nosso modo de ver, tudo se verificou porque, substancialmente, o movimento estudantil paraibano de 68, embora assim rotulado, não era marxista, e como tal comunista, mas anarquista, o que se constata na filiação ideológica dos autores de O Ano Que Ficou – 1968 Memórias Afetivas. Nenhum deles pertencia ao PCB, o velho ‘pecezão”, que, aliás, desenganado da experiência de 35, desautorizava a solução militarista.
Dentro desse quadro, o movimento estudantil paraibano de 68, mais próximo à Comuna de Paris de de 1871 que ao leninismo bolchevique de 1917, recaiu no proudhonismo, e se não no blanquismo, o que explica a orientação das entidades que o empalmaram – AP, MR-8, PCBR, POLOP, PCdoB, POC e assemelhados, como embrião das que vieram depois – ALN, VPR, VAR-Palmares, PCR, COLINA,MOLIPO e Grupo Primavera. Muitos desses últimos constituindo apenas meros Grupos Táticos Armados.
Eis porque, embora sem aderir à luta armada, da qual somente se aproximou no curioso acampamento da praia da Penha, encurralado pela maré, o movimento estudantil de 68 na Paraíba simbolizou-se no porralouquismo (a expressão é dele mesmo) de Washington Rocha que, sem assistir a uma só aula, estava na melhor tradição ácrata, contra tudo e todos – escola, família, professores, religião, política convencional. Mas sempre revelando energia digna de nota.
1.6. Isolamento e luta armada – Nessa singularidade radicalizante do movimento estudantil de 68, sua força e também sua fraqueza.
Permeados de extremismo que dispensava os potenciais aliados como os que se opunham à Guerra do Vietnam e defendiam o mandato de Márcio Moreira Alves, os colegiais e universitários paraibanos de 1968 – sem embargo de sua audaciosa bravura – isolaram-se, o que explica o rápido refluxo da dinâmica contestatória, a partir de outubro 68.
Destarte, quando, em dezembro, sobreveio o AI/5, o campo estava livre para ele.
Ainda assim, a efervescência estudantil de 68, que O Ano Que Ficou tão bem ressuscita, deve ser credora de nossa admiração. Mesmo os que empunharam armas, ainda que politicamente equivocados, não devem ser execrados. Impõe-se o respeito, aos que procederam por idealismo, sacrificando, não raro, as próprias vidas.
Também não creio que o movimento estudantil deva ser malsinado por se revelar favorável a outra ditadura – a do proletariado, de feição leninista. Entendo que, ao contrário dos ativistas, postados na cúpula, a grande massa revelava-se pelas liberdades individuais, oposta à rigidez da ditadura castrense que vigorava no país.
Em O Ano Que Ficou tal se evidencia nas felizes colocações de Guy Joseph, “contrário a qualquer ditadura, fosse de direita ou de esquerda”, Silvino Espínola, cujo individualismo o levava a discordar das decisões coletivas, e, principalmente, José Ronald Farias. Para este – sigamos suas palavras:
“Poucos tinham certeza de que o caminho certo era o da luta armada. Agrande divisão era entre leninistas, estalinistas e trotskistas, de um lado, e social-democratas, que defendiam um Estado de bem estar social democrático, em lugar da ditadura do proletariado, de outro”.
1.7. Algumas passagens e colocações finais – Fora daí, algumas passagens de O Ano Que Ficou – 1968 Memórias Afetivas, são dignas de registro.
Entre essas, a da escritora Maria José Limeira, arrebatando Washington Rocha das garras da polícia, e a de Everaldo Júnior, desafiando o delegado Emílio Romano, a quem identificara como homem de confiança de Felinto Muller em 1937.
Já no plano metodológico, chamaram-me atenção os depoimentos de José Nilton e Eldson Ferreira
Nilton que, como folclorista, sentiu na pele a intolerância da direção da Faculdade de Filosofia, oferece a suas palavras a feição do cotidiano da nova História para situar o movimento estudantil “em clima de festa”.
Por seu turno, Eldson, seguindo os passos do sociólogo francês Jean Blondel, recusa-se a dar nome aos personagens de que se ocupa. Em relação a seu dramático depoimento há apenas uma observação a fazer.
Em programa de emissora local, por sinal fechada pouco depois, o “radialista famoso” a que se refere, não o tachou de comunista, mesmo porque o aludido programa, simpatizante do movimento estudantil, não recorria a essa linguagem. O que se publicou foi a vinculação d Eldson à AP (Ação Popular), o que não o desmerecia e, passados tantos anos, ainda pode ser contestado.








quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Come September"

Sexta-feira, 01/09: chegou o primaveril setembro. Dentre tantas outras, uma coisa boa para se fazer é assistir a deliciosa comédia romântica "Come September" (Quando Setembro Vier), com os os pares românticos Rock Hudson e Gina Lollobrigida, Bobby Darin e Sandra Dee.

Toda vez que setembro vai chegando, nostálgico, lembro desse filme: o charme da Itália, a beleza suave da loirinha Sandra Dee; e, principalmente, meu Deus!, a beleza vulcânica daquele Vesúvio de mulher que foi Gina Lollobrigida. Quando não revejo o filme, escuto a música: alegre, juvenil, primaveril...

O filme é bem antigo; e até me parece que as coisas muito boas são todas de antigamente. É do começo dos anos 60...

Por falar nos anos 60, vejam só a minha astúcia: aproveito para lembrar aos caros e caríssimas que nesta sexta-feira, primeiro de setembro, às 5 horas da tarde, tem o Debate "1968 e os anos de chumbo", no CEJUS (Av. Rio Grande do Sul, 1411, Ed, Tauá, Bairro dos Estados). Mesa do Debate composta por autores do livro "O ANO QUE FICOU - 1968 Memórias Afetivas" e pelos convidados José Octávio de Arruda Mello, Clemente Rosas e Lourdes Meira; coordenada pela Professora Telma Dias Fernandes (UFPB/Departamento de História).

Vamos ao Debate, dialogar sobres os caminhos e lutas dos anos 60. Depois, em casa, relaxar assistindo "Come September" na telinha. VIVA A PRIMAVERA!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Luisa Ortega: beleza de mulher!

A Venezuela é famosa pela beleza das suas mulheres, e até conhecida como verdadeira "fábrica de Misses Universo". Luisa Ortega não é "Miss". Ela é a Procuradora-Geral da Venezuela que desafiou a ditadura assassina de Nicolás Maduro e foi destituída pela constituinte fascista. Acolhida na Colômbia, Luisa Ortega veio ao Brasil, e irá a outros países, denunciar os podres de Maduro. Além de fascista, Maduro é corrupto; o que não surpreende. Nem surpreende que a Odebrecht, principal empresa alimentadora da corrupção no Brasil, seja protagonista também na Venezuela. O que surpreende é a atitude magnífica dessa mulher: ideologicamente identificada com o chavismo, ela não se deixou cegar e viu o que todos os que não são fanáticos veem: os crimes do governo Maduro. Disse ela: "O que está acontecendo na Venezuela é a morte do direito". No Brasil, apesar de todas as evidências de desrespeito aos Direitos Humanos, violência, desemprego e fome, inclusive com milhares de venezuelanos atravessando as fronteiras brasileiras para terem o que comer; apesar de todas essas escancaradas desgraças que afligem o país vizinho, há no Brasil pessoas e partidos políticos que apoiam a ditadura podre de Maduro. Que coisa feia!
Luisa Ortega não é "Miss", mas é muito bonita. Uma beleza natural à qual se une agora o brilho e esplendor da coragem. Enquanto na Venezuela (e no mundo) houver a beleza da coragem, sempre haverá esperança. VIVA A LIBERDADE!

domingo, 20 de agosto de 2017

"a merda que ele é"

Na sua caravana pelo Nordeste, passando pela Bahia, neste sábado 19/08, em campanha eleitoral antecipada, Lula da Silva disse do Brasil que "não nasceu para ser a merda que ele é". Lula é assim mesmo: indecente, chulo. O Brasil não é o que Lula disse, embora sua legião de bajuladores concorde com todas as suas indecências e chulices, e lhe prestem todas as homenagens. Em breve, Lula, com sua caravana de fanáticos, suas indecências e chulices, chegará à Paraíba. Estando a Paraíba incluída no Brasil, talvez o dono do PT aproveite para tratar o estado com a mesma palavra chula com que tratou o país. O extenso cordão dos seus puxa-sacos aplaudirá. Não importa que, além de tratar a Nação com chulices, Lula esteja atolado até às barbas na merda da corrupção. Não importa que ele e seu partido apoiem a ditadura assassina fascista de merda de Nicolás Maduro. Para os idólatras nunca importa qual seja a merda que o chefe faça ou diga, ele sempre será aplaudido. Essa é, aliás, a mais acentuada característica do fascismo. Isto é "a merda que ele é".  

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cortesia com chapéu alheio

A Livraria do Luiz, lá no Centro, na Galeria Augusto dos Anjos, tornou-se ponto de encontro da intelectualidade de João Pessoa, principalmente aos sábados pela manhã. Estou intentando escrever uma longa crônica sobre esta cena cultural, mas tem tempo. Por enquanto, vai uma cortesia na forma de rápida menção sobre um personagem e livro que por lá encontrei. O personagem é Luiz Augusto Paiva da Mata, e o livro é o seu "O chapéu do meu avô: crônicas e outros escritos". É tudo a mesma coisa; o Paiva está inteiro no livro: inteligente, simpático, sarcástico, engraçado; embora traga, aqui e ali, uns laivos de melancolia. Li preguiçosamente, aos pedaços e às gargalhadas. Tem cada uma! Tem uma Onça medonha. Tem a história de um noivado, entre um literato e uma linda loira, desfeito porque a loira disse ao amado que havia cortado o dedo em um caco de "vrido" (cruel preconceito, porém engraçado). Tem uma coleção de nomes exóticos registrados em cartório; desde um jurídico "Ábias Corpus da Silva" a um sensual "Eva Gina". Tem um castigo anunciado de Padim Ciço. Tem a melancolia das "Meninas de Manaíra", que arrastam seus sonhos pelas calçadas da orla. E, na mesma orla, a melancolia de Joaquim Marques Lisboa, Almirante da Armada Imperial Brasileira, Marquês de Tamandaré, Herói Nacional; hoje drasticamente reduzido em sua histórica importância, sem que ninguém lembre seus títulos de honra nem atente às suas passadas glórias. Tem também muita adulação à nossa linda e querida Cidade das Acácias, coisa de filho adotivo, pois o Paiva veio lá do interior de São Paulo enriquecer nossa Capital com sua ciência matemática e com sua sabedoria de vida. Em suma, o livro do Paiva é impagável. Mas, como por essas coisas "impagáveis" sempre se tem de pagar alguma coisa, digo que o preço é módico e eu mesmo paguei. Valeu o preço, e sobrou risadas.

domingo, 13 de agosto de 2017

FFoDeu: A Reforma Política Pornô

O cinema pornô brasileiro tradicional está decadente; em compensação, Brasília tornou-se o centro dinâmico de um vigoroso pornô moderno. Uma produção muito promissora está em andamento na Câmara Federal, é um longa metragem chamado Reforma Política, filme que tem tudo para levar o público à loucura. O diretor/relator deputado Vicente Cândido, do PT, botou no roteiro safadezas camufladas e safadezas explícitas; a mais explícita é o Fundo Especial de Financiamento da Democracia, abreviadamente FFD, mas que será melhor chamar de "FFoDeu", pois retira dos já arrombados cofres públicos 3,6 bilhões de reais para os políticos fazerem uma tremenda farra pornô durante suas campanhas: uma sacanagem como nunca se viu.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Relembrando 1968: Relançamento/Debate na UFPB

Só pra relembrar: nesta terça-feira, 08/08, na UFPB, no Auditório 1 da Central de Aulas, das 17 às 19 horas, sob coordenação da Professora Telma Dias Fernandes, haverá Relançamento/Debate do livro

"O ANO QUE FICOU - 1968 Memórias Afetivas"

Contamos com vocês.

domingo, 6 de agosto de 2017

"A morte não é nada": a Missa de Goretti Zenaide e a Oração de Santo Agostinho

Neste domingo, 06/08, na Igreja São Pedro e São Paulo, no alto da colina de Brisamar, lindo bairro de João Pessoa, foi celebrada a Missa de 7º Dia de Maria Goretti Guerra Zenaide. O quanto Goretti Zenaide era querida disse-o o comparecimento impressionante de familiares, amigos e admiradores. A Missa foi das mais belas. Não sei se é hábito em outras paróquias, mas o padre saiu a aspergir água benta nos fiéis. Eu mesmo, ao ser molhado pelas santas águas, senti-me abençoado. E assim disse o padre celebrante na sua homilia: que Goretti Zenaide foi uma bênção nesta vida. E todos recebemos um folheto com a imagem sorridente de Goretti acompanhada da "Oração de Santo Agostinho". Oração esplendorosa em força, fé e esperança de Vida. Uma maravilha que aqui reproduzo:

A Morte Não É Nada

Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

(Santo Agostinho)

MARIA GORETTI GUERRA ZENAIDE

01/01/1950  -  31/07/2017






terça-feira, 1 de agosto de 2017

Andrei Roman: Uma visão de esquerda sobre a ditadura de Nicolás Maduro

A sucursal no Brasil do El País (brasil.elpais.com), jornal de esquerda dos mais influentes no mundo, vem de publicar (30/07) artigo de Andrei Roman, PhD em Ciências Políticas pela Universidade de Harvard. O texto, que bomba na internet, tem título já elucidativo: "O apoio ao golpe de Maduro é a página mais vergonhosa da história do PT". Andrei Roman, como verá quem ler o artigo, escreve desde um ponto de vista de esquerda, mas democrático, pois não aceita os ataques da esquerda autoritária contra a democracia.  O excelente artigo é longo, e para lá envio os curiosos. Aqui serei curto: a ditadura do podre Nicolás Maduro, carregando um legado de "fome, pobreza extrema, desespero e morte" (palavras usadas por Roman), tem escancarado sua índole fascista, sequestrando e assassinando opositores (em grande parte jovens estudantes) para se manter no poder. A Constituinte espúria deste domingo de sangue é uma vestimenta rota, de despotismo fascista, que não encobrirá os crimes do regime podre. É estarrecedor que no Brasil tenha quem apoie a ditadura assassina de Maduro. Apodrecerão com Maduro; cuja ditadura fascista o povo da Venezuela haverá de, em breve, depositar no monturo em que jazem tantas outras ditaduras podres.

1968 na UFPB

A repercussão do livro “O ANO QUE FICOU - 1968 Memórias Afetivas” é realmente muito positiva. E a passeata de eventos apenas começou.  Na próxima terça-feira, 08/08, das 17 às 19 horas, teremos relançamento na UFPB, no auditório 1, da Central de Aulas. A coordenação será da Professora Telma Dias Fernandes, do Departamento de História. Deve-se notar que muitos dos combatentes de 1968, coautores do referido livro, são ex-alunos, professores aposentados ou funcionários da UFPB. Tudo indica, portanto, um diálogo promissor entre gerações: jovens rebeldes de ontem interagindo com jovens rebeldes ou pacatos de hoje. Sendo que o encontro tem hora marcada para terminar, avisamos que iniciará exatamente na hora marcada para começar: 17 horas em ponto.
Pedimos a ampla divulgação desta mensagem.
Atenciosamente,

Washington Rocha.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Artigo/Resenha de João Batista de Brito sobre O ANO QUE FICOU - 1968 Memórias Afetivas

O MEU 68
De um fôlego só, acabo de ler “1968 – o ano que ficou” (Washington Rocha e Telma Dias Fernandes), livro que mal vai chegando e já se faz imprescindível aos estudos históricos, políticos e culturais da capital paraibana.
Informativos mas informais, os depoimentos dos 17 participantes da obra reconstituem os eventos locais em torno do ano de 68, e assim fazendo, reacendem, na memória do leitor paraibano, uma época buliçosa, rica, tão fértil em impulsos sociais, com suas perplexidades e contradições, acertos e erros.
Como o subtítulo diz, são ´memórias afetivas´ e, por isso mesmo, desiguais na dicção, no estilo, e no argumento, porém, bem mais saborosas do que se fossem ensaios socio-antropológicos teorizantes e sistemáticos.
Ao livro não sei qual pode ser a reação dos jovens de hoje em dia, porém, se você tem, aproximadamente que seja, a faixa etária dos depoentes, ele será pra você um delicioso prato cheio, para ser devorado com a gula do tempo.
Um efeito adicional da leitura é, com certeza, atiçar a memória do leitor e fazê-lo rever o seu próprio 68. Foi o que se deu comigo.
Nesse ano eu estava no primeiro ano de faculdade (Curso de Letras, na FAFI) e vivi de perto toda a movimentação política e cultural da cidade.
Sem vocação para a coisa política, nunca me engajei, mas, fui, sim, às passeatas, ouvi os inflamados discursos dos líderes estudantis e/ou universitários, e corri da polícia. Não só isso, li os livros obrigatórios para uma formação de esquerda. O que mais me empolgou foi o “Princípios fundamentais de Filosofia” de Georges Politzer, onde aprendi o que era materialismo dialético e suas adjacências conceituais. Até “O capital” de Marx me chegou às mãos, emprestado não sei mais por quem, e do qual, por pura incapacidade de entender, não passei da terceira página.
Como o meu interesse era um pouco menos político e um pouco mais cultural, um livro que virou bíblia para mim foi “A necessidade da arte” do Ernst Fischer, enterrado no quintal de casa depois do AI-5, mas desenterrado depois da anistia, e ainda hoje, sujo de terra, em pé na prateleira da minha estante.
Universitário ou secundarista, acho que nenhum estudante passou por 68 impunemente. Pessoalmente, carreguei uma culpa por muito tempo. Um colega de turma e amigo querido – membro de algum partido clandestino – convidou-me (intimou-me, seria mais correto dizer) a viajar a São Paulo para comparecer ao Congresso de Ibiúna. Vacilei, vacilei, e terminei não indo. Por ter ido e ter sido preso lá, ele foi cassado de um ano escolar, e ficou me olhando enviesado.
Concluído o curso universitário, perdi contato com o amigo, mas, décadas depois, ao revê-lo, batemos um longo papo sobre aqueles velhos tempos, e ele me confessou, rindo um pouco, que eu é que estive certo em não haver aceito a sua intimação. Eu já achava que sim, mas foi bom ouvir o ´perdão´ saindo da boca dele.
Voltando ao livro de Washington Rocha e Telma Dias, naturalmente, um tópico nele recorrente é o AI-5. Pois, mais ou menos no mesmo espírito do episódio narrado acima, um dos depoentes no livro, o José Ronaldo Farias, me comoveu ao afirmar, em seu forte depoimento, que o AI-5, uma vez instaurado (cito) “o sensato era submergir”. E continua: “Foi o que eu fiz. Voltei-me completamente para os estudos...”.
Ao ler a frase, achei que fui eu que a tinha escrito. Pois foi exatamente isto que fiz quando o AI-5 estourou: submergi nos estudos. Os de José Ronaldo eram a Física e o Direito; os meus: Shakespeare, Hemingway, Faulkner, Fitzgerald, etc... mas esta é outra história que, aliás, já contei alhures, duas ou três vezes, e não vou repetir.
Enfim, do livro aqui resenhado, sou forçado a admitir que tive a impressão de o projeto haver sido realizado às pressas, no impulso da hora, sem o cuidado de seleção, composição e edição que uma obra dessas exige, mas, repito: mesmo assim, não é possível virar suas páginas sem gosto, e não é possível chegar à última sem lamentar que tenha acabado. Até porque, como se sabe, daqui e de outras fontes, 68 nunca acabou.

"O Meu 68": esplêndido artigo de João Batista de Brito

Na sua página no Facebook, João Batista de Brito fez, sobre

"O ANO QUE FICOU - 1968 Memórias Afetivas",

uma rápida resenha, intitulada "O Meu 68", que é mesmo uma maravilha. Vão lá conferir.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Guy Joseph, o artista: o livro de 1968 e um possível filme

Guy Joseph é um intelectual multimídia: artista plástico, designer-gráfico e fotógrafo. Pode também tornar-se cineasta. Na sua página do Facebook ele publica excelentes vídeos. O último, publicado hoje, 26/07, é sobre o lançamento de "O ANO QUE FICOU - 1968 Memórias Afetivas" na Usina Cultural Energisa na sexta-feira passada, 21/07. Eu e ele somos 2 dos 17 coautores desse livro; que terá segundo volume a ser lançado em Maio de 2018 (Cinquentenário da rebelião mundial da juventude de 1968, que teve Maio como mês simbólico). Então, sendo Guy um intelectual que sabe tudo sobre símbolos e imagens, estou sugerindo que ele comande um projeto e seja diretor de um filme de longa metragem com base no referido livro. O livro é forte, polêmico; dará um excelente filme. Confiram lendo (disponível na Livraria do Luiz; ou diretamente com os organizadores pelo cel: (83) 98744-2140). De imediato, vão à página de Guy para verem o vídeo: www.facebook.com/guyjoseph.cavalcanti

Compartilhem! Divulguem! Muito Obrigado!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

1968: A Festa do Tempo

O tempo voa; todavia, o tempo volta. Hoje será 21 de julho de 1968: a partir das 18:00 h. na Usina Cultural Energisa/Sala Vladimir Carvalho. Hildeberto Barbosa Filho fará  a apresentação do livro

O ANO QUE FICOU: 1968-Memórias Afetivas

E todos nós faremos a festa em Memorável Coquetel Afetivo.

Esperamos todos vocês para a confraternização do ANO QUE VOLTOU.

Tim! Tim!


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Sexta-feira, 21/07, na Usina Cultural Energisa: este dia também ficará!

O esforço foi grande e tudo indica que o lançamento do livro

O ANO QUE FICOU: 1968-Memórias Afetivas

será um grande sucesso: nesta sexta-feira, 21 de julho, às 18 horas, na

Usina Cultural Energisa/Sala Vladimir Carvalho

O evento será culminado com um Memorável Coquetel de Confraternização. Será um grande prazer receber todos vocês.  Tim! Tim!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Coquetel 1968

Como disse nosso amigo Agamenon Sarinho em relação ao lançamento do livro O ANO QUE FICOU: 1968 - Memórias Afetivas, "a coisa está pegando". Com efeito, o entusiasmo é cada vez maior com a possibilidade de relembrar, reviver aquele ano magnífico, maravilhoso e terrível que ficou em nossas memórias e em nossos corações. Pois bem, no lançamento (Usina Cultural Energisa/Sala Vladimir Carvalho, sexta-feira 21/07, às 18:00 h.) vai ter Coquetel. Mas não tenham medo, não será coquetel molotov, que era o que usávamos contra a repressão nos confrontos de 68; será um Coquetel com deliciosas bebidas e saborosos salgadinhos. Será muito bom recordar com os companheiros e companheiras de jornada aquele tempo de lutas e aventuras. Os jovens de hoje, que lá estarão, ouvindo jovens de ontem (rebeldes de velhos tempos), terão muito em que refletir.

Esperamos todos. Contamos com vocês. Tim! Tim!

domingo, 16 de julho de 2017

1968: quarta-feira no Programa Jorge Blau - Rádio Sanhauá

rocha100.blogspot.com.br

Caros e caríssimas; a campanha de divulgação do lançamento do livro O ANO QUE FICOU: 1968- Memórias Afetivas está ótima (Usina Cultural/Energisa-Sala Vladimir Carvalho, sexta-feira, 21, às 18:00 h.). Já estivemos na TV Master, Conversando com Rui Galdino, e agora Jorge Blau convidou os autores do livro para conversar com ele lá na Rádio Sanhauá, nesta quarta-feira, 19. O Programa Jorge Blau, excelente e de grande audiência, começa às 14:00 h., nós entraremos às 14:30 h; para uma conversa longa, até às 16:00 h. Sintonizem o rádio; ou vão pela internet: radios.com.br/aovivo/radio-sanhaua

Forte abraço. Contamos com vocês.

sábado, 8 de julho de 2017

Lilian e Leopoldo, Heróis da Venezuela

rocha100.blogspot.com.br

É com viva alegria que vejo, hoje, 08/07, estampada nos portais a notícia de que Leopoldo López passou do cárcere para a prisão domiciliar. Não é ainda a vitória de uma libertação plena, mas é já para comemorar, pois entendo que seja prenúncio da libertação definitiva, não só de Leopoldo, mas a libertação definitiva da Venezuela, que marcha resolutamente para por fim à ditadura fascista do podre Nicolás Maduro. A resistência de Leopoldo López impressiona e muito tem inspirado a luta democrática dos venezuelanos.  Da mesma forma, impressiona e inspira a determinação com que sua esposa, Lilian Tintori, tem conduzido a campanha pela libertação do marido e de todos os presos políticos.

Leopoldo e Lilian, Heróis da Liberdade.

Saudações Democráticas! A Luta Continua!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O ANO QUE FICOU: 1968-Memórias Afetivas

Caros e caríssimas;

Temos o prazer de comunicar e convidar para o lançamento de um livro por nós organizado; um livro de lembranças personalíssimas, mas também históricas:

O ANO QUE FICOU: 1968- Memórias Afetivas

São dezesseis depoimentos de pessoas que estiveram na luta contra a ditadura militar. O foco é o movimento estudantil de 1968 em João Pessoa-Paraíba. Porém, alguns depoimentos se estendem até os movimentos culturais de contestação (o teatro, principalmente), outros retrocedem à época das Ligas Camponesas e do golpe militar de 1964; e ainda outros avançam para além de 1968, para a luta armada dos terríveis “anos de chumbo”.

Trata-se de um livro de construção coletiva. São estes os organizadores e depoentes, coautores:

Washington Rocha, Telma Dias Fernandes, José Mário Espínola, João Petronilo, Guy Joseph, José Bezerra, Emilson Ribeiro, Silvino Espínola, José Ronald Farias, Gilvan de Brito, Agamenon Sarinho, Romeu de Carvalho, José Nilton, W. J. Solha, Eldson Ferreira, José Calistrato, Assis Fernandes de Carvalho.

O lançamento será em 21/07 (sexta-feira), a partir das 18 horas, na

Usina Cultural Energisa/Sala Vladimir Carvalho

Rua João Bernardo de Albuquerque, 243, Tambiá, João Pessoa-PB.

O livro terá apresentação do poeta, crítico literário, professor da UFPB e membro da Academia Paraibana de Letras (APL) Hildeberto Barbosa Filho.
Iniciamos hoje a campanha de divulgação, solicitando que repassem nossas mensagens, que transmitam nosso Convite.

Contamos com vocês.


Washington Rocha e Telma Dias Fernandes (organizadores).