DEMOCRACIA E HISTÓRIA
Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
"Para a liberdade foi que Cristo nos redimiu. Permanecei, pois, firmes, e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão" - esplêndido texto de Iremar Bronzeado, o Filósofo da Liberdade
DEMOCRACIA E HISTÓRIA
domingo, 29 de setembro de 2013
Sobre um livro do Espírito Emmanuel/Chico Xavier, o materialismo marxista e dois poemas supremos de François Villon
Eu tenho paixão pelos romances históricos; quer os eruditos, quer os de pura aventura. Dentre os eruditos, cito os seguintes: "Eu, Claudius, Imperador" (continuação: "Claudius, o deus, e sua esposa Messalina"), do britânico Robert Ranke Graves; "Juliano, o Apóstata - a morte dos deuses", do russo Dimitri Merejkovsky; e a série "Os Reis Malditos", do francês Maurice Druon. "Paulo e Estevão" iguala-se a estes? Entendo que não, porém, mesmo por conhecer os melhores romances históricos eruditos da história, posso afirmar que é um bom romance. E não se trata de fazer aqui critica literária (Hildeberto Barbosa ou Chico Viana poderiam fazer), mas tão somente considerar a hipótese mediúnica, a partir da constatação da impossibilidade de tal livro ter sido escrito por pessoa de pouca cultura. Acresce que, além deste, Chico Xavier tem catalogados outros 400 títulos, todos atribuídos a espíritos desencarnados. Que outra explicação pode haver para tal fenômeno? Ora, a explicação científica, de cunho psicanalítico. Pois, eu lhes afirmo que a psicanálise é, fundamentalmente, matéria especulativa. Não que seja falsa, mas não é ciência. Com efeito a ciência trata apenas do que é empiricamente verificável, de tal modo que tal ou qual hipótese possa ser validada ou invalidada através de investigação/experimentação controlada.
Entendo, e já escrevi longamente sobre isso, que a ciência é um conhecimento secundário. Com efeito, trata apenas de coisas de menor importância. Não trata, por exemplo, de Deus; nem da Vida Eterna; nem da Alma Imortal; nem de aonde estão e como estão nossos entes queridos que morreram; nem onde estão e como estão todos os que já morreram. Os materialistas-científicos dizem que nada disso existe, que nada disso interessa. E eu também já escrevi que é por isso mesmo que o materialismo é a mais rasteira das doutrinas, a mais miserável de todas as filosofias.
Quem tem juízo e sentimento, sabe, no coração, que sem a promessa da Eternidade, que sem esse interesse, nada no mundo tem interesse, nada na vida importa. Pelo que, citarei mais uma vez o Paulo referido no romance do Espírito Emmanuel:
"Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos que amanhã morreremos" (1 Coríntios 15:32)
Nem que fosse verdadeira, eu haveria de querer para mim a doutrina do efêmero, da morte, do nada. Mas por que tal hipótese sebosa e nojenta haveria de ser verdadeira?
Tratamos, em post anterior, a respeito da carta de Karl Marx a Pavel Annenkov, sobre a muito ruim metafísica da história, na qual, a meu entender, fundamenta-se o chamado materialismo-histórico, ou materialismo-cientifico. Espanta-me sobretudo que Marx e Engels tenham conseguido projetar um futuro feliz, prodigioso, luminoso, um paraíso de delícias que não poderá ser jamais usufruído por aqueles que por ele se sacrificam e morrem. Não há dúvida: os marxistas, além de equivocados, são uns tremendos otários. Se a morte é o fim de tudo, por que projetar futuros radiantes? Triste, triste: os marxistas trouxeram ao mundo desgraças sem conta a troco de nada.
Marx e Engels levantaram muitas e agudas questões históricas. A todas elas, contraponho a magna questão levantada pelo poeta François Villon: "où sont les neiges d'antan" (onde estão as neves de outrora?), que é o estribilho da célebre "Ballade des Dames du Temps Jadis" (Balada das Damas dos Tempos Idos). O turbulento Villon, mais de uma vez esteve em sérios apuros, chegando muito perto de ser enforcado. Na dita balada, indagava pelo paradeiro das famosas mulheres de antigamente. Na verdade, queria saber de todos os que já se foram. Roga uma resposta à Virgem e exige que o príncipe tome providências urgentes. Essa questão de Villon permanece como a mais fundamental da história. Villon, que, além de ser um gênio, era grande pecador, cuidou, precisamente, das coisas que mais importavam; também na "Ballade des Pendus" (Balada dos Enforcados), em que pede e exorta que se peça o perdão de Deus. Ofereço estas baladas memoráveis, tremendas, arrebatadoras, verdadeiras orações, à reflexão do leitor - no original e em traduções de Ivo Barroso e de Modesto de Abreu (www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet211.htm).
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
A Festa da 5ª edição da ROCHA 100 - Revista 100 Fronteiras. Polêmica reaberta: revisar Lei da Anistia é veneno contra a democracia
A revista, editada pela Sal da Terra, com tiragem de 5 mil exemplares, está também disponível eletronicamente em www.portal100fronteiras.com.br
Esta 5ª edição traz um reportagem muito importante sobre a atuação da Comissão da Verdade da Paraíba, enviada pelo diligente advogado e historiador Waldir Porfírio. E dá continuidade à polêmica da revisão ou não da Lei da Anistia. Martinho Campos e José Calistrato tomam posição pela revisão da Lei, eu tomo posição contra a revisão da Lei. Na verdade, apenas reproduzi, com alguns acréscimos, um post que já havia publicado aqui, o qual, por sua vez, reproduz trechos do meu livro "A Comissão e a Verdade - Sobre Anos de chumbo e Anistia". Segue o post reformulado, ou seja, o artigo, tal e qual publicado na ROCHA 100 - Revista 100 Fronteiras.
Anistia Ampla, Geral e Irrestrita foi conquista do povo brasileiro:
revisar a Lei da Anistia é veneno contra a democracia
Martinho Campos e eu fomos convidados pela Comissão da Verdade da Paraíba para prestar depoimento sobre as perseguições sofridas durante a ditadura militar, nos “anos de chumbo”. Prestamos tal depoimento no dia 19 de setembro, pela manhã, na Associação Paraibana de Imprensa, a velha API de tantos debates e embates, de tantos eventos históricos, que tanto tem servido à Democracia e à Liberdade. Martinho foi um destacado dirigente do PORT (Partido Operário Revolucionário Trotskista), tendo participado das lutas camponesas na Paraíba e outros estados do Nordeste ainda antes de 64. Foi preso em 1963, e várias outras vezes depois do golpe militar. Foi seguidamente torturado. Aos 71 anos, no que pese os cabelos brancos, Martinho demonstra vigor e ânimo juvenis. Seu depoimento, circunstanciado e minucioso, foi pungente. Na ocasião, aliás, recebi de Arthur Cantalice uma sugestão que repasso à Comissão da Verdade: depoimentos como esses deviam ser feitos, também, perante plateias maiores, em colégios e universidades, por exemplo.
Não irei refazer aqui o depoimento que fiz lá, vou apenas dar prosseguimento a uma polêmica antiga reaberta pelo meu depoimento: a revisão da Lei da Anistia. Eu sou contra e já escrevi um livro sobre o tema, que agora retomo. Do meu depoimento, farei apenas um pequeno registro, como forma de agradecimento.
Declarei minha posição contra a revisão da Lei da Anistia sabendo que, naquele ambiente, estaria amplamente minoritário. Com efeito, o sentimento pela revisão da Lei da Anistia é amplamente majoritário no âmbito das Comissões da Verdade, das inúmeras Comissões da Verdade criadas na esteira da Comissão Nacional da Verdade. É tão majoritário nesse âmbito quanto minoritário é no conjunto da sociedade. O povo brasileiro, que no distante ano de 1979 ocupou as ruas do Brasil clamando por Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, ficou bem feliz e comemorou a vitória quando da edição da bendita Lei. Comemoração que se estendeu por meses a fio, que se renovava a cada momento em que era libertado um prisioneiro político, a cada momento em que voltava um exilado. Enfim, todos os prisioneiros políticos foram libertados, todos os exilados voltaram. Essa Lei de Anistia abriu para nós o caminho da redemocratização. Essa Lei de Anistia foi das mais benéficas da história do Brasil e da história da democracia no mundo. Pretender sua revisão depois de mais de três décadas é um despropósito. Eu escrevi um livro sobre esse despropósito, portanto, limito-me agora a indicar o livro aos interessados. O título é "A Comissão e a Verdade - sobre 'anos de chumbo' e Anistia"; e está disponível em www.portal100fronteiras.com.br. Entendo que a revisão da Lei da Anistia possa se justificar à luz dos interesses do marxismo-revolucionário, que protagonizou a luta armada contra a ditadura militar. Todavia, à luz dos interesses da democracia, não se justifica; e no meu livro explico porque. Acho mesmo que a revisão da Lei da Anistia é veneno para a democracia, e espero que meu livro seja uma espécie de contraveneno. Para atiçar a curiosidade dos leitores, cito alguns trechos:
"No Brasil, em 1979, a exigência de punição dos agentes da ditadura colocaria em risco a transição pacífica e negociada. A prudência - que em grego se diz 'phrónesis', e foi elevada por Aristóteles à condição de máxima virtude política - prevaleceu; e o povo, ainda mais que os seus líderes, optou pela transição pacífica e negociada. Querer, mais de trinta anos depois, invalidar retroativamente uma negociação concluída e frutificada, é um despropósito".
"A campanha pela revisão da Lei de Anistia tem dupla matriz: a) um sentimento de justiça; b) um oportunista projeto político-ideológico de retomar o confronto; ou seja, revanche: estando agora a esquerda em condições de vantagem".
"A esquerda revanchista, defensora da revisão da Anistia, não quer resgatar a verdade, quer recuperar os tempos e a guerra. Se conseguir, pode vencer a guerra, e implantará uma ditadura revolucionária. Mas pode também perder a guerra, com a possível sobrevinda de uma ditadura contrarrevolucionária. De uma ou de outra forma, a democracia perderá".
"As organizações marxistas revolucionárias (bolcheviques) que fizeram o enfrentamento armado com a ditadura militar não lutavam por democracia, mas pela implantação de uma ditadura revolucionária, dita "ditadura do proletariado".
"'XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu': Deverá o furor da justiça retroativa sobrepor-se à letra da Constituição Soberana? Deverá a Lei da Anistia ser revisada para punir exemplarmente agentes do Estado ditatorial que torturaram e assassinaram? Ou para punir exemplarmente militantes revolucionários cujo acendrado idealismo os levou a cometer crimes de terrorismo naqueles longínquos 'anos de chumbo'? Não será possível abominar a tortura e o terrorismo sem essas tardias punições exemplares? Não terá o amor à democracia nos ensinado a abominar todas as ditaduras - de direita e de esquerda -, e não apenas determinadas ditaduras?"
"Todavia, pensar que, uma vez revisada a Lei de Anistia, seja possível punir outros crimes mas não esses; tal pensamento seria um aviltamento dos juízos e uma afronta à memória dessas vítimas. Nem por serem poucas serão indignas. Que se chorem as vítimas da ditadura, que se as lembrem, que se as honrem, que em nome delas se peça reparações. Porém: Márcio, Carlos Alberto, Francisco Jacques, Salatiel; e ainda outras vítimas inocentes da esquerda revolucionária? Não se deverá chorar por elas? Não merecem ser lembradas? Não merecem honra? Não haverá quem, em nome delas, peça reparações?".
No meu livro, cito, dentre outras, esta lição de Norberto Bobbio: "Agora que a esquerda revolucionária reconheceu os direitos da liberdade, quer todos os direitos, e imediatamente. Inclusive o direito de impunidade que foi sempre a prerrogativa dos soberanos e dos déspotas"
Não é digno, não é decente o clamor por justiça seletiva. Se querem a verdade, as Comissões da Verdade não podem investigar os crimes da ditadura com uma mão e esconder os crimes da esquerda revolucionária com a outra. Da parte da democracia, interessa que o relatório da Comissão Nacional da Verdade seja inteiramente verdadeiro. Assim sendo, servirá para afastar do horizonte da Pátria a sombra das práticas de crimes de terrorismo de Estado e a sombra das práticas de crimes de terrorismo revolucionário. E afastar a sombra de todas as ditaduras: de direita ou de esquerda, nazi-fascista ou bolchevista, dos militares ou do proletariado.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
A verdadeira história da vida aventurosa do EMBARGO INFRINGENTE - contada por Rochinha das Queimadas, o Gavião Cantador
A verdadeira história da vida aventurosa do EMBARGO INFRINGENTE
autor: Rochinha das Queimadas, o Gavião Cantador
O menino INFRINGENTINHO
era um menino indecente,
roubava prata de cego
e remédio de doente,
mentia com segurança
e ria trincando os dentes,
nunca sabia de nada,
se fazia de inocente.
Depois que ficou rapaz,
INFRINGENTE se perdeu,
tomava muita cachaça
e até adoeceu,
queria uma profissão
e ao Diabo se vendeu,
fez acordo com o Capeta,
deputado se elegeu.
Se deu muito bem na vida
e logo enriqueceu,
das aventuras passadas,
ele nunca se esqueceu,
mas roubava com cuidado,
nunca ninguém percebeu,
e o seu maior amigo
se chamava Zé Bedeu.
Não era muito estudado,
mas era inteligente,
toda vez que apertado,
saía pela tangente,
por artimanhas ganhou
um nome proeminente,
um nome largo e pomposo:
é o EMBARGO INFRINGENTE.
Com EMBARGO ninguém pode,
de tudo ele é capaz,
tudo que o Diabo manda,
muito ligeiro ele faz,
nunca perde uma peleja
e não vai perder jamais,
ele é invencível mesmo
falando nos tribunais.
DOUTOR EMBARGO INFRINGENTE
É um pau pra toda obra,
Ele faz qualquer serviço,
mas por tudo ele cobra,
o cara fica com tanto,
ele fica com a sobra,
tudo vai acumulando,
sua fortuna redobra.
O Brasil tá dominado,
mas não tem tristeza, não;
a vida melhor do mundo
é a vida de ladrão,
pode roubar sossegado,
passear de avião,
pois o EMBARGO INFRINGENTE
lhe segura com a mão.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
EU SOU O EMBARGO INFRINGENTE / QUE AJUDOU ZÉ DIRCEU - Rochinha das Queimadas também glosa o mote de Vitalzim de Taperoá e Miguezim de Princesa
Mote de Vitalzim de Taperoá e Miguezim de Princesa
EU SOU O EMBARGO INFRINGENTE
QUE AJUDOU ZÉ DIRCEU
Glosas de Rochinha das Queimadas, o Gavião Cantador
sábado, 21 de setembro de 2013
Fala de Miquéias, nosso candidato a Presidente do Brasil: "As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal"
Miquéias é um dos chamados "profetas menores". Mas no Brasil ele será o maioral. Esse profeta tem uma fala bem famosa, justamente aquela em que é anunciada a vinda do Messias, que haveria de nascer em Belém de Judá. Vejam (conforme está em www.bibliaonline.com.br):
E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
Miquéias 5:2
Anunciando um bem futuro, Miquéias deplorava a iniquidade da sua época da forma mais devastadora. Denunciava, como consta da "Wikipédia" (erudição Google), vejam só: "os governantes, os chefes, os ricos de Jerusalém e Samaria" (pobres cidades: não amarram as chuteiras de Brasília). E também atacava os que "estavam roubando o povo através da língua enganosa" (vocês aí lembram de algum político muito poderoso do Brasil que tem uma língua enganosa?). E combateu, ainda: "os ganhos imorais, a maldade planejada, a balança desonesta e o crime organizado" (lembrem os senhores que o esquema do mensalão foi descrito pelo Procurador Geral da República como uma "sofisticada organização criminosa").
Mas deixemos que fale o nosso candidato (vocês podem ir direto à Biblia Online, já por mim indicada, mas adianto uns trechos, aos quais acrescento, entre parênteses, algum comentário); e veremos que não existe nenhum brasileiro decente que possa deixar de votar neste magnífico Profeta:
Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniqüidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão!
E cobiçam campos, e roubam-nos, cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança.
Miquéias 2:1-2
(no Brasil, quem é que está com o poder na mão?)
Se houver alguém que, andando com espírito de falsidade, mentir, dizendo: Eu te profetizarei sobre o vinho e a bebida forte; será esse tal o profeta deste povo.
Miquéias 2:11
(o vinho é Romanée-Conti, a bebida forte é a caninha 51)
Ouvi agora isto, vós, chefes da casa de Jacó, e príncipes da casa de Israel, que abominais o juízo e perverteis tudo o que é direito,
Edificando a Sião com sangue, e a Jerusalém com iniqüidade.
Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.
Miquéias 3:9-11
(quem será, no Brasil, o Senhor Protetor dos corruptos? E qual será o instituto de pesquisa que adivinha por dinheiro?)
As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
Miquéias 7:3-4
(no Brasil, é difícil saber quem é o melhor deles; e ainda mais difícil saber quem é o pior)
terça-feira, 17 de setembro de 2013
A Democracia é minha Escolha!
Ilmo. Sr.
WASHINGTON ROCHA
Vítima do Regime Militar
João Pessoa – Paraíba.
Prezado Senhor,
Cumprimentando-o, cordialmente, convido Vossa Senhoria para prestar depoimento na Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba, sobre as perseguições e outras violações aos direitos humanos que o senhor sofreu durante o regime militar.
Informo, ainda, que a Audiência Pública desta Comissão ocorrerá na sede da Associação Paraibana de Imprensa (API), às 09h30 horas, do dia 19 de setembro do corrente ano.
Certo de poder contar com a colaboração e apoio de V. S.ª, coloco-me aqui ao seu inteiro dispor, para quaisquer informações que se fizerem necessárias.
Atenciosamente,
Paulo Giovani Antonino Nunes
Presidente
Com todas essas lutas, fui aprendendo por experiência o que Aristóteles já ensinara: "A coragem é a maior das qualidades humanas porque garante todas as outras".
Porém, aprendi mais: sem o amor, a coragem é inútil.
Aquele muito corajoso Imperador Juliano Apóstata, que cultuava os deuses olímpicos, proclamava intrepidamente: "Somente o Sol é minha Coroa!".
Eu proclamo:
Somente Deus é o meu Deus! Minha Fé é Cristo Jesus!
A Liberdade é meu Princípio! A Democracia é minha Escolha!


O jornalista e crítico musical Lauro Machado Coelho autografa Poesia Soviética, uma antologia com 24 autores russos do século XX com seleção, tradução e notas dele. Machado Coelho é autor de outro livro com versões de poemas russos: Anna Akhmátova – Poesia 1912-1964.
O poeta Donizete Galvão lança neste sábado o livro infantil O Sapo Apaixonado – Uma História Inspirada em Uma Narrativa Indígena. O volume tem ilustrações de Mariana Massarani e prefácio de Betty Mindlin e sai pela Musa Editora.
