Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O corajoso artigo de Gelza Rocha, a perseguição religiosa do Estado laico e as dificuldades dos anticristos
Tem o Estado laico, que é uma coisa boa. E tem a perseguição religiosa promovida em nome do Estado laico, que é uma desgraça. No Estado laico, nenhuma religião em particular pode prevalecer sobre o interesse público. Mas vejam, esse Estado laico nasceu junto com a liberdade de religião; esta e aquele são produtos da mesma generosa fonte iluminista. Perseguição religiosa em nome do Estado laico ocorreu, por exemplo, na Rússia stalinista e na Alemanha nazista. Isso ocorre, ainda hoje, na China Continental, onde a ditadura do Partido Comunista persegue, prende, tortura e mata adeptos da doutrina Falun Gong. Essa mesma ditadura, no Tibete, persegue a religião budista e esmaga a nação.
É verdade que a religião católica, "nos antigamentes", foi muito perseguidora. Hoje não é mais. Pelo contrário, católicos (e cristãos de várias outras igrejas e denominações) têm sido duramente perseguidos em várias partes do mundo. O termo "perseguição religiosa" refere-se, usualmente, a perseguição de uma religião sobre outras ou sobre seus dissidentes. Porém, uma perseguição feita sobre qualquer religião em nome do Estado laico será também perseguição religiosa. O Estado laico é bom, a perseguição é uma desgraça, quer tenha origem laica ou religiosa.
A desgraçada perseguição religiosa em nome do Estado laico está chegando ao Brasil. Em curso, uma campanha cretina para arrancar dos locais públicos todo e qualquer símbolo religioso. Como o Brasil é um país de tradição cristã e de ampla maioria cristã, tal campanha se torna, objetivamente, uma campanha anticristã. Os anticristos obtiveram já uma importante vitória no Rio Grande do Sul, onde um tribunal, por decisão interna-corporis, arrancou o crucifixo que estava na sua parede havia bem 100 anos.
Esse desejo de faxinar símbolos religiosos não é de hoje, foi, inclusive, embutido, durante o segundo governo Lula, no chamado PNDH3 por petistas totalitários e a turma do "politicamente correto"; juntamente com o restabelecimento da censura dos tempos da ditadura. A peça não vingou porque a reação foi grande. Tal reação, inclusive, levou o Presidente Lula a dizer que tinha assinado a porcaria por engano, sem ler.
Mas os anticristos não se deram por vencidos, a campanha contra Cristo e a favor da censura continuou, sempre por formas sinuosas.
Se forem vitoriosos, os cretinos totalitários politicamente corretos terão um trabalho danado, tanto para censurar quanto para levar a cabo a tarefa de demolição dos símbolos cristãos.
O Brasil tem uma tradição cristã - principalmente católica - secular, desde que Pedro Álvares Cabral aqui aportou e o Padre Manuel da Nóbrega rezou uma Santa Missa. Tem, por esse Brasil afora, em locais públicos, símbolos cristãos que não acabam mais.
Arrancar crucifixos das paredes até que será fácil. Mas, demolir capelinhas em hospitais; isso será feito sem receber reação?
E as tantas estátuas de Frei Damião que tem em muitas cidades da Paraíba, inclusive uma bem grandona em Guarabira; vão ser derrubadas sem que ninguém reclame?
Aqui na capital, ao lado da catedral, tem uma linda imagem de Nossa Senhora. A catedral, eu acho que fica, mas a Santa Virgem Maria terá de ser expulsa dos olhos públicos (talvez se permita que seja recolhida ao ambiente interior da igreja, evitando-se a injúria das marteladas).
Na vizinha cidade de Santa Rita, o prefeito Marcus Odilon mandou erguer uma grande estátua à doce santa que dá nome à cidade e, segundo os fiéis, a protege. Quando os anticristos forem derrubar a Santa Padroeira, os fiéis santarritenses não irão protestar?
No vizinho estado do Rio Grande do Norte, a mesma Santa Rita de Cássia protege a cidade de Santa Cruz. Lá, o ex-prefeito Tomba mandou erguer uma estátua maior do que a da cidade de Santa Rita-Pb; e, dizem, ainda maior que a do Cristo Redentor. Ainda não vi, mas vou lá para poder acreditar. Vou correndo, antes que os anticristos a derrubem.
Seguramente, os demolidores de símbolos vão correr certo perigo quando forem mexer com São Jorge, santo protetor dos bicheiros, uma turma barra pesada.
Também, quando os anticristos forem dinamitar, lá em Juazeiro do Ceará, a estátua do Padre Cícero Romão Batista, o Padim Ciço da devoção milhões de sertanejos, romeiros, jagunços e cangaceiros; aí a coisa pode feder.
Porém, o maior desafio dos anticristos será a implosão do Cristo Redentor, lá no Rio de Janeiro; já pela popularidade do monumento, já pela engenharia requerida. Será uma implosão de repercussão internacional, provavelmente adversa, e muito adversa. Todavia, tarefa imprescindível aos decretos da perseguição laica, por ser o Cristo Redentor o mais famoso símbolo cristão do Brasil; incorreta e ofensivamente erguido em lugar público, e super público, porque de toda a cidade se vê o Cristo. E quem vai chegando de avião já vê de longe.
O Cristo Redentor sempre me deslumbrou; nunca imaginara, ignorante que sou, que fosse um monumento politicamente incorreto. Tem de ser derrubado. Para realizar a contento a dificultosa tarefa, os totalitários corretos do Brasil poderão contar com o know-how dos camaradas talibãs, que, lá no Afeganistão, mandaram pelos ares várias estátuas de Buda.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
WJ Solha e o Marco do "Marco do Mundo"
Faz tempo - eu já considerava o romance Israel Rêmora uma obra-prima, mas nem sabia que Solha era pintor -, estando a perambular pela Reitoria da UFPB, deparei-me com uma exposição de quadros de Solha retratando personagens de Shakespeare: em se tratando da arte da pintura, foi o maior impacto artístico da minha vida. Recentemente, Solha publicou no excelente ELTHEATRO.COM uma longa série de ensaios intitulados "Breves e Ilustradíssimos" (ou "Brevíssimos e Ilustrados", uma coisa assim); nem todos breves, mas todos geniais. Ensaios artístico-filosóficos de espantosa erudição, sem similar no Brasil.
Genialidade na Paraíba, aliás, não é coisa rara; e Solha é paraibano, de Pombal, embora tenha nascido em São Paulo.
Admirador e fã, tenho, não obstante, implicado com uma determinada intenção filosófico-literária de W. J. Solha: a desconstrução do cristianismo. Tal implicância se explica facilmente pelo fato de ser eu um cristão devoto e fervoroso. Porém, o que é difícil de explicar é o seguinte: apesar de pretender desconstruir o cristianismo, a maior e melhor parte da obra do angustiado gênio de Pombal é repassada, ou transpassada, por genuíno espírito cristão; se não a fé e a esperança, pelo menos a caridade.
Parêntese: embora a angústia seja tema recorrente na sua obra (daí o epíteto acima referido), Solha não é, de fato, um angustiado. Também não é doido. Esse, aliás, é o único possível motivo para se desconfiar da genialidade de Solha, porquanto os gênios, de ordinário, são abilolados e sofrem horrores com a chamada "angústia existencial".
Todavia, embora sereno, equilibrado, ponderado e lógico, o Anticristo de Pombal teve lá, um dia, sua agonia. E recebeu a visita de, vejam só...: Jesus Cristo; em pessoa.
Pior do que Tomé, um teimoso rude, o sofisticado intelectual marxista não acreditou no que seus olhos viram.
Isso faz tempo. Voltemos aos dias de hoje.
Acabei de ler, e reler, o mais novo livro de Solha, um longo poema intitulado Marco do Mundo. Esplêndido, mas é preciso alguma erudição para entendê-lo. Eu fiz o que pude.
Já de início, Solha estabelece a grandeza do "Marco do Mundo" citando os maiores poetas-cordelistas do Mundo: João Martins de Athayde e Leandro Gomes de Barros.
Diz Solha:
"No Marco do Meio do Mundo, de 1915, Athayde concebe uma torre de cujo cume se avista
São Paulo e Rio de Janeiro
a Italia e Allemanha
Suissa, França e Hespanha
Portugal sendo o primeiro.
Leandro Gomes de Barros, em Como Derribei o Marco do Meio do Mundo, diz, lá pelas tantas:
A pedra que forma o arco
Tem tres léguas de grossura
Entrou na areia do mar
Dois mil metros de fundura
E da flor d'água p'ra cima
Tem vinte léguas de altura."
Aí, o poeta de Pombal inicia seu próprio poema com uma elegante declaração de modéstia que abre um oceano de erudição e genialidade:
"Abre-se o abismo de pedra e susto
e,
de cristal e prata,
duzentas e setenta cataratas,
como as de Foz de Iguaçu, na Garganta do Diabo,
cavam, sem problema, a fundação do poema,
com grande largura,
...mas sem descer cem metros no chão da literatura".
Certamente, não vou transcrever o poema inteiro. Quero apenas dar a ideia, o clima, a grandeza do Marco do Mundo que Solha pretende construir, ou descobrir. Para, enfim, chegar ao ponto que mais me interessa.
Pelo que entendi (já disse que o poema é erudito e complicado), o poeta descreve a construção civilizatória do Mundo e põe como Marco do Mundo, sabem quem? Pois é..., Jesus Cristo.
Lá está, pelo meio do livro, mais claramente da página 43 à página 51, a Paixão do Cordeiro de Deus.
Como na página 45:
Aí,
os envolvidos na construção do Marco vêm, fascinados
de todos os lados,
ver a Paixão,
que chega ao vivo,
[...]
Ou na página 49, continuando na 50:
Aí,
a mãe não aguenta o sufoco,
a cena recua,
sente-se um...oco,
a Nau dos insensatos passa - de surpresa - ante ela,
velas acesas,
e um rio flui
ao sol,
cheio de lantejoulas,
e o mar
quase ar,
sob o céu,
quase véu,
tem um pássaro que se fecha em flecha de mergulho,
em julho.
Lá para o fim tem uma referência ao "Natal do Sol Invicto" e o poeta diz que o "Sol é a Luz do Mundo".
Bem, o "Sol Invicto" foi um deus para um Anticristo mais antigo, Juliano Apóstata, Imperador de Roma que, no séc IV, tentou extinguir o cristianismo para fazer ressurgir os deuses olímpicos.
No magnífico romance A Morte dos Deuses (de Dmitri Merejkowski, um gênio russo da estirpe de Dostoiévski), o sacerdote pagão Máximo diz ao Imperador que ele, Imperador, não conseguirá destruir o cristianismo porque tornara-se piedoso; como um cristão.
W. J. Solha construiu uma imensa obra artística, literária e filosófica; mas esta obra, malgrado seu autor, jamais constituiu qualquer ameaça ao cristianismo. No caso deste Marco do Mundo, quem não estiver bem avisado do ateísmo de Solha, poderá até pensar que o poeta tem uma certa fascinação pelo Cristo.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
O socialismo girassol está sendo enterrado sob uma imensa cascata de camarão
Mais uma vez, quem levantou a lebre foi o excepcional jornalista investigativo Clilson Júnior, em reportagem no portal Clickpb.
Junto com a lebre levantada por Clilson, vieram as mais variadas carnes, peixes e crustáceos. Aos quilos? Não; às toneladas. 09 (nove) toneladas de delícias, dentre às quais uma imensa cascata de camarão.
Essa compra é ilegal? Sei lá! Seguramente, é indecente.
Pra começo de conversa, em um governo socialista, a Granja Santana deveria ser transformada em um espaço de utilidade pública: creche ou escola; talvez um lar para idosos; quem sabe um centro de recuperação de drogados. Pois vejam, no reinado girassol, a Granja Santana, segundo a fina ironia do jornalista Helder Moura, está a se transformar em um espécie de Palácio de Versalhes (Château deVersailles) no Reinado de Luís XVI e Maria Antonieta.
Clilson Júnior e Helder Moura não foram os únicos a tratar do tema. Quer em tom de indignação, quer pelo viés do sarcasmo, as toneladas de delícias a serem compradas para a degustação dos comensais do "Château Santana" fazem as delícias dos críticos do governo do socialismo girassol. Maurílio Batista, também no Clickpb, apresentou um vídeo arrasador. E não apenas os profissionais da mídia estão cuidando do assunto: o deputado Jandhuy Carneiro, por exemplo, indignou-se e, em altos brados, exigiu o cancelamento da licitação.
Escrevo na quarta-feira, dia 11. A licitação indecente está para ser realizada amanhã. Se for confirmada, a grita vai aumentar. Se for cancelada, será o recuo de um prepotente; e os prepotentes, quando recuam, quebram-se.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Os autoritários do PT e CUT preparam um golpe fascista ou estão apenas bêbados?
Claro está que, para Vagner, se os réus forem condenados o julgamento terá sido viciado. Claro está que Vagner exige a absolvição dos réus, sob pena de rebelião contra o Supremo.
Suponhamos a condenação do "chefe" e de alguns chefiados (ou todos), fazendo levantar nas ruas o protesto do PT do Dirceu e da CUT do Vagner. Se o STF não se dobrar ao clamor da turba dirceuzista-vagneriana, a turba invadirá o STF? Destituirá, na porrada, seus ministros? Aclamará Zé Dirceu como presidente do Supremo?
O jornalista/blogueiro Ricardo Noblat supôs loucura ou embriaguez para a audaciosa fala de Vagner Freitas, como a minimizar-lhe o perigo. Pode ser. Mas não custa lembrar dois episódios do passado fascista e nazi-fascista:
1) Mussolini, robustecido por amplo apoio de massas, marchou sobre Roma com seus "camisas negras" para promover o golpe que instaurou o regime fascista na Itália;
2) Antes de chegar ao poder pela via eleitoral, Hitler tentou um golpe de força: o episódio do "Putsch de Munique", também conhecido como "Putsch da Cervejaria", porque Hitler e seus comparsas tramaram a louca aventura enchendo a cara em uma cervejaria.
Vão nesses exemplos duas lições que explico, precisamente, aos que não querem entender:
1) As massas nas ruas podem promover a liberdade, mas podem também promover a tirania;
2) Fascistas loucos e bêbados, nem por serem loucos e bêbados, serão menos perigosos.
domingo, 8 de julho de 2012
"O papel da esquerda é civilizar o capitalismo": a magnífica entrevista do marxista Chico de Oliveira no Programa Roda Viva
Nos ambientes políticos e intelectuais, Chico de Oliveira é conhecido e respeitado desde muito tempo. Quer dizer, a turma lulo-petista truculenta não o respeita, mesmo porque não respeita ninguém que não bajule Lula da Silva com entusiasmo.
Intelectual marxista dos mais destacados, militante destemido, Chico de Oliveira foi preso e torturado pela ditadura militar. Depois, esteve no núcleo intelectual dos fundadores do PT. Hoje está no PSOL, mas encara seu novo partido com certa melancolia e não lhe vê futuro: acha que o PSOL tenta repetir o "irrepetível" caminho do PT.
O que me animou a ir ao You Tube ver a entrevista não foi a frase sobre o caráter de Lula (não é novidade), mas um artigo de Maria Helena R. R. de Souza postado no Blog do Noblat. Atraiu-me, especialmente, a seguinte assertiva de Chico de Oliveira, transcrita por Maria Helena:
"O papel da esquerda não é propriamente o poder. O papel da esquerda é civilizar o capitalismo - esta é a tarefa da esquerda no mundo: domar as forças arbitrárias do capitalismo".
Com efeito, este tem sido o melhor resultado da esquerda mundial. Inclusive da esquerda marxista, desde que o marxista Eduard Berstein (judeu-alemão, como Marx), na passagem do séc. XIX para o séc. XX, revisou o marxismo, estabelecendo as bases teóricas da social-democracia, que resultou, em vários países, no regime chamado de Estado de Bem-estar Social (universalmente conhecido como Welfare State). Este foi o caminho rejeitado por Lênin, fundador do bolchevismo; tendo o bolchevismo resultado em genocídio e servidão.
Em outro trecho transcrito por Maria Helena, diz Chico de Oliveira:
"Sou ideologicamente marxista e eticamente cristão. Fui ensinado a não negar auxílio quando necessário - É uma conquista civilizatória que o cristianismo nos deu".
Na verdade, o cristianismo nos deu muitas outras conquistas civilizatórias: as melhores. A democracia, inclusive, é, em grande parte, uma conquista civilizatória do cristianismo.
Na entrevista, Chico de Oliveira disse lá umas coisas com as quais não concordo. Mas discordo com o respeito devido. O que falou sobre a Lei da Anistia, por exemplo, pareceu-me equivocado e dúbio. Vou rever a entrevista, com redobrada atenção, e tratarei do tema em um próximo post. Enquanto isso, aconselho o mesmo a vocês. A entrevista é tão boa, mas tão boa, que os 88 minutos passam bem ligeirinhos.
sábado, 7 de julho de 2012
Chávez, não conte comigo - sobre mais uma boçalidade de Lula da Silva
"Chávez, conte comigo, conte com o PT, conte com a solidariedade e apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Sua vitória será nossa vitória".
Lula é amigo pessoal de Chávez, e está no seu direito, faz bem em defender o companheiro. Que fale em nome do PT, também está direito, porque Lula é dono do PT. Agora, que fale em nome de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada cada latino-americano; isto é uma boçalidade.
E Lula nem é tão de esquerda assim. O milionário (ou bilionário, segundo a revista Forbes) Luís Inácio até já fez piada debochando da esquerda. Um grande amigo dele, Delfim Neto, que foi ministro da ditadura militar, garante que Lula é bacana, justamente, por nunca ter lido uma página de Karl Marx.
É preciso dar um desconto nessas boçalidades de Lula. O antenado ex-presidente sempre fala ao gosto da plateia da ocasião. Essa fala de extravagante bajulação ao presidente Chávez consta de um vídeo enviado por Lula ao "Foro de São Paulo", realizado em Caracas, sob o comando de Chávez. O ladino orador Lula, mais uma vez, confirmou o que dele disse Chico de Oliveira: "Lula não tem caráter".
Para quem não conhece, Chico de Oliveira é um dos mais destacados intelectuais marxistas do Brasil, fundador do PT e militante de quatro costados da esquerda.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
A praga autoritária: os donos dos partidos
O PT tem dono: Lula da Silva.
O PSB tem dono: Eduardo Campos.
O PSD tem dono: Gilberto Kassab.
O PMDB e o PSDB escapam à maldita regra; não sei se por mérito democrático ou por simples desorganização.
Como na República Velha, os donos nacionais delegam poderes a donos locais.
Na Paraíba, o dono do PSB é Ricardo Coutinho. O dono do PSD é Rômulo Gouveia.
O PT, na Paraíba, não tem dono. E não tem porque a rebeldia prevaleceu contra um Pantagruel que queria engolir e ser dono não de um, mas de vários partidos, o rei-na-barriga Ricardo.
Partidos pequenos também têm donos. Vejam o caso do PSC: não sei quem é o dono no Brasil; mas, na Paraíba, é Marcondes Gadelha.
Contra o dono do PSC na Paraíba, também se ergue rebeldia. Espero que seja vitoriosa.
VIVA A REBELDIA! VIVA A DEMOCRACIA!