Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

Mostrando postagens com marcador mortadelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mortadelas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Jararaca sem cabeça, mortadelas sem juízo

rocha100.blogspot.com.br

Neste memorável domingo, 2 de outubro de 2016, os eleitores do Brasil acertaram a jararaca na cabeça. Há de se convir, porém, que Lula, o chefe Jararaca, já parecia estar sem cabeça desde quando, furioso com a Justiça, afirmou que era uma jararaca ferida, mas que só lhe haviam acertado o rabo. Na sequência desse discurso estúpido, a jararaca sem cabeça caprichou na falação desatinada, bravateira, grosseira e cretina; sempre aplaudido e elogiado por uma legião de mortadelas sem juízo, onde brilham intelectuais e artistas famosos. O resultado, que já se podia vislumbrar, veio de forma arrasadora: o PT saiu das urnas arruinado. Caiu, como disse O Antagonista, para a Segunda Divisão dos partidos políticos. E se o Jararaca e seus mortadelas continuarem negando a realidade, mentindo, bravateando, embromando; se seguirem nessa toada, em 2018 vão cair da Segundona para a terceira, quarta ou quinta divisão: o PT vai virar partido nanico.

Sempre se pode aprender com derrotas. Na oposição, quem sabe, o PT pode parar de roubar e se reciclar. Além de deixar de roubar, o PT poderia também aprender qualquer coisa com algumas lições que os eleitores das muitas cidades brasileiras depositaram nas urnas. Uma delas é esta: impeachment não é golpe, o impeachment de Dilma não foi golpe. Vejam que os partidos que apoiaram o impeachment foram amplamente referendados pelo sufrágio universal da Democracia. O discurso do "golpe", além de mentiroso, tem se mostrado altamente contraproducente para os mentirosos que dele fazem uso: estão todos afundando politicamente. Lula, por exemplo, que elegia qualquer poste pelo Brasil afora, não elege mais nem o próprio filho dentro de casa; em São Bernardo.

Enfim, o PT caminha para o fim; mas não precisa ter pressa.

domingo, 18 de setembro de 2016

Por mais que Lula seja ladrão...

rocha100.blogspot.com.br

Lula é um político demagogo, mentiroso e embusteiro. Seus discursos são rasos, lastreados pela ignorância, descambando muitas vezes para a vulgaridade mais chula. Contudo, tem quem goste. Uma filósofa marxista-petista chegou a dizer que "quando Lula fala, o mundo se ilumina". A última iluminação de Lula está dando muito o que falar. Recordemos a pérola já de todos conhecida, pronunciada em reação a mais uma denúncia de crimes de corrupção feita contra ele por procuradores da Lava Jato:

“Eu, de vez em quando, falo que as pessoas achincalham muito a política. Mas a profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir para a rua encarar o povo, e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e está com emprego garantido o resto da vida. O político não. Ele é chamado de ladrão, é chamado de filho da mãe, é chamado de filho do pai, é chamado de tudo, mas ele tá lá, encarando, pedindo outra vez o seu emprego”.

As redes sociais estão estraçalhando essa fala destrambelhada, estúpida, indecente; onde, além de afirmar a honestidade de políticos ladrões, Lula ofende os funcionários públicos concursados. Impulsionados pelas redes sociais, comentaristas independentes da grande imprensa também começaram a destacar a grossa estupidez do "iluminado". Já os comentaristas mortadelas estão inibidos, fogem do assunto e se fixam em ataques aos procedimentos dos procuradores da Lava Jato.

Realmente, está ficando difícil. Mas os mortadelas têm a casca dura. Por mais que Lula seja ladrão, por mais que se prove que Lula é ladrão, mesmo Lula defendendo a honestidade de políticos ladrões em discurso público; ainda assim, Lula continuará contando com sua multidão de deslumbrados, com seu séquito de idólatras, com seu exército de fanáticos. Todavia, essas legiões lulistas estão diminuindo, minguando. Ao fim, restará a Lula pagar na Justiça pelos seus crimes. Aos lulistas fanáticos e cúmplices restará entoar o brado de "Lula, guerreiro, do povo brasileiro"; como fizeram com Zé Dirceu, com Delúbio, com Vaccari e com outros chefes petistas devidamente processados, julgados, condenados e presos. Aos lulistas deslumbrados e inocentes, espero que reste um esforço de libertação; e que se libertem.



quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Khmer Vermelho, Venezuela e as boas intenções dos marxistas e mortadelas

rocha100.blogspot.com.br

A economia planificada é fundamento do socialismo marxista e, desde a Revolução Bolchevista de 1917 na Rússia, já foi muito experimentada. Essa planificação inclui o trabalho forçado aonde o governo determinar. O marxismo, desde o século XIX, garante que o socialismo-científico haverá de levar a classe trabalhadora ao paraíso, mas antes ela será obrigada pelos marxistas a passar por todos os círculos do inferno. Na Venezuela, o Socialismo do Século XXI, inaugurado por Hugo Chávez e agora chefiado por Nicolás Maduro, após devastar o país com variadas desgraças, pretende, como solução para a desgraça da fome, que as indústrias enviem operários para o trabalho no campo, nas lavouras. Essa interessante receita de planificação já consta do Manifesto Comunista, de Marx e Engels, como a oitava de 10 medidas a serem adotadas após a implantação do governo revolucionário "do proletariado": "8. Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura". Esse item mereceu depois, na tradução de 1888 do Manifesto para o inglês, um comentário complementar de Engels: "Combinação da agricultura com as indústrias manufatureiras; abolição gradual da distinção entre a cidade e o campo, mediante uma distribuição mais eqüitativa da população pelo país". (Manifesto Comunista. Editorial Vitória). Essa é uma receita segura para o regime de servidão. Servidão e morte. No Camboja, por exemplo, em poucos anos, de 1975 a 1979, o regime do Khmer Vermelho, comandado por intelectuais marxistas fervorosos como Pol Pot e Khieu Samphan, na sua linha de planificação, deslocou populações das cidades para o trabalho forçado no campo. A intenção era boa. O resultado foi o extermínio, pelas formas mais cruéis, de cerca de 2 milhões de pessoas (mais ou menos um terço da população do país). Esse genocídio foi amplamente documentado e sobre tamanha tragédia refletiram muitos estudiosos, como R. J. Rummel, autor de Death by Government. Em artigo publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil, Rummel, tomando como exemplo o Khmer Vermelho, fala precisamente das boas intenções dos marxistas. Vale reproduzir o seguinte trecho: 

"O Khmer Vermelho — comunistas cambojanos que governaram o Camboja por quatro anos — fornece algumas constatações quanto ao motivo de os marxistas acreditarem ser necessário e moralmente correto massacrar vários de seus semelhantes.  O marxismo deles estava em conjunção com o poder absoluto.  Eles acreditavam, sem nenhuma hesitação, que eles e apenas eles sabiam a verdade; que eles de fato construiriam a plena felicidade humana e o mais completo bem-estar social; e que, para alcançar essa utopia, eles tinham impiedosamente de demolir a velha ordem feudal ou capitalista, bem como a cultura budista, para então reconstruir uma sociedade totalmente comunista". 

Não creio que o socialista bolivariano Nicolás Maduro consiga levar a cabo seu projeto de servidão planificada e tenho confiança que o chavismo será banido da Venezuela em breve, pois já está caindo de podre. Cabe lembrar que o Socialismo do Século XXI foi adotado por muitos marxistas brasileiros e é, um tanto, horizonte do PT; que caiu de podre, mas quer voltar ao poder. O PT, se não é declaradamente marxista, é coalhado de marxistas. Outros partidos, declaradamente marxistas-leninistas (bolchevistas), tornaram-se satélites do PT e compõem a Aliança Mortadela na campanha para trazer o PT de volta ao poder dizendo que o impeachment de Dilma "é golpe". Não acredito que Dilma volte e espero que não volte. Hoje, quinta-feira/04/08, a Comissão de Impeachment do Senado aprovou por 14 a 5 a pronúncia da presidente afastada por crime de responsabilidade. Tudo indica que o velório do volume morto vai ser concluído com o devido enterro, e não com o retorno dos zumbis. Todavia, se marxistas e mortadelas chegarem ao poder com a volta de Dilma, sempre haverá o consolo das suas boas intenções.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Volta de Odorico Paraguaçu e o Grande Teretetê de 31 de Julho

rocha100.blogspot.com.br


Dia desses, gravei uma conversa ao telefone que me parece deva ser compartilhada:

- Alô! Quem fala?
- Aqui é o Odorico Paraguaçu.

Pois é isso mesmo. Fiquem vocês sabendo que Odorico Paraguaçu não morreu coisa nenhuma. Aqueles acontecimentos que abalaram a cidade de Sucupira, a morte nas mãos do pistoleiro Zeca Diabo e o enterro pomposo, tudo aquilo foi armação. A verdade é que, metido até o pescoço em falcatruas, o prefeito Odorico teve notícia de que estava em curso uma tal Operação Lava Rato e resolveu sumir do mapa. Armou a trama com Zeca Diabo, passou por morto, fez todo mundo de besta, inaugurou o cemitério e se escafedeu para os Estados Unidos, onde mora até hoje, na Flórida, cidade de Orlando, no mesmo condomínio do Sílvio Santos.

Odorico queria saber de mim se a manifestação do próximo domingo, 31 de julho, está confirmada. Bem, é melhor continuar reproduzindo o diálogo:

- Amigo Odorico Paraguaçu, que surpresa! Mande as ordens.
- Nobre amigo Washington Rocha, estimaria saber se o manifestamento apoteótico para defenestração terminativa e conclusória da Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff nas conformitudes jurisprudenciais do impichamento derrogatório está confirmado para domingo próximo, dia 31 de julho.
- Confirmado. Nas capitais e muitas outras cidades, inclusive em Sucupira, em frente ao Cemitério Público, aquele que o nobre amigo construiu quando foi prefeito e inaugurou quando foi defunto. O amigo vai comparecer?
- Comparecerei duplamentemente. Fazer-me-ei presente no manifestamento "Fora Dilma!", dos coxinhas, e no manifestamento "Volta Dilma!", dos mortadelas; tudo mesmamente no mesmo dia. Vai ser um Grande Teretetê.
- Seja bem-vindo, Odorico. Mas o nobre amigo não teme ser preso se voltar ao Brasil? A Operação Lava Rato lá de Sucupira foi desativada, mas tem agora uma tal de Operação Lava Jato que é o pavor dos corruptos.
- Oxentemente!, o nobre amigo Rocha está desfazendo do amigo Paraguaçu? Nuncamente Odorico Paraguaçu se meteu em coisas de corruptismo. Mesmamente houvesse praticado tais cometimentos delituosos, tais crimes corruptistas estariam já prescritos, proscritos e preclusos. Os pratrasmentes não contam mais; prafrentemente, de alma lavada e enxaguada, sou ficha limpa e alvejada.
- Então vem pra rua, amigo Odorico. Aqui em João Pessoa, o manifestamento apoteótico dos coxinhas, como diz o amigo, será no Busto de Tamandaré.
- Local otimamentemente escolhido, na formosura ensolarada da Praia de Tambaú, que eu frequentementemente frequentei nos verdes anos vadios da minha mocidade, antes dos atarefamentos da minha sacrificosa devoção política. Entrementemente, gostaria, todavia, que o amigo me informasse o espaço logradouro do manifestamento dos mortadelas, de que também tive notícia.
- Isso eu não sei. Tenho, porém, alguns amigos mortadelas, cordiais adversários, que me podem informar. Mas o nobre amigo, eterno prefeito sucupirano, vai aos manifestamentos aqui em João Pessoa ou em Sucupira?
- Dever-me-ei fazer presente nas duas lindas cidades, pois viajo no meu jatinho supersônico, modelo de última geração aviônica, o Super-Sucupira I.
- O amigo está bem de vida. Se mal pergunto, o nobre prefeito, que não é mais, vive de quê?
- Pergunta bem, nobre amigo Rocha. Depois que deixei a prefeitura de Sucupira, por aqueles modos precipitados, rocambolescos e novelosos, adentrei-me ao ramo das consultorias, onde muito tenho progredido, progressionado e prosperado; sobejamentemente requisitado que sou devidamentemente ao meu vasto know-how político e administratório.
- De fato, é um bom negócio, esse das consultorias. No Brasil, tornou-se especialidade de ex-ministros.
- Também profiro palestras remuneradamentemente compensatórias. Não tenho do que me queixar. Aliasmente, nunca fui um negativista para andar com queixamentices; sou um positivista. E como dizia o grande Augusto Comte,  os negativistas vivem parados e paralíticos nos pratrasmentes sombrios do passado que já passou, enquanto os positivistas constroem destemerosamentemente os prafrentementes deslumbrantes do futuro que brota do presente arrombando as madrugadas e anunciando as alvoradas das manhãs radiosas iluminadas pelo sol clarificante da sábia sabedoria popular que diz: "Sai da frente que atrás vem gente".
- Eita, Odorico, como você fala bonito! Tinha mesmo de ficar rico com palestras tão bacanas. E por falar em palestras, o nobre amigo, que é do ramo, assistiu aí nos EUA alguma palestra do ex-presidente Lula?
-  Não apenasmente assisti, eu e meu amigo Luiz Inácio proferimos, juntos em dupla e duetando em duas vozes sonoras e roucas, memoráveis palestras recompensativas e remoneratórias, uma delas no Madison Square Garden de Nova York, com casa lotada, botando pelo ladrão. Foi, aliasmente, com o dinheiro honestamente ganho nessa palestra, com o suor da minha voz, que comprei o Super-Sucupira II e minha mansão de veraneio em Malibu.
- É realmente formidável esse negócio das palestras, melhor ainda do que o negócio das consultorias. Porém, amigo Odorico, voltando ao assunto das manifestações do dia 31, ainda não entendi sua vontade de participar nos dois lados. Afinal, você é coxinha ou você é mortadela?
- Antesmente de tudo, sou um democratista juramentado. O maismente importante é que todos desembuchem, desafoguem e digam expressamentemente o que lhes der na telha, e quem tiver telhado de vidro que se espatife no chão. É preciso soltar a voz nas estradas, como diz meu amigo Milton Nascimento. Para salvar o Brasil defendo o Grande Teretetê Cívico. Aliasmente, sou um democratista ruibarbosista, fervorosamentemente confiante na força das ideias e das palavras para os engrandecimentos da Pátria e orgulhamentos da Nação. Todavia, contudo e entretanto, como saco vazio não para em pé e muito menos fala, estou enviando carregamentos de toneladas de coxinha e mortadela para alimentar ambos os dois lados do Grande Teretetê. Os combatentes, famintos de ideais, podem ficar também famintos no bucho. Mando esses macios manjares como adjutório desinteressadístico e imparcioso na promoção do bom debate.
- Muito bem, Odorico. E ainda tem gente que fala mal de você.
- Quem fala mal de mim é a oposição negativista e maucaratista que diz que sou um reacionarista larapista. Se tem uma coisa de que eu me orgulho nesse país para onde vou voltar é que não tem nesse país uma viva alma mais honesta do que eu. E eu sou meio socialista, emboramente não da ponta esquerda... do meio campo, caindo pra direita.
- Tá explicado. Mas o que ainda não entendi é se você quer que Temer fique ou quer que Dilma volte.
- Explicar-me-ei mesocliticamente, coisa que o Excelentíssimo Senhor Presidente Michel Temer faz muito bem, talqualmente fazia-lo meu querido, saudoso e catedrático vernaculista Presidente Jânio Quadros. Aprecio por demais tanto o Temer quanto a Dilma. Os dois perlustram com descortinada sapiência o quadro nacional e sobejamentemente exemplificam sagas edificantes. Meu amigo Temer, se não fosse tão merecedor, não mereceria ter casado com uma donzela tão belamentemente proporcionada e tão gentilmentemente prendada. Aliasmente, aconselho como acautelatório aos varões de idade, igualmentemente somos eu e o Temer, a união com jovens donzelas, verdadeira fonte de juventude e vigor trepidante e extrapolante. O Temer tem energia para levantar o Brasil. Merece ficar.
- Mas se o Temer fica, como fica a Dilma?
- Que uma coisa seja construtivista e positivista não implica, necessariamentemente, que a outra seja desconstrutivista e negativista. Minha amiga Dilma é uma mulher sapiens incompreendida. Veja aquela sapiência da estocagem dos ventos, de que muitos desapetrechados de sensatismo fizeram troça e mangação, como se fosse novidade impossível de processamento tecnologístico e industrioso. Ora, quando fui prefeito lá em Sucupira já estocava vento e exportava para os Estados Unidos, com grandes lucros compensatórios para o erário municipal.
- E lá nos Estados Unidos não tinha vento?
- Ter, tinha. Mas de má qualidade em muitas regiões, sendo o vento ianque de boa qualidade pessimamentemente distribuído, provocando desigualdades ecologísticas e colocando perigosamentemente em risco o equilíbrio ambiental democratístico do Marlboro Country. Enquanto isso, o vento de Sucupira era limpinho e transparente; queria que você visse. Posso afirmar peremptoriamentemente que eu, Odorico Paraguaçu, neto de Firmino Paraguaçu e filho do Coronel Eleutério Paraguaçu, salvei a democracia na Terra do Tio Sam com a exportação de vento estocado. Se a Dilma voltar, certamentemente e sem dúvida, irá enriquecer o país exportando vento estocado; agora, especialmente para a China, onde o ar já está pastoso de tão poluído.
- Gostei de ver. Além de ser democratista juramentado e meio socialista, o amigo Odorico tem preocupações ambientais. Desse jeito, se ficar no Brasil e não for preso, pode ser candidato a Presidente da República em 2018.
- O preclaro amigo Rocha descortinou meus desideratos longitudinais. Sempre vi longe, cogitei ergo sum, que nem o Descartes, matutei voltar e nunca iria enviar navios carregados de coxinha e mortadela para tão distante sem um propósito. Sou altruístico e desinteressadístico; não obstantemente, sou, ao mesmo tempo, proposístico. Tudo na vida é regido por propósitos. Os meus são engravidados de bons intencionamentos meritórios e generosistas. Fui obrigado a me escafeder de Sucupira por causa da perseguição odienta e raivosista da imprensa marronzista, mas voltarei ao Brasil nos braços do povo. Sou candidato a Presidente e já tenho slogan, que mandei meu marqueteiro fazer, quando ele ainda estava solto: "O BEM-AMADO VOLTOU!". Vamos botar de lado os entretantos e partir pros finalmentes: conto com o voto dos coxinhas e dos mortadelas: uma vez eleito os unirei na minha coligação política, governamentosa e administratícia, com cargo pra todo mundo. Viva o Brasil!  
- Viva o Brasil! João Pessoa está de braços abertos para receber Odorico Paraguaçu neste domingo, dia 31 de Julho, no Busto de Tamandaré, na manifestação dos coxinhas. E quando estiver com nossos adversários mortadelas (adversários, não inimigos), diga a eles, amigo Odorico, que enviamos nossos respeitos. No Grande Teretetê da Democracia tem espaço para todos; só não vale agredir, quebrar, destruir, tocar fogo e cuspir. Violência não pode não; mesmo adversários, somos todos irmãos.
- É com o coração pejado de extrapolante e dinamitosa alegria que ansiosamentemente espero rever a minha Pátria Bem-Amada.
- É isso aí, amigo Odorico. Pela Pátria vale a pena lutar. Vamos lá!
31/7 EU VOU!