Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Domingo 26/O Povo Nas Ruas: O Brasil não será Venezuela
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
O impeachment de Dilma Rousseff, o "mortadelismo histórico" de Chico Buarque e a violência fascistóide do lulopetismo agonizante
"Julgamento da história" é uma figura de retórica. A rigor, a história não julga, sempre quem julga são homens; e são os homens que fazem a história. A esquerda marxista, autoritária, fetichizou essa figuração, usando-a para validar numa instância distante no futuro quaisquer atos no presente, por mais repulsivos que possam ser. O marxismo é um ateísmo que se transformou em religião perversa; uma religião sem Deus, substituído ora por déspotas idolatrados, ora por fetiches como "o partido", "o determinismo econômico", "a história". O fetiche marxista da "história", ora reivindicado pela esquerda mortadela brasileira, foi expresso em música pelo grande compositor Chico Buarque de Holanda, um mortadela de luxo: "A história é um carro alegre / Cheio de um povo contente / Que atropela indiferente / Todo aquele que a negue".
Para os marxistas revolucionários, os que "negam a história" são todos aqueles que contrariam sua doutrina de ódio e violência. Por essa certeza histórica, os revolucionários marxistas atropelaram indiferentes, esmagaram, exterminaram milhões de pessoas: na Rússia, na China, no Cambodja... Parte desse "determinismo histórico" foi para o lixo com o fim do império totalitário soviético, mas continua atropelando em regimes como o da Coreia do Norte, sob o comando do risonho e alegre ditador Kim Jong-un. Mais perto do Brasil, na Venezuela, o "Socialismo do Século XXI" está atropelando indiferente num carro conduzido pelo fascista podre Nicolás Maduro. No Brasil, o "mortadelismo histórico" de Chico Buarque invadiu o plenário do Senado, onde o compositor foi acompanhar o impeachment da ex-presidente mortadela Dilma Rousseff. A tropa de choque mortadela no Senado, comandada por Lindbergh Farias, ameaça os adversários com o "julgamento da história", sem nenhuma preocupação com o julgamento nos tribunais inferiores e no STF de companheiros envolvidos "em tenebrosas transações". E aproveitam para insuflar os militantes mortadelas, que após o impeachment de Dilma foram para as ruas quebrar, arrebentar e tocar fogo, naquela receita de violência típica de bolchevistas e fascistas. A própria mortadela cassada, que foi um desastre como presidente, revelou-se uma fogosa amotinadora, inflamando a militância de um lulopetismo já agonizante. Já o chefe-maior mortadela, o Lula, anda acabrunhado, prostrado, desanimado e triste; talvez desconfiado que o julgamento da Justiça brasileira lhe seja adverso, por mais confiança que os mortadelas possam ter no "julgamento da história".
domingo, 12 de junho de 2016
Autoritarismo, a face semi-oculta do lulopetismo - ou, mirem-se na Venezuela
Numa engenhosa articulação que juntou esquerdistas marxistas com direitistas fisiológicos, o PT construiu o esquema político mais corrupto da história do Brasil: o lulopetismo, que comandou o país por 13 anos. Isso, a maior parte da população sabe; a outra parte finge que não sabe, ou tenta minimizar, dizendo que outros também roubaram, roubam e roubarão (e isto é verdade; porém, roubar como o lulopetismo, nem o ademarismo e o malufismo conseguiram). A corrupção é a face escancarada e escandalosa do lulopetismo. A outra face, o autoritarismo, tem merecido menor atenção da opinião pública, embora tenha sido por diversas vezes exposta e seguidamente denunciada. É preciso insistir nessa denúncia, enfatizar essa denúncia, martelar essa denúncia. É preciso entender que a corrupção lulopetista serviu, principalmente, ao projeto de poder autoritário do PT. Apesar de vários ensaios, o projeto não se consumou. Mas o PT não desistiu: para consumá-lo quer o retorno de Dilma à presidência. Ter ideia de qual seria o resultado da consumação de tal projeto não é difícil, basta olhar para a Venezuela, onde foi consumado o projeto modelo do autoproclamado Socialismo do Século XXI, também conhecido como chavismo ou bolivarianismo. O regime fascista do podre Nicolás Maduro tem apoio declarado do PT. O regime implantado por Hugo Chávez tem servido de inspiração ao PT e, de modo geral, à esquerda marxista brasileira (coitado de Marx, nem ele merece). Outro regime pelo qual o PT morre de amores é a ditadura de meio século dos Castros, em Cuba. Tem também a ditadura dinástica da Coreia do Norte, louvada pela ala stalinista do lulopetismo.
Muitos são os que têm denunciado o autoritarismo do PT. No momento, quero destacar o jurista Ives Gandra Martins, que no artigo "O PT incompatível com a democracia" apanhou o partido chefiado por Lula e presidido por Rui Falcão em flagrante delito de autoritarismo. Procurem para ler na íntegra; baste aqui a reprodução dos parágrafos iniciais:
O PT incompatível com a democracia
(artigo publicado originalmente em O GLOBO, edição de 27 de maio de 2016)
Li, com muita preocupação, a “Resolução sobre a conjuntura” do PT, análise ideológica, com nítido viés bolivariano, sobre os erros cometidos pelo partido por não ter implantado no Brasil uma “democracia cubana”.
Em determinado trecho, lê-se:
“Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”.
De rigor, a ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado pro domo sua e subordinação a seus interesses e correligionários, as Forças Armadas, o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa.
O que mais impressiona é que o desventrar da podridão dos porões do governo petista deveu-se, fundamentalmente, às três instituições, ou seja, imprensa, Ministério Público e Polícia Federal, que, por sua autonomia, independência e seriedade, não estão sujeitos ao controle dos detentores do poder. [...]. Ives Gandra da Silva Martins
Essa referida pérola de sinceridade autoritária, constante da Resolução do Diretório Nacional do PT de 17/05/2016, passou a ser escondida pelos petistas e amplamente divulgada e comentada pelos adversários do PT e do autoritarismo em geral. É o que faço. Acrescento que o sequestro do Estado pelo partido, a subordinação das instituições aos interesses doutrinários do partido no poder, é a substância mesma do nazifascismo. Foi assim na Itália de Mussolini, foi assim na Alemanha de Hitler. Com adaptações cucarachas, essa história se repetiu na Venezuela; mas o fascismo chavista já apodreceu e está bem perto do fim. Não permitiremos que o autoritarismo venha apodrecer o Brasil. A resposta democrática à tentativa de retorno do regime corrupto-autoritário lulopetista será dada nas ruas, na mega manifestação de 31 de Julho.
31/7 EU VOU!
domingo, 22 de maio de 2016
O "moderno Príncipe", o "Pai Nosso" chavista, Nicolás Maduro "louco como uma cabra" e o lulopetismo no volume morto
Foi amplamente noticiado o diagnóstico de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, sobre Nicolás Maduro, presidente da Venezuela: "Está louco como uma cabra". Só para relembrar: incomodado com algumas críticas na questão do referendo revogatório, Maduro havia acusado o uruguaio Luis Almagro, secretário-geral da OEA, de ser agente da CIA. Almagro também respondeu a Maduro, dizendo que se o governante venezuelano impedir o referendo revogatório será "mais um ditador". Pouco antes dessa quizila, Maduro havia acusado um "golpe de Estado" no Brasil.
O louco, como se sabe, afirma inverdades e nelas acredita. O mentiroso as afirma sem ser preciso que acredite. O mentiroso político mente por conveniência. No caso de Maduro, é possível que seja mentiroso e louco. Ou seja, talvez afirme algumas mentiras sem nelas acreditar e afirme outras acreditando dizer a verdade. O sucessor de Chávez conta suas conversas com o ídolo defunto; este em forma de "pajarito". Pois vejam que é mais fácil a conversa do "pajarito" ser verdade do que Almagro ser agente da CIA ou o processo de impeachment de Dilma ser um golpe.
Vejamos o caso do impeachment de Dilma. Se fosse golpe de verdade, como foram os golpes militares no Brasil e no Chile, Dilma deveria ter se exilado, como fez Jango, ou resistido de arma em punho, como fez Allende. Que nada! Dilma está no Palácio da Alvorada, curtindo as nababescas mordomias concedidas pelo governo "golpista".
A mentira deletéria, extrema, é loucura ou crime. Espantoso não é que o louco fale loucuras e que o criminoso diga mentiras; espantoso é que pessoas sãs acreditem em tais loucuras e mentiras. A esquerda chavista, autoproclamada bolivariana (insulto ao Libertador), tem usado a mentira como estratégia para chegar ao poder e permanecer no poder; e a mentira tornou-se seu modo de ser. Isso vem da herança bolchevista e nazifascista, onde a mentira conveniente termina por ser assimilada como verdade. As alucinações de Maduro não são propriamente pessoais, são antes institucionais, avalizadas pelo partido chavista, o PSUV. Vejam que esse partido criou um novo "Pai Nosso", que reza assim:
"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"
No Brasil, o partido que melhor representa o chavismo é o PT, cujo ídolo é Lula. É possível que os lulopetistas venham a criar um novíssimo "Pai Nosso": "Lula nosso que estás no céu...etc". A maior escola de bajulação aos líderes foi imposta pelo tirano comunista Stálin na extinta URSS, já com toques de religiosidade. Todavia, o fervor totalitário chegou à sua mais alta expressão doutrinária pela mão de um comunista encarcerado, Antonio Gramsci, que de dentro do sofrimento das prisões fascistas na Itália de Mussolini escreveu os "Cadernos do Cárcere". Hoje em dia, no Brasil, Gramsci é a principal referência da esquerda marxista, que, em grande parte, compõe o lulopetismo. Eis a passagem mais conhecida da doutrina de Gramsci:
“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa de fato que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe e serve ou para aumentar seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.
O "moderno Príncipe", no caso de Gramsci, era o Partido Comunista Italiano. Em cada caso particular, será um tipo de partido comunista, com qualquer denominação, ao qual o fanatismo político conduzir a desditada pessoa. Geralmente, o domínio comunista termina por ser unipessoal; do líder, os demais fanáticos serão servos. Com propósitos de exorcismo, já citei inúmeras vezes essa alucinação infernal, esse tipo de oração diabólica de Gramsci, e me parece sempre claro que quem a ela se submete, quem se prostra no altar do "moderno Príncipe", mentirá como quem reza e será capaz de todos os crimes: "louco como uma cabra". Esse é o estágio atual não só de Nicolás Maduro, mas dos militantes que rezam o "Pai Nosso" chavista, dos fanáticos lulopetistas que aceitam qualquer ordem do Lula e que estão indo junto com o ídolo para as profundezas do volume morto.
O alerta de José Mujica sobre a loucura de Nicolás Maduro foi providencial, sendo de lamentar apenas que tenha relacionado as inocentes cabras com um cabra tão safado. Logo as cabras, bichos tão mansos, como celebrados no esplêndido "Soneto de Babilônia e Sertão", do grande Ariano Suassuna.
domingo, 1 de maio de 2016
"Macarthismo tropical" e outras violências da corrupção lulopetista: cuspe, escracho, ameaças, sabotagem...
Uma pessoa minha amiga, arguta observadora da crise em que o governo do PT afundou o Brasil, recomendou-me o artigo "Macarthismo tropical" de Fernando Schüler. Fui ver. Com o brilhantismo costumeiro, o articulista trata da sórdida tentativa de interdição intelectual, de censura à palavra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Como noticiado, FHC foi convidado para debater com seu colega Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile, no Congresso da Latin American Studies Association (Lasa), no final de maio em Nova York. Como também noticiado, um grupo de professores e intelectuais do entorno lulopetista tomou a iniciativa de enviar uma carta à Lasa difamando o ex-presidente brasileiro e solicitando que o mesmo fosse desconvidado. É algo tão estúpido que custa crer. Schüler considera que a coisa é de um ridículo sem limites e, com inteira propriedade, chama a iniciativa infeliz de "Macarthismo tropical". Estendo a recomendação que me foi feita para leitura do excelente Fernando Schüler e passo a outras violências da corrupção lulopetista; antes, porém, um curto comentário: não é apenas no ridículo que o lulopetismo não tem limites.
A corrupção lulopetista não deve ser entendida apenas no sentido estrito da corrupção do dinheiro, propina. Como se fosse um "moderno Príncipe", o lulopetismo corrompeu "todas as relações de costume". Vejam que o mais novo argumento dos lulopetistas no debate político é o cuspe. Essa prática nojenta faz parte do escracho, que é um ritual de humilhação pública, um tipo de violência contra opositores historicamente usado por bolchevistas e fascistas. Os rituais de humilhação pública serão tão mais vastos e violentos quanto maior for o poder de quem humilha.
Parêntese: recomendo o excelente artigo "Respeito ao contraditório", do empresário e jornalista Roberto Cavalcanti, que trata dessa novidade do cuspe argumentativo, inclusive revelando que essa violência sebosa está chegando em João Pessoa, com o "Movimento Eu Cuspo Sim".
Caminhando para o fim de um poder de 13 anos, no desespero, o lulopetismo, na sua fase jararaca, vai abandonando qualquer verniz de civilidade democrática e parte para ameaças de violência, prometendo sabotar o futuro governo, sem qualquer preocupação de trazer maiores desgraças ao povo brasileiro. O PT pretendia um poder prolongado, algo como o "Reich de Mil Anos" pretendido pelos nazistas. Não deu certo para os nazistas e não está dando certo para os petistas; então, a frustração é imensa, o que os torna muito perigosos. Movimentos apelegados pelo PT já interditam estradas com fogo; e intentam levar o fogo da violência além, numa rota de destruição.
Resumindo: prestes a ser afastado do poder, o lulopetismo reage pela via de práticas fascistas - radicalizando algumas que já usava e avançando por outras - e se vai tornando naquilo que pratica.
domingo, 24 de abril de 2016
A abominável República da Jararaca e suas ameaças tardias
Lula da Silva proclamou a República da Jararaca em 4 de março do corrente ano de 2016; sendo esta República venenosa a tentativa desesperada de continuação de 13 anos de poder do lulopetismo, largo arranjo político sustentado, principalmente, pela aliança da esquerda autoritária com a direita fisiológica, sob o guarda-chuva da corrupção.
Acuado pela Justiça, levado coercitivamente pela Polícia Federal para depor, Lula reagiu com ofídico furor, avisando: "a jararaca tá viva". A partir daí, foram tomadas algumas providências peçonhentas. A presidente Dilma nomeou o chefe Jararaca ministro da Casa Civil, mas a Justiça entendeu que a intenção era dar ao chefe a proteção de um covil; e, provisoriamente, o impediu, quebrando uma presa da serpente. Porém, o astuto réptil, montou em um hotel de luxo em Brasília, o Golden Tulip, a sede do governo Jararaca, cuja prioridade era evitar a aprovação do impeachment de Dilma na Câmara Federal, comprando deputados. Não deu certo, como todo mundo viu. Inclusive, consta que Tiririca fez Lula de palhaço. O nobre deputado teria ido conversar com Lula no covil do Golden Tulip, mas na hora do voto, para alegria da galera, declarou: "Meu voto é SIM!".
O chefe Jararaca abandonou o covil do Golden Tulip e continua sem poder assumir o covil da Casa Civil. Não deverá assumir nunca, pois, certamente, o processo de impeachment de Dilma será aberto no Senado daqui a três semanas e a presidente será afastada provisoriamente; para, depois de alguns meses, tudo indica, ser afastada definitivamente.
Enfim, abominada pela grande maioria da população e jugulada pelas instituições democráticas, a República da Jararaca não tem futuro. Mas não deixará de reagir para preservar seu espúrio poder. Nesta tentativa, os reacionários jararacas dão o bote da mentira, repetindo a cretinice de que o impeachment de Dilma é "golpe"; mentira que a presidente não teve coragem de sustentar perante a ONU. Os jararacas dão também o bote das ameaças temperadas com violência: organizações satélites do PT no âmbito da esquerda autoritária promovem "escrachos"; movimentos pelegos interditam ruas e queimam pneus; dirigentes petistas e dirigentes da esquerda autoritária do entorno do PT ameaçam com sangue e fogo. Ainda em setembro de 2015, vociferava o deputado petista João Daniel: "Esse impeachment terá gosto de sangue". Em março passado, Guilherme Boulos, do MTST e aliado do PT, disse que, caso o vice-presidente assuma, "o Brasil será incendiado por greves e ocupações". Agora, depois que o processo do impeachment chegou ao Senado, Roberto Policarpo, presidente do PT do DF, confirma a ameaça: "O Temer não vai governar este país com um dia sequer de sossego. Se o Senado não barrar o golpe, nós vamos parar ele nas ruas".
São ameaças tardias. Com o lulopetismo completamente desmoralizado pela corrupção, com vários dos seus dirigentes condenados pela Justiça, com o tesoureiro preso, com o marqueteiro preso, com o nº 2 preso, com o nº 1 em vias de ser preso, no fim de um desgoverno que desgraçou o país; neste melancólico ocaso, a República da Jararaca é um antro de serpentes de dentes quebrados e podres. E, ainda que essas serpentes lulopetistas tivessem maior poder, os defensores da ordem democrática, que foram às ruas, milhões de pessoas, haveriam de enfrentá-las.
As serpentes do mal do autoritarismo e da corrupção serão pisadas na cabeça, repelidas, derrotadas. A Liberdade vencerá! A Nação prevalecerá!
Viva o Brasil!
domingo, 17 de abril de 2016
Hoje, domingo, 17/04, o Povo nas ruas e os deputados na Câmara Federal haverão de pisar na cabeça da jararaca lulofascista
Junto com a corrupção, o uso intenso, extenso e permanente da mentira é a marca mais forte do lulopetismo. Na presente disputa em torno do impeachment da presidente Dilma, insiste o lulopetismo, da forma mais despudorada, na mentira de que o processo do impeachment, ora em curso, é golpe. Seguem nisso a instrução do nazista Goebbels: "uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade". Todavia, essa recomendação imunda nem sempre funciona. Para que funcione é preciso que da parte dos opositores haja a timidez ou o silêncio. Não está sendo o caso, porque, pelo pronunciamento de destemidos opositores - nas ruas, nas redes sociais, no Congresso Nacional - o bordão nazipetista foi desmascarado; precisamente porque não vai ter golpe, vai ter impeachment.
Hoje, domingo, 17/04, o Povo nas ruas e os deputados na Câmara Federal haverão de pisar na cabeça da jararaca lulofascista, na primeira grande batalha do impeachment. E o Povo deverá permanecer mobilizado até a batalha final no Senado.
Fora Dilma! Fora Lula! Fora PT! Impeachment Já!
segunda-feira, 21 de março de 2016
Lulofascismo
rocha100.blogspot.com.br
"Todo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste. Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer "Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social".
A citação acima foi retirada de artigo publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil por Lew Rockweel, libertário norte-americano e presidente do referido Instituto. No Brasil é assim. Ninguém se declara fascista, mas usar o termo para desqualificar adversários é tática recorrente na luta política. O lulopetismo é a corrente política que mais usa desse expediente, acusando de "fascista" todos os que contrariam seus interesses. Porém, no Brasil, o lulopetismo é o que existe de mais parecido com o fascismo. Aliás, a tática de desqualificação de adversários usada pelo lulopetismo é coisa tipicamente fascista. Por essa e outras, o lulopetismo candidata-se a ser acusado daquilo que, com a mais absoluta leviandade, acusa os adversários; podendo passar a ser chamado de "lulofascismo".
Vamos a outras. A questão do Estado. É consabido que o Estado forte é eixo da doutrina fascista, como exposto pelo próprio fundador, o ditador italiano Benito Mussolini: "Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado". Até hoje, na história do Brasil, três foram os regimes que cultuaram o Estado forte: a ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas; a ditadura militar; o lulopetismo, no poder desde 2003.
A questão do "chefe carismático". Vejamos dois parágrafos do artigo "Liderazgo de un jefe carismático", colhido na conceituada Revista digital de Historia y Ciencias Sociales:
"Los fascismos trataron de conseguir la armonía social bajo la benefactora acción de un jefe ("duce, führer, caudillo"). Sin su liderazgo, la naturaleza amorfa de las masas desembocaría en el desgobierno y el caos".
[...]
"Ante el líder solo restaba actuar con una fe ciega expresada a través del culto a la personalidad. Además de su papel dirigente, la misión de jefe era servir de guía del pueblo, ejerciendo sobre él una labor benefactora y paternal".
Daí, passamos para uma análise rápida das relações do chefe do lulopetismo com seus seguidores, a partir de um flagrante excepcional, que foram as conversas telefônicas de Lula gravadas na Operação Lava Jato. Essas conversas revelaram, além de afrontas às instituições democráticas, a natureza autoritária, inescrupulosa e debochada do chefe petista. E, ainda mais, revelaram a subserviência dos seus chefiados, que, de modo geral, colocaram-se entre a veneração e o medo; inclusive a presidente Dilma Rousseff. Enquanto, em conversa com a presidente, em tom de voz agressivo, Lula chamava as Cortes de Justiça e o Congresso Nacional de "acovardados", Dilma não reagia; e, como presidente da República, tinha a obrigação de reagir. Um ministro, coitado, se fez de morto para não ter que avalizar as cretinices do chefe. Um outro, dócil, repetia: "É isso! É isso!". Um senador fez juras de amor. Alvos da linguagem chula e ofensiva de Lula, algumas mulheres, geralmente destemidas, não reclamaram, pelo contrário, justificaram as ofensas e continuaram adulando o chefe.
"Il Duce", "Der Füher". O chefe, o líder. Essa é a peça chave dos esquemas de poder personalista. Em torno desse chefe audacioso e inescrupuloso, forma-se um círculo de ferro de subchefes bajuladores que serão tão inescrupulosos quanto o chefe e por ele farão todos os sacrifícios; começando pelo sacrifício da honra. Foi assim com o fascista Mussolini, foi assim com o nazifascista Hitler. O fanatismo bajulatório em torno de Lula é coisa tipicamente fascista. A mentira, a mistificação e a total falta de escrúpulos são armas do fascismo; e o lulopetismo é o agrupamento político mais mentiroso, mistificador e inescrupuloso da história do Brasil. As investigações da Lava Jato vão escancarando o que já se sabia, mas se disfarçava: Lula é o comandante da corrupção, desde o mensalão até o petrolão. Mas os seus bajuladores o compram pela "viva alma mais honesta do mundo". Lula, como se ouviu nas conversas telefônicas, trata as instituições democráticas de forma "indigna e torpe", termos impostos a Lula pelo ministro Celso de Melo, em reação ao insulto que o chefe petista dirigiu à Suprema Corte. Com medo, Lula calou. Nada importa para os fanáticos lulistas, porquanto Lula é o chefe. Essa aceitação incondicional das atitudes e ações do chefe é fascismo puro. A demonização de elites ou supostas elites é coisa tipicamente fascista; e é coisa recorrente no discurso lulopetista. Declarar ódio a determinado grupo ou classe, como fez uma famosa lulista ("Eu odeio a classe média"), é coisa tipicamente fascista. Patrulhar os discordantes é coisa tipicamente fascista. Mentir repetidamente, contra todas as evidências, é coisa tipicamente fascista. Vejamos alguns exemplos das mentiras repetidas pelo lulopetismo. O impeachment, que é instrumento previsto na Constituição, que, com apoio e entusiasmo do PT, já foi utilizado contra outro presidente, Collor de Mello; o impeachment é, agora, chamado de "golpe" pelos desmemoriados lulistas. Alguns milhões de pessoas vão às ruas, de forma ordeira e pacífica, contra a corrupção e pelo impeachment, e os lunáticos lulistas dizem, estupidamente, que são todos "coxinhas", "golpistas", "gente da elite". O discurso da violência e o uso da violência é o que há de mais tipicamente fascista; e o lulopetismo já tem história nessa prática. Lembrem que o nº 2 do lulopetismo, ora na prisão, inflamou seus partidários dizendo, sobre os adversários, que eles tinham que "apanhar na rua e nas urnas", no que foi atendido, sendo o então governador Mário Covas, doente de câncer, a vitima do espancamento. Lembrem que, recentemente, um lulista graúdo, dirigente sindical, no Palácio do Governo, ao lado da presidente da República, incentivou o uso de armas para resolver a questão do impeachment. Tem muita coisa para lembrar na seara da violência lulopetista. Enfim, foi pela prática que o lulopetismo foi se aproximando daquilo que, no Brasil, é o que mais se parece com fascismo. Sintomaticamente, dia desses, o próprio Lula chamou para si um símbolo muito associado ao fascismo: a serpente. No caso, a jararaca, cobra das mais peçonhentas.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
O brizolista Inocêncio Nóbrega e o isolamento do autoritarismo cleptocrata lulopetista
rocha100.blogspot.com.br
Em resposta ao meu artigo "Desestalinização e deslulização", o jornalista e historiador Inocêncio Nóbrega, muito gentilmente, enviou-me a seguinte mensagem:
Inocêncio Nóbrega é um quadro destacado da esquerda democrática, militante histórico do trabalhismo e profundamente identificado com a trajetória política de Leonel Brizola.
Além da particular alegria que me causou a resposta do amigo a quem tanto admiro, a mensagem de Inocêncio é importante porque marca uma tendência política que se vai cristalizando: o afastamento de todas as correntes democráticas em relação ao autoritarismo cleptocrata do lulopetismo.
Lula e o PT mal se sustentam nos seus satélites da esquerda fascista (aqueles que, por exemplo, apoiam o fascismo podre de Nicolás Maduro na Venezuela) e da direita fisiológica e corrupta. Sustentam-se pessimamente; estão desmoronando. E no dia 13 de março o povo voltará às ruas em defesa da democracia, contra a corrupção e pelo impeachment; dando um formidável empurrão para que o monturo lulopetista desmorone de vez.
13/03 EU VOU!
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Debate sobre Desobediência Civil avança neste Blog, com Clemente Rosas, Sônia van Dijck e Gelza R. Carvalho; no Brasil avança o movimento "IMPEACHMENT DILMA"
"Caro Senhor, concordo inteiramente com sua opinião sobre VOTO NULO. Apenas quis citar um exemplo de possibilidade de "desobediência civil"; mas, vejo que não citei um bom exemplo. Grata por me mandar sua opinião. Cordialmente, Sônia van Dijck"
"Há muito tempo, não apenas agora com o PT, tem sido inúmeras as razões para uma Desobediência Civil por parte dos brasileiros, sejam vinculadas ao nível federal, estadual ou municipal. No entanto, dificilmente, isso ocorrerá. Concordo com a Professora Sônia van Dijck em alguns pontos, mas não com o "voto nulo". Como bem disse Clemente Rosas é uma péssima opção. A nossa força para mudanças, quando sentimos necessidade disto, é buscar votar bem... Infelizmente, está bem difícil saber em quem votar, tão profundo é o lamaçal envolvendo políticos e a política. Para Washington, uma sugestão: tem pessoas que não merecem receber assuntos para opinar, pois não conhecem a importância da existência de pensamentos diversos para se alcançar o equilíbrio das ideias. Gelza R. Carvalho"
terça-feira, 21 de julho de 2015
A Luta Contra o Lulopetismo Começa Pela Luta Contra o Bolchefascismo
"É preciso colocar a Rússia na primeira linha dos novos Estados totalitários. Ela foi a primeira a adoptar o novo princípio de Estado. Foi ela que levou mais longe a sua aplicação. Foi a primeira a estabelecer uma ditadura constitucional, com o sistema de terror político e administrativo que o acompanha. Adoptando todas as características do Estado totalitário, tornou-se assim o modelo para todos os países constrangidos a renunciar ao sistema democrático para se voltarem para a ditadura. A Rússia serviu de exemplo ao fascismo". (www.marxist.org).
Este é o trecho introdutório do famoso panfleto escrito pelo marxista alemão Otto Rhüle em 1939, em plena luta de resistência ao nazismo, e publicado na revista Living Marxism. Trata-se do nunca assaz citado "A Luta Contra o Fascismo Começa Pela Luta Contra o Bolchevismo".
Bolchevismo e nazifascimo são doutrinas afins, igualmente totalitárias. Todavia, se o nazifascismo merece hoje repúdio quase unânime nos países democráticos, o bolchevismo conta com grandes simpatias em diversas democracias. No Brasil, por exemplo, o lulopetismo, aliança política há mais de uma década no poder, abriga sob seu generoso guarda-chuva muitos adeptos de duas correntes bolchevistas que antes se odiavam: stalinistas e trotskistas. Os stalinistas, além de odiar, costumavam matar os trotskistas; mas, nos governos petistas, tudo foi relevado e os antigos inimigos convivem em um mar de rosas, ou de grana.
Periclitante devido ao desastre econômico e a cumulativos escândalos de corrupção, o lulopetismo tentará manter-se no poder a qualquer custo; e já vai avançando pelas práticas bolchefascistas da mentira e da mistificação. Temos apenas de enfrentá-lo com coragem e com verdades.
No artigo anterior tratei desse assunto; e voltarei a ele. Por enquanto, junto-me a tantos outros democratas, liberais e libertários que conclamam para a luta:
DIA 16 DE AGOSTO - VAMOS PRA RUA, BRASIL!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
A podridão fascista na Venezuela, a pusilanimidade do governo Dilma, o "Pai Nosso" chavista e a degradação da esquerda majoritária brasileira
E como, no Brasil, se reage ao avanço fascista do podre Maduro e seus esbirros podres? Em nota pusilânime, a presidente Dilma diz que não tem nada a ver, que não se mete em questões internas de outros países. E a esquerda majoritária brasileira, que é aquela comandada pelo PT e também atende pelo nome de lulopetismo; esta esquerda, cúmplice do chavismo desde o início, continua cúmplice, mesmo depois das mais escancaradas violações dos princípios democráticos e dos direitos humanos.
Existe uma esquerda democrática? Existe, mas no Brasil é tão minoritária que quase não se vê. O que se vê é essa esquerda lulopetista amante de ditaduras e fanática por dinheiro.
Nicolás Maduro, o presidente podre da Venezuela, é um fascista cretino sem disfarce; aliás, para deslumbrar seus seguidores, o podre Maduro assume atitudes as mais bizarras do cretinismo fascista: dorme na tumba de Hugo Chaves (qual um servo de Drácula) e fala com o com seu defunto ídolo, que lhe aparece em forma de "pajarito".
Em matéria de cretinismo, o fascismo chavista é deveras criativo: os adoradores de Hugo Chávez já rezam por um novo "Pai Nosso". Vejam:
"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez".
Na companhia da esquerda chavista, a esquerda majoritária brasileira/lulopetista, degrada-se: irão juntas para o lixo da história.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
A Luta Contra O Fascismo No Brasil Começa Com A Luta Contra O Lulopetismo
Pois, como podem ver, pedi emprestado o estupendo título, e acho que digo tudo: "A Luta Contra O Fascismo No Brasil Começa Com A Luta Contra O Lulopetismo".
Não obstante, acrescentarei alguma coisa. A vocação fascista do PT vem se expondo já há algum tempo, pelos seus métodos e más intenções flagradas em delito: aparelhamento das instituições e uso da máquina pública para perseguir adversários; listas negras de opositores a serem perseguidos; provocações e ameaças de morte a autoridades que contrariam os desígnios petistas; uso de mentiras, calúnias, injúrias e difamações; corrupção com vistas à manutenção e perpetuação do poder; tentativa de desmoralização da Justiça; tentativa de censurar a imprensa (censura chamada pelo PT e seus satélites de "controle social da mídia", "marco regulatório", etc.); glorificação dos chefes petistas corruptos condenados. Práticas e tentativas que visam, enfim, colocar o Partido acima do Estado, característica fundamental do fascismo. Tudo isso e muito mais está à vista de quem queira ver. Porém, vou me deter hoje em um aspecto: o chefe fascista.
É traço comum a todos os fascismos a idolatria, a submissão incondicional a um chefe, tido pelos seus sectários como um iluminado. Foi assim na Itália fascista com Mussolini; foi assim na Alemanha nazi-fascista com Hitler. Todo chefe fascista é, necessariamente, inescrupuloso. Se não fosse inescrupuloso não poderia ser um chefe fascista.
Chegamos ao ponto. A vocação fascista do PT realiza-se na total inescrupulosidade do seu chefe, o Lula; um boçal sem quaisquer limites, mentiroso e mistificador. Todavia, um fenômeno. Suas cretinices, ignorâncias e mentiras são entendidas pelos seus sectários e vasto público de deslumbrados como pérolas de sabedoria. Tem até uma filósofa petista que diz que "quando Lula fala o mundo se ilumina".
Eu poderia elencar aqui as mentiras, ignorâncias, mistificações e cretinices do chefe do PT, mas seria "nimiamente extenso" (para usar uma expressão do finado Brás Cubas); e, ademais, desnecessário, pois tudo isso já está amplamente divulgado. E nem precisa procurar distante, basta a quantidade assombrosa de mentiras, mistificações e calúnias que o chefe do PT tem vomitado na campanha para reeleição da sua pupila, a presidente Dilma.
No fascismo, se o Partido se coloca acima do Estado, o chefe se coloca acima do Partido. No Brasil se diz, com razão, que Lula é maior do que o PT. Tanto é assim que a ideologia sebosa que anuncia o fascismo brasileiro se chama "LULOPETISMO".
O projeto fascista do lulopetismo ainda não se realizou, e é possível barrá-lo. É preciso barrá-lo.
Contra o fascismo lulopetista uma ONDA AZUL de libertação se avoluma.
Vamos nós, democratas e libertários, na crista desta ONDA:
ONDA AZUL: Aécio 45 Presidente.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Vejam como, antes da tragédia, o jornalista Jânio de Freitas, devoto do lulopetismo, difamava Eduardo Campos
Eis aí:
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Em apoio ao artigo vigoroso e corajoso do socialista Eduardo Campos sobre a estúpida proposta de revisão da Lei de Anistia, em resposta a uma provocação cretina do jornalista Jânio de Freitas em artigo manhoso e desonesto
"É possível que do ponto de vista de Eduardo Campos, oposição ao regime dos generais ditadores fosse prática criminosa..."
Não, a oposição à ditadura militar não foi prática criminosa, mas, desgraçadamente, dentre os que lutaram contra a ditadura, alguns praticaram crime de terrorismo, resultando em mortes de inocentes.Alguns grupos da esquerda revolucionária, no contexto da luta contra a ditadura, praticaram, inclusive, terrorismo contra próprios companheiros, com o inominável crime que os revolucionários chamaram de "justiçamento", que vem a ser o assassinato de um companheiro confiante e indefeso. O exemplo mais conhecido é o "justiçamento" do jovem revolucionário da direção da ALN Márcio Leite de Toledo, mas aconteceram outros. Os responsáveis por esse crime e todos os outros revolucionários que cometeram crimes de terrorismo durante a guerra revolucionária foram anistiados. E anistiados devem permanecer. Porém, se a Lei de Anistia deixar de valer, será exigência de dignidade que familiares de Márcio cobrem na Justiça os responsáveis pelo crime. E também outros familiares de outras vítimas inocentes da esquerda armada. Jânio de Freitas sabe disso, mas, com manha dolosa, omite, para imputar infâmia ao digno neto do grande Miguel Arraes.
Embora sem a relevância histórica de Miguel Arraes, também eu lutei contra a ditadura militar. Lutei de peito aberto, lutei nos "Anos de Chumbo", fui perseguido, sequestrado e torturado pelos esbirros da ditadura militar. Em seguida, fui um dos fundadores e presidente do Comitê Brasileiro pela Anistia-secção João Pessoa. A luta que eu comandei na minha cidade foi vitoriosa no Brasil. Essa vitória foi festejada em todo o país; festejos que se prologaram por meses, a cada preso político que era libertado, a cada exilado que volta à amada Pátria: a volta do Brizola; "a volta do Irmão do Henfil"; a volta de Miguel Arraes, aclamado naquela apoteose com frevo que foi o "Arraes taí!". A Lei da Anistia, como afirma Eduardo Campos no seu referido artigo, foi uma conquista do povo brasileiro. Essa vitória estrondosa arrebentou os diques que restavam na ditadura declinante e desaguou no rio da Democracia. Pois, ataca-me o fígado a insistência de uns tantos em tentar retornar o fluxo deste rio, para restaurar um guerra de 40 anos atrás. Com esse propósito miserável é que a esquerda boçal omite, mistifica e mente.
Sei que me repito, pois muito tenho escrito sobre o tema da Anistia, aqui neste Blog ROCHA 100 e no livro "Anos de Chumbo e Anistia" (disponível emwww.portal100fronteiras.com.br). Ocorre que os revanchistas insistem, sem se preocuparem que a revanche possa levar para o brejo de uma nova ditadura: de direita ou de esquerda. Aí, eu, ardente democrata e inimigo jurado de toda ditadura (de esquerda ou de direita, bolchevista ou nazi-fascista, dos militares ou do proletariado), insisto na defesa da Lei de Anistia. Tenho combatido a proposta de revisão da Lei de Anistia procurando demonstrar que é um despropósito, uma rematada tolice, uma estupidez política graúda. Isso, do ponto de vista democrático; do ponto de vista marxista-revolucionário é uma proposta formidável, para Lênin nenhum botar defeito. Com efeito, o propósito desta proposta revanchista é retomar a guerra revolucionária sem a qual os marxistas bolchevistas não alcançarão o poder totalitário a que nunca renunciaram, mesmo com o apodrecimento de todos os regimes bolchevistas implantados no séc. XX (de podre, quase todos esses regimes caíram; embora podres, alguns subsistem).
Os que amam a Democracia, como o socialista e democrata Eduardo Campos, querem continuar a sua construção: PARA A FRENTE.
Os bolchevistas estão no seu triste direito de querer retornar à guerra revolucionária, mas nenhum democrata tem o direito de ser tão tolo a ponto de se deixar arrastar pelo discurso revanchista de justiça unilateral retroativa, que tenta levar o Brasil PARA TRÁS.
TORTURA NUNCA MAIS!
TERRORISMO NUNCA MAIS!
DITADURA NUNCA MAIS!
LIBERDADE SEMPRE! DEMOCRACIA SEMPRE!
Os referidos textos - "Muito à vontade", de Jânio de Freitas e "Minha Resposta", de Eduardo Campos - foram publicados originalmente no site da Folha de São Paulo. Peço ao caro leitor e caríssima leitora que vão lá ver, para melhor julgar.