Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Recife Não É Nuremberg: mistério e suspense no livro de José Ronald Farias

Um bom título é chave de ouro para abrir um bom livro. No caso em tela, o ótimo título - Recife Não É Nuremberg - abre para uma empolgante teia de mistérios que prende o leitor até o fim. Baseada em fatos reais, a engenhosa trama de José Ronald Farias liga a pequena cidade de Piancó, no Sertão da Paraíba, ao horror nazista lá na distante Alemanha. E usa para isso não apenas seu talento de romancista, mas seu sólido conhecimento histórico.

Parêntese. No capítulo de Piancó, o autor, que é natural desta aguerrida cidade sertaneja, talvez tenha usado seus dotes de ficcionista para puxar brasa para assar seu peixe, pois enaltece a inteligência dos piancoenses com esta imaginativa explicação: "Falavam que era a água do rio Piancó que os fazia tão inteligentes". Se isso se confirmar, o turismo a Piancó vai aumentar muito e o rio vai secar ligeiro.

Por toda narrativa perpassa a temática dos judeus e dos cristãos-novos brasileiros. A reconstituição histórica sustenta e enriquece a trama ficcional, que, como o título indica, centraliza-se na Capital de Pernambuco, lá pelo ano de 1988, onde vêm desaguar dramas antigos. Não fortuitamente Recife vem a ser palco de uma trama que envolve judeus, pois, como a narrativa histórica de José Ronald registra, no século XVII não houve "um lugar onde os judeus fossem tão livres como foram no Nordeste holandês, principalmente no governo de Maurício de Nassau". Com efeito, Recife, a Capital do próspero governo de Nassau, tornou-se uma terra de liberdade e oportunidade para judeus perseguidos pela Inquisição católica mundo afora. Mesmo com a dispersão ocorrida após a expulsão dos holandeses, muitos judeus e cristãos-novos permaneceram sedimentados no solo recifense; muito ativos no comércio, na indústria, nas artes e na ciência. O herói e condutor da trama é um médico de ascendência judaica, Joel Schwartz, que descobre tatuada na nádega de sua defunta mãe uma "estrela de Davi". A partir daí, agindo como investigador digno de um romance de Agatha Christie, descobrirá coisas de arrepiar. 

Para mim, que sou louco por livros de mistério e suspense e que já li todos os livros de Agatha Christie, o livro de Ronald foi um achado. Eu o adquiri na Livraria do Luiz (Galeria Augusto dos Anjos, Centro, João Pessoa-PB). Não percam tempo, vão lá antes que esgote.

Para concluir, gerando mais suspense, digo que, apesar do título livro, na eletrizante narrativa, Recife, de certa foma, torna-se Nuremberg.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Resumo do livro que será lançado na FCJA em 15/03/2017


Título: Israel: o Rio, o Sonho e a Rocha

Autores: Washington Rocha e Marcos Rocha

Editora: Sal da Terra/João Pessoa-PB

Lançamento em 15/03/2017, às 19:00 h., na Fundação Casa de José Américo (Av. Cabo Branco, 3336 - João Pessoa-PB)

O livro tem enfoques variados, com textos independentes ligados pela temática comum do Povo Judeu e do Estado de Israel. Paralelamente à esta temática de cunho histórico e universal, segue outra, de corte particular, que trata de uma família; a família Rocha, originária da cidade de Bananeiras, no Brejo da Paraíba, com a abrangência que Bananeiras tinha até a primeira metade do séc. XX, antes das seguidas emancipações que criaram novos municípios.
Conta-se ainda as viagens aventurosas de um jovem que partiu do Brasil com destino a Israel e terminou por percorrer 57 países de 5 continentes.
O elo entre a temática dos judeus e a narrativa especificamente familiar é a possível ascendência da família Rocha (de Bananeiras) em cristãos-novos oriundos da península ibérica, ditos sefarditas.

Ao fim, em capítulo intitulado “Rocha Eterna”, há uma declaração enfática de solidariedade ao Povo Judeu e de apoio ao Estado de Israel. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Israel: o Rio, o Sonho e a Rocha

rocha100.blogspot.com.br

Eu, Washington Rocha, e meu primo Marcos Rocha, estamos lançando, pela Editora Sal da Terra, um novo livro - Israel: o Rio, o Sonho e a Rocha -; com perspectiva de lançamentos em várias cidades da Paraíba e do Brasil. Começaremos pela bela e aprazível cidade de Bananeiras, no Brejo da Paraíba; conforme Convite que iremos entregar em mãos e divulgar nas redes sociais. Adiantamos, dizendo que será no próximo sábado, 07/01/2017, às 10 da manhã, na localidade Cruzeiro de Roma. Contamos com vocês.

Adiantamos também os trechos usados nas orelhas do livro. Eis aí:



E também muitos judeus saídos de Pernambuco se espalharam pelo Brasil. Alguns desses não precisaram ir muito longe, fixando-se por terras da vizinha Paraíba, desde a litorânea Nossa Senhora das Neves até ao interior. [...] Que essa família paraibana tenha também um ramo de ascendência sefardita não será de surpreender, porquanto a Paraíba já foi chamada de “terra de judeus”, devido, justamente, à grande incidência de elementos cristãos-novos no seu povoamento e desenvolvimento. [...] Com certeza voltaremos à Kahal Zur Israel, e levando um presente: este nosso livro.

Washington Rocha



Após um momento de surpresa, com os espantados auxiliares sem saberem o que fazer, o governador me acolheu: “O que é que tu quer, menino?”. Eu queria embarcar em um navio do Lloyd Brasileiro, que zarpava dali a alguns dias. [...] Conto parte da minha aventura, percorrida por 57 países de 5 continentes. Aventura inconclusa. [...] Penso nos jovens de hoje e digo a eles: “quando tiverem um sonho, um ideal, em quaisquer circunstâncias, diante de todas as dificuldades, não desistam. Passei por isso. Em um momento, todos diziam que era impossível o que eu queria fazer, mas eu fiz”.

Marcos Rocha


Minha família, tanto da linhagem materna quanta paterna, veio para a Austrália ainda antes da Segunda Guerra. A família da minha mãe, Ida Stone, veio de Minsk, Rússia; a família do meu pai, Perry Janover, veio de Varsóvia, Polônia. Mas eu convivo com muitos filhos e netos de sobreviventes do Holocausto. Uma das minhas melhores amigas, minha querida Judy Olenski, é um desses casos.
 
Aviva Janover Rocha


Desde que Abrão – depois chamado Abraão – desceu de Ur, na Caldéia, para Canaã, o povo do qual ele é Patriarca tem lutado e resistido. Construiu a si mesmo como Nação e imensamente ajudou a construir o mundo civilizado. [...] Desses sofrimentos e dos reclamos da sua ancestralidade, o Povo Judeu retirou a energia para realização do grande projeto da construção de um lar, pelo retorno à Terra de Sion, a antiga Israel dos tempos bíblicos. [...] Ao Povo Judeu, secularmente perseguido pelo mundo afora e quase dizimado pela fúria antissemita na primeira metade do século XX, o estabelecimento de um Estado próprio, que foi o escopo do sionismo, impôs-se como questão de sobrevivência. [...] Essas duas Nações, Israel e Palestina, podem celebrar a paz. E mais do que isso: podem conviver, podem se ajudar mutuamente, podem crescer juntas. Esse caminho é possível.

Washington Rocha e Marcos Rocha