Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Lula no TRF-4: o fanatismo e as tentações do Diabo
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
"Lutar pela democracia é lutar contra o PT": texto de Catarina Rochamonte
sábado, 23 de novembro de 2013
Os bolchevistas da Papuda: coitados; nem na prisão eles são livres
O bolchevismo promove dois tipos de servidão: 1) a servidão de toda a sociedade submetida pelos chefes bolchevistas ao regime totalitário; 2) a servidão voluntária do próprio bolchevista à feroz disciplina partidária.
Disciplina requer chefe que a imponha. Por isso mesmo, os bolchevistas não vivem sem um tirano, sem um ídolo; como Lênin, como Stálin, como Mao. O bolchevista verdadeiro entrega sua vida à causa, cujos caminhos são indicados pelo Partido. Partido este que é iluminado pelo "guia genial". Eles, os bolchevistas, acham isso lindo. No bolchevismo é assim: o sujeito é chefe ou é servo.
Voltemos ao caso dos bolchevistas da Papuda. Zé Dirceu, todos sabem que é chefe. Delúbio, está na cara que é servo, tem vocação para a servidão, já deu declarações comoventes de sua dedicação incondicional à causa e ao Partido (Partido pelo qual fará qualquer coisa; além das que já fez). Genoíno, que não terá tanta vocação para servo quanto Delúbio, creio que seu desespero para sair da Papuda e ficar em prisão domiciliar será menos pelo coração e mais para escapar do jugo de Zé Dirceu. Quanto a Jacinto Lamas (que nome de lascar pra um corrupto, né não?) e Romeu Queiroz, estes são só companheiros de mensalão, não são companheiros de PT e não são bolchevistas; não vão se adaptar de jeito nenhum. Só um autêntico bolchevista suporta a férrea disciplina bolchevista. Lamas e Queiroz haverão de antes preferir a morte.
Tem uma bela palavra do Mahatma Gandhi sobre a Liberdade:
"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. A Liberdade é uma questão de consciência".
O bolchevista, coitado, aonde for, até na cadeia, carregará consigo a sua servidão voluntária.
Outros mensaleiros estão prestes a serem despachados para a Papuda. Ruim mesmo não será o regime fechado ou semi-aberto, insuportável será a tirania do chefe bolchevista Zé Dirceu. Ninguém merece. Quer dizer, talvez esses corruptos mereçam.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
EU SOU O EMBARGO INFRINGENTE / QUE AJUDOU ZÉ DIRCEU - Rochinha das Queimadas também glosa o mote de Vitalzim de Taperoá e Miguezim de Princesa
Mote de Vitalzim de Taperoá e Miguezim de Princesa
EU SOU O EMBARGO INFRINGENTE
QUE AJUDOU ZÉ DIRCEU
Glosas de Rochinha das Queimadas, o Gavião Cantador
terça-feira, 9 de julho de 2013
Campanha pelo restabelecimento da censura: suprema indecência do PT de Zé Dirceu - ou a orwelliana linguagem de porco
Neste artigo, vou me deter no ponto 2.
Os dirceuzistas - que estão majoritariamente no PT, mas não só no PT - insistem nesta indecência faz tempo; e faz tempo que eu e outros democratas denunciamos tal campanha liberticida. É preciso sempre refazer a denúncia porque os autoritários dirceuzistas renovam suas estratégias; inclusive na linguagem. Atualmente chamam a campanha pela volta da censura de "democratização dos meios de comunicação". Isso é "linguagem orwelliana", que também pode ser dita "linguagem de porco". Lembrando: George Orwell escreveu dois livros célebres denunciando o totalitarismo (em particular, o totalitarismo stalinista). No livro "A revolução dos bichos", os porcos comandam a revolução em uma granja e, vitoriosos, proclamam o lema: "Todos os animais são iguais". Depois, senhores absolutos do poder, os porcos submetem todos os outros animais à servidão e mudam o lema para: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais".
Parêntese: Lula da Silva mimetiza essa "evolução" de linguagem quando chama algum companheiro mais poderoso ou abonado de "alto companheiro".
No livro "1984", escrito em 1948, Orwell prevê o bolchevismo parindo um tenebroso futuro totalitário. Neste mundo de servidão, a manipulação da linguagem é um instrumento decisivo; de forma que as maiores infâmias são feitas sobre a proteção de uma linguagem delicada e persuasiva (mais ou menos como o "politicamente correto" de hoje). Assim, por exemplo, o mistério da propaganda, especializado em mentiras e mistificações, chama-se Ministério da Verdade; e o ministério encarregado de espionar, perseguir, controlar, prender, fazer lavagem cerebral, torturar e assassinar chama-se Ministério do Amor.
Eis aí a linguagem de porco com que os autoritários dirceuzistas querem engabelar a opinião pública. Não será fácil, mesmo porque, nas suas renovadas tentativas contra a liberdade de expressão, eles deixaram um longo rabo à mostra. Basta dizer que iniciaram a infame campanha com o nome de "controle social da mídia". No que foram fulminados pela presidente Dilma ("só conheço o controle remoto"), inventaram outras denominações: "marco regulatório"; "ley de medios", etc. Até culminar com a afronta de chamar censura de "democratização".
O PT, todo mundo sabe, só chegou ao poder porque valeu-se amplamente da liberdade de expressão conquistada na redemocratização e consagrada na Constituição Cidadã. Que uma ala desse partido, talvez majoritária, tente restabelecer a censura é suprema indecência.
Mas há uma indecência suplementar dos fanáticos dirceuzistas: tentar enfiar nos movimentos que tomam as ruas do Brasil a bandeira liberticida da censura. Vão tentar isso nesta quinta-feira, 11/07, durante as grandes manifestações que estão programadas pelas Centrais Sindicais.
Tenho dito que os autoritários do PT tentam restabelecer a censura dos tempos da ditadura. E é isso mesmo, pois se trata, como no tempo da ditadura militar, de uma censura político-ideológica.
Todavia, com grande otimismo, afirmo que tal campanha liberticida não passará. Não passará pela Presidência (até agora não passou, e confio que a Presidente continuará firme), não passará pelo Congresso Nacional e, principalmente, não passará por cima do Povo.
Washington Alves da Rocha - 09/07/2013.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Concordo com Rui Falcão: devemos afastar definitivamente do nosso país o nazismo e o fascismo
Dia desses, a Juventude do PT de Brasília organizou, em uma galeteria, uma vaquinha sem-vergonha para dar leite para os corruptos do PT. Para comer o galeto solidário compareceram cerca de 50 "jovens" (pelas fotos divulgadas, o mais jovem terá mais de 50 anos). A vaquinha corrupta deu pouco leite, mas os pró-corruptos não desanimaram.
Quarta-feira, 30 de janeiro, a CUT-RJ realizou, na sede da ABI, um ato pró-corruptos, intitulado "Ato Pela Anulação do Julgamento do Mensalão", que contou com cerca de 600 pró-corruptos. Estrela do evento, Zé Dirceu falou o que era de se esperar: que o STF fez "um julgamento de exceção"; que o processo "foi uma violência jurídica nunca vista"; que a "campanha" da mídia contra os mensaleiros e corruptos em geral "é o caminho das ditaduras, uma tentativa de desmoralizar a política, os políticos e o Congresso"; que a imprensa tenta manter o Congresso acuado como "uma forma de criar condições para amanhã dar um golpe ilegal".
Não entendi a referência a "golpe ilegal", pois, inocentemente, pensava que todo golpe de estado fosse ilegal. Será que Zé Dirceu está preparando um "golpe legal"? No mais, o chefe Zé age no Brasil mais ou menos como o chefe Adolf agiu na Alemanha. Como se sabe, Hitler mandou tocar fogo no Reichstag (o Parlamento alemão) e pôs a culpa nos comunistas como pretexto para fechar o regime e impor a ditadura nazista. Já Dirceu, como se sabe, comandou a corrupção dentro do Parlamento brasileiro e agora quer culpar a imprensa como pretexto para levar o governo do PT (onde ele pensa que manda) a restabelecer a censura e impor um regime de força.
No mesmo dia 30, em reunião da bancada do PT na Câmara Federal, Rui Falcão ecoou o chefe. Disse que a imprensa e setores do Ministério Público tentam "interditar" a política e os políticos e por isso devem ser combatidos pelo PT; que "a mídia abre campo para as aventuras golpistas, para experiências que no passado levaram ao nazismo e ao fascismo, que devemos definitivamente afastar do nosso país".
Esse ataque desatinado do presidente do PT à imprensa, à mídia em geral, é de uma audácia tipicamente nazi-fascista. Rui Falcão tem pela imprensa independente o mesmo ódio que Joseph Goebbels e a ela se refere em termos muito parecidos aos usados pelo chefe da propaganda nazista contra a imprensa alemã do seu tempo (vão ao Google e confiram, a diferença mais relevante será que Goebles não usava o termo "nazista" como pejorativo).
Concordo com Rui Falcão com que devamos afastar definitivamente do nosso país o nazismo e o fascismo; todavia, parece-me que, precisamente, as falas e atitudes dele e de Zé Dirceu são o que, no Brasil, mais se parece com nazismo e fascismo.
Já disse várias vezes que a aventura autoritária dos dirceuzistas não haverá de prosperar. Nem por isso haveremos de deixá-los falando sozinhos.
domingo, 6 de janeiro de 2013
A sacanagem da Fundação Biblioteca Nacional e a formidável frase de WJ Solha
Solha deu curso á sua indignação em artigo intitulado ISTO / É / UMA / VERGONHA (publicado neste portal100fronteiras.com.br e alhures). Espantado com a narração de Solha, fui conferir o edital do Concurso/Prêmio Alphonsus de Guimaraens, de Poesia; que é do que se trata. Para maior espanto, uma informação que não consta do artigo de Solha. No edital consta que só se aceitam obras "publicadas no período de 1º de setembro de 2011 a 31 de agosto de 2012" (disponível em www.bn.br). Assim sendo, a premiação a Drummond seria uma falcatrua digna de cadeia. Não querendo crer em tal absurdo, fui ver a Premiação (no mesmo site). Espantem-se:
"Prêmio Alphonsus de Guimaraens
Categoria: Poesia
Comissão Julgadora:
Carlos Eduardo Barbosa de Azevedo;
Francisco Estevão Soares Orban;
Leila Mícollis;
Vencedor: Bernardo Ajzenberg (detentor dos direitos autorais), com a obra Carlos Drummond de Andrade: Poesia 1930-62, publicada pela Editora Cosac Naify".
Bernard Ajzenberg é Diretor Executivo da Editora Cosac Naify. Ganhou o Prêmio publicando poesias velhas do Drummond. Será difícil que perca algum Concurso da Fundação Biblioteca Nacional daqui por diante, nas várias categorias de premiação. Em 2013, talvez escolha a categoria Romance, concorrendo com "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis; uma pedreira para os concorrentes vivos.
Todavia, pode ser que Drummond, lá do Além, via internet, tenha autorizado Bernardo Ajzenberg a inscrever a obra republicada. Isso implica uma notícia ruim: Drummond não está no Céu. Se estivesse não precisaria do dinheiro do prêmio, minguados 12.500 reais. Também não estará no Inferno, pois lá o regime é fechado, sem visita íntima e sem contato com o exterior. Está no Purgatório, onde o regime é semi-aberto e muito esculhambado.
WJ Solha participou do referido concurso com o longo e estupendo poema "Marco do Mundo", um marco na literatura. Eu, particularmente, acho melhor do que qualquer poema de Drummond; mas o prestígio de Drummond é maior que o de Solha, e isso conta na hora da premiação.
Mas vamos à frase referida no título deste post. Uma frase formidável:
"A impunidade está solta e na iminência de receber faixa e coroa de Miss Brasil".
Com efeito, tem uma turma poderosa no Brasil que está glorificando a impunidade: a turma do PT autoritário, cujo comandante é Zé Dirceu. Essa turma da pesada quer botar a militância petista nas ruas para, em defesa de corruptos condenados, afrontar a Justiça e fazer, como diz o chefe, "o julgamento do julgamento" do mensalão. Gilberto Carvalho, ministro de Dilma e serviçal de Lula, afirma que em 2013 "o bicho vai pegar". Rui Falcão, o furioso presidente nacional do PT, repete-se em falas incendiárias em defesa da impunidade dos seus correligionários corruptos graúdos (os corruptos pequenos e os corruptos de partidos aliados que se lasquem). Para garantir a impunidade, a turma da pesada não quer apenas submeter a Justiça, mas também restabelecer a censura dos tempos da ditadura, coisa que eles chamam de "controle social da mídia", "regulamentação da imprensa", "lei dos meios", etc.
Se esses sandeus do autoritarismo juntarem forças suficientes, deverão marchar sobre Brasília. Mais ou menos como Mussolini e seus Camisas Negras marcharam sobre Roma.
domingo, 18 de novembro de 2012
O PT não é um partido acima da lei: não pode ser, não deve ser e não será - ou 'A MARCHA SOBRE BRASÍLIA', que não haverá
Setores do partido, desde que este chegou ao Planalto, têm cavado na direção do poder arbitrário. Sem sucesso. Mas o caldo do autoritarismo petista vem engrossando. Como todos sabem, a Direção Nacional do PT afrontou o Supremo Tribunal Federal em nota oficial. Isso para defender os corruptos-quadrilheiros do partido, muito especialmente o chefe Zé Dirceu. A Direção Nacional avançou contra o Estado Democrático de Direito com desassombro, e concluiu a nota desaforada com uma conclamação que é um grito de guerra:
"Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras".
As bandeiras em pauta estão, como veremos, direta ou camufladamente, indicadas na nota/manifesto:
a) submeter o STF, revogar sua decisão, arrancar das mãos da Justiça os corruptos-quadrilheiros petistas condenados;
b) submeter, constranger, calar, controlar, enquadrar, regular, censurar a imprensa independente;
c) por via de consequência dos itens anteriores, fazer do PT UM PARTIDO ACIMA DA LEI.
Para mascarar sua própria intenção, a nota/manifesto da Direção Nacional do PT tenta colar no STF a pecha de nazista:
"O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939...".
Essa safadeza visa especialmente proteger o chefe Zé Dirceu, que, segundo a nota mentirosa, teria sido condenado apenas "pela posição e influência que ocupava".
Não foi assim. E todo mundo sabe e todo mundo viu que não foi assim. O esquema tenebroso do mensalão foi escancarado a céu aberto e sob holofotes, ficando absolutamente claro que o chefe do esquema foi o Zé Dirceu. Só os ingênuos e os indecentes podem achar que o chefe foi o pobre coitado do Delúbio Soares, que a covardia dos chefões petistas escolhera, com concordância do infeliz, para mártir.
Essa audaciosa mentira remete ao seguinte: é condição sine qua non do nazi-fascimo que o Partido se coloque acima da Lei, identifique-se com o Estado, contenha dentro de si o Estado. Em outras palavras: é a Direção Nacional do PT que tenta levar o Partido a uma aventura nazi-fascista.
Quero crer que dará com os burros n'água, e explicarei; mas, antes, consideremos algumas específicas cretinices da insensata nota/manifesto.
"5. O STF fez um julgamento político
Sob intensa pressão da mídia conservadora - cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT...".
Essa boçalidade revela o projeto do autoritarismo petista de restabelecer a censura dos tempos da ditadura. "Mídia conservadora" é como os autoritários do PT chamam qualquer mídia que não se submeta à sua cartilha. Todavia, em uma democracia, também a mídia conservadora terá direito à existência. Pretender que o STF julgou como julgou os corruptos-quadrilheiros do mensalão por causa da pressão da "mídia conservadora", além de ser uma agressão aos Senhores Ministros e Senhoras Ministras, é uma agressão ao bom senso. Com efeito, se fossem tíbios, se fossem incapazes de suportar pressões, os ministros do Supremo antes se submeteriam à desavergonhada, acintosa, implacável, histérica pressão dos autoritários do PARTIDO QUE ESTÁ NO PODER. O Governo do PT e o PT controlam poderosos órgãos de mídia. O PT conta com filiados, simpatizantes, ingênuos deslumbrados e paus-mandados remunerados em 90 por cento dos órgãos de mídia do Brasil.
"Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular".
Com esse argumento capcioso, os autoritários do PT querem deslegitimar toda a Justiça Brasileira. Entendem eles que, como o PT chegou ao poder pelo voto, não tem nenhuma satisfação a dar ao Poder dele desprovido.
Com efeito, o Povo - Demos - é a fonte originária do poder Democrático, e toda Democracia se rege pelo Princípio da Maioria. Porém, afirmar tal Princípio como único pilar da legitimidade democrática é o caminho sinuoso para sufocar todas as minorias, submetê-las inapelavelmente ao Poder de turno, destruir as liberdades e eliminar a Democracia. Foi esse o caminho do nazi-fascismo.
"...tentar criminalizar o PT...".
Uma ova! Quem criminalizou o PT foram os corruptos-quadrilheiros que dele tomaram conta. O STF, ao punir esses criminosos, ao afastá-los do comando do PT, está salvando o PT. Se o PT quiser ser salvo.
"E pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades perpetradas no julgamento da Ação Penal 470".
A democracia da Direção Nacional do PT implica anular o Supremo Tribunal Federal. A cada decisão do STF que contrarie os interesses do Partido, este avançará contra aquele. É bem sabido que Mussolini fez avançar sobre o centro do poder da Itália a militância fascista, os Camisas Negras, mobilizados em todas as regiões do país: foi a famosa "Marcha sobre Roma". Pelo rumo da prosa da Direção Nacional do PT, não estará longe a conclamação para que militantes petistas de todo o Brasil avancem contra o Supremo Tribunal Federal: será a MARCHA SOBRE BRASÍLIA.
Agora, e justificando o título deste post, vou explicar, da forma mais resumida, porque essa aventura nazi-fascista proposta pela Direção Nacional do PT tem tudo para não dar certo:
a) A grande maioria dos militantes do PT, filiados do PT, simpatizantes do PT e deslumbrados pelo PT é constituída por gente decente e democrata. Essa massa não vai acompanhar a Direção Nacional do PT na tresloucada aventura;
b) O ex-presidente Lula da Silva, líder maior do PT, é, como diz o Ministro Marco Aurélio, "um cara safo". Em termos mais convencionais, Lula é cauteloso: não vai embarcar na porra-louquice autoritária dos falcões do PT;
c) A Presidente Dilma Roussef, insistentemente, tem afirmado seu compromisso com a legalidade democrática e com a liberdade de imprensa. A Presidente Dilma não vai avalizar as cretinices autoritárias dos falcões porras-loucas do PT.
Cordialmente,
Washington Alves da Rocha (cel: 8836-5493 e-mail: rochealves@yahoo.com.br)
FELIZ NATAL PARA TODOS!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A maldade fundamental da quadrilha do Zé Dirceu: MENTIRA E SERVIDÃO
Como também se sabe, a forma de condução revolucionária bolchevista é tirânica. Ao longo de quase um século de revoluções - umas vitoriosas, outras fracassadas -, invariavelmente, os chefes bolchevista se transformaram em tiranos; no curso da luta ou depois de empolgado o poder. A direção tirânica é, aliás, ponto de doutrina do leninismo, sob o nome de "centralismo democrático".
Tirania pressupõe servidão. Pois, os militantes bolchevistas tornam-se servos. Fazem isso por amor à "CAUSA", que obriga à obediência cega ao "PARTIDO". Rebaixam-se àquela condição que, ainda no século XVI, Étienne de la Boétie descreveu como "SERVIDÃO VOLUNTÁRIA".
O PT não é um partido bolchevista, mas muitos dos seus militantes e chefes conservaram ou adquiriram o espírito do verdadeiro bolchevista: por um lado tirania; por outro, servidão.
A quadrilha do mensalão foi montada e dirigida por um chefe tirânico, o Zé Dirceu.
Ofício de toda tirania é a mentira. Não aquela mentira rasteira que Nietzsche atribui aos humildes, mas a mentira ousada e orgulhosa dos fortes. A fala, o porte e o rosto de Zé Dirceu estampam essa mentira tirânica, orgulhosa de si. Zé Dirceu mente com a mesma força e desassombro com que Stalin e Hitler mentiram.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal de uma Nação democrática, Zé Dirceu, como sói acontecer com quase todos os condenados, declara-se inocente. Porém, diferentemente da maioria, não fica nisso; avança e acusa o STF de, ao condená-lo, estar afrontando a democracia. Isso quando ele e sua quadrilha perpetraram contra a democracia a maior afronta e vilania. O discurso do tirano Zé Dirceu após ser condenado é de molde a mobilizar os servos em sua defesa, levando-os à luta contra o STF e contra a mídia independente. Se os terá em quantidade suficiente para abalar, desmoralizar, ou mesmo anular as instituições democráticas brasileiras; isso é o que se verá.
Se Zé Dirceu estampa a face tirânica da quadrilha do mensalão, nem precisava dizer quem estampa sua face servil; todos sabem que é Delúbio Soares.
Delúbio é um servo voluntário tão baixo (ou tão valoroso, depende do ponto de vista) que estava pronto para se oferecer em sacrifício, para pagar sozinho os crimes dos seus comparsas; principalmente os crimes do seu chefe Zé Dirceu.
Delúbio pediu para suportar sozinho a palma do martírio. Seus chefes, pressurosa e covardemente, acederam.
Como o plano de sacrificar o servo Delúbio não deu certo, restou ao chefe Zé Dirceu apelar aos outros servos para o irem resgatar das mãos da Justiça. Por quaisquer meios, principalmente pelo meio da campanha mentirosa, da difamação do STF, da exigência do restabelecimento da censura dos tempos da ditadura (para que os chefes possam mentir sem contraposições, condição sine qua non dos regimes tirânicos).
Talvez os servos não consigam mentir com a força e orgulho dos tiranos, mas mentem com fervor. E como são muitos, fazem um barulho enorme.
domingo, 21 de outubro de 2012
Eleito, Luciano Cartaxo terá de enfrentar a cúpula dirceuzista, que exigirá coonestação à campanha para desmoralizar o STF e restabelecer a censura dos tempos da ditadura
Isso posto, afirmo que as pessoas decentes e democratas terão o direito - e mesmo o dever - de cobrar do prefeito eleito que não permita que sua eleição venha a servir de combustível para a campanha autoritária e indecente que o PT dirceuzista prepara e, velada ou diretamente, anuncia para depois do segundo turno eleitoral.
Tal campanha visa dois objetivos mais imediatos: 1) desmoralizar o Supremo Tribunal Federal; 2) restabelecer no Brasil a censura dos tempos da ditadura.
Já falei sobre isso em posts anteriores e voltarei a falar em posts seguintes, mesmo porque a campanha pró-corruptos e pró-censura dos fanáticos dirceuzistas está perto de incendiar o país.
O projeto do petismo totalitário - como já disse, comandado por gente como Zé Dirceu e Rui Falcão - para calar a mídia independente é coisa velha; tão velha que já mudou de nome umas tantas vezes: "controle social da mídia", "ley de los medios", "marco regulatório", etc. As manobras para desmoralizar o STF são, todo mundo sabe, motivadas pela condenação dos corruptos mensaleiros petistas no julgamento da Ação Penal 470 (que pessoas politicamente incorretas, como é o meu caso, insistem em chamar de MENSALÃO).
Como todo mundo viu, um dos mais fortes obstáculos ao infame projeto de restabelecimento da censura dos tempos da ditadura foi a resistência da Presidente Dilma, que reduziu os neo-censores com esta frase tão feliz: "Controle da mídia, só se for o controle remoto".
Tão firme naquela ocasião - foi logo no início do seu mandato -, seguramente a Presidente não haverá de servir de instrumento para o corrupto condenado Zé Dirceu e seus sectários atacarem as instituições democráticas.
Também não acredito que a maioria dos militantes petistas - gente democrática e decente - se deixará arrastar pela seita dirceuzista para sair pelas ruas clamando impunidade para corruptos; coisa do tipo: "CORRUPTOS UNIDOS, JAMAIS SERÃO VENCIDOS!".
Tem muita gente decente que gosta de Zé Dirceu, e ainda mais de Zé Genoíno. A este, eu mesmo declaro sincera simpatia, e entendo (concordando com uma minha prima muito querida, petista fundadora em São Paulo e amiga de Genoíno) que seu erro foi ter se deixado manipular pelo Zé Dirceu. Mas todos dois merecerão lá as simpatias de muitos; pelo passado de lutas, etc. Ocorre que os corruptos mensaleiros, petistas e não petistas, foram denunciados pelo Ministério Público, investigados e condenados pela mais alta Corte de Justiça em um processo que está chegando ao fim após quase uma década. Tudo dentro dos conformes, como se diz popularmente. Ou seja, na estrita observância do chamado "devido processo legal".
O juízo comum sabe, faz tempo, que o mensalão existiu e que o Zé Dirceu mandava muito naquilo tudo. Agora, o juízo técnico, togado, constitucionalmente autorizado, afirma, por larga margem, o mesmo que já sabia o juízo comum. Que venham cúmplices de Zé Dirceu difamar o STF para tentar livrar a cara de Zé Dirceu, é de causar espécie. Que venham pessoas decentes, mesmo que movidas por admiração e amizade, fazer o mesmo, é de dar pena.
Alguém que, além de ser decente e democrata, exerce um mandato parlamentar e está prestes a ser vitorioso numa disputa por um mandato executivo, como é o caso de Luciano Cartaxo, não poderá, como primeiro ato da sua vitória, coonestar ações contra as instituições democráticas.
Esse será o primeiro desafio político que Cartaxo, se for eleito, terá de enfrentar. A sua servidão e cumplicidade será exigida pela cúpula dirceuzista. Seu estofo terá de se mostrar. Sua carreira, o que ele significará para o seu partido, para os pessoenses e paraibanos e, principalmente, para a Democracia brasileira, dependerá do resultado desse inevitável confronto.
Washington Alves da Rocha - João Pessoa, 21/10/2012.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
PT nacional anuncia manifesto sobre julgamento do mensalão: pode ser ruim ou pode ser pior. Enquanto esperam, leiam Bobbio
Os sectários dirceuzistas estão anunciando um manifesto sobre o julgamento do mensalão para depois do segundo turno eleitoral; até lá estarão amoitados. O jeito é aguardar. Enquanto isso, reflitam sobre estes dois trechos de Norberto Bobbio (do livro As ideologias e o poder em crise):
"A esquerda revolucionária ignorou durante séculos os direitos de liberdade. Não existe em toda literatura marxista ou marxizante um único tratado sobre os direitos do homem. Existem, por outro lado, muitos escritos onde se procura demonstrar que os direitos de liberdade nada valem porque são direitos burgueses";
"Agora que a esquerda revolucionária reconheceu os direitos de liberdade, quer todos os direitos, e imediatamente. Inclusive o direito de impunidade que foi sempre a prerrogativa dos soberanos e dos déspotas".
domingo, 14 de outubro de 2012
Eudes Hermano toma as dores dos corruptos mensaleiros do PT. Dá gosto ver, mas os argumentos são ruins de doer
Uma das mensagens enviadas ao meu e-mail foi um tanto longa, e um tanto raivosa. Escreveu-a Eudes Hermano, pessoa por quem tenho estima e admiração. Eudes é um destacado intelectual multimídia; porém, ai porém...: deu-se o caso que a paixão sectária distorceu-lhe o juízo e o fez elaborar argumentos muito ruins. Vejam resumos dos argumentos (ou vejam a mensagem de Eudes na íntegra, que está publicada em manchete neste Portal 100 Fronteiras), acompanhados das minhas contra-respostas.
Diz Eudes que "o buraco é mais em baixo".
Com efeito, é possível que o buraco do mensalão seja mais em baixo; mas também é possível que seja mais em cima.
Diz que o problema da corrupção não está resolvido no Brasil "com a condenação dos ex-líderes petistas".
Também o impeachment do presidente Collor de Mello não resolveu. A prisão do juiz Nicolau não resolveu. A destituição e prisão (por pouco tempo, infelizmente) do corrupto governador Arruda, no chamado "mensalão do DEM", igualmente não resolveu. As condenações e rápida prisão de Paulo Maluf não resolveram. A recente condenação deste mesmo Maluf a devolver 21 milhões de reais aos cofres públicos não resolverá. Enfim, não há perspectiva de erradicação definitiva da corrupção no Brasil; nem por isso haverá a Nação de deixá-la prosperar.
Diz que a corrupção no Brasil é muito antiga e indica as malversações havidas quando da construção do Porto de Cabedelo, aqui na Paraíba, como um marco.
De fato, a corrupção no Brasil é antiga, vem de bem antes da construção do referido porto. O Padre Antônio Vieira dava largas notícias de corrupção desenfreada já nos tempos da colonização. Mas nem por ser velha deverá a corrupção ser aceita ou banalizada.
Diz Eudes Hermano, certamente para desmerecer o Supremo Tribunal Federal, que o ministro Gilmar Mendes é "escravagista".
Não me consta. Porém, ainda que o ministro Gilmar fosse escravagista, não foi unicamente o voto dele que condenou "os ex-líderes petistas". Seria o ministro Joaquim Barbosa também escravagista? E as ministras Carmem Lúcia e Rosa Weber seriam escravagistas? Igualmente escravagistas seriam os ministros Cezar Peluso, Luiz Fux, Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello e Ayres Brito? E até mesmo os ministros Dias Toffoli e Ricardo Levandowski, que condenaram alguns "ex-líderes petistas", seriam escravagistas?
Eudes cobrou o julgamento do "mensalão mineiro" e pediu condenação para o "mensalão do DEM".
Concordo, e fico até feliz com este ímpeto anti-corrupção de Eudes. A questão é que tal ímpeto é seletivo, excluindo a corrupção de petistas.
Diz Eudes, certamente para desmerecer o STF, que a justiça brasileira não mudou, continuando "a mesma dos tempos dos coronéis".
Vejamos: a justiça dos tempos dos coronéis teria aprovado o sistema de cotas nas universidades? Teria aprovado a demarcação contínua da reserva indígena Raposa-Serra do Sol? Teria eleito um negro para Presidente da mais alta Corte?
Diz também isto: "O PT não vai todo pra cadeia antes por ser esta insinuação uma idéia doentia e preconceituosa de quem foi derrotado em seu projeto pessoal político...".
Pareceu-me pessoal, mas não levo a mal. Todavia não insinuei, apenas criei uma imagem para alertar os petistas democratas e honestos do seguinte: os dirceuzistas fanáticos estão em campanha contra o STF e a mídia oposicionistas, querem submeter o STF e restabelecer a censura dos tempos da ditadura, esta campanha antidemocrática, autoritária, liberticida deverá, segundo indicam líderes petistas inconformados com a condenação dos petistas mensaleiros, ser atiçada depois do segundo turno eleitoral; então, petistas democratas e decentes, não entrem na canoa furada de fazer da defesa de corruptos bandeira de luta, não se submetam aos arreganhos totalitários da seita dirceuzista, saiam fora da ilegalidade e indecência que se desenha. Agora, quem quiser ficar dentro, que vença a luta contra a legalidade democrática e a liberdade de expressão; ou que se lasque.
E isto: "O PT é um partido de gente honesta como eu".
Nunca duvidei da honestidade de Eudes Hermano e conheço muitos outros petistas tão honestos quanto ele. Parece-me apenas, agora, que Eudes é tão honesto quanto ingênuo. Se todos os petistas honestos forem tão ingênuos quanto o Eudes, aí não tem jeito, o Zé arrasta o PT (em tempo: Zé Dirceu não é um ex-líder do PT, é um poderoso líder do PT).
Por fim, Eudes diz que o PT é campeão de votos no Brasil e que "o resto é inveja de quem o PT não aceita mais".
Inveja do PT, conscientemente, não tenho. Posso até ter saudades. Todavia, como demonstrou Schopenhauer e como é já de conhecimento ordinário da psicologia e da psicanálise, os motivos humanos são nebulosos, turvos, absconsos. Por exemplo: por que raios de motivos é Eudes Hermano tão encantado com corruptos mensaleiros petistas a ponto de perder o senso e arriscar-se em argumentos chinfrins para lhes tomar as dores?
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Corrupto condenado, Zé Dirceu vai para a cadeia. O PT não precisa ir junto, nem cabe na cadeia
Não há surpresa nessa condenação. As evidências do comando de Zé Dirceu no esquema do mensalão saltam aos olhos de todos os observadores. Todavia, Dirceu encontra quem o defenda. Certamente, não o fazem por não acreditar no seu comando, o fazem precisamente porque o aceitam como comandante: porque o admiram, porque o amam, porque o idolatram.
Esta seita de dirceuzistas é ramificada, embora com núcleo no PT. Mas o PT é maior do que esta seita de fanáticos.
A seita dos fanáticos dirceuzistas tem feito arreganhos totalitários contra as instituições democráticas. Dirceuzistas graúdos impuseram à cúpula do PT uma nota de solidariedade a Dirceu com ameaças veladas ao STF e à imprensa. O próprio Dirceu avisou que, passado o segundo turno das eleições, será o momento da reação.
Em suma: Zé Dirceu e seus diretos paus-mandados preparam um ataque às instituições democráticas brasileiras. Ousadia não lhes falta. Ousadia, aliás, que sempre foi característica dos totalitários.
O PT, no entanto, como já disse, é maior do que isso. Pela sua imensa maioria não se deixará levar pela aventura tresloucada de fazer da defesa de corruptos bandeira de luta. Não se deixará levar pela pregação totalitária de submeter politicamente o Poder Judiciário e de calar a mídia oposicionista, restabelecendo a censura dos tempos da ditadura.
O lugar do corrupto Zé Dirceu - e de outros corruptos mensaleiros menores -, como já decidiu o Supremo, é na cadeia. O lugar do PT não é na cadeia, mesmo porque o PT não cabe na cadeia. O PT é um partido que, com seus acertos e erros, é importante para a democracia brasileira. Seria uma pena que - ao invés de aprender com os erros, de expurgar corruptos e quadrilheiros, de renovar-se democraticamente, de retornar a antigos valores éticos, de submeter-se aos ditames do Estado Democrático de Direito - caísse sob o domínio do fanatismo dirceuzista.
Os petistas decentes e democratas - e os há - devem começar a reagir ao discurso dos fanáticos. Devem decidir se ficam com a Democracia ou com a aventura totalitária dirceuzista que se desenha.
sábado, 9 de junho de 2012
José 'Pepe' Mujica, um socialista de verdade
Eleito em 2009, assumindo em 2010, o Presidente Mujica recusou morar no Palácio do Governo, permanecendo na casa humile do seu pequeno sítio (20 hectares), em um bairro operário a 20 minutos do centro de Montevidéu. O trecho de 20 minutos ele percorre no seu fusca ano-1987, uma lata velha avaliada em 1.925 dólares. O salário do Presidente do Uruguai é de 12.500 dólares mensais. Ele doa 90 por cento para programas sociais. Do que resta, ainda tira uma parte para pagar o tratamento de uma irmã esquizofrênica.
O socialismo chegou ao poder também no Brasil, com o Partido dos Trabalhadores, cujos principais dirigentes são marxistas (menos Lula, que nunca leu uma página de Marx, sendo esta, segundo o amigo Delfim Neto, sua melhor qualidade). Os socialistas brasileiros poderiam seguir a prática e os conselhos do Presidente Mujica. Vejam alguns destes conselhos, excelentemente socialistas:
"Viver como pobre é a única maneira de libertar-se das pressões da sociedade de consumo";
"Temos de escapar da escravidão que impõe a dependência material";
"Se você se deixar arrastar pelas pressões da sociedade de consumo, não existe dinheiro que alcance, não tem fim, é infinito".
Mas não, os socialistas brasileiros não seguiram os conselhos do socialista uruguaio. O ex-presidente Lula, segundo a revista Forbes, acumulou uma fortuna bilionária (a Forbes, um bastião do capitalismo, certamente é suspeita; mas que o Luís Inácio fez um pé de meia e cultiva hábitos caros, lá isso é verdade). Outro socialista que gosta de dinheiro e cultiva hábitos caros é o Zé Dirceu. Tendo o mandato de deputado cassado, dedicou-se o Zé ao ramo das consultorias milionárias, tendo como clientes vários capitalistas do planeta, inclusive o mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo. Outra maravilha do socialismo brasileiro é o Antonio Palocci, oriundo do trotskismo, a corrente mais radical do marxismo. O ex-ministro socialista Palocci, também consultor, conseguiu, com suas consultorias, levantar, em poucos meses, uns 20 milhões de reais.
Enfim, a coisa mais difícil no Brasil é encontrar um destacado socialista que seja pobre. Pelo contrário, os mais destacados deles deixaram-se "arrastar pelas pressões da sociedade de consumo", onde, como ensina o sábio Mujica, "não existe dinheiro que alcance, não tem fim, é infinito".
Ainda não teve fim este post. É que me lembrei do detalhe da gravata. Perguntado sobre gravatas, que não usa, respondeu o Presidente Mujica: "Só usei na clandestinidade. Era parte do disfarce. Os italianos inventaram a indústria da gravata e ganham muito dinheiro com isso. Mas é algo que não funciona. Pura frescura masculina".
Porque me lembrei do detalhe da gravata? Por causa de outro destacado socialista brasileiro, o Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do Governo Lula, advogado dos mais requisitados e riquíssimo. Pois, apesar de riquíssimo, Thomaz Bastos foi em busca do infinito e aceitou trabalhar para o contraventor Carlinhos Cachoeira, por 15 milhões de reais (parece que, até agora, só recebeu minguados 5 milhões). E onde está o detalhe da gravata? É que, na primeira audiência do Cachoeira na CPMI, o advogado Thomaz Bastos deixou todo mundo de queixo caído pelo garbo e elegância; elegância esta em que se destacava uma gravata da mais fina marca italiana.
Já que não encerrei o post naquele "Enfim", vou acrescentar mais alguns parágrafos, para mostrar outra coisa, se não espantosa, pelo menos, intrigante. O Presidente Pepe Mujica, sendo radical nos hábitos socialistas, não o é nos pontos da doutrina. Os socialistas brasileiros, em doutrina, são bem mais radicais. Vejam mais um exemplo do pensamento político de Mujica:
"A estatização é uma solução que foi abandonada. Trata-se de uma receita perfeita para desenvolver uma burocracia opressora. Continuo sendo socialista porque sou inimigo da exploração do homem pelo homem. Isso não inclui defender um Estado grande e um funcionalismo inchado. Seria um Desastre".
Certamente, os socialistas brasileiros haverão de considerar Mujica um perigoso reacionário liberal. E ainda mais por este outro ensinamento:
"A melhor lei de imprensa é a que não existe".
Como se sabe, e o presidente do PT, Rui Falcão, deixou claro, hoje, a grande bandeira do socialismo petista é o restabelecimento da censura, através do que eles chamam de "controle social da mídia", ou "democratização da imprensa", ou "ley de los médios", ou qualquer outra embromação.
Enfim, o último enfim. Se o uruguaio José 'Pepe' Mujica for um autêntico socialista, os socialistas brasileiros serão mais falsificados do que uísque paraguaio.
