Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
domingo, 20 de agosto de 2017
"a merda que ele é"
domingo, 1 de janeiro de 2017
Israel: o Rio, o Sonho e a Rocha
Eu, Washington Rocha, e meu primo Marcos Rocha, estamos lançando, pela Editora Sal da Terra, um novo livro - Israel: o Rio, o Sonho e a Rocha -; com perspectiva de lançamentos em várias cidades da Paraíba e do Brasil. Começaremos pela bela e aprazível cidade de Bananeiras, no Brejo da Paraíba; conforme Convite que iremos entregar em mãos e divulgar nas redes sociais. Adiantamos, dizendo que será no próximo sábado, 07/01/2017, às 10 da manhã, na localidade Cruzeiro de Roma. Contamos com vocês.
Adiantamos também os trechos usados nas orelhas do livro. Eis aí:
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Singela Homenagem a Wellington Aguiar, com nota biográfica do Blog Cultura Popular e um artigo de Carlos Aranha
Singela
Homenagem
Wellington Aguiar formou-se em Direito pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro e em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba, foi promotor de Justiça, procurador do Tribunal de Contas, professor aposentado da UFPB, foi presidente da Academia Paraibana de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. É autor de oito livros, entre eles “Cidade de João Pessoa – A Memória do Tempo”, “João Pessoa, o Reformador”, “A Velha Paraíba nas Páginas de Jornais”, “Um Radical Republicano”, “O Passageiro do Dia”, todos sobre a história da Paraíba e de João Pessoa. Durante anos publicou suas crônicas nos principais jornais de João Pessoa. Participou de inúmeras antologias sobre a história da Paraíba. Fez, para o Governo do Estado, a atualização ortográfica do livro “A Paraíba e seus Problemas”, de José Américo de Almeida.
Wellington Aguiar e a memória
Hoje prefiro referir-me, no entanto, ao “A velha Paraíba nas páginas de jornais”, de 1999, autografado por ele com carinho devido a real amizade que tinha a mim e meu irmão, Fernando, com quem estudou Direito. Segundo seu prefaciador, José Octávio de Arruda Mello, “repleto de cotidiano e imaginário de cidade (...), este é um livro de História Social e Nova História”.
Eu e Wellington tivemos divergências relativas apenas à questão do nome da cidade em que ambos nascemos: ele, pela manutenção de João Pessoa; eu, pelo retorno
ao nome de Paraíba ou a mudança para Cabo Branco. No mais, sempre fomos confluentes, inclusive nas questões internas da Academia Paraibana de Letras (foi um dos que votaram em mim para ocupação da Cadeira de nº 29). Sempre que necessário, consulto “A velha Paraíba nas páginas de jornais”, para o qual Wellington fez um extraordinário trabalho de pesquisa em 16 jornais que foram editados na Capital e seis no Interior. Não somente por questões políticas, preferidas por docentes de universidades. Também por suas transcrições em torno de recreação, lazer e cultura. Seu livro informa o que bem poucos sabem: que em 1934 já funcionava em João Pessoa uma emissora chamada Rádio Clube da Paraíba. Foi inaugurada três anos antes da Tabajara, cujas transmissões começaram em 25 de janeiro de 1937, no governo de Argemiro de Figueiredo. Com “A velha Paraíba nas páginas de jornais”, Wellington Aguiar deixou um admirável trabalho para preservação de nossa memória.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
A caveira do BOPE/Paraíba, os menores assassinos e o "politicamente correto"
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O bicho não vai pegar. O PT tem coisa melhor a fazer do que ir para a rua defender corrupção, impunidade e censura. Uma coisa boa será o PT lançar candidato a governador da Paraíba
Esse bicho não vai pegar. Essa campanha é uma idéia de jerico que só serve para desgastar o PT. Já disse e repito os três principais motivos pelos quais esse bicho não pega: a) a maioria dos filiados e militantes do PT é gente decente e democrata; b) a Presidente Dilma respeita as instituições da Democracia, não gosta de corrupção e detesta censura; c) o principal líder e ídolo do petismo, o Lula da Silva, é, como disse o ministro Marco Aurélio, "um cara safo" e não vai se meter numa roubada dessas.
Certamente os dirceuzistas vão ficar tentando. A Juventude do PT de Brasília até realizou, como ato inaugural da campanha pró-corruptos mensaleiros em 2013, um jantar de adesão para fazer vaquinha para pagar as multas dos petistas condenados. De 100 a 1.000 reais a entrada. Está certo, estão no direito deles e paga quem quiser. O José Genoíno, sujeito ingênuo (assinar em confiança para o Delúbio Soares!?), que não enriqueceu, até que precisa. Mas fazer vaquinha para o José Dirceu, bem sucedido consultor internacional (inclusive do mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo), que ostenta fortuna? Mas isso é lá com eles.
De vários grupos petistas já surgem sinais fortes para que se aborte a campanha pró-corruptos. Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul, fundador do PT e dirigente histórico, disse na cara de José Genoíno que este deveria renunciar ao mandato de deputado federal. Já o atual governador gaúcho, o também petista Tarso Genro, aconselhou o PT a encerrar a pauta do mensalão e tocar o barco da boa política pra frente. É isso aí.
Nessa sábia proposta de Tarso encontro o gancho para chegar à candidatura do PT a governador da Paraíba. A oportunidade para o PT chegar ao governo estadual em 2014 é boa. Tem de ter coragem. Como teve ao lançar a candidatura de Luciano Cartaxo para prefeito de João Pessoa no ano passado. Certamente, o PT não iniciará como favorito. Bom sinal, pois em 2010 para governador e em 2012 para prefeito da capital, quem começou como favorito, perdeu.
Criticando o PT autoritário, torço na Paraíba por alternativas ao autoritarismo do governador Ricardo Coutinho, do PSB. O nome posto até agora pelas oposições é o do ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, o Vené, também conhecido como "Cabeludo". É uma boa alternativa, mas vejam: perdeu as eleições municipais de 2012 no seu reduto. Ricardo também perdeu no seu principal reduto, a capital; porém conserva o poder. Se mantiver o apoio do senador Cássio Cunha Lima, o governador Ricardo Coutinho será favorito; isso numa disputa em que tenha a Veneziano como único candidato de expressão. A candidatura do PT ajudaria a candidatura do PMDB ao garantir o segundo turno, suposto, como se supõe, que apoie o PMDB num eventual segundo turno. Certamente valendo o inverso: se o candidato do PT for ao segundo turno contra Ricardo, terá o apoio do PMDB.
NOMES - Agora a questão dos nomes. Para disputar o governo estadual em 2014, o PT paraibano terá de construir um nome em 2013. Sem dúvida, hoje o maior nome do PT na Paraíba é o do Prefeito Luciano Cartaxo. Mas Cartaxo não haverá de renunciar em meio ao mandato de prefeito, de forma que se impõe uma nova opção. Não será difícil, o PT da Paraíba tem vários excelentes nomes. Um nome muito bom seria o do deputado federal Padre Luiz Couto, mas o padre deixou de rezar na cartilha do PT para rezar na cartilha do adversário, o governador Ricardo Coutinho. Assim não dá. Todavia, reluzem outras estrelas, e eu indico duas; e faço isso porque lhes conheço o brilho. Mirem:
Deputado estadual Anísio Maia - Conheço Anísio da fundação do PT. É muito inteligente, tem grande coragem pessoal, um vigor militante extraordinário e uma capacidade organizativa excepcional. Aliás, provou isso ao coordenar com máxima competência a campanha do PT que levou Luciano Cartaxo à retumbante vitória de 2012.
Vereador Fuba - Todo mundo conhece o artista Fuba, das Muriçocas do Miramar. O político eu conheci mais de perto na campanha de 2012. Eu, vários amigos e uma boa parte da família Rocha o apoiamos e celebramos com ele a vitória. No segundo turno o acompanhamos no apoio a Luciano Cartaxo (no primeiro turno apoiamos Zé Maranhão). Revelou-se um intelectual, um estudioso e profundo conhecedor da história e dos problemas da Paraíba. Apesar de famoso, tem um contato humano dos mais simples. O fato de ser um artista muito conhecido ajudaria na fixação estadual do nome.
Como muito tenho batido no PT autoritário, dirceuzista e pró-corrupto, tem quem pense que hostilizo o PT de forma geral. Que nada, eu quero mais é que o PT renasça. Tem lá cabimento o PT velho de guerra prestar-se a defender corrupção, impunidade e censura?
Guardo alguns amigos nesse PT da minha nostalgia, a eles dedico estes magníficos versos do genial filósofo-poeta Vanildo Brito:
" - Onde estão os horizontes, os horizontes que amei?
Certamente além das pontes que eu jamais atravessei"
domingo, 30 de dezembro de 2012
Ricardo Coutinho vai por mau caminho, rumo ao impeachment. Mas, estando no meio da viagem, tem tempo de refletir e reencontrar o bom caminho. Como encorajamento para reflexão, versos de Dante Alighieri
"30/12/2012/00:00
Guerra paraibana
É feio o confronto do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), com a Assembléia Legislativa. Ele disse que não vai ficar de joelhos e os deputados já falam até em impeachment".
Aqui na Paraíba, essa conversa do impeachment de Ricardo vem desde o começo de 2012. O governador sempre teve um relacionamento difícil com os deputados. E não só com os deputados, pois acumulou desafetos em todas as categorias, especialmente entre o funcionalismo estadual, categoria que tem perseguido com especial esmero. Não é sem razão que o arguto Gilvan Freire, ex-aliado de Ricardo, o classifica como "inafetivo".
A base de sustentação de Ricardo na AL sempre foi precária. Agora, passou a quase nada. Como se viu na última votação de grande interesse do governador, a da mudança do Regimento Interno da AL, a derrota de Sua Excelência foi humilhante: 30 a 6. Isso mesmo, dos 36 deputados que compõem a Casa do Povo, o governador conta com apenas uma mísera meia-dúzia. É bem verdade que a tropa governista está à espera de algum reforço. Os suplentes que assumem no lugar dos prefeitos eleitos Luciano Cartaxo e André Gadelha, parece que já foram cooptados pelo Palácio da Redenção. Tem também o deputado Gervásio Maia, do oposicionista PMDB, recebido com pompa pelo governador na Granja Santana. Gervasinho está, como diria o saudoso Leonel Brizola, "costeando o alambrado".
6 + 3 = 9. É ainda muito pouco. Em suma, pela contabilidade de hoje, a oposição, em sendo o caso de aparecer algum motivo, tem maioria qualificada para proceder ao impeachment do governador. E a questão é exatamente esta: há motivo para o impeachment de Ricardo? Não se pode apear um governador do poder sem motivo. Sabe-se que correm na Justiça alguns processos que podem atingir Ricardo Coutinho. Se ele for inocentado em todos, ficará no poder até o fim do mandato, por mais minoritário que esteja na Assembleia. Caso contrário, o processo de impeachment correrá célere, mais rápido ainda do que o do Presidente Collor de Melo.
Será mera coincidência que o temperamento de Ricardo Vieira Coutinho semelhe ao de Fernando Collor de Melo, mas como se parecem: corajosos, audaciosos, arrogantes, vaidosos, autoritários, truculentos. Collor foi por mau caminho. Ricardo vai por mau caminho. Nesse episódio da mudança do Regimento da ALPB, por exemplo, Ricardo insultou o Poder Legislativo de forma grosseira, e ainda por cima demonstrando grande ignorância quanto à natureza das instituições democráticas. Vejam o que, referindo-se aos deputados, disse Sua Excelência:
"...aqueles outros que acham que governar é simplesmente fazer um balcão de negócios..."; "O povo é muito mais do que 20 ou 30 pessoas que se reúnem em um restaurante para poder achar que são donos da verdade e falam em nome do povo".
Ora, os deputados falam e legislam em nome do povo por representação; representação esta adquirida em eleições democráticas. Da mesma forma que a representação legislativa, também a representação executiva do governador depende do Poder Originário: O POVO. Que os deputados paraibanos se considerem donos da verdade, não tenho notado. Já Ricardo, sem dúvida, considera-se dono da verdade.
Certamente, o Povo é maior do que quaisquer dos seus representantes; e pode, por via legal, destituí-los (também por via revolucionária, mas isso é outra história). Essas falas de Ricardo, registradas na mídia local, há cerca de uma semana, foram arrematadas de maneira curiosa. Vejam:
"Ninguém pode ultrapassar seus limites e no meu ver a Assembleia ultrapassou".
Ele se referia à mudança do regimento da ALPB. Ora bolas, porque cargas d'água os legisladores estaduais estariam ultrapassando os seus limites ao legislar sobre o seu próprio regimento? Quem, na sua prepotência sem fim, tem ultrapassado seus limites é o governador Ricardo Coutinho.
O governador paraibano vai por mau caminho. Tem volta? Claro que tem. E tem tempo: está a meio do caminho. Aliás, metade do caminho é um excelente tempo para reflexão. Podemos mesmo adiantar um sinal positivo: no momento em que a postura beligerante do governador era secundada por alguns dos seus escudeiros desatinados, a recém nomeada secretária de Comunicação, Estelizabel Bezerra, a Estela, veio a público com declarações as mais sensatas, tentando desarmar os espíritos.
Como Ricardo sozinho já briga muito, ajudaria a si mesmo se proibisse seus girassóis mais afoitos de estar insultando a torto e a direito. Que ele deixe a comunicação apenas a cargo da secretária de Comunicação. Estela dá conta do recado.
Se refletir, se ponderar, Ricardo Coutinho poderá não só recompor sua base política como recuperar as simpatias do eleitorado, que, como se viu pela derrota em João Pessoa, vem perdendo; mas não perdeu tanto quanto se pensava. E assim pode se reeleger. Se continuar no caminho que vai, na passada que vai, antes do fim do ano de 2013 estará fora do governo, cassado e inelegível.
Por mais que tenha criticado o governador Ricardo Coutinho, não lhe quero mal. Pelo contrário, lembro que no seu primeiro mandato de prefeito da capital foi um dos melhores da nossa história; e torço para que o mau governador de hoje se espelhe no bom prefeito que foi. Creio que sua prepotência saiu de controle e o fez perder-se em uma "selva escura". Espero que o governador de todos os paraibanos saia da sua "selva escura", e lhe envio, como forma de encorajamento para reflexão, os primeiros versos da primeira parte da "Divina Comédia", "Inferno", quando, a meio do caminho da vida, Dante Alighieri deu consigo numa selva escura porque o caminho verdadeiro fora perdido.
"Nel mezzo del cammin di nostra vita
Mi ritrovai per una selva oscura
Ché la diritta via era smarrita"
Espero que Ricardo Coutinho se reencontre, que reencontre o verdadeiro e bom caminho.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
O PETRÓLEO NÃO É DELES, O PETRÓLEO É NOSSO! Ato Público em O Sebo Cultural mobiliza artistas, intelectuais, advogados, jornalistas, professores, estudantes, operários, políticos e poetas; e marca resistência paraibana
Alexandre Guedes, advogado e militante dos Direitos Humanos, da OAB-PB, conduziu os trabalhos. Rafael Freire, vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, esteve prestigiando o evento na companhia dos também líderes da categoria Cida Melo e Josinaldo Freitas; uníssonos na defesa da justiça distributiva. Radamés Cândido representou o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana, o que começa a trazer para o palco dessa luta a decisiva classe trabalhadora. O médico, romancista, cantor, poeta-compositor e intelectual militante socialista-católico Romeu de Carvalho explanou sobre a conjuntura política que levou à aprovação da Lei dos Royalties e enfatizou o quão urgente se faz a vigência de tal lei distributiva. Rui Galdino, militante trabalhista histórico, do velho e bravo PDT do Brizola, fez o discurso mais inflamado em defesa do Nordeste, chegando a propor que, a continuar sendo a nossa sofrida região desprezada e defraudada, seria melhor levar em frente a proposta poética de Bráulio Tavares e Ivanildo Vilanova: decretar o NORDESTE INDEPENDENTE. O professor e também poeta Ivaldo Gomes, expoente da luta pela Democracia Participativa, falou sobre a importância dos nordestinos para a grandeza do Brasil, ressaltando que foi a brava gente nordestina que construiu Brasília e alavancou o crescimento de São Paulo. Coube ao intelectual, jornalista e inventor Reginaldo Marinho ponderar sobre a necessidade de manter o Brasil unido: lutar pelo Nordeste, mas não propor divisão.
Por enquanto, adia-se a Guerra de Secessão ("Eita Pau Pereira, que em Princesa já roncou! Eita Paraíba, Mulé Macho, Sim Sinhô!"). Mas, aqui pra nós, essa turma do Cabral, lá do Rio Maravilha, tá de sacanagem e abusando da nossa paciência. Afinal de contas, O PETRÓLEO NÃO É DELES, O PETRÓLEO É NOSSO!
Sendo o petróleo de todos os brasileiros, o veto à justa distribuição foi um esbulho. Derrubá-lo é uma questão de justiça. E também uma questão de vigilância: os representantes dos estados que querem o petróleo só para eles estão enfiados em tenebrosas transações para melar a votação do veto, marcada para esta terça-feira (18/12). Por isso mesmo o nosso combativo vereador Marco Antônio propôs uma VIGÍLIA CÍVICA até lá, até que a distribuição dos royalties do petróleo para todos os estados brasileiros esteja garantida. Essa proposta veio na sequência de um discurso em que Marco Antônio reduziu a pó os argumentos dos que querem a exclusividade dos royalties.
Não será o caso de que eu vá aqui repetir os argumentos do vereador Marco Antônio, mesmo porque não saberia fazê-lo à altura. Então solicito ao próprio que coloque tais argumentos em papel (quer dizer: no computador) e nos envie para publicação.
Registre-se que Marco Antônio é vereador eleito, ainda não assumiu, assume no dia 1º de janeiro. Vale dizer: não assumiu o cargo, mas já assumiu a luta.
Antes de começar, Marco Antônio já começou bem.
VIVA A PARAÍBA! VIVA O NORDESTE! VIVA O BRASIL!
sábado, 1 de dezembro de 2012
DERRUBA, CONGRESSO! ou NORDESTE INDEPENDENTE
O Projeto de Lei dos royalties do petróleo foi aprovado na Câmara e no Senado por ampla maioria. Por óbvio, o Congresso Nacional terá ampla maioria para derrubar o veto presidencial. Só não derruba se não quiser, se os congressistas do Nordeste, do Norte, do Sul e do Centro-Oeste se acovardarem, pedirem arrego, traírem miseravelmente seu eleitorado. Não farão isso.
Mas essa luta não pode se dar apenas no Congresso, tem de ocupar as ruas. Foi por ocupar as ruas do Rio de Janeiro que o governador Sérgio Cabral venceu a primeira batalha. Nós outros, vetados da riqueza maior do Brasil, temos de ocupar ruas e ruas pelo país afora para vencer a segunda batalha, uma terceira, e quantas forem necessárias para fazer valer os direitos dos entes federados.
Os lideres políticos que foram vitoriosos na luta para aprovar o Projeto de Lei têm de agir para dar consequência à essa luta. No primeiro momento pós-aprovação, dormiram de toca. Aí, a turma do Sérgio Cabral, que só usa toca em festa em Paris, passou por cima deles. Agora, não vamos esperar, vamos botar nosso bloco na rua:
O PETRÓLEO É NOSSO, DE TODOS OS BRASILEIROS: DERRUBA, CONGRESSO!
A campanha pelo veto de Dilma, se bem que comandada por Sérgio Cabral, ganhou apoio dos intelectuais e dos artistas cariocas, gente famosa, simpática e idolatrada. Essa mesma gente deve parte da fama ao uso artístico-político-ideológico do sofrimento dos nordestinos. Vê-se agora que era da boca pra fora. Essa bofetada do veto presidencial aos interesses econômicos do Nordeste (também do Nordeste) vem num momento em que a gente sertaneja padece o horror de uma seca inclemente e de um descaso vergonhoso por parte do Governo Federal. Os intelectuais e artistas do Rio Maravilha esqueceram do "Carcará pega, mata e come". Eles apenas pensam em comer sozinhos os royalties da maior riqueza nacional. Por eles, Carcará pode morrer de fome.
Todavia, diz a canção de João do Vale: "Carcará, mais coragem do que home". Vamos ver se nosso carcará continua valente, "um pássaro malvado" com "o bico volteado que nem gavião". O carcará a que me refiro são os políticos, mas não só os políticos profissionais, e sim a todos que possam travar essa luta política. Política não é pra bicho frouxo. Tem de ser carcará.
E agora peço vênia (tá na moda) aos demais estados prejudicados pelo veto da Dilma para me ater à minha pequenina e brava PARAÍBA MULÉ MACHO:
Começo com o senador Vital do Rêgo. Ele foi, no Senado, o feliz relator do Projeto de Lei que estabelece justiça distributiva da maior riqueza nacional, tem grande prestígio na República, é peça chave. Não pode recuar, tem de ir para a linha de frente da luta pela derrubada do veto.
Sigo com o governador Ricardo Coutinho, a quem tanto tenho criticado. Contudo, nunca deixei de reconhecer que o governador paraibano é um sujeito destemido. Arrogante e prepotente, porém destemido: um verdadeiro carcará. Então, que assuma com destemor essa luta em defesa da Paraíba, do Nordeste e do Brasil.
Acho que podemos contar o prefeito eleito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. O novo prefeito tem prestígio com Dilma. Então, deve ser sincero: "Presidenta, entendemos a situação política que levou Vossa Excelência ao veto, mas não trabalhe contra a derrubada, não se desgaste ainda mais".
Conto com alguns amigos: o prefeito Hexa-Campeão Marcus Odilon (duas vezes prefeito em Juarez Távora, quatro vezes em Santa Rita); os vereadores eleitos Mestre Fuba (na capital) Genival Guedes e Farias (em Santa Rita).
Apelo para conhecidos meus com mandato, pessoas que, sem ter maior aproximação, conheço de longa data e tenho estima e admiração; além do que, recordo-me de algumas lutas que lutamos juntos: o deputado Anísio Maia, coordenador da vitoriosa campanha do PT em João Pessoa e o melhor organizador político que se possa imaginar; vereador Durval Ferreira, o melhor Presidente que a CMJP já teve; os combativos vereadores Tavinho, Marcus Vinícius, Pedro Alberto Coutinho e João Almeida, que conheço dos tempos do PDT de verdade, o PDT do Brizola; a vereadora Sandra Marrocos, minha brilhante aluna no curso de Filosofia na UFPB.
O mais complicado é chamar para essa luta meus amigos que não têm mandato político, formalmente desobrigados de tais enfrentamentos. Também eu, aliás, não tenho mandato, mas desde adolescente sempre gostei de me meter em confusão. Vou chamar apenas dois, porque sei que eles gostam de briga, são ex-guerrilheiros e eternos bolchevistas, enfrentaram tortura, bala e muitos anos de cadeia: José Calistrato Cardoso e José Emilson Ribeiro.
Por último, e muito importante, os artistas e intelectuais, pois sem essa tribo nenhuma campanha de opinião pública prospera. Como são muitos, pois a Paraíba tem mais artista e intelectual do que bode e urubu, citarei apenas um, que é um intelectual mobilizador: Heriberto Coelho. Apelo para que ele conclame "as antenas da raça", que faça uma badalação pela derrubada do veto lá em O Sebo Cultural
Enfim, se nós nordestinos formos mais uma vez defraudados, vamos botar pra quebrar: declararemos INDEPENDÊNCIA. Temos hino e tudo mais. Lembrem-se da GUERRA DE PRINCESA, comandada por Dom José Pereira, o Invencível. Nossa guerra de agora não haverá de desonrar a guerra de outrora. Em caso de derrota no Congresso (que só acontecerá por covardia e traição) teremos mesmo de partir para a "separação de fato e de direito", conforme já profetizado no nosso hino.
Tal conflito, que dividirá o Brasil "a partir de Salvador", já fora anunciado pelos profetas Bráulio Tavares e Ivanildo Vilanova, na voz apocalíptica de Elba Ramalho: NORDESTE INDEPENDENTE. Justamente, é esse o hino ao qual nos temos referido. Quem não conhecer, vá ao Youtube.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O Petróleo É Nosso, De Todos Os Brasileiros!
Essa boa gente gosta muito do Rio de Janeiro e acha que o resto do Brasil é secundário. A manifestação foi bonita, muito enfeitada (e custou uma nota preta, que o governador Cabral não quer revelar). A nossa contracampanha também pode ser enfeitada com muito artista famoso. Só daqui da Paraíba, acho que podemos contar com Fuba das Muriçocas, Renata Arruda, Chico César, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Zé Bezerra, Romeu e Cláudia Carvalho, Genival Lacerda, Vital Farias, Pedro Osmar, Bráulio Tavares, Antonio Barros e Cecéu, etc. Com Antonio Barros e Cecéu na campanha (ou contracampanha), poderemos usar o maior sucesso deles para dar o tom, a cor, o vigor e a cara da nossa luta: HOMEM COM H: "Nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem; se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Isso quererá dizer o seguinte: a gente ganha o que é nosso de todo jeito: se a nossa primeira campanha - NÃO VETA, DILMA! - funcionar, ótimo. Se Dilma fizer a besteira de vetar, abriremos a segunda campanha: DERRUBA, CONGRESSO!
Nós somos o BICHO HOMEM: vamos pegar e comer o que é nosso de todo jeito.
Nossa campanha precisa, claro, contar também com políticos de expressão, assim como os monopolistas do petróleo mobilizaram seus governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Por óbvio, todos os governadores dos estados não produtores terão papel de comando na nossa campanha. Mas, da Paraíba, citarei dois políticos que devem ir para a linha de frente: o senador Vital do Rêgo, do PMDB, e o prefeito eleito de Jampa Capital, Luciano Cartaxo, do PT.
Vitalzinho foi, no Senado, o feliz relator do Projeto de Lei vitorioso no Congresso; e vitorioso por larga maioria: 286 a 124 (esse Projeto de Lei teve início com o deputado Ibsen Pinheiro - nosso Louvor e Homenagem - e instituirá - se não for vetado - a justiça distributiva dos royalties do petróleo).
Luciano Cartaxo foi eleito enfatizando, repetindo e insistindo na força e prestígio que sua administração teria junto à Presidente Dilma Rousseff (acreditamos que terá; e é hora de provar).
Infelizmente, entre os políticos paraibanos que poderiam fortalecer a campanha tivemos duas pesadas baixas: o senador Lindbergh Farias e o deputado Padre Luís Couto.
Nascido, amamentado, criado, educado e formado na Paraíba, o nosso líder cara-pintada elegeu-se senador pelo Rio de Janeiro e resolveu desprezar sua terra-mãe para ficar do lado do seu estado de adoção eleitoral.
Já o padre deputado, eleito pela Paraíba, não se sabe por tentação de quais diabos, resolveu rezar pela cartilha mesquinha e também votou contra a Paraíba e a maioria dos brasileiros.
A campanha O PETRÓLEO É NOSSO, DE TODOS OS BRASILEIROS! (ou qualquer outro nome que lhe queiram dar) é urgente. Depois da manifestação do Rio, a imprensa já dá conta de que a Dilma tende a ceder diante do clamor dos monopolistas de royalties. Eu duvido. Todavia, não se pode deixar a campanha mesquinha avançar sem resistência. E vejam: nós outros, todos os brasileiros menos os fluminenses e capixabas, temos muito maior poder de fogo. Se a campanha mesquinha levou 200 mil pessoas à Cinelândia, nossa generosa campanha poderá levar às ruas de quase todo o Brasil, em um só dia, 2 milhões de nordestinos, nortistas e sulistas.
A Presidente tem até sexta-feira, 30/11, para decidir sobre o veto. Apenas 3 diaszinhos. Quem quiser fazer alguma coisa, MEXA-SE AGORA! Se colocarmos nossa campanha nas ruas antes da decisão da Dilma, ela vai fazer as contas e não vai vetar. Se demorarmos, estaremos levando a Presidente ao possível vexame e tremendo desgaste de ver o seu veto derrubado pelo Congresso Nacional após uma campanha que haverá de levar às ruas, numa grande sequência de atos públicos, não menos de 20 milhões de pessoas.
Se você concorda com essa campanha, divulgue esse post.
Cordialmente,
Washington Alves da Rocha - cel: (83) 8836-5493 ; e-mail: rochealves@yahoo.com.br
sexta-feira, 27 de julho de 2012
"Pior que estricnina / É o Ricardo Coitim"
Governante incomparável
Em matéria de ser ruim,
Pior que vidro moído,
Que veneno racumim;
Pior que estricnina,
É o Ricardo Coitim.
Perseguiu funcionários,
Sangrando até o fim,
Perseguiu seus companheiros,
Ficando quase sozim;
Pior que estricnina,
É o Ricardo Coitim.
O Povo num güenta mais
De tanta coisa ruim,
Ricardo só se diverte,
Comendo seu lagostim;
Pior que estricnina,
É o Ricardo Coitim.
O primo fez várias outras estrofes, mas não decorei. O nome dele, por inteiro, ele não quer que diga; mas se assina Rochinha das Candongas.
E vive só disso: de fazer versos, tomar cachaça e raparigar. Como precisa gastar nestas duas últimas atividades, tem de ganhar algum com a primeira.
Aceita fazer versos por encomenda.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
PSD 55: uma ótima idéia
Aqui na Paraíba, quem primeiro acreditou e mobilizou pelo PSD foi Marcus Odilon, prefeito de Santa Rita. Foi a primeira onda azul social-democrática. Com a chegada do vice-governador Rômulo Gouveia - aclamado, a começar por Marcus Odilon, como líder do PSD na Paraíba -, a onda virou tsunami e alastrou-se por todas as regiões do estado. O PSD Vai mostrar a cara nas eleições de 2012: de Cabedelo a Cajazeiras. Não vai ter moleza. No Brasil, nunca um partido foi tão atacado no seu nascedouro. Pela esquerda e pela direita, do "Partido do Kassab", para usar uma expressão de Machado de Assis, "disseram o que Maomé não disse da carne de porco". A acusação mais repetida é a de que o PSD "não tem ideologia". É também a maior besteira. Mas este assunto de ideologia é complicado, um tanto longo, e já passa das onze da noite. Fica para o próximo post, que eu vou dormir. Não sem antes lembrar que o número do PSD é 55. Antes fora cogitado o inebriante número 51. Seria uma boa idéia, mas 55 está ótimo.