Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A Venezuela Pede Socorro - vejam na Band

Terça-feira, 05/12, o Jornal da Band deu início a uma série de reportagens - A Venezuela Pede Socorro - sobre a situação dramática do país, que se vai caracterizando como de "emergência humanitária". Em linguagem bem popular, pode-se dizer que a Venezuela está "em petição de miséria". É chocante o que a Band já mostrou, e hoje, quinta-feira, mostrará mais. É chocante, mas não é novidade. A desgraça em que o chavismo afundou a Venezuela está escancarada faz tempo. O sofrimento do povo da Venezuela, sob a opressão da ditadura do chavista podre Nicolás Maduro, não é coisa que se possa esconder, mesmo porque milhares de venezuelanos fogem da desgraça procurando abrigo e sobrevivência em países vizinhos, inclusive o Brasil. A Venezuela pede socorro, geme de fome, grita de dor. Aqui do Brasil, a resposta mais sonora que recebeu foi do PT, que declarou apoio à ditadura chavista.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Luisa Ortega: beleza de mulher!

A Venezuela é famosa pela beleza das suas mulheres, e até conhecida como verdadeira "fábrica de Misses Universo". Luisa Ortega não é "Miss". Ela é a Procuradora-Geral da Venezuela que desafiou a ditadura assassina de Nicolás Maduro e foi destituída pela constituinte fascista. Acolhida na Colômbia, Luisa Ortega veio ao Brasil, e irá a outros países, denunciar os podres de Maduro. Além de fascista, Maduro é corrupto; o que não surpreende. Nem surpreende que a Odebrecht, principal empresa alimentadora da corrupção no Brasil, seja protagonista também na Venezuela. O que surpreende é a atitude magnífica dessa mulher: ideologicamente identificada com o chavismo, ela não se deixou cegar e viu o que todos os que não são fanáticos veem: os crimes do governo Maduro. Disse ela: "O que está acontecendo na Venezuela é a morte do direito". No Brasil, apesar de todas as evidências de desrespeito aos Direitos Humanos, violência, desemprego e fome, inclusive com milhares de venezuelanos atravessando as fronteiras brasileiras para terem o que comer; apesar de todas essas escancaradas desgraças que afligem o país vizinho, há no Brasil pessoas e partidos políticos que apoiam a ditadura podre de Maduro. Que coisa feia!
Luisa Ortega não é "Miss", mas é muito bonita. Uma beleza natural à qual se une agora o brilho e esplendor da coragem. Enquanto na Venezuela (e no mundo) houver a beleza da coragem, sempre haverá esperança. VIVA A LIBERDADE!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Andrei Roman: Uma visão de esquerda sobre a ditadura de Nicolás Maduro

A sucursal no Brasil do El País (brasil.elpais.com), jornal de esquerda dos mais influentes no mundo, vem de publicar (30/07) artigo de Andrei Roman, PhD em Ciências Políticas pela Universidade de Harvard. O texto, que bomba na internet, tem título já elucidativo: "O apoio ao golpe de Maduro é a página mais vergonhosa da história do PT". Andrei Roman, como verá quem ler o artigo, escreve desde um ponto de vista de esquerda, mas democrático, pois não aceita os ataques da esquerda autoritária contra a democracia.  O excelente artigo é longo, e para lá envio os curiosos. Aqui serei curto: a ditadura do podre Nicolás Maduro, carregando um legado de "fome, pobreza extrema, desespero e morte" (palavras usadas por Roman), tem escancarado sua índole fascista, sequestrando e assassinando opositores (em grande parte jovens estudantes) para se manter no poder. A Constituinte espúria deste domingo de sangue é uma vestimenta rota, de despotismo fascista, que não encobrirá os crimes do regime podre. É estarrecedor que no Brasil tenha quem apoie a ditadura assassina de Maduro. Apodrecerão com Maduro; cuja ditadura fascista o povo da Venezuela haverá de, em breve, depositar no monturo em que jazem tantas outras ditaduras podres.

terça-feira, 2 de maio de 2017

A "nova Constituinte" fascista de Maduro: o diabo que a carregue

Com Maduro, o chavismo atingiu seu apogeu fascista. Jogados na miséria da fome, os venezuelanos resistem em imensas manifestações (muitos também fogem dessa miséria, inclusive para o Brasil). O chavismo responde com a repressão mais feroz, arma suas milícias, prende e mata: são já dezenas de opositores assassinados, centenas de presos políticos. Todavia, a resistência democrática avança, as manifestações populares se avolumam e se espalham, colocando em xeque o regime fascista. Acuado, Maduro joga a cartada da convocação de uma "nova Constituinte". Quem se der ao trabalho de acompanhar o noticiário, verá que é tudo uma tremenda patifaria, uma malandragem autoritária. Vejam, por exemplo, no El País:

"O objetivo de Maduro é que a nova Constituinte seja uma espécie de Congresso dos Sovietes, sem a participação do que chamou de “velhas estruturas dos partidos políticos”. Metade da assembleia será formada por 250 delegados eleitos pela base operária. “As missões terão seus constituintes, os pensionistas e os indígenas. Será uma Constituinte cidadã, popular, operária. Uma Constituinte chavista”, anunciou". (brasil.elpais.com).

Ou em El Nuevo Herald:

"El mandatario socialista anunció que este lunes entregará al Consejo Nacional Electoral (CNE) las bases del proceso, que contempla la elección de 500 asambleístas, una parte por sectores sociales que escogerán directa
mente a sus representantes, y la otra por municipios". (elnuevoherald.com).

Apesar da linguagem bolchevista, está claro que Maduro tenta um caminho para formar uma Constituinte controlada por pelegos. Como ele mesmo diz, uma "Constituinte chavista"; o que significa dizer, uma "Constituinte fascista".

Aqui no Brasil, em 2014, a então presidente Dilma Rousseff, com o Decreto 8.243, tentou uma malandragem semelhante; não uma "Constituinte", mas um sistema de "conselhos populares", formados por entidades pelegas, e que se sobreporiam ao Congresso Nacional. A dita malandragem, como se sabe, não prosperou.

Na Venezuela, a "nova Constituinte" é, tão somente, uma tentativa de institucionalizar o fascismo; que lá se chama "chavismo". 

O fascismo atende por vários nomes; mas, sob qualquer nome, é fácil reconhecê-lo. Uma vez reconhecido, deve-se mandá-lo para o inferno. É isso o que o povo da Venezuela fará com o regime podre do chavista podre Nicolás Maduro.
  



Read more here: http://www.elnuevoherald.com/noticias/mundo/america-latina/venezuela-es/article147911544.html#storylink=cpy




Read more here: http://www.elnuevoherald.com/noticias/mundo/america-latina/venezuela-es/article148011509.html#storylink=cpy

quinta-feira, 23 de março de 2017

Domingo 26/O Povo Nas Ruas: O Brasil não será Venezuela

rocha100.blogspot.com.br

A estupidez, demagogia, fanatismo e bandidagem da esquerda autoritária levam sempre a desgraças.  Na Venezuela, esta esquerda chama-se chavismo; no Brasil, lulopetismo. Na Venezuela, o chavismo continua no poder e as desgraças atingiram níveis estarrecedores. No Brasil, esta esquerda foi afastada do poder antes que conseguisse  levar o país para abismo de desgraças semelhantes. Embora afastado do poder, o lulopetismo segue mobilizando forças no Congresso e na sociedade. No Congresso, tenta-se, dentre outros artifícios de proteção de corruptos, a anistia do crime de Caixa 2 e o estabelecimento da indecente lista fechada. Neste sentido, grupos lulopetistas rachados pelo impeachment se reagrupam e se unem a grupos do novo esquema de poder denunciados na Lava Jato. Não interessa a origem dos corruptos, eles devem ser punidos para que a Nação seja salva. Os democratas e patriotas estão novamente sendo convocados às ruas neste domingo, 26 de março. Com efeito, há muito contra o que protestar. Vamos portanto ocupar as ruas e praças. Dentre as muitas bandeiras, creio que deva ser levantada uma em solidariedade ao Povo da Venezuela, em luta contra a ditadura chavista. Inclusive, temos o dever de acolher os irmão venezuelanos que estão sendo tangidos pela opressão e pela fome do regime fascista do chavista podre Nicolás Maduro. Devemos ajudar a salvar a Venezuela; tanto quanto devemos impedir que a corrupção lulopetista volte a subjugar o Brasil.

VENEZUELA NÃO É AQUI!

DOMINGO 26/03: EU VOU!

domingo, 22 de maio de 2016

O "moderno Príncipe", o "Pai Nosso" chavista, Nicolás Maduro "louco como uma cabra" e o lulopetismo no volume morto

rocha100.blogspot.com.br

Foi amplamente noticiado o diagnóstico de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, sobre Nicolás Maduro, presidente da Venezuela: "Está louco como uma cabra". Só para relembrar: incomodado com algumas críticas na questão do referendo revogatório, Maduro havia acusado o uruguaio Luis Almagro, secretário-geral da OEA, de ser agente da CIA. Almagro também respondeu a Maduro, dizendo que se o governante venezuelano impedir o referendo revogatório será "mais um ditador". Pouco antes dessa quizila, Maduro havia acusado um "golpe de Estado" no Brasil.

O louco, como se sabe, afirma inverdades e nelas acredita. O mentiroso as afirma sem ser preciso que acredite. O mentiroso político mente por conveniência. No caso de Maduro, é possível que seja mentiroso e louco. Ou seja, talvez afirme algumas mentiras sem nelas acreditar e afirme outras acreditando dizer a verdade. O sucessor de Chávez conta suas conversas com o ídolo defunto; este em forma de "pajarito". Pois vejam que é mais fácil a conversa do "pajarito" ser verdade do que Almagro ser agente da CIA ou o processo de impeachment de Dilma ser um golpe.

Vejamos o caso do impeachment de Dilma. Se fosse golpe de verdade, como foram os golpes militares no Brasil e no Chile, Dilma deveria ter se exilado, como fez Jango, ou resistido de arma em punho, como fez Allende. Que nada! Dilma está no Palácio da Alvorada, curtindo as nababescas mordomias concedidas pelo governo "golpista".

A mentira deletéria, extrema, é loucura ou crime. Espantoso não é que o louco fale loucuras e que o criminoso diga mentiras; espantoso é que pessoas sãs acreditem em tais loucuras e mentiras. A esquerda chavista, autoproclamada bolivariana (insulto ao Libertador), tem usado a mentira como estratégia para chegar ao poder e permanecer no poder; e a mentira tornou-se seu modo de ser. Isso vem da herança bolchevista e nazifascista, onde a mentira conveniente termina por ser assimilada como verdade.  As alucinações de Maduro não são propriamente pessoais, são antes institucionais, avalizadas pelo partido chavista, o PSUV. Vejam que esse partido criou um novo "Pai Nosso", que reza assim:

"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"


No Brasil, o partido que melhor representa o chavismo é o PT, cujo ídolo é Lula. É possível que os lulopetistas venham a criar um novíssimo "Pai Nosso": "Lula nosso que estás no céu...etc". A maior escola de bajulação aos líderes foi imposta pelo tirano comunista Stálin na extinta URSS, já com toques de religiosidade. Todavia, o fervor totalitário chegou à sua mais alta expressão doutrinária pela mão de um comunista encarcerado, Antonio Gramsci, que de dentro do sofrimento das prisões fascistas na Itália de Mussolini escreveu os "Cadernos do Cárcere". Hoje em dia, no Brasil, Gramsci é a principal referência da esquerda marxista, que, em grande parte, compõe o lulopetismo. Eis a passagem mais conhecida da doutrina de Gramsci:  


“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa de fato que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe e serve ou para aumentar seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”. 


O "moderno Príncipe", no caso de Gramsci, era o Partido Comunista Italiano. Em cada caso particular, será um tipo de partido comunista, com qualquer denominação, ao qual o fanatismo político conduzir a desditada pessoa. Geralmente, o domínio comunista termina por ser unipessoal; do líder, os demais fanáticos serão servos. Com propósitos de exorcismo, já citei inúmeras vezes essa alucinação infernal, esse tipo de oração diabólica de Gramsci, e me parece sempre claro que quem a ela se submete, quem se prostra no altar do "moderno Príncipe", mentirá como quem reza e será capaz de todos os crimes: "louco como uma cabra". Esse é o estágio atual não só de Nicolás Maduro, mas dos militantes que rezam o "Pai Nosso" chavista, dos fanáticos lulopetistas que aceitam qualquer ordem do Lula e que estão indo junto com o ídolo para as profundezas do volume morto.

O alerta de José Mujica sobre a loucura de Nicolás Maduro foi providencial, sendo de lamentar apenas que tenha relacionado as inocentes cabras com um cabra tão safado. Logo as cabras, bichos tão mansos, como celebrados no esplêndido "Soneto de Babilônia e Sertão", do grande Ariano Suassuna.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"Chávez nosso que estás no céu...": o Socialismo do Século XXI é um charlatanismo que nem Karl Marx merece - e a questão da Anistia na Venezuela

por Washington Rocha
rocha100.blogspot.com.br

O fascismo chavista está morrendo, pode estrebuchar e é perigoso, mas está morrendo.  
Criado e amadurecido com Hugo Chávez, apodrecido com Nicolás Maduro, o fascismo na Venezuela chama-se Socialismo do Século XXI. Na Alemanha, o Nacional Socialismo chamou-se nazismo. O resultado do nazismo foi apavorante. O resultado do chavismo está sendo apavorante. O governo ditatorial de Maduro esconde os números, mas as imagens das filas quilométricas, das prateleiras vazias, da brutalidade da polícia e das milícias nazichavistas estampam a desgraça cotidiana. O governo esconde os números, mas vários organismos internacionais fazem estimativas. Vejam estas do FMI: Queda de 10% no PIB em 2015 - Inflação de 159% em 2015, caminhando para 204% em 2016 - Desemprego de 14% em 2015, caminhando para 18% em 2016 e 28% em 2020. Já a ONU afirma que a taxa de homicídios da Venezuela é a quinta pior do mundo.

Na Venezuela existe a criminalidade comum e a criminalidade organizada do governo podre de Nicolás Maduro. Tal governo tem sido alvo de seguidas denúncias da Anistia Internacional (AI) e da Human Rights Watch (HRW) por violação dos Direitos Humanos. No Relatório 2015 da HRW (eventos de 2014) para a Venezuela, consta: intimidação; censura; abusos policiais e impunidade dos que abusam; precariedade das prisões; presos mantidos incomunicáveis; maus tratos e tortura. Tudo isso e muito mais pode ser conferido em: https://www.hrw.org/pt/world-report/2015/country-chapters/268105.

As brutalidades do fascismo chavista estão escancaradas. É cúmplice quem quer.

Caindo de podre, o governo de Maduro foi esmagado nas recentes eleições legislativas, com a oposição fazendo maioria de dois terços (112 cadeiras contra 55 da coalizão chavista), o que lhe permite aprovar leis, inclusive a Lei de Anistia para os presos políticos. Esta lei, a oposição já prometeu aprovar. E o podre Nicolás Maduro já prometeu vetar. Certamente, a Lei de Anistia a ser aprovada pela Assembleia Nacional da Venezuela contará com solidariedade democrática internacional. No Brasil, espera-se daqueles que aqui lutaram pela Anistia (luta vitoriosa que levou à redemocratização) que sejam os primeiros a apoiarem a Anistia na Venezuela. Negar tal solidariedade e apoiar o veto de Maduro seria uma ignomínia. 

Nicolás Maduro é um fascista caricato, bisonho, que conversa com o defunto Chávez (este, em forma de "pajarito") e, qual servo de Drácula, dorme ao pé da tumba do ídolo.

No Brasil, o fascismo chavista tem uma legião de fãs. Conta com a amizade do ex-presidente Lula, com a conivência do governo Dilma, com o apoio declarado do PT e com a bajulação de muitos artistas e intelectuais. É estranho que mentes ilustradas, especialmente marxistas circunspectos, adeptos do "Materialismo Histórico/Dialético" e do "Socialismo Científico", comunguem neste cálice de charlatanismo rasteiro. Tão degradado é o Socialismo do Século XXI que o PSUV (o partido no poder na Venezuela, o PT de lá) produziu um novo "Pai Nosso", tendo Hugo Chávez por divindade. Para quem ainda não conhece, aí está:

"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez".

Karl Marx não merece isto.






quinta-feira, 11 de junho de 2015

Chavismo cabeludo vem amadurecer no Brasil: Lula da Silva, nº 1 do PT, recebe Diosdado Cabello, nº 2 do fascismo na Venezuela - e, no original espanhol, um artigo intrépido de Óscar Arias

No regime fascista da Venezuela, "Il Duce" (O Chefe) é Nicolás Maduro, mas é um chefe fraco de um governo já apodrecido. Maduro não chegou ao poder por mérito próprio, mas por capricho de Hugo Chávez, falecido fundador do fascismo venezuelano. Maduro  não tem têmpera nem competência para ser um eficiente chefe fascista. Como todo fascista, é mistificador, mas é um mistificador estúpido (sua cretinice mais famosa é dizer que o defunto Chávez, em forma de "pajarito", o visita e orienta; mas tem muitas outras). Quem, na Venezuela, tem têmpera de chefe fascista é Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional e nº 2 na hierarquia do poder fascista. Deveria ser hoje o nº 1, mas o chefe Chávez, já muito doente, escolheu Maduro.  Nas mãos de Maduro, o fascismo chavista apodreceu. A podridão venezuelana é sócio-econômica (desabastecimento, inflação, desemprego, fome, violência generalizada), político-institucional (o governo fascista da Venezuela submeteu o Judiciário e o Legislativo - como é de praxe em todo fascismo, como fez Mussolini na Itália e Hitler na Alemanha -) e humanitária (o governo fascista da Venezuela persegue, espanca, prende, tortura e assassina opositores; mata manifestantes a tiros; despreza completamente os Direitos Humanos e pratica todo tipo de arbitrariedades).

As violências e arbitrariedades do governo da Venezuela já encontram contestação ou condenação por parte de vários governos e partidos democráticos, de entidades (Anistia Internacional, por exemplo) e de personalidades destacadas na defesa da Democracia e dos Direitos Humanos. Óscar Arias, ex-presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz, em janeiro de 2014 já se pronunciava duramente contra as arbitrariedades do governo Maduro. Felipe González, ex-presidente socialista da Espanha (Partido Socialista Operário Espanhol - PSOE), foi a Caracas para visitar e prestar solidariedade aos presos políticos. Por todo o mundo, quem tem consciência democrática está reagindo à escalada autoritária do governo podre de Nicolás Maduro. 

Nada obstante, o regime fascista venezuelano tem simpatizantes e apoiadores no Brasil; o PT, por exemplo. O chavismo, também chamado "bolivarianismo" (coitado do Simón Bolívar) e "Socialismo do Século XXI" (coitado do socialismo), tem muitos simpatizantes declarados não só no PT, mas por toda a esquerda marxista brasileira (coitado de Karl Marx).

O chavismo (ou bolivarianismo, ou Socialismo do Século XXI), que tem ambições de estender suas raízes por uma "Pátria Grande", recebeu na quarta-feira, 10/06, um adubo forte: o nº 1 do PT (partido que governa o Brasil), Lula da Silva, recebeu o nº 2 do regime chavista da Venezuela, Diosdado Cabello.

Historicamente, a árvore do fascismo, em pátrias grandes ou pequenas, tem amadurecido frutos nefastos que, invariavelmente, apodrecem em tragédias.

Abaixo, seguem duas notícias sobre o encontro de Cabello com Lula; a primeira colhida do Instituto Lula (institutolula.org). E encerramos com um intrépido artigo do citado estadista Óscar Arias, colhido do Blog do Políbio Braga (polibiobraga.blogspot.com.br).




Presidente da Câmara dos Deputados da Venezuela visita o Instituto Lula

10/06/2015 14:43 | Diego

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
O presidente da Câmara dos Deputados da Venezuela, Diosdado Cabello, visitou a sede do Instituto Lula na manhã desta quarta-feira (10), onde encontrou-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o aprofundamento da cooperação política entre Brasil e Venezuela.
"É fundamental para nós conversar com o ex-presidente Lula, compartilhar de sua experiência e de sua referência política", afirmou o parlamentar venezuelano. A prioridade de Cabello, no entanto, que vem ao país como enviado do presidente Nicolás Maduro, é prospectar novas oportunidades de comércio com o Brasil, que mantém intercâmbio comercial de US$ 5,8 bilhões com o país vizinho.
"Queremos dispor na Venezuela de produtos que são feitos aqui. Não estamos muito perto, mas também não estamos longe, somos um mercado direto", disse. "O Brasil é uma potência mundial; um gigante, dizemos na Venezuela. Temos uma relação comercial extraordinária com o Brasil e há muitas empresas brasileiras que desenvolvem obras importantes em nosso país, não apenas de infraestrutura, mas também em setores como a indústria petrolífera. São laços que sempre buscamos aprofundar", completou.



Pedro Vesceslau e Murillo Ferrari - O Estado de São Paulo

Lula recebe número 2 do chavismo em SP

Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, esteve com ex-presidente por duas vezes




Na foto, o ministro Marco Rodolfo Torres, Lula e Diosdado Cabello - Reprodução do itter de Diosdado Cabello




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na manhã desta quarta-feira, 10, e na noite dessa terça, 9, com Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. O político, número 2 do governo chavista do presidente Nicolás Maduro, participou dos dois encontros na sede do Instituto Lula, na capital paulista. 

A reunião acontece pouco tempo depois de a imprensa dos Estados Unidos revelar que o país está investigando Cabello por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e no momento em que a Venezuela é acusada de sufocar a oposição do país. 
O gesto do ex-presidente se contrapõe à decisão do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, de liderar uma comissão externa do Senado para "averiguar" a situação de dois líderes opositores venezuelanos, Leopoldo López e Daniel Ceballos, presos há mais de um ano. 
Em sua conta no Twitter, Cabello escreveu que estava no Brasil "por instruções do companheiro presidente Nicolás Maduro, trabalhando pela e para a pátria". 
Além do número 2 do chavismo, vieram ao Brasil o ministro de Poder Popular de Economia e Finanças, Rodolfo Marco Torres, o ministro para Indústrias Básicas e Mineração, José David Cabello, e o presidente Corporação Venezuelana de Comércio Exterior (Corpovex), Giuseppe Yoffreda.






Manifesto (Óscar Arias)


Quiero sumar mi voz a un coro de preocupación que recorre buena parte de nuestra América.
Miles de estudiantes y opositores al gobierno del Presidente Nicolás Maduro en Venezuela fueron brutalmente atacados con armas de fuego por los cuerpos de seguridad.
En ningún país verdaderamente democrático uno va a prisión o es asesinado por pensar distinto o por querer manifestar su oposición a las políticas del gobierno. Venezuela puede hacer todos los esfuerzos de oratoria que desee para vender la idea de que es una verdadera democracia, pero con cada violación a los derechos humanos que comete niega en la práctica esa afirmación, porque reprime la crítica y la disidencia.
Todo gobierno que respete los derechos humanos debe respetar el derecho de su pueblo a manifestarse pacíficamente. El uso de la violencia es inaceptable. Recordemos la advertencia de Gandhi: “Ojo por ojo y todo el mundo acabará ciego”.
Siempre he luchado por la democracia y estoy convencido de que en una democracia, si uno no tiene oposición debe crearla, no reprimirla y condenarla a un infierno de persecución, que es lo que parece hacer el gobierno del Presidente Maduro.
Venezuela debe respetar los derechos humanos, sobre todo los derechos de sus opositores, porque no tiene ningún mérito respetar sólo los derechos de sus partidarios.
En algún momento de su vida dijo Martin Luther King Jr. que “…los lugares más calientes del infierno están reservados para aquellos que en un período de crisis moral mantuvieron su neutralidad. Llega el momento en que el silencio se convierte en traición”.
Por ello estoy consciente de que al hacer estas afirmaciones me expongo a todo tipo de críticas de parte del Gobierno venezolano. Me acusarán de inmiscuirme en asuntos internos, de irrespetar su soberanía y, casi con certeza, de ser un lacayo del imperio.
Sin duda, soy un lacayo del imperio: del imperio de la razón, de la cordura, de la compasión y de la libertad. No voy a callarme cuando se vulneran los derechos humanos.
No voy a callarme cuando la sola existencia de un gobierno como el de Venezuela es una afrenta a la democracia. No voy a callarme cuando se pone en jaque la vida de seres humanos, por defender sus derechos ciudadanos. He vivido lo suficiente para saber que no hay nada peor que tener miedo a decir la verdad.
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Óscar Arias fue presidente de Costa Rica y obtuvo en 1987 el Premio Nobel de la Paz.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A podridão fascista na Venezuela, a pusilanimidade do governo Dilma, o "Pai Nosso" chavista e a degradação da esquerda majoritária brasileira

Comandado na Venezuela pelo podre Nicolás Maduro, o fascismo atropela a democracia e massacra direitos humanos: persegue, prende, espanca, tortura e assassina opositores.

E como, no Brasil, se reage ao avanço fascista do podre Maduro e seus esbirros podres? Em nota pusilânime, a presidente Dilma diz que não tem nada a ver, que não se mete em questões internas de outros países. E a esquerda majoritária brasileira, que é aquela comandada pelo PT e também atende pelo nome de lulopetismo; esta esquerda, cúmplice do chavismo desde o início, continua cúmplice, mesmo depois das mais escancaradas violações dos princípios democráticos e dos direitos humanos.

Existe uma esquerda democrática? Existe,  mas no Brasil é tão minoritária que quase não se vê. O que se vê é essa esquerda lulopetista amante de ditaduras e fanática por dinheiro.

Nicolás Maduro, o presidente podre da Venezuela, é um fascista cretino sem disfarce; aliás, para deslumbrar seus seguidores, o podre Maduro assume atitudes as mais bizarras do cretinismo fascista: dorme na tumba de Hugo Chaves (qual um servo de Drácula) e fala com o com seu defunto ídolo, que lhe aparece em forma de "pajarito".

Em matéria de cretinismo, o fascismo chavista é deveras criativo: os adoradores de Hugo Chávez já rezam por um novo "Pai Nosso". Vejam:


"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez".

Como se sabe, o uso do termo "esquerda" para designar posicionamento político tem origem na Revolução Francesa, e esse termo guarda em si uma ideia de progresso. Com efeito, a esquerda democrática seguiu o caminho do progresso. A esquerda autoritária (bolchevismo) afundou no atraso; e seus remanescentes estão levando a uma degradação que, à imensa violência e crueldade originárias, une um ridículo desconcertante para alguns velhos e circunspectos bolcheviques (páreo duro para o socialista Maduro é o comunista Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte).

Na companhia da esquerda chavista, a esquerda majoritária brasileira/lulopetista, degrada-se: irão juntas para o lixo da história.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"Chávez nosso que estás no céu...": Putaquipariu!, a cretinice da esquerda fascista não tem limite

Eu, que já fui marxista e bolchevista, conservo alguns amigos marxistas e bolchevistas. Alguns se zangam com minhas críticas ao credo que com eles compartilhei um dia. Em resumo: hoje, considero que o marxismo é uma  miséria de filosofia. Quanto ao bolchevismo, que é a vertente mais autoritária da autoritária doutrina marxista, considero que seja a pior desgraça política que jamais infelicitou a humanidade; podendo ser comparado apenas ao nazifascismo. Aliás, marxistas civilizados abominaram o bolchevismo no nascedouro, dentre os quais Karl Kautsky e Rosa de Luxemburgo. Outro marxista alemão, Otto Rühle, que lutou na resistência ao nazismo, considerou o bolchevismo como pai da desgraça nazifascista, em um livro cujo título diz tudo: "A luta contra o fascismo começa com a luta contra o bolchevismo".

Pois bem, por ruim que seja o marxismo e por pior que seja o bolchevismo, não penso que os marxistas e bolchevistas de hoje mereçam o padecimento de apreciar a degradação a que a esquerda autoritária latino-americana - cuja maior expressão é o chavismo -, que lhes reivindica a herança, atingiu.

Como se sabe, o marxismo é uma filosofia materialista que se pretendeu como ciência, autodenominando-se "Materialismo Histórico", "Materialismo Dialético" e "Socialismo Científico".  Marxismo e bolchevismo, que comandaram o movimento socialista internacional no séc. XX, praticaram um severo ateísmo racionalista, abominando todas as superstição e todas as religiões, que para eles era a mesma coisa. Pois, o chavismo (também chamado bolivarianismo - coitado do Simón Bolívar), que se autoproclama "Socialismo do Século XXI", enveredou não só pela religião católica, mas pelas superstições mais ridículas. O chefe supremo do chavismo, o defunto Hugo Chávez, desce periodicamente à terra para, em forma de passarinho (pajarito), conversar com seu herdeiro presidente da Venezuela, o podre Nicolás Maduro, que, vez por outra, dorme ao pé do túmulo do ídolo, tal qual um servo de Drácula. E essa não é uma abjeção que o podre Maduro faça às escondidas, pelo contrário, conta a abjeção aos devotos da seita para entusiasmá-los.

Em artigos passados, já tinha eu denunciado o caráter fascista e de baixa superstição do chavismo. Um meu amigo, velho intelectual marxista a quem muito prezo, avesso a superstições e religiões, zangou-se. E zangado, escreveu contra mim alguns desaforos. Eu não me zanguei. Compreendi, pois não é fácil abandonar antigas paixões ideológicas. E agora, depois da última degradação do chavismo, chego a ter compaixão pelo meu velho amigo, austero pensador que reivindica tanto o marxismo como o Iluminismo. Eis que o chavismo instituiu um novo Pai Nosso, substituindo o Deus de Jesus Cristo pelo defunto ídolo Hugo Chávez. Aliás, foto que circula na internet dá conta que Chávez ressuscitou, na forma de uma mulher gorda (procurem conferir; é a cara).

Todavia, por espantoso que seja o Pai Nosso bolivariano, por audaciosa que seja, do ponto de vista cristão, a blasfêmia, havemos de convir que, pelo menos no Brasil, o que mais tem hoje na Igreja Católica é padre, frade e bispo marxista. O Frei Betto, por exemplo, chegou a idealizar o futuro feliz da humanidade como produto do acasalamento entre uma santa católica e um guerrilheiro marxista. Vejam: "Feliz homem novo, feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Tereza de Ávila com Ernesto Che Guevara". Ao libidinoso frade e outros católicos marxistas, talvez seja conveniente abandonar o velho Pai Nosso - ultrapassado, reacionário -, e adotar o novo Pai Nosso - progressista, revolucionário -. Ei-lo:

 "Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"


sábado, 12 de abril de 2014

Post em homenagem a Ruy Barroso, com reflexão sobre uma velha anedota contada por Sérgio Botelho

Por ser meu amigo, Ruy Barroso já merece minha homenagem, ainda mais por ser  meu leitor, e mais ainda por ter em alta conta meus escritos, não me poupando elogios. Não bastasse, o muito inteligente e sempre bem humorado Ruy é um dos mais agradáveis proseadores da paróquia dos bares do Bessa, o mais encantador bairro desta linda Cidade das Acácias, onde temos a felicidade de habitar, viver e conviver.

Não obstante a homenagem, quero fazer uma reclamação: meu amigo Ruy tem enviado comentários sobre alguns posts deste Blog para meu e-mail, embora eu tenha pedido e até implorado para que os comentários sejam feitos no espaço próprio de comentários do Blog. Comentários são a alma dos blogs.

Conto agora uma anedota velha que me foi contada no tempo antigo pelo velho amigo Sérgio Botelho; depois direi com qual propósito.

Da tribuna da Assembleia da Paraíba, um deputado culto e refinado, advogado e escritor, chama um colega de "energúmeno". O colega, deputado do interior, bronco, semianalfabeto, porém brioso e despachado, responde: "Se essa palavra que Vossa Excelência disse comigo for 'agradativa', muito obrigado, Deus lhe acrescente; mas se for 'atacativa', é a PUTA QUE PARIU Vossa Excelência".

Usei essa anedota a propósito das respostas a meus posts que, como já disse, são endereçadas a meu e-mail pessoal. É que algumas, como as do amigo Ruy, são 'agradativas', e outras são 'atacativas'. Pois, gostaria de ter na área de  comentários tanto umas como outras. A última resposta 'atacativa' que recebi foi de um velho marxista, sindicalista e escritor paraibano. Ele ficou mordido porque eu esculhambei com a ditadura fascista do chavista podre Nicolás Maduro, que na vizinha Venezuela persegue, prende, tortura e assassina opositores, principalmente jovens estudantes. Eu não tenho muito que replicar, é um direito dele abraçar a bandeira bolivariana. Todavia, surpreende-me que um marxista reverencie um patife mistificador como o podre Maduro: o safado diz que o finado Hugo Chávez lhe aparece em forma de 'pajarito'; o sem-vergonha tirou a foto de Chávez milagrosamente brotada numa parede velha; o cretino afirma que - qual um servo de Drácula - dorme ao pé da tumba do seu ídolo defunto. Pois, é de espantar que um adepto da circunspecta doutrina do SOCIALISMO-CIENTÍFICO (também dita materialismo-dialético ou materialismo-histórico) aprove esse estrume supersticioso. Karl Marx e Friedrich Engels vomitariam.  

Seja como for, eu gostaria que o comentário 'atacativo' do velho marxista estivesse publicado na área de comentários deste Blog. Se ele fizer outros, peço que seja por esse meio, o que facilitará a ampliação do debate; sendo o debate 100 Fronteiras e 100 Censura o objetivo maior deste Blog ROCHA 100.

Voltando ao amigo Ruy e aos comentários 'agradativos', devo dizer que receber comentários inteligentes é bom; porém, melhor ainda é que sejam expostos ao público leitor.   

sábado, 29 de março de 2014

Brasil 1968/O ANO QUE NÃO TERMINOU - VENEZUELA 2014/O ANO QUE SÓ COMEÇOU: "Vem, vamos embora, que esperar não é saber"

Com bravura e competência, o coronel Hugo Chávez preparou o fascismo na Venezuela. Por morte do seu criador, esse fascismo, já maduro,  passou às mãos de Nicolás Maduro, um sujeito infame como um trocadilho infame. Deixado aos cuidados do infame Maduro, o fascismo chavista apodreceu.

Vejam que não nego ao coronel Hugo Chávez os atributos de bravura e competência. Nem os nego ao cabo Adolf Hitler - aliás, condecorado com a Cruz de Ferro por bravura na Primeira Grande Guerra -, criador do fascismo na Alemanha, chamado de nazismo devido à sigla NAZI do partido hitlerista - Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães -; tão socialista quanto o socialismo bolivariano de Hugo Chávez (coitado do Simón Bolívar, vilipendiado pela apropriação do fascismo chavista).

Na Alemanha, o audacioso Hitler tentou chegar ao poder através de um golpe. O golpe fracassou e o golpista foi preso. Mas sairia da prisão para chegar ao poder pelo legítimo caminho democrático, no  modo parlamentarista. Uma vez no poder, o astucioso Hitler usou de todos os mais ilegítimos artifícios para destruir a democracia e submeter o Estado alemão ao seu absoluto poder nazista. Na Venezuela, o astucioso Chávez seguiu a mesma trilha, com igual sucesso, terminando por submeter o Estado venezuelano ao seu absoluto poder nazi-bolivariano.

O nazismo foi barrado apenas a custa da mais terrível guerra da história. O nazi-chavismo está sendo enfrentado nas ruas da Venezuela por milhares de rebeldes, especialmente pela juventude estudantil.

No Brasil, em 1968, a juventude estudantil enfrentou nas ruas o fascismo de uma ditadura militar. Eu estive naquela luta, na linha de frente, de peito aberto. E bradava: ABAIXO A DITADURA! E cantava nas passeatas a  música de Geraldo Vandré: "Caminhando e cantando..."; "Vem, vamos embora, que esperar não é saber".

"Porém..., ai porém"; muitos dos que comigo cantaram, hoje ficam mudos diante da violência do nazi-chavismo do podre Nicolás Maduro, que prende, espanca, tortura e mata (sendo jovens estudantes as principais vítimas). Pior: alguns que em 1968 cantavam contra a ditadura militar brasileira torturadora e assassina, hoje cantam louvores para a ditadura nazi-chavista venezuelana torturadora e assassina.

Não obstante a omissão vergonhosa do governo brasileiro e a cumplicidade criminosa de dirigentes do PT diante das flagrantes violações aos Direitos Humanos na Venezuela por parte do regime nazi-chavista (dentre as quais violações, repita-se: espancamentos, torturas e assassinatos); nada obstante, espalha-se pelo mundo e chega ao Brasil a indignação com tais violências (deveria ter sido o inverso, o Brasil deveria ter sido o primeiro país a se indignar com as atrocidades no país vizinho).

Zuenir Ventura, que lutou contra a ditadura militar naquele distante 1968, veio a escrever, 20 anos depois, um excelente livro, a começar pelo título tão sugestivo, que tomei emprestado para título deste post:

"1968 O ANO QUE NÃO TERMINOU"

Com efeito; não terminou e recomeçou neste 2014, na Venezuela, cujo povo, cuja juventude, em decisiva luta por Liberdade, Democracia e Direitos, precisa da solidariedade dos brasileiros. À essa solidariedade, especialmente, não se podem furtar aqueles que, como Zuenir Ventura e como tantos, em 1968, pelas ruas e praças do Brasil, não deixaram de "falar de flores" e "seguiram com a canção":

"Vem vamos embora, que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"

VIVA A VENEZUELA! VIVA A LIBERDADE! 
ABAIXO A DITADURA PODRE DE MADURO!      

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Na Venezuela, com Nicolás, o fascismo ficou maduro

Hugo Chávez estabeleceu na Venezuela um regime populista autoritário de vocação fascista: sujeição de todos os poderes ao executivo, sujeição do Estado ao partido, sujeição do partido ao chefe.

Com Chávez, a Venezuela caminhava para o fascismo; agora, com Nicolás, o fascismo ficou maduro. Esse trocadilho é infame, mas não é a única infâmia advinda do fascismo maduro-chavista:

a) A juíza María Lourdes Afiuni continua em prisão domiciliar. Encarcerada em 2009 por ter tomado decisão judicial que desagradou o presidente Hugo Chávez, a juíza, segundo relato dela mesma, foi estuprada na cadeia. A Anistia Internacional confirmou as perseguições chavistas e deu destaque à ignomínia praticada contra a juíza Afiuni, que, sem julgamento, ficou atrás das grades por quase três anos;
b) Nicolás Maduro foi eleito através de fraude;
c) Como resposta aos protestos da oposição, as milícias maduro-chavistas mataram oito pessoas, e o governo culpou a oposição (semelhante ao que fizeram os nazistas, que tocaram fogo no Reichstag e culparam os comunistas);
d) O chavista Diosdado Cabello, presidente do Parlamento, cassou a palavra dos parlamentares de oposição;
e) A maioria chavista do Parlamento espancou a minoria oposicionista, sob aprovador riso de escárnio do presidente Diosdado;
f) O chefe Maduro está providenciando milícias ao estilo dos Camisas Negras do fascismo italiano e das SS e Gestapo do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães/Nazista. O novo chefe venezuelano chama suas milícias de ''operárias". De Chávez ele herdou cerca de 130 mil milicianos, mas quer mais: "Trezentos mil..., um milhão, dois milhões de trabalhadores e trabalhadoras uniformizados e armados". 

Desde as primeiras internações de Chávez que se montara uma terrível máquina de mentiras e mistificações para manter o povo subjugado à mítica do chefe infalível. Com a incapacitação e morte do chefe, estas mentiras e mistificações foram ao paroxismo. Entre outras indecências, Chávez foi identificado com Jesus Cristo, elevado ao grau de divindade,... e falou ao novo chefe na forma de um passarinho ("pajarito").

Antigamente, tais extravagâncias supersticiosas repugnariam a esquerda marxista, ciosa da sua austera doutrina e ciência do materialismo-dialético. Hoje, parte significativa da esquerda marxista comunga com o fascismo maduro-chavista. No Brasil, inclusive, esse fascismo do século XXI conta com muitos simpatizantes.

Todavia, se o fascismo chavista amadureceu, não ficou forte; pelo contrário, já está apodrecendo. Um dos motivos da fragilidade do fascismo de Maduro é que ele não é o fascista mais maduro e feroz (outro trocadilho infame; mas que se há de fazer) do regime que chefia. O fascista mais experiente e feroz da Venezuela é o já referido Diosdado Cabello, número 2 do chavismo até ser preterido por Chávez quando este se viu perto da morte. Dizem que Hugo Chávez se decidiu por Maduro devido à assustadora ambição e total falta de escrúpulos do riquíssimo Diosdado.

Outro condicionante da fragilidade do regime fascista venezuelano é que a situação sócio-econômica do país está uma desgraça: a violência é alarmante; a inflação disparou; ocorre desabastecimento generalizado, desde alimentos até papel higiênico.

A esperança da Venezuela é que a oposição cresceu muito (tanto que se não houvesse sido roubada teria vencido a eleição presidencial) e vai se organizando razoavelmente. Porém, enfrentar regimes fascistas é missão duríssima.