Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de dezembro de 2017

A Luz do Mundo - Mensagem de Natal e Ano Novo

(Por especial pedido do meu querido irmão Fernando, tenho publicado esta mensagem todo fim-início de ano, desde 2005)
Caminhava Jesus com seus discípulos quando avistou um cego de nascença. Os discípulos quiseram saber se o infeliz estava pagando os pecados próprios ou os pecados dos pais. Jesus respondeu que nem o cego nem os pais haviam pecado, mas era necessário que naquele sofredor se manifestassem as obras de Deus; e dispõe-se a curá-lo, dizendo: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João: 9, 5).
Todos nós somos cegos de nascença; não cegos da visão, mas cegos do entendimento. Cegos da visão, alguns. Cegos do entendimento, todos. Não que a razão humana não possa conhecer, mas ela só conhece pelo tato aquilo que melhor conheceria pela vista.
A razão humana, a rigor, apenas tateia a verdade; sendo da essência mesma desta nunca se revelar na sua inteireza.
Acresce que esta humana razão conhece sempre melhor o que importa menos, e pessimamente o que importa mais.
Porque muito mais importa a verdade moral do que a verdade factual, muito mais as verdades interiores do que as verdades exteriores, muito mais as verdades da vida eterna que não vemos do que as verdades da vida efêmera em que vivemos.
Por isso foi necessária outra luz, além da luz da razão.
Se a razão tudo pudesse entender, não careceria Deus de enviar uma nova luz ao mundo.
Desde que apareceu no mundo, há 2018 anos, essa luz aquece e ilumina sem cessar, e seu combustível é o amor.
A denominação de "mago", na Antiguidade, indicava o sábio, especialmente da mais excelsa sabedoria da época: a sabedoria astrológica. Os três reis magos são, portanto, os três reis sábios.
Estes sábios, ao seguirem a estrela, iam a procura de uma luz nova, uma luz que pudesse iluminar mentes já saturadas de toda ciência, cansadas de muitas procuras, desesperançadas de tantas decepções.
Eles a encontraram, a luz em botão, na forma de um bebê em uma humilde manjedoura.
Essa pequenina luz se fez a Luz do Mundo.
Hoje, neste início de 2018, por mais saturado, cansado e desesperançado que você esteja; esta luz esta ao seu alcance.
Procure-a com o coração.

Washington Rocha

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A SIMBOLOGIA DO NATAL - Lourdes Rocha von Sohsten

Numa confraternização de Ano Novo, quarta-feira, dia 4, 2017 ainda bem novinho, foi declarada, por Lourdes Rocha von Sohsten, esta sua tão bela mensagem natalina:

A SIMBOLOGIA DO NATAL

O que significa para mim 


                                                                                                                              


            Todo ano, quando chega o mês de dezembro, milhões de pessoas se preparam para festejar o Natal no dia 25, data máxima da cristandade, porque nela se comemora o nascimento de Jesus. Esta data se tornou oficial em 325, século IV d.C, no Concílio de Nicéia, por determinação do Papa Júlio I, para substituir o culto ao Deus Mitra, na época, tão reverenciado quanto Jesus Cristo. A partir do sec. V d.C começou-se a festejar o Natal em Roma. Esta prática espalhou-se pelo mundo cristão e perdura até nossos dias. Todavia, mais importante que a data do nascimento de uma criança, (considerada por muitos como divina), é o seu significado, o que ela representa.
            Natal – nascimento, renovação, esperança, fraternidade, como também tempo para refletir. Então vamos refletir.
            Coisas surgem, coisas desaparecem. Pessoas morrem, coisas se acabam. Vida e morte, processo contínuo indissociável e infinito. Um não existe sem o outro.
            Pessoas um dia se vão para sempre (algumas delas quando partem, parece que levam também parte de nós), mas enquanto este dia não chega, a cada encontro nosso coração se enche de júbilo. Também nos regozijamos quando construímos algo ou encontramos alguma coisa preciosa para nós que imaginávamos perdida. Outras vezes, pessoas queridas nos decepcionam e / ou nos traem e nesses momentos morremos um pouco. Coisas em que acreditávamos se revelam falsas ou nos equivocamos em nossas escolhas, aí é preciso que nos afastemos, faz-se necessário mudar o rumo e continuar a jornada, criar novos relacionamentos, novos projetos, novos ideais. Neste fluxo contínuo do nascer e morrer, nesta experiência fantástica que é viver precisamos celebrar a vida, agradecer. Agradecer pelo muito ou pelo pouco que tivermos, mas agradecer; pela saúde, pelos amores, pelos filhos, pelos pais, pelos amigos, pela vida boa e confortável e por tantas coisas mais. . .
            É verdade que nem sempre e nem todos temos isto, entretanto todos nós podemos todo dia, agradecer quando acordamos e vemos e/ou sentimos o sol nascer e mais tarde se por para a noite chegar e o céu se cobrir de estrelas e para que possamos dormir após um dia de trabalho ou só para descansar; podemos agradecer quando vemos a chuva cair e banhando a terra fazê-la florescer; agradecer por ver um sorriso de uma criança feliz, por termos o carinho de pessoas queridas; agradecer quando vemos pássaros voando no céu e outros animais selvagens em seu habitat natural mostrando-nos como é ser livre; agradecer quando olhando florestas, rios, montanhas e mares, nos damos conta da força e do poder da natureza; agradecer especialmente quando olhando para nós mesmos descobrimos que nossa consciência está em paz, nosso coração tranqüilo e aí percebemos que temos muito para dar, seja material, moral ou espiritualmente, para nosso companheiro (a), nossos filhos, nossos amigos, ou simplesmente para alguém que precisa e cruzou nosso caminho. Enfim há sempre alguma coisa pela qual agradecer e sempre algo para celebrar. Isto para mim é Natal. Então celebremos.
            Que todos vocês tenham um Natal maravilhoso e que se repita por muitos outros anos de suas vidas.

                                                                                                _____________________________


(autoria:  Lourdes Rocha von Sohsten)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

"Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém..." - Angelus Silesius

Angelus Silesius (1624-1676), pseudônimo de Johannes Scheffer, nascido em Breslau, na Polônia, foi grande místico cristão, médico, jurista, filósofo e expoente da poesia barroca alemã. É dele, no meu entender, a mais bela e forte mensagem de Natal jamais escrita; esta:


“Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém,
Se não nascer dentro de ti, tua alma ficará perdida.
Em vão olharás a Cruz do Gólgota
A menos que dentro de ti, ela seja novamente erguida.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A LUZ DO MUNDO - mensagem de Natal e Ano Novo

A Luz do Mundo

Mensagem natalina de Washington Rocha



(por especial pedido do meu querido irmão Fernando, tenho publicado esse texto todo fim-início de ano, desde 2005)

     Caminhava Jesus com seus discípulos quando avistou um cego de nascença. Os discípulos quiseram saber se o infeliz estava pagando os pecados próprios ou os pecados dos pais. Jesus respondeu que nem o cego nem os pais haviam pecado, mas era necessário que naquele sofredor se manifestassem as obras de Deus; e dispõs-se a curá-lo, dizendo: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João: 9, 5).
     Todos nós somos cegos de nascença; não cegos da visão, mas cegos do entendimento. Cegos da visão, alguns. Cegos do entendimento, todos. Não que a razão humana não possa conhecer, mas ela só conhece pelo tato aquilo que melhor conheceria pela vista.
     A razão humana, a rigor, apenas tateia a verdade; sendo da essência mesma desta nunca se revelar na sua inteireza.
     Acresce que esta humana razão conhece sempre melhor o que importa menos, e pessimamente o que importa mais.
     Porque muito mais importa a verdade moral do que a verdade factual, muito mais as verdades interiores do que as verdades exteriores, muito mais as verdades da vida eterna que não vemos do que as verdades da vida efêmera em que vivemos.
     Por isso foi necessária outra luz, além da luz da razão.
     Se a razão tudo pudesse entender, não careceria Deus de enviar uma nova luz ao mundo.
     Desde que apareceu no mundo, há 2015 anos, essa luz aquece e ilumina sem cessar, e seu combustível é o amor.
     A denominação de "mago", na Antiguidade, indicava o sábio, especialmente da mais excelsa sabedoria da época: a sabedoria astrológica. Os três reis magos são, portanto, os três reis sábios.
     Estes sábios, ao seguirem a estrela, iam a procura de uma luz nova, uma luz que pudesse iluminar mentes já saturadas de toda ciência, cansadas de muitas procuras, desesperançadas de tantas decepções.
     Eles a encontraram, a luz em botão, na forma de um bebê em uma humilde manjedoura.
     Essa pequenina luz se fez a Luz do Mundo.
     Hoje, neste início de 2015, por mais saturado, cansado e desesperançado que você esteja; essa luz está ao seu alcance.
     Procure-a com o coração.


Washington Rocha