Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
sábado, 13 de agosto de 2016
"Carta aos Brasileiros" de Dilma Rousseff lança candidatura de Odorico Paraguaçu a Presidente, vaza e causa alvoroço
Odorico Paraguaçu está hospedado em um hotel da orla de João Pessoa. Hoje, sábado 13/08, conversou com amigos sobre a "Carta aos Brasileiros", da Dilma Rousseff, que vazou na internet e esta causando verdadeira comoção nacional, com repercussão internacional. Na Carta, como o mundo já começou a saber, Dilma se diz "vítima de uma tentativa de golpe", afirma que voltará à Presidência e lança Odorico Paraguaçu candidato a Presidente da República em 2018. Ele nos contou que esteve com a presidente afastada e com ela redigiu a "Carta aos Brasileiros", para ser divulgada oficialmente hoje, mas só lá pelo início da noite, a tempo de ser divulgada no Jornal Nacional. Com o vazamento, Odorico resolveu contar a história e não pediu segredo. Também ninguém tem mais dúvida de que foi o próprio Odorico que vazou o conteúdo da Carta, igual àquela mensagem de voz do Michel Temer, que "vazou" tão oportunamente. Reproduzo aqui a explicação que nos deu Odorico e, em seguida, a dita Carta, que, aliás, é o assunto do momento nas redes sociais em todo o planeta, superando até mesmo as menções às Olimpíadas do Rio de Janeiro.
- A minha amiga presidenta me pediu assessoramento ajudatício no redacionamento escriturário da "Carta aos Brasileiros" porque o marqueteiro acarajento João Santana está em estado proibitivo de impedimento compulsório e os mortadelas lá do Palácio da Alvorada somentemente brigam. O Jaquivague quer de um jeito, o Mercadante quer contrariamentemente o contrário. O Rui Falcão não quer o plebiscitamento eleitoreiro de nova eleição presidentista. O Lula não está nem aí e está completamentemente desanimado e desmilinguido, num entristecimento de dar dó. Uns dizem que é pra botar o golpe, outros dizem que é pra tirar o golpe. É um teretetê danado, ficam só nos entretantos e ninguém chega aos finalmentes. Foi por isso que a Dilma me chamou ao Alvorada, onde cheguei aflitivamentemente atônito, ontem, sexta-feira, no fim da tarde, pelo crepúsculo vermelho do sol cadente. Trabalhamos muito noite adentro e afora, finalmentemente, pelas altas madrugadas, concluímos os desfechos terminatórios conclusivos e finais. Ficou uma beleza, uma coisa inovadorística e revolucionatória. Como os amigos sabem, este Odorico Paraguaçu que vos fala, a Dilma Rousseff e o João Guimarães Rosa levamos a criatividade criativa da língua de Camões a mares nunca dantes navegados, terras nunca dantes andarilhadas e ares nunca dantes avoados. E aqui eu me alembro do meu amigo João do Vale: "...eu assubo nos ares, vou brincar no vento leste". Eita cabra bom, outro gênio da raça. Mas deixemos os pratrasmentes das saudades. O certo é que eu tenho medo de que a presidenta sofra pressionamento regulatório, seja encarcada pelos mortadelas vacilosos e deixe de publicar nossa Carta tão explosivamentemente dinamitosa e trepidante. Seria uma pena deixar tão bela peça sociológica e politicológica, uma obra-prima primorosa da psicologia comunicatívica das massas, morrer anonimamentemente no oblívio dos esquecimentos.
Essas últimas palavras do Odorico dão a certeza de que foi ele mesmo quem vazou o conteúdo da Carta. Agora, não tem mais jeito, o mundo todo já está tomando conhecimento. Se vai ajudar ou não a Dilma, isso eu não sei. Vocês, caros leitores e leitoras, que julguem. Eis aí a tão esperada e tantas vezes adiada "Carta aos Brasileiros":
CARTA A TODOS E TODAS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Meu Povo e minha Pova! Primeiramentemente e antesmente de tudo, devo dizer que sou uma presidenta inocenta, vítima de uma tentativa de golpe, perseguida pelas elites capitalistas, burguesistas, direitistas e reacionaristas. Perseguida pela oposição maldosista e pela imprensa marronzista. Sou inocenta. Não sei de nada, nadica de nada. Não sei e tenho raiva de quem sabe. Aliasmente, ando com raiva de tudo, principalmentemente dos coxinhas: ô gente chata! Ultimamentemente, até alguns amigos mortadelas estão me desgostando com deceptudes, pois ficam me contrariando e botando amendoim no vatapá da oposição. O Rui Falcão, por mau exemplo, disse que minha ideia genial e fulgurante de um plebiscito plebiscitário para convocar nova eleição de sufragamento presidencial é um ideia de jerico. Magoou. Quando eu voltar, ele me paga. O Lula, coitado, de tanto esmorecimento e tristonhice, parece mais um volume morto, e não ajuda em nada. Ele tem um medo danado do Sergio Moro, mas quando eu novamentemente voltar de novo vou esconder o Lula debaixo da saia: "Mexeu com Lula, mexeu comigo!". E quem mexe comigo, mexe com o mundo. Falo pro meu Povo e pra minha Pova: as elite branca dos olho azul não vão me derrubar. Não vai ter golpe! Perdemos a penúltima votação do impichi por 59 a 21. Foi uma surra de lascar. Mas estou já em confabulância ultrassigilenta com uma dúzia de senadores do Senado e vamos virar o placar. Peço aos militantes militosos da militância mortadelista que não arredem pé nem mão, não fujam capiongos e macambúzios com o rabo entre as pernas. Se nós perde na caçada, nós pode ganhar na pescaria. Como diz os professor do MEC: "nós pega o peixe". No caso, o peixe é cada senador que nós ganha pra votar contra o impiche (três já está no papo; os outro que falta, tão balançando e nós vai ganhar). Não apenasmente estou confiante no meu retornamento voltativo para a Presidência Presidencial com Poder Total, como estou trabalhando diuturnamente, noturnamente e madrugadamente na composição do meu novo ministério renovado com ministros novinhos em folha (não é em folha de coca, se bem que meu amigo Evo quisesse que fosse). Um deles - ia guardar essa surpresa surpreendente, mas não pude arresistir (como naquela música do Coronel Antônio Bento, do Tim Maia: "... quando ouvia o toque do piano, rebolava, saía requebrando") -; um dos novos ministros do meu novo governo recauchutado e anabolizado, ia dizendo, será o Odorico Paraguaçu, ex-prefeito de Sucupira e hoje um progressista democratista de inserção mundial e planetária, que já está me assessorando em um tudo. Os coxinhas golpistas vão cair do cavalo com o sucesso sensacional do nosso governo retornativo, mormentemente com o incrementamento da economia. Devo adiantar que eu e e meu assessor, futuro ministro plenipotenciário Odorico Paraguaçu, já estamos concretando os considerandos de um grande contrato de exportação de vento estocado para a China. Vai ser um volume tão volumoso de vento exportado que se a gente não tiver cuidado pode até faltar vento no Brasil. Pode faltar vento, mas não me faltarão divisas e moedas fortes para o desenvolvimento brasílico pindorâmico. E não vamos exportar somentemente vento estocado, mas também muita mandioca, acarajé, açaí, açaqui e açacolá. A luta continua! Vamos vencer os carcarás sanguinolentos do golpismo traiçoento. E não estamos sozinhos e solitários, mas bem apetrechados de apoiamentos mundiais do mundo todo. Eu, o PT e outros e outras mortadelas já recorremos contra o impichi em vários esferamentos nacionais, internacionais, bilaterais, multilaterais, frontais e occipitais. Recorremos à OEA, à ONU, à Unasul, à Crefisul, às Organizações Tabajara, à Serasa, à Liga da Justiça e ao Conselho Jedi. Sou uma presidenta inocenta, proba e pobre de marré deci: não tenho um pau pra dar numa cachorra. E mesmo se tivesse o pau não daria na cachorra, pois sou defensora dos animais. Lembro que sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás. Então, pode ser também uma cachorra, e você não vai pegar um pau pra dar na cachorra atrás da criança. Mas vamos deixar os entretantos e partir pros finalmentes: vou voltar nos braços dos mortadelas, vou dar uma banana pros coxinhas, vou governar até o fim do meu mandato mandatório e em 2018 vou lançar meu amigo Odorico Paraguaçu candidato a Presidente da República. Lula também quer ser candidato, mas Lula está muito borocochô, enquanto o Odorico está na ponta dos cascos, depois de um tratamento rejuvenescedor que fez lá nos Estados Unidos, na mesma clínica que faz o rejuvenescimento do Sílvio Santos. E vai fazer o meu, pois em 2022 voltarei novamentemente mais uma vez de novo como candidata a Presidenta do meu Brasil varonil e feminil. Voltarei rejuvenescida, remoçada, recauchutada, reflorescida e, principalmentemente, mais bonita do que a Marcela Temer.
Até Breve, Mortadelas Queridas! Tchau, Coxinhas!
sábado, 30 de julho de 2016
É Pelo Brasil!: 31/7 Vem Pra Rua! Vamos Lutar!
Livrar o país definitivamente de Dilma Rousseff, debelando o projeto corrupto-autoritário de poder do PT, é um imperativo de salvação nacional. O Povo brasileiro deu nas ruas magníficas manifestações de que sabe ser senhor do seu destino. Sob pressão popular, os representantes cumpriram com o dever, aprovando a abertura do processo de impeachment. Processo democrático, legítimo, legal, constitucional. Tal como foi com o ex-presidente Collor de Mello. Apenas aquele processo de Collor foi mais rápido, enquanto este processo de Dilma arrasta-se. E enquanto arrasta-se o processo de impeachment, o Brasil se arrasta. Toda ação para atrasar esse processo deve ser vista como crime contra a Nação. É evidente que a interinidade prejudica a ação do governo, no momento em que é preciso o máximo de agilidade para arrancar o país do abismo em que o afundou o governo Dilma-PT. Não foi por Temer-PMDB que fomos às ruas, fomos às ruas pelo Brasil, pela Democracia, pela Liberdade. Temer está presidente por força de previsão constitucional, da mesma forma que Itamar Franco, com o impeachment de Collor, tornou-se presidente por força de previsão constitucional. Na Democracia é assim: quando o presidente é impedido, assume o vice-presidente. O presidente interino está fazendo o que pode, enfrentando a pérfida sabotagem do PT e seus satélites. Se bem que expressiva parte dos defensores do impeachment seja de eleitores arrependidos da Dilma, a maioria dos milhões de manifestantes pró-impeachment não votou no Temer; quem votou no Temer foi quem votou na Dilma. Até por isso, não se pode dizer que Michel Temer "seja assim uma Brastemp", mas é com ele que a legalidade democrática tem de contar. A volta de Dilma, com seus crimes de (i) responsabilidade e atolada até a raiz dos dourados cabelos na corrupção do petrolão, a volta de Dilma desatinada com sua corte de sabujos corruptos; tal retorno, que Deus não permita, seria pior do que as 10 pragas do Egito.
Neste domingo, 31/7, vamos às ruas pelo BRASIL!
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Temer nem começou, e já começou mal
Na próxima semana, Dilma Rousseff será afastada provisoriamente da Presidência pelo Senado, em votação plenária, por maioria simples (metade mais um dos senadores presentes), com a admissibilidade do Processo de Impeachment. Favas contadas. No caso, favas de sobra; umas dez favas além do necessário. Imediatamente, assume o vice-presidente, Michel Temer, no qual se deposita a esperança da grande maioria dos brasileiros, infelicitados pelo desgoverno do PT. A esperança da minoria lulopetista é que, no novo governo, a desgraça seja ainda maior, para que a desgraça anterior possa voltar ao poder. E para ajudar esta desgraçada perspectiva, os lulopetistas prometem tocar o horror. Eis que, antes de assumir, Temer já vai dando uma mãozinha para as más intenções lulopetistas.
Mesmo sem ter começado sua Presidência, Temer está montando seu Ministério; e é preciso que faça isso, porque tem de começar a todo vapor, daqui a uma semana, para por a casa em ordem e recuperar o tempo perdido, jogado fora pelo desgoverno Dilma/PT. Porém, ai porém..., a montagem do novo governo vai se transformando em um comédia de erros. Temer vai e volta em seus anúncios. Iria cortar muitos ministérios; agora, dá a entender que irá cortar uns poucos, bem poucos. Nomes para o Ministério e outros altos cargos são anunciados e desanunciados. Uns bons, outros ruins. Antonio de Oliveira Mariz, por exemplo, que assinou manifesto contra a Operação Lava Jato, foi anunciado para o Ministério da Justiça: péssima ideia. A reação foi grande e Mariz foi desanunciado. Mas agora volta a ser cogitado, para o Ministério da Defesa. E em substituição a um nome excelente - anteriormente anunciado e agora, automaticamente, desanunciado - que é o do deputado Raul Jungmann. O médico Raul Cutait, outro excelente nome, foi anunciado para o Ministério da Saúde e desanunciado por pressões partidárias fisiológicas. Assim fica difícil.
Em uma manifestação contra o impeachment, uma mulher apelou a Dilma em um cartaz que achei inteligente, muito bem humorado, uma graça: "FICA DILMA, MAS MELHORE, MULHER!". Dilma não melhorou; deu no que está dando. Eu, que fiz campanha pelo impeachment - e continuo fazendo -, peço emprestada a fórmula da minha inteligente e bem humorada adversária para compor o seguinte apelo: "ASSUMA TEMER, MAS TOME TENTO, CABRA!".
quarta-feira, 20 de abril de 2016
O fim da República da Jararaca, a luta democrática e "as promessas divinas da esperança"
As cores da nossa bandeira e a própria bandeira têm marcado como magnífico símbolo a intensa luta democrática ora em curso para libertar o Brasil do lulopetismo, sistema de poder autoritário, obscurantista, aliado de ditaduras e exponencialmente corrupto. Essa luta democrática trava-se nas ruas, nas redes sociais, no âmbito da Justiça e no Congresso Nacional. Integram-se os vetores da institucionalidade e da força popular manifesta por milhões de brasileiros. Como mais uma resultante dessa caminhada de libertação que progride nos marcos da legalidade democrática, a Câmara Federal, em sessão plenária realizada no dia 17 de abril, por maioria qualificada de 367 votos, decidiu por dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Descortina-se o caminho para a retomada da normalidade institucional e do progresso. Em sentido contrário, reacionário, mobilizam-se as forças do atraso, reunidas em torno do chefe Lula, que, em peçonhento grito de guerra, autoproclamou-se como uma jararaca em fúria. Eis que, mesmo em acentuado declínio, em acelerado desmantelamento, apodrecido, o lulopetismo, agora dito também República da Jararaca, conserva ainda significativo poder de mobilização, principalmente através da máquina pública, que em grande parte ainda controla, e de sindicatos pelegos. Como estratégia de convencimento, os fanáticos jararacas abusam das mentiras; sendo a mentira mais repetida a afirmação cretina de que o impeachment da presidente Dilma é "golpe". Para se contrapor à mentira repetida, é sempre preciso repetir o óbvio: o impeachment está previsto na Constituição, o presente processo foi regulamentado pelo STF, segue todos os trâmites legalmente estabelecidos, é vigiado de perto pelo STF, registrado minuciosamente pela mídia, acompanhado pela população na sua total transparência. Se golpe fosse, seria um golpe cercado de legalidade por todos os lados, um golpe transparente respaldado pela ampla maioria da população, um golpe pleno de legitimidade democrática. Um tremendo contrassenso. Mas a tática da enganação do lulopetismo, seguindo os preceitos do nazista Goebbels, não tem limites, não se importa com os fatos, não se atrapalha com a racionalidade.
Mistificação recente, engendrada pelos jararacas no paroxismo do desespero, são dirigidas contra o vice-presidente Michel Temer: seria um traidor. Ora, Michel Temer, ao ser eleito vice-presidente da República, não jurou fidelidade a Dilma e ao PT, jurou fidelidade à Constituição; seu dever é para com a Nação, não para com a corrupção. Se Michel Temer assumir a Presidência, e deve assumir, o fará não por consequência de traição, mas por consequência de previsão constitucional. Ao afastar-se de um governo afogado em escândalos de corrupção, Michel Temer não fez mais do que impõe a prudência; havendo-se de lamentar apenas que tenha demorado a fazê-lo (porém, antes tarde do que nunca). Ao afastar-se de uma presidente inepta e desvairada, que, com suas inépcias e desvarios afunda o País, desgraça a Nação e infelicita o Povo; ao afastar-se deste zumbi do volume morto, o vice-presidente Michel Temer coloca-se para o Brasil como via institucional de solução da crise que assola o país.
Todavia, a esperança dos milhões de brasileiros que foram às ruas, dos brasileiros que por todos os meios participaram dessa luta democrática, vai muito além do governo Michel Temer. Esses brasileiros que lutaram e continuam lutando, avivaram as esperanças em uma democracia maior, forte o suficiente para não ser sequestrada pelo obscurantismo da esquerda totalitária que se espelha em ditaduras marxistas; umas defuntas, outras podres. E também forte o suficiente, esta renovada democracia, para não ser sequestrada pelo obscurantismo da direita totalitária que quer a volta da ditadura militar; podre e defunta.
Creio eu que a grande maioria dos brasileiros, mobilizados em luta, envoltos no manto sagrado da bandeira, desejam a prosperidade na paz, afirmam o valor supremo da Liberdade e querem construir uma sociedade cada vez mais justa, igualitária e feliz sob a proteção de Deus e o Império da Lei. Neste sentido, cito a filósofa Catarina Rochamonte:
"Compreender o tesouro de um Estado consagrado por leis é compreender a própria História no seu direcionamento democrático e evolutivo".
Eis que a democracia brasileira evoluiu pelo acúmulo de conquistas memoráveis, muitas das quais dependeram da ocupação das ruas, pois, como disse o poeta: "A praça, a praça é do Povo! Como o céu é do Condor". E, naquela formidável campanha da Abolição, o poeta, Castro Alves, lançou ao infinito azul a sua condoreira voz:
"Auriverde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança..."
Sublime poeta, recolhemos o manto auriverde, com ele nos vestimos e reacendemos as divinas esperanças. A nossa bandeira não haverá de esconder a corrupção e todos os desmandos que ora desgraçam o país, caído que foi em mãos criminosas. O símbolo da Pátria não servirá de pano de mortalha para nosso Povo; será, antes, o símbolo maior da vitória da Liberdade e da Democracia.