Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

1968 é agora... "quem sabe faz a hora...".

Hoje, no Liceu Paraibano, é 27 de Setembro de 1968

Nesta quarta-feira, 27/09, às 19 horas, os autores de “O ANO QUE FICOU – 1968 Memórias Afetivas” estarão no Auditório do Liceu dialogando com a estudantada. O motivo é que as histórias que se contam no livro, tratando da rebelião da juventude contra a ditadura militar em 1968, têm como foco justamente o Liceu Paraibano, cujos estudantes, juntamente com os estudantes do Colégio Estadual do Roger, comandaram, em João Pessoa, o movimento estudantil, com suas grandes passeatas e seus enfrentamentos com as forças da repressão. As grandes assembleias, onde se debatia e se traçava o rumo das lutas, ocorria precisamente no Auditório que será palco dessa, digamos assim, revivescência. Venha você também reviver, lutar.


1968 é agora: “Quem sabe faz a hora...” 

sábado, 23 de setembro de 2017

1968 revive no Liceu Paraibano

Nesta segunda-feira, 25/09, tem início no Liceu Paraibano a Mostra Cultural 2017, com uma programação intensa que vai até a quarta-feira, 27. Tem Exposições as mais variadas, Música, Teatro, Poesia Encenada, Performances, Oficinas, Vivências...; enfim um evento cultural diverso e fascinante. E, vejam que honra, os autores do livro “O ANO QUE FICOU – 1968 Memórias Afetivas” foram convidados para participar: na noite de encerramento, a partir das 19 horas, no Auditório do Liceu. O motivo é que muitas das histórias que se contam no livro, tratando da rebelião da juventude contra a ditadura militar em 1968, têm como foco justamente o Liceu Paraibano, cujos estudantes, juntamente com os estudantes do Colégio Estadual do Roger, comandaram, em João Pessoa, o movimento estudantil, com suas grandes passeatas e seus enfrentamentos com as forças da repressão. As grandes assembleias estudantis, onde se debatia e se traçava o rumo das lutas, ocorriam precisamente no Auditório que será palco dessa, digamos assim, revivescência. Será na forma de um diálogo dos jovens rebeldes de 1968 com os jovens de hoje. Mas está convidado o público de todas as idades.

Contamos com vocês. 

sábado, 24 de setembro de 2016

Declaração de voto: Luciano Cartaxo Prefeito/Durval Ferreira Vereador

Washington Rocha
rocha100.blogspot.com.br


Eu fui às ruas e fiz discursos pelo impeachment de Dilma Rousseff, da mesma forma que fiz quando da campanha pelo impeachment de Collor de Mello. Então, do ponto de vista político-ideológico, de forma coerente, resolvi não votar em partidos ligados ao lulopetismo, a poderosa aliança da esquerda autoritária com a direita fisiológica que, sob a égide da corrupção, governou o país por 13 anos. O próprio PT já fala, novamente, em refundação; para isso, o melhor caminho é que volte à oposição e faça política sem o dinheiro fácil da corrupção. Assim, um dos motivos pelo qual voto em Luciano Cartaxo é que ele, em muito boa hora, saiu do PT. Motivos de vizinhança, amizade ou parentesco não há, conheço Luciano superficialmente. Vamos aos motivos administrativos. Considero Luciano Cartaxo um prefeito regular, mais para bom do que para ruim. Das suas realizações destaco as creches, os restaurantes populares a 1 real a refeição e a reforma/revitalização do Parque da Lagoa/Parque Solon de Lucena. Ficou muito bom o Parque, sendo preciso lá um ou outro reparo para ficar excelente.


Meu voto para vereador terá uma motivação político-ideológica um tanto, digamos assim, nostálgica; e que inclui alguma amizade. Eu muito me identifiquei com o trabalhismo e militei no PDT ao tempo de Leonel Brizola (o PDT entrou em declínio e, tristemente, tornou-se satélite do PT; mas isso é outra história). Por esse tempo e no contexto de uma aguerrida militância, conheci Durval Ferreira. Juntos com outros companheiros trabalhistas viajamos ao Rio de Janeiro para tratar com a Direção Nacional de certos temas espinhosos do PDT paraibano. O comandante da nosso caravana foi o excepcional quadro político, intelectual brilhante, extraordinário homem de cultura Raimundo Nonato Batista, amigo querido da mais saudosa lembrança. Brizola nos recebeu com grande atenção, no seu apartamento de Copacabana. De volta à Paraíba, esse grupo que foi ao Rio permaneceu junto tentando resgatar o PDT no nosso Estado do fisiologismo e personalismo em que se ia afundando. Pois bem, hoje meu contato pessoal com Durval é quase nenhum, mas ficou a recordação dos tempos áureos do trabalhismo brizolista. As motivações político-administrativas mais locais serão fáceis de explicar e os pessoenses poderão avaliar. Considero Durval Ferreira o melhor Presidente que a Câmara Municipal de João Pessoa já teve (pelo menos até onde alcançam minha memória e minhas pesquisas). Com ele, a CMJP manteve sempre equilíbrio e serenidade, com altivez. Tocou os trabalhos, a Câmara produziu bem. Em suma, sob a Presidência de Durval Ferreira, a CMJP deu conta do recado. Tanto isso é verdade que seus pares o reelegeram presidente da Casa do Povo nada menos de cinco vezes. Seria lamentável que tão experiente, testado e reconhecido edil ficasse fora da próxima legislatura. Devo acrescentar que até pouco tempo tinha outro candidato a vereador, pois contava com que Durval Ferreira fosse candidato a vice-prefeito na chapa de Luciano Cartaxo. Não aconteceu como eu previa e queria. Sendo assim, espero que meu candidato preterido, um bom amigo, compreenda e me desculpe.


Luciano Prefeito-55/Durval Vereador-11411

Voto e faço minha campanha, que é apenas a de pedir voto para meus candidatos.
Viva a Democracia! Por uma João Pessoa mais justa, igualitária, próspera, segura e feliz! 
Washington Alves da Rochae-mail: rochealves@yahoo.com.br   ;   (83) 98744-2140.



sábado, 12 de dezembro de 2015

Domingo 13 em João Pessoa, no Busto de Tamandaré: a Democracia nas ruas pelo impeachment e contra a corrupção, para salvar a Nação

por Washington Rocha
rocha100.blogspot.com.br

O lulopetismo, aliança política no poder no Brasil, é uma máquina de promover corrupção; principalmente corrompe a democracia, como ficou provado no mensalão e comprovado no petrolão. A aliança lulopetista une a esquerda fascista mais ordinária (que apoia a ditadura assassina de Nicolás Maduro na Venezuela) à direita corrupta mais salafrária (que financia a esquerda ordinária contratando consultorias e palestras milionárias). A presidente Dilma é instrumento dessa nefasta aliança lulopetista que está destruindo o país com recessão, inflação, desemprego, violência e esculhambação. Formalmente denunciada por crime de responsabilidade por três grandes juristas (Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal - Os Três Mosqueteiros da Democracia), corre contra a presidente Dilma, no Congresso Nacional, processo de impeachment. Todo mundo sabe que o impeachment é instrumento democrático, legítimo, previsto na Constituição; principalmente sabe disso quem participou da campanha pelo impeachment do presidente Collor de Mello. Os corruptos que advogam em interesse próprio e os militontos que os apoiam dizem que impeachment é golpe; faz parte da guerra deles, onde a primeira arma é a mentira e a segunda, segundo anunciado por alguns chefes lulopetistas, será a violência. Nós outros, democratas, não os tememos; iremos às ruas de peito aberto e rosto descoberto, de forma ordeira e pacífica. Por todo o Brasil, o povo nas ruas e nas praças (pois "a praça é do povo como o céu é do condor"; já dizia o poeta), clamando para libertar o Brasil da tirania da corrupção:
FORA DILMA! FORA LULA! FORA PT! IMPEACHMENT JÁ!  

quinta-feira, 30 de julho de 2015

16 DE AGOSTO/Manifestação/João Pessoa - Convite "Resistência Democrática: FORA PT!"

16 de Agosto em João Pessoa - Convite "Resistência Democrática: FORA PT" 

No dia 16 de Agosto os brasileiros inconformados com a corrupção, a inflação, a recessão, o desemprego, a violência e todas as demais desgraças que vêm avassalando a sociedade deverão ocupar ruas e praças para protestar, reivindicar, clamar e exigir.
A MEGAMANIFESTAÇÃO do Dia 16 está sendo convocada nacionalmente por: Movimento Brasil Livre, Revoltados Online, VemPraRua. Em cada cidade, pessoas e grupos se articulam para definição de local, horário e procedimentos. Na lista de cidades já confirmadas consta João Pessoa: Avenida Epitácio Pessoa - 13h30. Nós, da "Resistência Democrática - FORA PT!", estaremos presentes. Vamos nos concentrar no final da Avenida, no Busto de Tamandaré; e convidamos quantos queiram juntar-se ao nosso grupo.
Muitas serão as bandeiras. Aqui, apenas adiantamos algumas que pretendemos levantar:

CONTRA A CORRUPÇÃO E CONTRA A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO
CONTRA O ASSALTO AOS DIREITOS TRABALHISTAS (feito pelo governo do PT)
CONTRA O RESTABELECIMENTO DA CENSURA ("controle social", diz o PT)
CONTRA O FINANCIAMENTO DE DITADURAS (feito pelo governo do PT)
CONTRA O APOIO À DITADURA FASCISTA DA VENEZUELA (dado pelo PT)
FORA PT! IMPEACHMENT DILMA!

O IMPEACHMENT é caminho democrático, legítimo, legal, constitucional. Foi assim com o presidente Fernando Collor de Mello. Quem bradou "FORA COLLOR!", quem fez campanha pelo impeachment de Collor, quem festejou nas ruas a queda de Collor; quem assim agiu (e os petistas assim agiram) tem de ser muito desonesto para dizer que impeachment é "golpe" e que fazer campanha pelo impeachment da presidente Dilma é "golpismo". As instituições do Estado Democrático de Direito decidirão se a presidente Dilma sofrerá ou não sofrerá a pena do impeachment. Todavia, aqueles brasileiros que formaram convicção sobre a conivência da presidente Dilma com a corrupção na Petrobras e o cometimento de outras ilegalidades (pedaladas fiscais, uso de dinheiro sujo em campanhas eleitorais, etc.) têm o direito de fazer campanha pelo impeachment, têm o direito de ir às ruas e expressar sua opinião.
Iremos às ruas de peito aberto e rosto descoberto; de forma ordeira e pacífica.

Contato: cel: (83) 98744-2140 / e-mail: rochealves@yahoo.com.br

Resistência Democrática: FORA PT!

Washington Rocha - Iremar Bronzeado - José Ricardo de Holanda Cavalcanti










quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Singela Homenagem a Wellington Aguiar, com nota biográfica do Blog Cultura Popular e um artigo de Carlos Aranha

Querendo fazer uma singela homenagem ao intelectual Wellington Aguiar, um dos grandes historiadores da Paraíba e do Brasil, lançamos mão de uma nota biográfica do excelente Blog Cultura Popular (culturapopular2.blogspot.com.br) e de um primoroso artigo de Carlos Aranha. É também um incentivo: quem ainda não leu, procure e leia os livros de Wellington



Singela Homenagem

 

Wellington Aguiar formou-se em Direito pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro e em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba, foi promotor de Justiça, procurador do Tribunal de Contas, professor aposentado da UFPB, foi presidente da Academia Paraibana de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. É autor de oito livros, entre eles “Cidade de João Pessoa – A Memória do Tempo”, “João Pessoa, o Reformador”, “A Velha Paraíba nas Páginas de Jornais”, “Um Radical Republicano”, “O Passageiro do Dia”, todos sobre a história da Paraíba e de João Pessoa. Durante anos publicou suas crônicas nos principais jornais de João Pessoa. Participou de inúmeras antologias sobre a história da Paraíba. Fez, para o Governo do Estado, a atualização ortográfica do livro “A Paraíba e seus Problemas”, de José Américo de Almeida.

Fonte: culturapopular2.blogspot.com.br


Wellington Aguiar e a memória

Por Carlos Aranha



Para muitos o melhor livro de Wellington Aguiar - membro da Academia Paraibana de Letras, que morreu no último dia 6 - é seu primeiro, “O passageiro do dia”, lançado em 1977. Tanto que sobre ele comentou José Américo de Almeida: “Wellington Aguiar ainda forma na linha pela vivacidade, pela capacidade de observação e pelo estilo. ‘O passageiro do dia’ vale como comentário e como modelo de arte literária”. Por conta da mesma obra, o jornalista Natanael Alves afirmou que seu autor “tem o direito de embarcar, merecidamente, entre os que contam História como se só crônicas fizessem”. 

Hoje prefiro referir-me, no entanto, ao “A velha Paraíba nas páginas de jornais”, de 1999, autografado por ele com carinho devido a real amizade que tinha a mim e meu irmão, Fernando, com quem estudou Direito. Segundo seu prefaciador, José Octávio de Arruda Mello, “repleto de cotidiano e imaginário de cidade (...), este é um livro de História Social e Nova História”. 
Eu e Wellington tivemos divergências relativas apenas à questão do nome da cidade em que ambos nascemos: ele, pela manutenção de João Pessoa; eu, pelo retorno 
ao nome de Paraíba ou a mudança para Cabo Branco. No mais, sempre fomos confluentes, inclusive nas questões internas da Academia Paraibana de Letras (foi um dos que votaram em mim para ocupação da Cadeira de nº 29). Sempre que necessário, consulto “A velha Paraíba nas páginas de jornais”, para o qual Wellington fez um extraordinário trabalho de pesquisa em 16 jornais que foram editados na Capital e seis no Interior. Não somente por questões políticas, preferidas por docentes de universidades. Também por suas transcrições em torno de recreação, lazer e cultura. Seu livro informa o que bem poucos sabem: que em 1934 já funcionava em João Pessoa uma emissora chamada Rádio Clube da Paraíba. Foi inaugurada três anos antes da Tabajara, cujas transmissões começaram em 25 de janeiro de 1937, no governo de Argemiro de Figueiredo. Com “A velha Paraíba nas páginas de jornais”, Wellington Aguiar deixou um admirável trabalho para preservação de nossa memória.












quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Entrevista com Flávio Eduardo Maroja Ribeiro, vereador eleito (PT) de Jampa Capital: o Mestre Fuba, das Muriçocas do Miramar




ROCHA 100 - Pela sua identificação com a vida cultural de João Pessoa, vai usar o seu cargo de vereador, prioritariamente em função de projetos culturais?
Fuba – Como produtor e agente cultural que sou, a minha atuação em defesa da cultura já faz parte de minha própria vida e está inserida em meu cotidiano. É necessário entender o papel de um vereador como deflagrador da atividade jurisdicional.  Um parlamentar tem que ter uma visão macro sobre os problemas da cidade e não apenas se limitar a um único seguimento. Evidentemente darei minha contribuição no que for preciso para melhorar e qualificar a nossa cultura, mas não poderei deixar de olhar, fiscalizar e propor alternativas convincentes para melhoria de nossa população em todas as áreas do município.

ROCHA 100 - Pode adiantar alguns dos seus projetos? 
Fuba – Por motivos óbvios e de sigilo de planejamento, ainda é cedo para adiantar os projetos que apresentaremos na Câmara, mas posso garantir que todas as matérias serão debatidas profundamente com a sociedade até chegar à condição de Lei.

ROCHA 100 - Acha que o prefeito eleito está especialmente motivado na área cultural?
Fuba – É claro! O que não falta é motivação nesse novo projeto político. Em todas as áreas. Luciano Cartaxo é uma pessoa que acumula uma experiência incontestável e tem o dom da sensibilidade.  Já foi vereador por quatro mandatos, vice governador e deputado estadual. É uma pessoa simples e que sabe escutar.  Como prefeito, não tenho dúvidas que fará uma gestão voltado aos movimentos de massa e em defesa dos menos favorecidos. No nosso programa de governo está previsto  obras estruturantes na área de mobilidade urbana, saúde e educação sem esquecer a valorização do servidor público que é a mola propulsora para uma boa gestão.  Nesse contexto a área cultural é também uma  prioridade já que estamos em visível declínio e é necessário em caráter emergencial resgatar  a nossa auto estima que só é possível com a fomentação da cultura e do resgate da nossa história. Algumas idéias estão em curso, mas só serão divulgadas após o relatório final da equipe de transição e a conseqüente radiografia dos pontos críticos a serem analisados.

ROCHA 100 - Além da cultura, que é, digamos assim, a  menina dos seus olhos, que outras áreas de atuação lhe são preferenciais?
Fuba – Não posso preferenciar áreas de atuação, mas, além da cultura, me identifico muito com os movimentos sociais, a defesa do meio ambiente, o turismo sustentável e o bem estar da sociedade, sem preconceitos e descriminalização. João Pessoa é uma cidade que até hoje foi pouco aproveitada como referência cultural. Só o fato de sermos privilegiados geograficamente já seria motivo suficiente para darmos um salto qualitativo na área do turismo, por exemplo.  É inconcebível que a terceira capital mais antiga do Brasil não tenha tido ainda a capacidade de revitalizar o seu Centro Histórico. É necessário pensar grande para que deixe fluir todas as possibilidades. É nesse contexto que faremos o nosso mandato, dialogando com todos os movimentos e manifestações da sociedade.

ROCHA 100 - No último ano de Ricardo Coutinho como prefeito a FUNJOPE vetou o projeto de WJ Solha para a peça "A PAIXÃO JUDAICA". Esse magnífico projeto já havia sido aprovado, mas voltou-se atrás por motivos político-eleitorais. Há perigo de tal procedimento ocorrer na gestão de Luciano Cartaxo. Ou seja, pode a nova administração municipal impor uma gestão cultural político-partidarizada? 
Fuba – Pela primeira vez João Pessoa terá oportunidade de ser governada pelo PT e se existe um diferencial nesse partido, posso garantir que é a tal da democracia. O prefeito Luciano Cartaxo nunca foi de perseguir e espero que continue assim. Se um dia mudar serei o primeiro a discordar.  Essa política pobre e mesquinha não faz parte de sua índole e creio que a partir de agora, todas as bandeiras serão desasteadas para dar vez à pluralidade, a democracia e ao diálogo. A ditadura cultural e o patrulhamento ideológico não farão parte desse governo.  É nessa perspectiva que vejo um novo tempo a ser construído e Luciano já provou que tem capacidade de aglutinar através do diálogo e da compreensão.

ROCHA 100 - A FUNJOPE, como principal órgão de gestão cultural da PMJP, pode promover a cultura pessoense, mas pode também atrasá-la; pode elevá-la ou degradá-la; pode ajudar a liberar a imensa criatividade de nossa gente, mas pode também tentar controlar, manipular e abafar essa criatividade. Você, como intelectual engajado, propõe algum modelo de gestão, talvez um nome, adequado ao clima de liberdade, á pluralidade que o fazer artístico requer? 
Fuba – A meu ver o nome que deverá compor a FUNJOPE tem que ter o perfil técnico e manter uma boa relação com os artistas e a história de nossa cidade.  Não poderá simplesmente ser um cargo político. Tem que ter compromisso com o seguimento e fazer assumir o seu verdadeiro papel de fundação, captar recursos e inserir projetos que fomentem os setores relacionados. Cultura não se resume a shows, exposições, artesanato, artes cênicas ou eventos multimídias. Na cultura da gastronomia, por exemplo, a forma de se amarrar uma corda de caranguejo é altamente cultural assim como o nosso “rolete de cana” que tem uma semelhança muito grande com um buquê de flores e é típico da Paraíba.  Isso também é cultura! A cultura do sotaque e do comportamento é essencial na preservação de nossa história.  Da mesma forma, tem que se garantir um espaço maior a cultura popular como forma de repassar para as futuras gerações as suas tradições.   Provocar esse debate, fomentar projetos e oficinas na periferia, descentralizar ações e desburocratizar os serviços, talvez seja a melhor forma de pluralizar e divulgar a cultura do nosso povo fazendo chegar essas manifestações a um contingente maior e bem mais expressivo. Para isso é necessário criar conceitos e critérios, implantar o Conselho Municipal de Cultura, reestruturar o FMC e distribuir democraticamente os espaços aos artistas priorizando, por uma questão de justiça, os que atuam e sobrevivem exclusivamente de suas artes.

ROCHA 100 - Você é artista, escritor e político. Pois, um dos maiores artistas da Paraíba, do Brasil e do mundo, o pintor Flávio Tavares, gênio da raça, disputa na Academia Paraibana de Letras a vaga de Ronaldo Cunha Lima. Já o escritor-historiador Marcus Odilon, mais conhecido como político, disputa a vaga de Joacil de Brito Pereira. O que acha dessas candidaturas?  
Fuba – Concordo com os dois nomes citados. Admiro muito o trabalho vanguardista de Flávio Tavares assim como a literatura intelectualizada de Marcos Odilon. São, sem dúvidas, dois ícones que devem ser reconhecidos e imortalizados pela APL.

ROCHA 100 - Última pergunta: está bem perto a eleição para Presidente da Câmara Municipal de João Pessoa. Quem é seu candidato?
Fuba – É tempo de se unir. O fato de termos uma larga vantagem de parlamentares na base de sustentação não quer dizer que devamos entrar numa disputa interna colocando em risco essa unidade. Durval Ferreira conseguiu construir essa maioria com habilidade. Além disso, ele representa o PP, primeiro partido que apoiou e acreditou no nosso projeto. Por essa razão não vejo alternativa de mudança capaz de influenciar os vereadores no consenso de outro nome.

João Pessoa, 19/12/2012.




domingo, 11 de novembro de 2012

Luciano Cartaxo, mobilizador político; Heriberto Coelho, mobilizador cultural - ou "The Right Man in the Right Place"

A campanha de Luciano Cartaxo para prefeito de João Pessoa obteve êxito surpreendente por motivos óbvios: 1) o apoio do bem avaliado prefeito Luciano Agra; 2) a excelente coordenação de campanha, sendo coordenador o eficiente e tenaz deputado Anísio Maia; 3) a capacidade de mobilizar e agregar do próprio candidato, sendo este o fator decisivo.
O setor que Luciano Cartaxo primeiro conseguiu mobilizar e agregar à sua campanha foi o setor artístico-cultural, antes majoritariamente ricardista. Como o governador Ricardo Coutinho resolveu avançar sua prepotência em todas as frentes, e sendo os artistas e intelectuais especialmente avessos ao autoritarismo, foi o castelo da artecultura o primeiro a ser perdido pelo reinado girassol. E foi esse o primeiro castelo a ser conquistado pelo diálogo afável de Luciano Cartaxo.
Onde primeiro se notou isso? Em O Sebo Cultural, a livraria que se transformou em dínamo da vida cultural pessoense. Fundada e dirigida por Heriberto Coelho, a instituição O Sebo Cultural é uma experiência sem paralelo no estado da Paraíba, sendo mesmo difícil encontrar algo semelhante pelo Brasil afora. Não se conhece órgão da administração municipal ou da administração estadual que tenha promovido a arte e cultura paraibanas com tanto critério e bons resultados quanto O Sebo Cultural tem conseguido.

Mas voltemos ao ponto em que se dizia da importância de O Sebo Cultural para a campanha de Luciano Cartaxo. Não que Heriberto tenha feito em O Sebo Cultural política partidária, ele fez simplesmente política cultural: mobilizou, agregou artistas, intelectuais e público em torno de temas candentes. Essa forte mobilização cultural favoreceu a campanha que estava mais preparada para semear nesse terreno. E foi a campanha do PT. Eu mesmo, que faço sérias restrições ao PT, ou a setores do PT (quem quiser saber quais, é só ler os posts abaixo), envolvi-me na campanha petistas justamente por frequentar O Sebo Cultural: foi por lá que; papo vai, papo vem, resolvi apoiar a candidatura do petista Mestre Fuba para vereador, embora tenha me mantido eleitor de Zé Maranhão para prefeito no primeiro turno.

O poeta Ezra Pound diz que "os artistas são as antenas da raça". Pois, a campanha de Cartaxo conseguiu, como primeiro passo para a vitória, antenar-se com as antenas. De um ponto de vista administrativo, um problema grande é manter essas antenas mobilizadas, minimamente agregadas em torno de projetos coletivos. Individualidade exacerbada, egocentrismo, inclinação para rebeldia são marcas dos artistas; e são também o "sal da terra" das artes. Não é fácil agregar artistas em projetos coletivos. Mas é, do ponto de vista administrativo,  útil e necessário.

Para ajudar o prefeito Luciano Cartaxo nessa tarefa não existe ninguém melhor do que Heriberto Coelho.

Passadas as eleições, deve passar também o partidarismo; ou, pelo menos, deve ser minimizado ao máximo.  Como se diz, o prefeito é prefeito de todos. Na arte e cultura, então, a política partidária é desgraça certa (o desgraçado realismo-socialista foi grande exemplo). Justamente, em todas as inúmeras promoções de Heriberto Coelho/O Sebo Cultural o pluralismo foi a característica. Posso mesmo dar um exemplo pessoal: lá em O Sebo Cultural foi lançado um livro meu - Sobre "anos de chumbo" e Anistia - que havia sido refutado pelo intelectual Heriberto Coelho da forma mais dura. Mesmo contestando o livro, Heriberto fez todo esforço pelo sucesso do evento. Resultado: tivemos casa cheia, acalorado debate, e excelente vendagem.  

Enfim, o prefeito Luciano Cartaxo tem, pronto e acabado, o melhor gestor cultural que se possa imaginar. Trata-se de colocá-lo no lugar certo.

sábado, 7 de abril de 2012

Nonato: pode ser Bandeira ou pode ser trapo

Nonato Bandeira abriu mão da Secretaria de Comunicação do governo estadual para firmar sua candidatura a prefeito de João Pessoa. O lema de campanha, levantado em faixas por seus partidários, é vistoso: "Temos Bandeira!".
Candidato pelo PPS, Nonato terá de enfrentar o chefe-girassol e sua favorita, do PSB, a graciosa flor Estela. Se levar sua candidatura até o fim, até às urnas de outubro, muito provavelmente Nonato não será eleito. Mas a rebeldia terá valido a pena: o PPS terá, para vindouras lutas, uma bandeira de verdade.
Todavia, escaldados com o contorcionismo do maleável prefeito Agra, alguns observadores da cena política desconfiam que um novo circo está sendo armado, e que mais na frente o dono do circo colocará Nonato no seu devido lugar, provavelmente o lugar de vice da estrela Estela.
Não quero crer. Mas se Nonato se prestar a tal papel, descerá de Bandeira a trapo.

terça-feira, 13 de março de 2012

A Carta do PT

A eleição de 2012 para prefeito de João Pessoa-PB será, fundamentalmente, um plebiscito sobre o autoritarismo do Governador Ricardo Coutinho. Tem quem goste: é um direito. Tem também quem negue: aí já é demais. Sendo enfadonho relatar as muitas façanhas do autoritarismo girassol, foco apenas a presente façanha da escolha do candidato a prefeito do grupo governista. Trata-se de um escandaloso exercício de autoritarismo que tem o seu tanto de comédia. Vejam: numa situação de mínimo decoro democrático-institucional, quem conduz a sucessão de um titular do poder executivo é o próprio titular, mormente quando este está habilitado à reeleição. Em João Pessoa, o prefeito, candidato natural à reeleição, foi afastado pelo governador Ricardo com um peteleco. O dito prefeito, Luciano Agra, de uma família de Campina Grande tida e havida como destemida, ousada, valente e temerária; o prefeito Luciano Agra não tugiu nem mugiu, submeteu-se. E submisso permanece. Ricardo disse que a candidata do esquema girassol será Estelizabel Bezerra, do PSB (onde Ricardo manda). Mas pode ser Nonato Bandeira, do PPS (onde Ricardo também manda). Pode ser, mas pode ser também o Agra. Mas o Agra não saiu? Saiu porque Ricardo mandou, pode voltar se Ricardo mandar. Pode até dar na telha de Ricardo de lançar candidato um ogro. No processo girassol, os partidos não têm importância alguma: zero, nada. Agora chegamos ao PT.
O PT de João Pessoa está decidido a anular-se? A troco de quê? A subordinação da ala majoritária do PT de João Pessoa a Ricardo Coutinho só pode ter um motivo: fisiologismo, o mais desatinado fisiologismo (a não ser que seja o encantamento que provoca a estonteante beleza de Ricardo). Para o PT, fisiologismo é abismo. Os militantes do PT de João Pessoa sabem disso e sabem que o diretório da capital foi alienado pela ala majoritária nas mãos do governador. Estes  mesmos militantes têm a oportunidade de confrontar o autoritarismo girassol e retomar o partido nas próprias mãos. A carta com que podem decidir a parada é Cartaxo. O PT tem força suficiente para entrar na disputa com chances de vitória; uma disputa que, todos sabem, será das mais acirradas da história das eleições pessoenses (um partido que perde uma oportunidade dessas não merece ser chamado de partido). E o PT tem um bom candidato: Luciano Cartaxo. Além disso, as repulsas geradas contra Ricardo encontrarão no PT seu melhor mobilizador. Vejam: a prepotência do governador distribuiu golpes a torto e a direito, mas atingiu no peito, com grande violência, os setores sindicalizados do funcionalismo público: professores, policiais, agentes do fisco, médicos,...etc (nesta área, não escapou ninguém). A mobilização desta gente, que tem sido tratada pelo governador Ricardo Coutinho como lixo dos lixos, será fator decisivo para a derrota do autoritarismo girassol. O partido que tem melhores condições de mobilizar esta gente é o PT (também os estudantes, que não são sindicalizados, mas se organizam em associações, foram atingidos pelo mandonismo ricardista; o PT, melhor que qualquer outro partido, poderá mobilizá-los). O PT nasceu e se criou pelos caminhos desse povo (sei disso porque fui um dos fundadores do PT e presidente do PT em João Pessoa); abandoná-lo agora, será pior que omissão, será traição.
As cartas estão na mesa. A reunião do dia 18 decidirá entre o PT lançar Cartaxo ou o PT ser capacho.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Uma tarefa para Ivaldo Gomes

Sobre a nova campanha "O PETRÓLEO É NOSSO! DE TODOS OS BRASILEIROS", acho que aqui em João Pessoa um dos coordenadores deve ser o cidadão Ivaldo Gomes; ele é formidável nestas coisas de mobilização da cidadania. Vejam só: o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, deu feriado, torrou dinheiro dos contribuintes e mobilizou celebridades para fazer a campanha do petróleo só pra eles. Anunciam que juntou 150 mil pessoas. No Espírito Santo, o governador Casagrande também juntou gente para exigir o petróleo só pra eles. Estão no direito deles de fazer campanha. Mas nós outros, de todos os outros estados do Brasil, também faremos campanha. Vamos ver quem bota mais gente nas ruas. Ter Ivaldo Gomes como coordenador já garante que a campanha não será partidarizada, que será realmente cidadã. E não precisará de um tostão dos cofres públicos, não será campanha chapa branca como são as de Cabral e Casagrande. Nas manifestações da campanha cidadã "O PETRÓLEO É NOSSO! DE TODOS OS BRASILEIROS" vai quem quer, sem incentivo fiscal.