Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

Mostrando postagens com marcador Gramsci. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gramsci. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de maio de 2016

O "moderno Príncipe", o "Pai Nosso" chavista, Nicolás Maduro "louco como uma cabra" e o lulopetismo no volume morto

rocha100.blogspot.com.br

Foi amplamente noticiado o diagnóstico de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, sobre Nicolás Maduro, presidente da Venezuela: "Está louco como uma cabra". Só para relembrar: incomodado com algumas críticas na questão do referendo revogatório, Maduro havia acusado o uruguaio Luis Almagro, secretário-geral da OEA, de ser agente da CIA. Almagro também respondeu a Maduro, dizendo que se o governante venezuelano impedir o referendo revogatório será "mais um ditador". Pouco antes dessa quizila, Maduro havia acusado um "golpe de Estado" no Brasil.

O louco, como se sabe, afirma inverdades e nelas acredita. O mentiroso as afirma sem ser preciso que acredite. O mentiroso político mente por conveniência. No caso de Maduro, é possível que seja mentiroso e louco. Ou seja, talvez afirme algumas mentiras sem nelas acreditar e afirme outras acreditando dizer a verdade. O sucessor de Chávez conta suas conversas com o ídolo defunto; este em forma de "pajarito". Pois vejam que é mais fácil a conversa do "pajarito" ser verdade do que Almagro ser agente da CIA ou o processo de impeachment de Dilma ser um golpe.

Vejamos o caso do impeachment de Dilma. Se fosse golpe de verdade, como foram os golpes militares no Brasil e no Chile, Dilma deveria ter se exilado, como fez Jango, ou resistido de arma em punho, como fez Allende. Que nada! Dilma está no Palácio da Alvorada, curtindo as nababescas mordomias concedidas pelo governo "golpista".

A mentira deletéria, extrema, é loucura ou crime. Espantoso não é que o louco fale loucuras e que o criminoso diga mentiras; espantoso é que pessoas sãs acreditem em tais loucuras e mentiras. A esquerda chavista, autoproclamada bolivariana (insulto ao Libertador), tem usado a mentira como estratégia para chegar ao poder e permanecer no poder; e a mentira tornou-se seu modo de ser. Isso vem da herança bolchevista e nazifascista, onde a mentira conveniente termina por ser assimilada como verdade.  As alucinações de Maduro não são propriamente pessoais, são antes institucionais, avalizadas pelo partido chavista, o PSUV. Vejam que esse partido criou um novo "Pai Nosso", que reza assim:

"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez"


No Brasil, o partido que melhor representa o chavismo é o PT, cujo ídolo é Lula. É possível que os lulopetistas venham a criar um novíssimo "Pai Nosso": "Lula nosso que estás no céu...etc". A maior escola de bajulação aos líderes foi imposta pelo tirano comunista Stálin na extinta URSS, já com toques de religiosidade. Todavia, o fervor totalitário chegou à sua mais alta expressão doutrinária pela mão de um comunista encarcerado, Antonio Gramsci, que de dentro do sofrimento das prisões fascistas na Itália de Mussolini escreveu os "Cadernos do Cárcere". Hoje em dia, no Brasil, Gramsci é a principal referência da esquerda marxista, que, em grande parte, compõe o lulopetismo. Eis a passagem mais conhecida da doutrina de Gramsci:  


“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa de fato que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe e serve ou para aumentar seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”. 


O "moderno Príncipe", no caso de Gramsci, era o Partido Comunista Italiano. Em cada caso particular, será um tipo de partido comunista, com qualquer denominação, ao qual o fanatismo político conduzir a desditada pessoa. Geralmente, o domínio comunista termina por ser unipessoal; do líder, os demais fanáticos serão servos. Com propósitos de exorcismo, já citei inúmeras vezes essa alucinação infernal, esse tipo de oração diabólica de Gramsci, e me parece sempre claro que quem a ela se submete, quem se prostra no altar do "moderno Príncipe", mentirá como quem reza e será capaz de todos os crimes: "louco como uma cabra". Esse é o estágio atual não só de Nicolás Maduro, mas dos militantes que rezam o "Pai Nosso" chavista, dos fanáticos lulopetistas que aceitam qualquer ordem do Lula e que estão indo junto com o ídolo para as profundezas do volume morto.

O alerta de José Mujica sobre a loucura de Nicolás Maduro foi providencial, sendo de lamentar apenas que tenha relacionado as inocentes cabras com um cabra tão safado. Logo as cabras, bichos tão mansos, como celebrados no esplêndido "Soneto de Babilônia e Sertão", do grande Ariano Suassuna.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

"Zéfini!": o PT morreu e a hegemonia se fu#*u!

Por Washington Rocha


Bertolt Brecht foi um intelectual marxista dos mais influentes, poeta e teatrólogo renomado, e tão grande teatrólogo quanto feroz totalitário, intrépido defensor da tirania stalinista. Da sua lavra poética brotaram algumas apologias à prática de crimes "em nome da causa", como aquela "Perguntas a um homem bom", que um dirigente comunista brasileiro usou para ilustrar o modo conveniente de tratar os adversários conservadores. Vejam, pela última estrofe, como Brecht é tão didático:

"Agora escuta: sabemos
que és nosso inimigo. Por isso
vamos encostar-te ao paredão. Mas tendo em conta os teus méritos
e boas qualidades
vamos encostar-te a um bom paredão e matar-te
com uma boa bala de uma boa espingarda e enterrar-te
com uma boa pá na boa terra."

(Bertolt Brecht (1898-1956) – Dramaturgo e poeta alemão)


Pois é; no Brasil e no mundo Bertolt Brecht tem uma legião de entusiastas. Eu prefiro Bertoldo Brecha, personagem imortal de Mário Tupinambá, que, na Escolinha do Professor Raimundo, explicava didaticamente: "a inguinorança é que astravanca o pogresso".

No presente momento, a "inguinorança", estupidez, desmandos, fisiologismo, mistificações, mentiras e corrupção do PT é que estão "astravancando o pogresso do Brasi". Mas esse "astravancamento" está perto de ter fim, porque o PT morreu. Ainda está no poder, é verdade, mas como zumbi. O desgoverno do PT virou uma zorra total e a "presidenta" não manda mais nada. O "ex-presidente em exercício" (créditos para o Macaco Simão) tenta mandar, mas o MP, a PF e o STF dificultam as tratativas; sendo que um dos principais interlocutores do ex-presidente no esforço de governança era o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, ora na prisão. Tem muito humorista por aí dizendo que o PT cometeu "delcídio".

O senador, com efeito, "suicidou-se" e matou o PT. Quer dizer, o PT já estava morto quando Delcídio "suicidou-se", mas, nesses casos de política, sempre se pode morrer mais um pouco. Nessa linha de extermínio tem outra coisa, lateral, mas bastante curiosa: o senador petista também matou a numerologia. Vejam só: o senador Delcídio do Amaral, até pouco tempo, chamava-se Delcídio Amaral. Por orientação de uma numeróloga, resolveu acrescentar o "do" para ter mais sorte, melhorar ainda mais de vida. Vida de senador, todos sabem, é vida boa. O grande Darcy Ribeiro, que foi candidato a senador, dizia que o Senado é melhor do que o Céu, e explicava: "para ir para o Céu é preciso morrer, e para ir para o Senado não é preciso morrer". Pois, ainda que vivendo nesse Céu na Terra, Delcídio queria mais e ajeitou o nome. Deu no que deu. Não, a culpa não é da numerologia, ciência oculta e arcana das mais respeitadas. O problema é que o PT entrou em uma faixa do Zodíaco chamada de "Volume Morto"; aí, sai de baixo, não tem ciência mística que resista.

O PT morreu e carregou com ele para as profundezas do volume morto a hegemonia que, em documento oficial - Resolução Política do Diretório Nacional-PT/Brasília, 03/11/2014 -, havia declarado urgente: "É urgente construir a hegemonia na sociedade...". Essa hegemonia pretendida pelo PT é inspirada na doutrina do comunista italiano Antonio Gramsci, cujo ápice é o "Moderno Príncipe", assim conceituado por Gramsci no Caderno 13 de Cadernos do Cárcere:

“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais; na medida em que o seu desenvolvimento significa de fato que cada ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso; mas só na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe e serve para acentuar o seu poder, ou contrastá-lo. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma laicização completa de toda a vida e de todas as relações de costume”

Nessa alucinação de Gramsci, o "moderno Príncipe" é o Partido Comunista; no caso, o Partido Comunista Italiano. Para os petistas, claro, o "moderno Príncipe" é o PT. Dá para imaginar o PT substituindo a divindade e o imperativo categórico? Até o Príncipe das Trevas, Fancho-Bode Belzebu, haveria de tremer com tão tenebroso pensamento.

Pode ser que um dia - que Deus não permita! - os totalitários gramscianos consigam impor sua hegemonia, mas por aqui vai demorar. No Brasil, a urgência hegemônica petista foi pra putaquipariu. Hoje, a urgência do PT é tirar dirigentes seus da cadeia e evitar delações premiadas para que outros escapem de ir para a cadeia.

Urgente no Brasil, urgência urgentíssima para que o Brasil não se acabe junto com o defunto PT; urgente mesmo é o impeachment de Dilma. E ZÉFINI!

acesse Blog ROCHA 100 (rocha100.blogspot.com.br)




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O discurso histórico de Aécio contra a hegemonia totalitária do PT: ou, a besta-fera gramsciana está solta, é preciso metê-la na jaula

Em resolução de 03/11/2014, a direção nacional do PT escancarou seu projeto de hegemonia totalitária. Nada mais deve o PT ao totalitarismo bolchevista ou ao totalitarismo fascista. O modelo da hegemonia petista é o "Moderno Príncipe", leviatã parido pela mente fértil e febril do comunista italiano Antonio Gramsci. Esse "Moderno Príncipe", saibam, é o "Partido" - para Gramsci, o Partido Comunista; no caso brasileiro, o PT -, ente coletivo ao qual todos os indivíduos deverão se subordinar intelectual e moralmente. Essa sandice de Gramsci tornou-se moda no Brasil, mas, seguramente, noventa por cento dos gramscianos brasileiros não leram Gramsci, absorvendo por contágio epidêmico e repetindo automaticamente termos gramscianos: "hegemonia", "hegemonia cultural", "intelectual orgânico", "bloco histórico", "guerra de posição", "Moderno Príncipe", etc. Termos com que Gramsci não esconde seu fanático despotismo, seu delírio totalitário ainda mais feroz do que o de Lênin, Stálin, Mussolini ou Hitler. A grande maioria dos gramscianos com quem tenho conversado - tudo gente boa - não faz ideia disso e acha que Gramsci é uma espécie de renovador do marxismo dogmático no sentido de uma fórmula democrática que, agora sim, vai dar certo e libertar a humanidade. Quem tiver tempo e estômago para ler a obra gramsciana - especialmente "Cadernos do Cárcere" -, ficará desiludido. Ou talvez baste esta famosa revelação da besta-fera gramsciana:

“O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que o seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o seu poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.

É essa besta-fera que a resolução do PT oferece ao povo brasileiro no rastro da vitória de uma campanha que foi a mais mentirosa, mistificadora e caluniadora da história da República. Vai colar? Acho que não.  Acho que foi imprudência dos aloprados petistas. A imprensa independente, especialmente colunistas e blogueiros como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Aluízio Amorim, Orlando Tambosi, Ricardo Setti, Augusto Nunes, Dora Kramer, Maria Lúcia Victor Barbosa..., que já metiam o relho e desmascaravam o autoritarismo petista, ganharam munição com a aloprada resolução. Junto-me a eles, não para acrescentar novidades, mas porque, se a mentira repetida funciona (prática dos propagandistas fascistas), a verdade repetida funcionará mais ainda.

A resolução gramsciana do PT não usa a linguagem aberta de Gramsci, mas procura esconder o autoritarismo na moita da linguagem de porco (ou novilíngua, vide "A Revolução dos Bichos" e "1984", de George Orweel), aquela que tudo nomeia pelo termo oposto do que realmente significa. Vejam este pedaço de plataforma exposto na já famigerada resolução:

a) a reforma política, precedida de plebiscito, através de uma constituinte exclusiva;
b) democracia na comunicação, com Lei da Mídia Democrática;
c) democracia representativa, democracia direta e democracia participativa, para que a mobilização e luta social influenciem a ação dos governos, das bancadas e dos partidos políticos.

A reforma política pretendida pelo PT é para encher as burras dos partidos (principalmente o PT) de dinheiro público (muitos bilhões a mais do que já recebem do Fundo Partidário) e perpetuar através do voto em lista fechada o neo-coronelismo lulopetista. Constituinte exclusiva para reforma política, havendo de, inevitavelmente, confrontar o Congresso Nacional, é uma tentativa golpista mal disfarçada.

Na mais pura linguagem de porco, a "democracia na comunicação" pregada pelo PT, e que já foi dita "controle social da mídia", "marco regulatório", etc, é tão somente o restabelecimento da censura dos tempos da ditadura: censura política e ideológica.

A democracia aí chamada "representativa, direta e participativa" é apenas a indicação, sem nenhum acréscimo de originalidade, da fórmula chavista vitoriosa na Venezuela, que levou ao regime fascista hoje presidido pelo podre Nicolás Maduro; regime este que, com a conivência do PT e silêncio do governo Dilma, persegue, tortura e assassina opositores. Essa democracia lulopetista prevê a atuação de conselhos pelegos - treinados, financiados e indicados pelo governo - por sobre o Congresso Nacional e demais instituições da República. Para mal dos pecados dos lulopetistas, o decreto 8.243 da Dilma, com esta novidade bolivariana, já foi derrotado na Câmara e deve ser enterrado no Senado.

A besta-fera totalitária de Gramsci, que habitava a jaula dos cérebros de intelectuais desvairados, foi solta pelo PT, que a adotou por ídolo (talvez prevendo a decadência do chefe-ídolo Lula). Cumpre aos democratas e libertários mandá-la de volta para a jaula. Nesta luta contra a ameaça autoritária, foi de inestimável valia o discurso pronunciado por Aécio Neves da tribuna do Senado na quarta-feira 05 de novembro.  Desde que o PT, com Lula, assumiu a Presidência, nunca um líder oposicionista de expressão nacional e larga representatividade havia enfrentado com tamanho destemor a sanha autoritária do debochado poder lulopetista. O discurso de Aécio, como disse Rodrigo Constantino, foi impecável. Está tendo ampla repercussão e com vídeo disponível em vários blogs e sites. Baste reproduzir o seguinte e fulminante trecho:

 “Precisamos estar atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial ao país que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições”.

A Democracia saberá se defender. E até agradece aos petistas aloprados que a avisaram do ataque.













quarta-feira, 13 de julho de 2011

28 de Agosto: O Debate da Anistia no Sebo Cultural

O Sebo Cultural, marca registrada e referência em todo o Brasil da cultura paraibana, irá promover, juntamente com o Portal 100 Fronteiras, eventos comemorativos da Lei de Anistia, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979. Está tudo registrado em manchete deste Portal. Aqui, focarei apenas um ponto: a Mesa do Debate.

Está proposto o debate sobre a revisão da Lei de Anistia e dito que a Mesa será composta, paritariamente, por debatedores favoráveis e contra a revisão. Como esta dita revisão passou a fazer parte da orquestração esquerdista-doutrinária-lulo-petista-politicamente correta, será difícil encontrar quem a conteste. Vou tentar ajudar. Que me conste, na Paraíba (não se levando em conta este modestíssimo blogueiro que vos fala), apenas dois intelectuais - ativos e militantes - não prestam culto à referida doutrina, e até ousam levantar blasfêmias contra ela. Refiro-me a Iremar Bronzeado e Sônia van Dijck. Se é para haver debate de verdade, eles devem ser convidados para compor a Mesa. Nem sei se são contra a revisão da Lei de Anistia, mas sei que pensam com autonomia, não se submeteram à heteronomia moral do "Moderno Príncipe" sonhado pelo mártir comunista italiano Antonio Gramsci e que se tornou quase unanimidade na esquerda brasileira. Quanto a mim, apesar de modestíssimo, sendo contra a revisão da Lei de Anistia, poderia também compor a Mesa. Do outro lado, dentre tantos, tão proeminentes e tão brilhantes intelectuais gramscianos, será difícil escolher - por força da paridade - apenas uns poucos.