Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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domingo, 17 de janeiro de 2016

A carta dos advogados da plutocracia e o Partido dos Plutocratas - ou, novamente os porcos de Orwell

por Washington Rocha
rocha100.blogspot.com.br

Um grupo de advogados lançou um manifesto de título comprido - "Carta aberta...etc." - atacando a Operação Lava Jato. Embora não tenha o nome mencionado, o alvo principal do manifesto é o juiz Sergio Moro. Outro alvo é a imprensa, acusada de realizar um "massacre midiático". As respostas não demoraram, algumas bem duras, como as da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Consta que alguns magistrados têm considerado o manifesto como expressão de "uma coragem seletiva e uma covardia qualificada". Eu mesmo, não vejo bem onde esteja a coragem, ainda que seletiva. Trata-se, a meu ver, da extensão espalhafatosa da defesa que alguns dos advogados subscritores já fazem, profissionalmente, dos empresários e políticos envolvidos na corrupção do petrolão. Os ricos e poderosos, claro, têm direito de constituir advogados.

O site O Antagonista conta que quem redigiu a "Carta aberta.." dos advogados foi o não muito conhecido Maurício Ferro, advogado da Odebrecht. Porém, o grande articulador do lançamento da dita Carta, e que se tem colocado na linha de frente do ataque à Operação Lava Jato, é Antonio Carlos de Almeida Castro, o famoso Kakay, advogado de grife, na linha Romanée-Conti.

E aqui chego aonde queria chegar. A Odebrecht é a empresa preferencial dos governos petistas. O chefe do do PT, Lula, é unha e carne com os executivos da Odebrecht. O advogado Kakay, que ora representa alguns envolvidos na Lava Jato, é amigo do peito de vários petistas ricos, como José Dirceu. E vejam, os maiorais petistas estão ricos de fazer inveja. Lula, que ficou rico dando palestras, leva uma opulenta vida de burguês, em jatinhos no céu ou em iates no mar, sempre na companhia de gente podre de rica. Dirceu, no momento, passa por um perrengue em Curitiba, mas, havendo feito fortuna com consultorias, tinha vida de luxo. Antonio Palocci também fez fortuna com consultorias. Recentemente foi revelada uma forte relação entre o burguês Léo Pinheiro, da OAS, e Jaques Wagner; e também que Wagner recebeu de presente do burguês Ricardo Pessoa (amicíssimo de Lula, diga-se) , dono da UTC, três garrafas do vinho Vega Sicilia Gran Reserva 2003, que custaram a bagatela de R$ 6.797,84. Isso para falar nos petistas ricos mais famosos. E note-se que esses petistas burgueses estão, há bastante tempo, enfronhados com outros badalados políticos burgueses, como Collor de Mello e Paulo Maluf.

A simbiose entre políticos, empresários e advogados caros é o que existe de mais típico na corrupção capitalista mais estereotipada; que o diga o cinema de Hollywood.

Essa turma na qual os chefes petistas estão colados não são simples burgueses, são a nata da burguesia brasileira: está aí formada a plutocracia, que é o governo dos mais ricos. O PT, faz tempo, deixou de ser Partido dos Trabalhadores, tornou-se Partido dos Plutocratas. Quem quiser ver, é só olhar.

E aqui chegamos aos porcos do livro Animal Farm (A Revolução dos Bichos), de George Orwell, tantas vezes já por mim citado. Para quem não leu ou não lembra mais, recordo que os porcos revolucionários no poder, após apropriarem-se dos privilégios que haviam sido do dono da granja, passam a manter relações de interesse e de amizade com granjeiros vizinhos. No final do livro está descrita a surpresa dos outros bichos ao espiar, pelas frestas da janela, uma animada reunião entre porcos e homens que descamba para confusão quando, no jogo de cartas, apela-se para o roubo. Vejam, como reproduzido do site DHnet:


"Realmente, era uma discussão violenta. Gritos, socos na mesa, olhares suspeitos, furiosas negativas. A origem do caso, ao que parecia, fora o fato de Napoleão e o Sr. Pilkington haverem, ao mesmo tempo, jogado um ás de espadas.
Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco".










 


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Schwartsman, os porcos de Orwell e a porca intolerância da esquerda chapa-branca

por Washington Rocha
rocha100.blogspot.com.br

O artigo "O Porco e o Cordeiro", publicado pelo economista Alexandre Schwartsman na sua coluna na Folha de São Paulo, em 16/12/2015, causou uma das mais acesas polêmicas no final do ano que se foi. O episódio demonstrou mais uma vez a sanha autoritária da esquerda brasileira chapa-branca. A polêmica foi, e ainda está sendo, ótima. Ruim foi, e continua sendo, a tentativa de um grupo de professores e intelectuais de vencer a polêmica através da censura ou demissão do autor do artigo. E qual o motivo do furor liberticida desses intelectuais? No referido artigo, criticando a política econômica dos governos petistas, Schwartsman lança mão da alegoria usada por George Orwell no livro Animal Farm (A Revolução dos Bichos) e retrata os economistas petistas como porcos. O livro de Orwell, um clássico da literatura política (leitura obrigatória para todos os democratas, liberais e libertários), mostra a perversidade da Revolução Russa de 1917, inclusive desmascarando o pretenso igualitarismo comunista, sendo os bolcheviques retratados como porcos que, uma vez no poder, apropriam-se de todos os privilégios e impõem sobre os demais bichos uma feroz tirania, sob o lema: "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais". Pois, alguns bichos da esquerda chapa-branca enviaram ao jornal Folha de São Paulo uma "NOTA DE REPÚDIO". A nota, que reclama das alegorias de Schwarstman, ataca sem alegoria, com termos tais como "covarde", "vil", "sordidez", "torpeza". Para o final, vem a insinuação da necessidade de punição ao colunista; assim: "Repudiamos a conivência da Folha de São Paulo e do respectivo editor na prática de tamanha torpeza...". Ora, o que poderiam fazer a Folha e o respectivo editor para não serem "coniventes" com o seu colunista? Censurar ou demitir, é claro. Tão claro como é clara a inclinação autoritária do poder lulopetista. Faz tempo, aliás, que o PT e seus satélites da esquerda bolchevique estão em campanha para restabelecer a censura dos tempos da ditadura (coisa que eles, em linguagem de porco, chamam de "controle social da mídia" e "marco regulatório").  

A "NOTA DE REPÚDIO" está disponível no site Plataforma Política Social (com 162 assinaturas, pela minha última leitura). Pelos nomes mais famosos que assinam, pode se ver que se trata da franja de seda da esquerda lulopetista, a turma ligth. Se a banda light é capaz de subscrever uma nota porcamente intolerante, persecutória, machartista; imaginem do que não é capaz a banda podre. Quer dizer, nem precisa imaginar, basta olhar e ver.

Todavia, felizmente, a nota chapa-branca teve pronta resposta dos defensores da liberdade de expressão; em uma Petição Pública - "POR UMA DEMOCRACIA SEM MORDAÇA" -, que já conta com muitas centenas de assinaturas.

Os liberticidas não terão vida fácil.  

 



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS, MAS ALGUNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS": os bichos de George Orwell e os bichos do PT

A turma barra-pesada do petismo falcônico-dirceuzista defende intrepidamente a corrupção, mas só quando a corrupção é praticada por petistas graúdos. Corrupção de adversários, os petistas sempre atacaram ferozmente. Corrupção de aliados ou de petistas menores merecem deles apenas um apoio enfadado, de ocasião e conveniência. Mas, para o bolche-fascismo falcônico-dirceuzista, o maior de todos os crimes já praticados no Brasil foi o julgamento, condenação, sentenciamento e prisão de alguns daqueles que o Lula da Silva chama de "altos companheiros".

Esse termo, "altos companheiros", é uma genial contribuição de Lula da Silva para a "novilíngua petista", uma perfeita tradução daquela ideia expressa por George Orwell em "A Revolução dos Bichos" de que "todos os bichos são iguais", mas os chefes-porcos "são mais iguais".

Elevar o Partido (e, consequentemente, os chefes que falam pelo partido) acima do Estado, da Justiça e da Moral foi uma  invenção bolchevista de primeira hora, coisa engendrada pelo chefe Lênin, que prosperou com Stalin, mas também com Trotski. Este, aliás, escreveu uma das mais indecorosas obras da história do pensamento axiológico para demonstrar porque é e porque deve ser assim. Esse texto indecente tem já  um título de confronto: "Nossa Moral e a Deles". A "nossa moral", no caso a moral bolchevista, extensa e profundamente meditada por Trotski, resume-se à seguinte indecência: mediante a autoridade do Partido, pode-se e deve-se fazer tudo: mentir, roubar, matar e tudo mais que seja necessário ao êxito revolucionário. É espantoso, mas é assim mesmo. Quem duvidar, leia o livro.

Porém, melhor do que ler o livro de Trotski será ler os livros com que George Orwell desconstrói a utopia marxista-leninista: o já referido "A Revolução dos Bichos" (Animal Farm) e "1984" (Nineteen Eighty-Four). No primeiro, fica demonstrado como o processo revolucionário porco-bolchevista reduziu o ideal da igualdade de todos os animais à tirania dos chefes-porcos sobre todos os outros animais. O segundo estampa o sufocamento de toda liberdade em um período mais avançado do processo revolucionário bolchevista (o livro foi escrito em 1949): o totalitarismo no mais alto estágio, onde todos são permanentemente vigiados, monitorados, controlados e escravizados pelo Big Brother (às vezes, eu penso que pior que o Big Brother imaginado por Orwell só os vários tipos de Big Brother que passam hoje na TV - num e noutro caso, é muito melhor a morte). Na ficção "1984", os chefes totalitários criam a "novilíngua", que consiste em  uma espécie de linguagem "politicamente correta", onde se usam eufemismos para esconder verdades ruins, muitas vezes com inversão total do termo. Exemplos: o ministério encarregado de prender, interrogar, torturar e assassinar é denominado Ministério do Amor; o ministério encarregado de propagar mentiras é denominado Ministério da Verdade.

Que eu saiba, a turma do bolche-fascismo brasileiro ainda não cogita instituir o Ministério do Amor, mas o Ministério da Verdade é um projeto em andamento, a ser deslanchado com o estabelecimento da censura, chamada por eles de "controle social da mídia", "marco regulatório", "democratização dos meios de comunicação" e outros termos de novilíngua.

Com o julgamento, condenação e prisão de 3 petistas corrupto-mensaleiros (um outro fugiu para a Itália; ainda outro espera a prisão sentado na cadeira de deputado), os falcônicos-dirceuzistas entraram em ebulição. Quando isso acontece, os pendores bolchevistas represados pela convivência forçada com a "democracia burguesa" fazem valer seu domínio e a novilíngua escorre como larva de suas bocas: os criminosos julgados, condenados, sentenciados e presos pela Justiça da Democracia brasileira são chamados de "heróis".

A corrente falcônico-dirceuzista do petismo está em aberta campanha contra as instituições democráticas, notadamente contra a Justiça e contra a Liberdade de Imprensa. Uma das armas dessa campanha é a "novilíngua", que também se pode dizer "linguagem de porco".

Não creio que tal campanha pró-corruptos e liberticida prospere. Os chefes falcônicos-dirceuzistas estão dispostos, aguerridos, muito empenhados e contam com um número expressivo de apoiadores entre os militantes do PT, partidos satélites e na mídia. Mas não contam com a massa do partido nem com massa nenhuma. Para que pudessem arrastar a sociedade, seria preciso que arrastassem primeiro o próprio partido. Recente pesquisa indica que em todo o Brasil é amplo a aprovação às decisões do STF e à execução dessas decisões. Esse apoio é de cerca de 80%; e, surpreendentemente, é ainda maior entre os filiados do PT.

Não, essa campanha mistificadora e mentirosa não vai prosperar. Desde que não se deixe que os mistificadores e mentirosos fiquem falando sozinhos. Linguagem de porco é uma  baba venenosa, tem de ser combatida com o contraveneno da verdade.





terça-feira, 9 de julho de 2013

Campanha pelo restabelecimento da censura: suprema indecência do PT de Zé Dirceu - ou a orwelliana linguagem de porco

A ala mais autoritária do PT é comandada pelo corrupto mensaleiro condenado José Dirceu, secundado pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão. A agenda urgente dessa turma tem dois pontos fortes, prioritários: 1) a desmoralização do STF e submissão da Justiça; 2) restabelecimento da censura.

Neste artigo, vou me deter no ponto 2.

Os dirceuzistas - que estão majoritariamente no PT, mas não só no PT - insistem nesta indecência faz tempo; e faz tempo que eu e outros democratas denunciamos tal campanha liberticida. É preciso sempre refazer a denúncia porque os autoritários dirceuzistas renovam suas estratégias; inclusive na linguagem. Atualmente chamam a campanha pela volta da censura de "democratização dos meios de comunicação". Isso é "linguagem orwelliana", que também pode ser dita "linguagem de porco". Lembrando: George Orwell escreveu dois livros célebres denunciando o totalitarismo (em particular, o totalitarismo stalinista). No livro "A revolução dos bichos", os porcos comandam a revolução em uma granja e, vitoriosos, proclamam o lema: "Todos os animais são iguais". Depois, senhores absolutos do poder, os porcos submetem todos os outros animais à servidão e mudam o lema para: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais".

Parêntese: Lula da Silva mimetiza essa "evolução" de linguagem quando chama algum companheiro mais poderoso ou abonado de "alto companheiro".

No livro "1984", escrito em 1948, Orwell prevê o bolchevismo parindo um tenebroso futuro totalitário. Neste mundo de servidão, a manipulação da linguagem é um instrumento decisivo; de forma que as maiores infâmias são feitas sobre a proteção de uma linguagem delicada e persuasiva (mais ou menos como o "politicamente correto" de hoje). Assim, por exemplo, o mistério da propaganda, especializado em mentiras e mistificações, chama-se Ministério da Verdade; e o ministério encarregado de espionar, perseguir, controlar, prender, fazer lavagem cerebral, torturar e assassinar chama-se Ministério do Amor.

Eis aí a linguagem de porco com que os autoritários dirceuzistas querem engabelar a opinião pública. Não será fácil, mesmo porque, nas suas renovadas tentativas contra a liberdade de expressão, eles deixaram um longo rabo à mostra. Basta dizer que iniciaram a infame campanha com o nome de "controle social da mídia". No que foram fulminados pela presidente Dilma ("só conheço o controle remoto"), inventaram outras denominações: "marco regulatório"; "ley de medios", etc. Até culminar com a afronta de chamar censura de "democratização".

O PT, todo mundo sabe, só chegou ao poder porque valeu-se amplamente da liberdade de expressão conquistada na redemocratização e consagrada na Constituição Cidadã. Que uma ala desse partido, talvez majoritária, tente restabelecer a censura é suprema indecência.

Mas há uma indecência suplementar dos fanáticos dirceuzistas: tentar enfiar nos movimentos que tomam as ruas do Brasil a bandeira liberticida da censura. Vão tentar isso nesta quinta-feira, 11/07, durante as grandes manifestações que estão programadas pelas Centrais Sindicais.

Tenho dito que os autoritários do PT tentam restabelecer a censura dos tempos da ditadura. E é isso mesmo, pois se trata, como no tempo da ditadura militar, de uma censura político-ideológica.

Todavia, com grande otimismo, afirmo que tal campanha liberticida não passará. Não passará pela Presidência (até agora não passou, e confio que a Presidente continuará firme), não passará pelo Congresso Nacional e, principalmente, não passará por cima do Povo.

Washington Alves da Rocha - 09/07/2013.