Blog Rocha 100
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.
terça-feira, 2 de maio de 2017
A "nova Constituinte" fascista de Maduro: o diabo que a carregue
"O objetivo de Maduro é que a nova Constituinte seja uma espécie de Congresso dos Sovietes, sem a participação do que chamou de “velhas estruturas dos partidos políticos”. Metade da assembleia será formada por 250 delegados eleitos pela base operária. “As missões terão seus constituintes, os pensionistas e os indígenas. Será uma Constituinte cidadã, popular, operária. Uma Constituinte chavista”, anunciou". (brasil.elpais.com).
Ou em El Nuevo Herald:
"El mandatario socialista anunció que este lunes entregará al Consejo Nacional Electoral (CNE) las bases del proceso, que contempla la elección de 500 asambleístas, una parte por sectores sociales que escogerán directa
mente a sus representantes, y la otra por municipios". (elnuevoherald.com).
Apesar da linguagem bolchevista, está claro que Maduro tenta um caminho para formar uma Constituinte controlada por pelegos. Como ele mesmo diz, uma "Constituinte chavista"; o que significa dizer, uma "Constituinte fascista".
Aqui no Brasil, em 2014, a então presidente Dilma Rousseff, com o Decreto 8.243, tentou uma malandragem semelhante; não uma "Constituinte", mas um sistema de "conselhos populares", formados por entidades pelegas, e que se sobreporiam ao Congresso Nacional. A dita malandragem, como se sabe, não prosperou.
Na Venezuela, a "nova Constituinte" é, tão somente, uma tentativa de institucionalizar o fascismo; que lá se chama "chavismo".
O fascismo atende por vários nomes; mas, sob qualquer nome, é fácil reconhecê-lo. Uma vez reconhecido, deve-se mandá-lo para o inferno. É isso o que o povo da Venezuela fará com o regime podre do chavista podre Nicolás Maduro.
domingo, 28 de agosto de 2016
Quando Setembro Vier: Primavera sem Dilma e sem PT, com Gina Lollobrigida e Sandra Dee
O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff está chegando ao fim. Se tudo der certo, da noite da segunda para a madrugada da terça o Brasil se livra definitivamente da ditadura da corrupção do PT. Que Deus permita!, ninguém aguenta mais esse rame-rame, especialmente o discurso imbecil dos mortadelas dizendo que "é golpe", "é golpe", "é golpe"; enquanto todo dia se vê na TV que é o processo de impeachment mais legítimo do mundo; certinho, tudo direitinho, comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Tudo tão democrático, legal e bacaninha que um grupo de cineastas mortadelas tem licença para acompanhar de perto, pegando no pé dos senadores e de todo mundo, fazendo um filme com Dilma como protagonista. Essa foi uma ótima ideia dos mortadelas. Os coxinhas também deviam fazer um filme, com foco naquelas manifestações de milhões de brasileiros que foram às ruas contra a corrupção, contra o PT e pelo impeachment da Dilma. Entendam, essas foram as maiores manifestações políticas da nossa história. Material não falta, cenas exuberantes de ímpeto democrático e patriótico: "um rio verde e amarelo que passou em nossas vidas e nosso coração se deixou levar".
Acaba agosto, Dilma e o PT vão para o brejo; e eu vou rever a comédia romântica Quando Setembro Vier/"Come September", com Rock Hudson, Gina Lollobrigida, Bobby Darin e Sandra Dee. Aconselho, caros leitores e caríssimas leitoras, que façam o mesmo. É uma comédia deliciosa em uma Itália maravilhosa, embalada em lindas canções (a música-tema é inesquecível: ouviu, lembrou). Os galãs Rock e Bobby arrancaram suspiros de todos os corações femininos. As mulheres, então, a suave Sandra e a monumental Gina; meu Deus! A Sandrinha está muito bonitinha, encantadora. Mas a Gina, sai de baixo, está esplendorosa, estonteante, um avião, um boeing, um violino Stradivarius, uma fonte de maravilhas (uns críticos bestas diziam que ela era uma canastrona: "sabe de nada, inocente!").
Pois então é isto: na segunda-feira feira vamos ver a Dilma na TV e dar um "Tchau, Querida!". Depois vamos esperar setembro vendo Gina e Sandrinha no DVD. Salve a Primavera!
sábado, 13 de agosto de 2016
"Carta aos Brasileiros" de Dilma Rousseff lança candidatura de Odorico Paraguaçu a Presidente, vaza e causa alvoroço
Odorico Paraguaçu está hospedado em um hotel da orla de João Pessoa. Hoje, sábado 13/08, conversou com amigos sobre a "Carta aos Brasileiros", da Dilma Rousseff, que vazou na internet e esta causando verdadeira comoção nacional, com repercussão internacional. Na Carta, como o mundo já começou a saber, Dilma se diz "vítima de uma tentativa de golpe", afirma que voltará à Presidência e lança Odorico Paraguaçu candidato a Presidente da República em 2018. Ele nos contou que esteve com a presidente afastada e com ela redigiu a "Carta aos Brasileiros", para ser divulgada oficialmente hoje, mas só lá pelo início da noite, a tempo de ser divulgada no Jornal Nacional. Com o vazamento, Odorico resolveu contar a história e não pediu segredo. Também ninguém tem mais dúvida de que foi o próprio Odorico que vazou o conteúdo da Carta, igual àquela mensagem de voz do Michel Temer, que "vazou" tão oportunamente. Reproduzo aqui a explicação que nos deu Odorico e, em seguida, a dita Carta, que, aliás, é o assunto do momento nas redes sociais em todo o planeta, superando até mesmo as menções às Olimpíadas do Rio de Janeiro.
- A minha amiga presidenta me pediu assessoramento ajudatício no redacionamento escriturário da "Carta aos Brasileiros" porque o marqueteiro acarajento João Santana está em estado proibitivo de impedimento compulsório e os mortadelas lá do Palácio da Alvorada somentemente brigam. O Jaquivague quer de um jeito, o Mercadante quer contrariamentemente o contrário. O Rui Falcão não quer o plebiscitamento eleitoreiro de nova eleição presidentista. O Lula não está nem aí e está completamentemente desanimado e desmilinguido, num entristecimento de dar dó. Uns dizem que é pra botar o golpe, outros dizem que é pra tirar o golpe. É um teretetê danado, ficam só nos entretantos e ninguém chega aos finalmentes. Foi por isso que a Dilma me chamou ao Alvorada, onde cheguei aflitivamentemente atônito, ontem, sexta-feira, no fim da tarde, pelo crepúsculo vermelho do sol cadente. Trabalhamos muito noite adentro e afora, finalmentemente, pelas altas madrugadas, concluímos os desfechos terminatórios conclusivos e finais. Ficou uma beleza, uma coisa inovadorística e revolucionatória. Como os amigos sabem, este Odorico Paraguaçu que vos fala, a Dilma Rousseff e o João Guimarães Rosa levamos a criatividade criativa da língua de Camões a mares nunca dantes navegados, terras nunca dantes andarilhadas e ares nunca dantes avoados. E aqui eu me alembro do meu amigo João do Vale: "...eu assubo nos ares, vou brincar no vento leste". Eita cabra bom, outro gênio da raça. Mas deixemos os pratrasmentes das saudades. O certo é que eu tenho medo de que a presidenta sofra pressionamento regulatório, seja encarcada pelos mortadelas vacilosos e deixe de publicar nossa Carta tão explosivamentemente dinamitosa e trepidante. Seria uma pena deixar tão bela peça sociológica e politicológica, uma obra-prima primorosa da psicologia comunicatívica das massas, morrer anonimamentemente no oblívio dos esquecimentos.
Essas últimas palavras do Odorico dão a certeza de que foi ele mesmo quem vazou o conteúdo da Carta. Agora, não tem mais jeito, o mundo todo já está tomando conhecimento. Se vai ajudar ou não a Dilma, isso eu não sei. Vocês, caros leitores e leitoras, que julguem. Eis aí a tão esperada e tantas vezes adiada "Carta aos Brasileiros":
CARTA A TODOS E TODAS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Meu Povo e minha Pova! Primeiramentemente e antesmente de tudo, devo dizer que sou uma presidenta inocenta, vítima de uma tentativa de golpe, perseguida pelas elites capitalistas, burguesistas, direitistas e reacionaristas. Perseguida pela oposição maldosista e pela imprensa marronzista. Sou inocenta. Não sei de nada, nadica de nada. Não sei e tenho raiva de quem sabe. Aliasmente, ando com raiva de tudo, principalmentemente dos coxinhas: ô gente chata! Ultimamentemente, até alguns amigos mortadelas estão me desgostando com deceptudes, pois ficam me contrariando e botando amendoim no vatapá da oposição. O Rui Falcão, por mau exemplo, disse que minha ideia genial e fulgurante de um plebiscito plebiscitário para convocar nova eleição de sufragamento presidencial é um ideia de jerico. Magoou. Quando eu voltar, ele me paga. O Lula, coitado, de tanto esmorecimento e tristonhice, parece mais um volume morto, e não ajuda em nada. Ele tem um medo danado do Sergio Moro, mas quando eu novamentemente voltar de novo vou esconder o Lula debaixo da saia: "Mexeu com Lula, mexeu comigo!". E quem mexe comigo, mexe com o mundo. Falo pro meu Povo e pra minha Pova: as elite branca dos olho azul não vão me derrubar. Não vai ter golpe! Perdemos a penúltima votação do impichi por 59 a 21. Foi uma surra de lascar. Mas estou já em confabulância ultrassigilenta com uma dúzia de senadores do Senado e vamos virar o placar. Peço aos militantes militosos da militância mortadelista que não arredem pé nem mão, não fujam capiongos e macambúzios com o rabo entre as pernas. Se nós perde na caçada, nós pode ganhar na pescaria. Como diz os professor do MEC: "nós pega o peixe". No caso, o peixe é cada senador que nós ganha pra votar contra o impiche (três já está no papo; os outro que falta, tão balançando e nós vai ganhar). Não apenasmente estou confiante no meu retornamento voltativo para a Presidência Presidencial com Poder Total, como estou trabalhando diuturnamente, noturnamente e madrugadamente na composição do meu novo ministério renovado com ministros novinhos em folha (não é em folha de coca, se bem que meu amigo Evo quisesse que fosse). Um deles - ia guardar essa surpresa surpreendente, mas não pude arresistir (como naquela música do Coronel Antônio Bento, do Tim Maia: "... quando ouvia o toque do piano, rebolava, saía requebrando") -; um dos novos ministros do meu novo governo recauchutado e anabolizado, ia dizendo, será o Odorico Paraguaçu, ex-prefeito de Sucupira e hoje um progressista democratista de inserção mundial e planetária, que já está me assessorando em um tudo. Os coxinhas golpistas vão cair do cavalo com o sucesso sensacional do nosso governo retornativo, mormentemente com o incrementamento da economia. Devo adiantar que eu e e meu assessor, futuro ministro plenipotenciário Odorico Paraguaçu, já estamos concretando os considerandos de um grande contrato de exportação de vento estocado para a China. Vai ser um volume tão volumoso de vento exportado que se a gente não tiver cuidado pode até faltar vento no Brasil. Pode faltar vento, mas não me faltarão divisas e moedas fortes para o desenvolvimento brasílico pindorâmico. E não vamos exportar somentemente vento estocado, mas também muita mandioca, acarajé, açaí, açaqui e açacolá. A luta continua! Vamos vencer os carcarás sanguinolentos do golpismo traiçoento. E não estamos sozinhos e solitários, mas bem apetrechados de apoiamentos mundiais do mundo todo. Eu, o PT e outros e outras mortadelas já recorremos contra o impichi em vários esferamentos nacionais, internacionais, bilaterais, multilaterais, frontais e occipitais. Recorremos à OEA, à ONU, à Unasul, à Crefisul, às Organizações Tabajara, à Serasa, à Liga da Justiça e ao Conselho Jedi. Sou uma presidenta inocenta, proba e pobre de marré deci: não tenho um pau pra dar numa cachorra. E mesmo se tivesse o pau não daria na cachorra, pois sou defensora dos animais. Lembro que sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás. Então, pode ser também uma cachorra, e você não vai pegar um pau pra dar na cachorra atrás da criança. Mas vamos deixar os entretantos e partir pros finalmentes: vou voltar nos braços dos mortadelas, vou dar uma banana pros coxinhas, vou governar até o fim do meu mandato mandatório e em 2018 vou lançar meu amigo Odorico Paraguaçu candidato a Presidente da República. Lula também quer ser candidato, mas Lula está muito borocochô, enquanto o Odorico está na ponta dos cascos, depois de um tratamento rejuvenescedor que fez lá nos Estados Unidos, na mesma clínica que faz o rejuvenescimento do Sílvio Santos. E vai fazer o meu, pois em 2022 voltarei novamentemente mais uma vez de novo como candidata a Presidenta do meu Brasil varonil e feminil. Voltarei rejuvenescida, remoçada, recauchutada, reflorescida e, principalmentemente, mais bonita do que a Marcela Temer.
Até Breve, Mortadelas Queridas! Tchau, Coxinhas!
sábado, 30 de julho de 2016
É Pelo Brasil!: 31/7 Vem Pra Rua! Vamos Lutar!
Livrar o país definitivamente de Dilma Rousseff, debelando o projeto corrupto-autoritário de poder do PT, é um imperativo de salvação nacional. O Povo brasileiro deu nas ruas magníficas manifestações de que sabe ser senhor do seu destino. Sob pressão popular, os representantes cumpriram com o dever, aprovando a abertura do processo de impeachment. Processo democrático, legítimo, legal, constitucional. Tal como foi com o ex-presidente Collor de Mello. Apenas aquele processo de Collor foi mais rápido, enquanto este processo de Dilma arrasta-se. E enquanto arrasta-se o processo de impeachment, o Brasil se arrasta. Toda ação para atrasar esse processo deve ser vista como crime contra a Nação. É evidente que a interinidade prejudica a ação do governo, no momento em que é preciso o máximo de agilidade para arrancar o país do abismo em que o afundou o governo Dilma-PT. Não foi por Temer-PMDB que fomos às ruas, fomos às ruas pelo Brasil, pela Democracia, pela Liberdade. Temer está presidente por força de previsão constitucional, da mesma forma que Itamar Franco, com o impeachment de Collor, tornou-se presidente por força de previsão constitucional. Na Democracia é assim: quando o presidente é impedido, assume o vice-presidente. O presidente interino está fazendo o que pode, enfrentando a pérfida sabotagem do PT e seus satélites. Se bem que expressiva parte dos defensores do impeachment seja de eleitores arrependidos da Dilma, a maioria dos milhões de manifestantes pró-impeachment não votou no Temer; quem votou no Temer foi quem votou na Dilma. Até por isso, não se pode dizer que Michel Temer "seja assim uma Brastemp", mas é com ele que a legalidade democrática tem de contar. A volta de Dilma, com seus crimes de (i) responsabilidade e atolada até a raiz dos dourados cabelos na corrupção do petrolão, a volta de Dilma desatinada com sua corte de sabujos corruptos; tal retorno, que Deus não permita, seria pior do que as 10 pragas do Egito.
Neste domingo, 31/7, vamos às ruas pelo BRASIL!
quinta-feira, 9 de junho de 2016
31/7 EU VOU!: a Democracia voltará às ruas para livrar o Brasil, de vez, da assombração dos zumbis do volume morto
rocha100.blogspot.com.br
Afastado do poder, atolado na lama do volume morto, o lulopetismo tem enviado às ruas seus zumbis, em diversas manifestações contra o governo interino e pela volta de Dilma Rousseff. Manifestação política é um direito, claro. A questão é que os lulopetistas sempre ultrapassam o direito. No mensalão, ultrapassaram o direito e muitos foram parar na cadeia. No petrolão, idem. A presidente Dilma ultrapassou o direito e foi devidamente afastada. Nas suas manifestações, os zumbis lulopetistas têm, muitas vezes, ultrapassado o direito; na forma, tipicamente fascista, da depredação, da intimidação, do esculacho e da agressão física.
As últimas revelações, gravações e delações somam novos indícios e evidências sobre o que já se sabia: Lula foi o chefe do esquema de corrupção institucionalizada, desde o mensalão até o petrolão; esquema com o qual o PT pretendeu acentuar seu autoritarismo e estender indefinidamente seu governo (como os nazistas, que pretendiam um "Reich de Mil Anos"). As referidas revelações, gravações e delações mostram também que Dilma se envolveu no petrolão até à raiz dos seus dourados cabelos, zelosamente tratados pelo fenomenal cabeleireiro Celso Kamura. Na vigência do Estado Democrático de Direito, o que se prevê é que Lula e Dilma sejam punidos pela Justiça; não que voltem ao poder. É difícil conceber que o Senado da República seja suficientemente irresponsável e estúpido para promover o caos, permitindo a volta de Dilma. Certo como o sol há de nascer amanhã, a imensa maioria do Povo Brasileiro não aceitará o retorno ao poder de um agrupamento político comprovadamente autoritário, corrupto, criminoso. O impeachment definitivo da presidente afastada é um imperativo de salvação da democracia, da liberdade, da paz e da possibilidade de prosperidade; retirando-se o país da recessão, da inflação, do desemprego e da violência avassaladora. O impeachment definitivo é um imperativo de salvação nacional.
Não se pode permitir que os zumbis lulopetistas permaneçam exclusivos nas ruas, falando e gritando sozinhos, assombrando os tímidos, mentindo sem contestação, tentando arrastar todo mundo para a escuridão do volume morto. Claro que os zumbis têm direito de livre manifestação. Nós outros, democratas e libertários, temos o dever de contrastá-los. Não pelo confronto físico, mas pelo confronto numérico, reafirmando o que já foi comprovado em anteriores e magníficas manifestações com milhões de pessoas: somos maioria.
Eis que o Vem Pra Rua e o MBL iniciaram convocação de uma nova mega manifestação: para 31 de Julho, pelo impeachment definitivo da presidente Dilma. Esta é a principal agenda da democracia: 31/7 EU VOU!
Entendo que, para seu bom êxito, diversos atos políticos devam anteceder a anunciada mega manifestação. Aqui em João Pessoa, estamos dispostos a participar de iniciativas nesse sentido. Quem estiver igualmente disposto e quiser entrar em contato:
e-mail: rochealves@yahoo.com.br - cel: (83) 98744-2140.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Temer nem começou, e já começou mal
Na próxima semana, Dilma Rousseff será afastada provisoriamente da Presidência pelo Senado, em votação plenária, por maioria simples (metade mais um dos senadores presentes), com a admissibilidade do Processo de Impeachment. Favas contadas. No caso, favas de sobra; umas dez favas além do necessário. Imediatamente, assume o vice-presidente, Michel Temer, no qual se deposita a esperança da grande maioria dos brasileiros, infelicitados pelo desgoverno do PT. A esperança da minoria lulopetista é que, no novo governo, a desgraça seja ainda maior, para que a desgraça anterior possa voltar ao poder. E para ajudar esta desgraçada perspectiva, os lulopetistas prometem tocar o horror. Eis que, antes de assumir, Temer já vai dando uma mãozinha para as más intenções lulopetistas.
Mesmo sem ter começado sua Presidência, Temer está montando seu Ministério; e é preciso que faça isso, porque tem de começar a todo vapor, daqui a uma semana, para por a casa em ordem e recuperar o tempo perdido, jogado fora pelo desgoverno Dilma/PT. Porém, ai porém..., a montagem do novo governo vai se transformando em um comédia de erros. Temer vai e volta em seus anúncios. Iria cortar muitos ministérios; agora, dá a entender que irá cortar uns poucos, bem poucos. Nomes para o Ministério e outros altos cargos são anunciados e desanunciados. Uns bons, outros ruins. Antonio de Oliveira Mariz, por exemplo, que assinou manifesto contra a Operação Lava Jato, foi anunciado para o Ministério da Justiça: péssima ideia. A reação foi grande e Mariz foi desanunciado. Mas agora volta a ser cogitado, para o Ministério da Defesa. E em substituição a um nome excelente - anteriormente anunciado e agora, automaticamente, desanunciado - que é o do deputado Raul Jungmann. O médico Raul Cutait, outro excelente nome, foi anunciado para o Ministério da Saúde e desanunciado por pressões partidárias fisiológicas. Assim fica difícil.
Em uma manifestação contra o impeachment, uma mulher apelou a Dilma em um cartaz que achei inteligente, muito bem humorado, uma graça: "FICA DILMA, MAS MELHORE, MULHER!". Dilma não melhorou; deu no que está dando. Eu, que fiz campanha pelo impeachment - e continuo fazendo -, peço emprestada a fórmula da minha inteligente e bem humorada adversária para compor o seguinte apelo: "ASSUMA TEMER, MAS TOME TENTO, CABRA!".
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
STF estabelece rito e confirma o que só corruptos lulopetistas e lulopetistas fanáticos negam: IMPEACHMENT NÃO É GOLPE
rocha100.blogspot.com.br
A turma do "Fica Dilma!" está comemorando a decisão do STF que anulou as decisões da Câmara e estabeleceu um novo rito, recomeçando tudo. Ótimo. Estabelecendo o rito, o Supremo confirma a legitimidade democrática do instrumento do Impeachment. Enquanto isso, eclode a Operação Sangue Negro, da Polícia Federal. E vejam por onde circula o "petróleo", segundo notícia do site UOL em 17/12: "A denúncia do MPF abrange ainda a contribuição pedida por Renato Duque aos agentes da SBM, no valor de US$ 300 mil, para a campanha presidencial do PT em 2010". A candidata presidencial do PT em 2010 foi a Dilma Rousseff; lembram? É bom mesmo o impeachment começar de novo, vai dar bastante tempo para também a mobilização popular começar de novo no ano novo: em 13 de março o Povo Soberano voltará às ruas para fazer a terra tremer contra a ditadura da corrupção do PT.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
MPs 664 e 665: é preciso barrar as dilmaldades do neoliberalismo petista contra os trabalhadores
Ontem, 05/05, quando a votação da MP 665 parecia já estar embrulhada a gosto do Planalto e do PT, o caldo entornou com a fala oportunista e cínica do chefe Lula no programa do PT na TV. Tal programa e tal fala tiveram péssima repercussão; não só na população (que reagiu com um mega panelaço), quanto no aliado PMDB (que reagiu adiando a votação).
A luta prossegue hoje, 06/05. O Brasil estará atento.
Vejam só: depois de escangalhar com as contas públicas e mentir além da conta para fechar as contas da reeleição, a "presidenta" arranjou um funcionário do Banco Brasileiro de Descontos (Bradesco) para descontar nas costas de trabalhadores (especialmente os mais frágeis: desempregados, viúvas e pensionistas) o resultado calamitoso das suas irresponsabilidades eleitoreiras.
Dilma e o PT mentiram, arrematando uma eleição com uma traição. Que sejam denunciados e que arquem com o ônus da traição, já que têm o bônus do poder. Que algum outro partido seja suficientemente estúpido para arcar com ônus tão pesado sem igual contrapartida de poder, é o que não pagaremos para ver. Esperamos que o PMDB velho de guerra, PMDB de tantas lutas, não se venda "por uns cargos a mais".
quarta-feira, 11 de junho de 2014
"Dilmadura do proletariado" - ou, "ditadura proletária do crioulo doido": inovando na ciência marxista, a camarada Presidenta Rousseff implanta no Brasil, por decreto, a ditadura do proletariado
Camaradas dirigentes do Kominteiro; finalmente, depois de seguidas derrotas desde a queda do muro de Berlim, em 1989, o marxismo tem o que comemorar: no Brasil, a camarada Presidenta Dilma Rousseff implantou a ditadura do proletariado. E foi por decreto. Trata-se de uma inovação 'felomenal' (como diria o camarada bicheiro Giovanni Improtta). Antigamente, ou melhor, pratrasmente (como diria o camarada prefeito Odorico Paraguassu), botar a ditadura do proletariado para funcionar dava um trabalho danado, morria muita gente. Pois, "daqui prafrentemente tudo será diferente", como diz o camarada cantor das massas proletárias Roberto Carlos. Com a ousadia teórico-prática do decreto revolucionário-proletário, a camarada Presidenta inovou na ciência marxista, enriqueceu a práxis e acelerou a história: a assim já chamada "dilmadura do proletariado" coloca o Brasil na vanguarda do progresso entre todas as nações socialistas. Antes de apreciarmos diretamente o já célebre decreto 8.243, convém uma rápida retrospectiva histórico-filosófica.
A CIÊNCIA MARXISTA E SUAS INOVAÇÕES
Como os filósofos sabem por elucubração e o proletariado aprendeu no lombo por dolorosa experiência, o marxismo é uma ciência exata e infalível. Chamado de materialismo-histórico e também de materialismo-dialético (abreviado para "diamat" nos tempos áureos do Komintern, a Internacional stalinista), o marxismo não apenas explica o passado como prevê o futuro com maior segurança que a Mãe Diná, que previu a morte dos Mamonas Assassinas. A ciência elaborada por Marx e Engels previu, por exemplo, o surgimento do paraíso na terra; aí, pimba!..., não aconteceu. Não aconteceu, mas vai acontecer. Essa é a melhor parte da ciência marxista: suas previsões de uma sociedade abundante, igualitária, feliz e perfeita podem demorar séculos ou milênios, mas fatalmente ocorrerão; o que não deixa de ser um consolo por todas as desgraças que seus profetas vão deixando pelo caminho na busca do paraíso. A história caminha sempre de acordo com as necessárias leis dialéticas inventadas pelo marxismo; porém, como a história é um tanto preguiçosa, resolveram eles, marxistas, dar um impulso através do instrumento chamado de "ditadura revolucionária do proletariado". É um troço formidável. Funciona assim: um grupo de sábios marxistas toma o poder e, em nome do proletariado, reduz à servidão coletiva todas as classes sociais e pratica extermínio em massa: da exploradora classe burguesa; da vacilante classe-média (também caracterizada como atraso de vida, estúpida, ignorante e abominável pela camarada filósofa Marilena Chauí, expoente do pensamento marxista no Brasil); do improdutivo e pernicioso lumpemproletariado; de milhões de camponeses atrasados e apegados à propriedade particular; de milhões de desavisados proletários que não tiveram tempo ou tirocínio suficiente para adquirir a necessária consciência de classe, talvez devido à dificuldade na leitura de "Das Kapital" (O Capital).
Parêntese: a dificuldade na leitura de "O Capital", pelo menos no Brasil, deixará de ser problema tão logo o Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, libere uma grana gorda para a camarada professora Patrícia Secco adaptar a maçaroca indigesta ao nível mental dos proletários reacionários.
A primeira experiência científica da ditadura proletária aconteceu em 1917, na revolução liderada por Lênin na Rússia (a Comuna de Paris foi uma experiência pré-marxista, portanto, pré-científica), e sua expressão se deu através dos "conselhos populares" apelidados de "sovietes". Estes sovietes comandaram a revolução na sua primeira fase, mas logo, seguindo a nova receita do marxismo leninista, o Partido Comunista (Bolchevique) os sufocaria e extinguiria. Foi uma coisa feia o que o Partido fez com os sovietes, mas nada que a dialética materialista não explique e justifique. Com efeito, Lênin explicou de forma magistral como a ditadura proletária precisava ser exercida exclusivamente pelo Partido Bolchevique. Já o atilado marxista-leninista Trotsky previu mais longe: "o partido se substituirá às massas, o comitê central se substituirá ao partido e, finalmente, o tirano se substituirá ao comitê central" (pimba!..., acertou na mosca; não só o tirano Stálin se substituiu às massas, ao partido e ao comitê central como exterminou todos os que acharam ruim, inclusive o coitado do Trotsky).
Vejam que Lênin e depois Stálin, apesar de marxistas ortodoxos, fizeram inovações quanto ao caráter da ditadura proletária. Justamente neste ponto voltamos à apreciação das inovações da camarada Presidenta Rousseff. Seu decreto 8.243 é realmente inusitado. Ficou assim uma coisa bem brasileira, uma espécie de "ditadura proletária do crioulo doido", para usar uma expressão do saudoso camarada Stanislaw, que jogou na Ponte Preta, time conhecido como "a macaca" e muito querido da camarada Presidenta. Deve ser por isso, aliás, que a audaciosa camarada, nos seus momentos de euforia criativa, costuma exclamar: "hoje eu estou com a macaca!". Sem sombra das chuteiras, quer dizer, sem sombra de dúvidas, ao decretar o 8.243, a camarada Rousseff estava mesmo com a macaca. Não se deve estranhar a criatividade da camarada Rousseff, pois se trata de uma notável intelectual, especializada na obra do maior autor marxista brasileiro de todos os tempos, o camarada Nelson Rodrigues, de quem a esquerda não larga a mão nem o pé. A camarada Rousseff, por exemplo, tem o camarada Rodrigues na ponta da língua e o cita a propósito de tudo e qualquer coisa. Pelas narrativas da camarada, vamos tomando conhecimento da saga do grande bolchevista Nelson Rodrigues: foi preso todo nu no xadrez e castigado; casou com uma burguesa bonitinha, mas extraordinária (apesar de burguesa, converteu-se ao comunismo); jogou no time proletário Fluminense, foi exilado da pátria e pendurou as chuteiras.
Mas fujo ao assunto, camaradas; desculpem, faço auto-crítica. Voltemos ao decreto 8.243. Eu poderia copiar e colar aqui, mas é um decreto de 22 artigos com profusão de parágrafos, um troço "nimiamente extenso", como diria o finado Brás Cubas (diria, não diz mais; porque a camarada professora Patrícia Secco não deixa). Tratarei tão somentemente de fazer sua defesa diante dos ataques que vem sofrendo por parte de empedernidos reacionários.
SABE DE NADA DE DIALÉTICA, INOCENTE!
Vejam como é pérfida a reação à ainda desabrochante "dilmadura do proletariado". No Congresso, os partidos de direita, conservadores, mencheviques, neoliberais e perrepistas querem anular o decreto da camarada Presidenta. Sem saber o que diz, o deputado menchevique Mendonça Filho diz que o decreto da camarada Presidenta é "arbitrário, ditatorial e quer passar por cima do Parlamento brasileiro". Esse é um inocente que não sabe de nada de dialética marxista. Ora, dialeticamente concebida, a ditadura proletária foi feita para passar por cima de tudo mesmo. Já o senador menchevique Álvaro Dias, não afeito às sutilezas dialéticas, labora em erros primários. Vejam o que diz: "Essa cópia de modelo cubano ou de modelo venezuelano não aprimora o regime democrático". Ora, o decreto da camarada Presidenta Rousseff não é uma cópia das ditaduras do camarada Castro e do camarada Maduro, mas sim, pela sua sutileza, é um originalíssimo avanço. E, pior, este senador menchevique ainda não aprendeu que a ditadura proletária não tem intuito de aprimorar o regime democrático burguês, trata-se de exterminá-lo.
Também muito preocupa, camaradas, a ação deletéria, extra Congresso, de alguns juristas, intelectuais e falsos filósofos (falsos, sim; porque é falso todo filósofo que não captou a mensagem do professor Raimundo; quer dizer, do mestre Karl Marx) defensores da democracia burguesa e que estão dizendo coisas horrorosas do decreto proletário. Vê se pode, por exemplo, o que disse o filósofo Roberto Romano (que nem brasileiro é, pois é Romano; portanto, italiano):
"Com o decreto, o que se faz é gerar um Estado na periferia do Estado".
Vejam camaradas, esse filósofo Romano dá mostras de não saber nada de nada de dialética. Ora, o objetivo dos conselhos populares, ou sovietes, é justamente constituir-se como Estado periférico e, da periferia, partir para estrangular o poder burguês e assumir o centro governamental, implantando a "dilmadura do proletariado" em sua plenitude. Ocorrendo isso, os próprios conselhos populares deixarão de ter significado, podendo todo o poder proletário ser exercido pela camarada Presidenta Rousseff; como, aliás, foi feito pelo camarada Secretário-Geral Stálin na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e hoje é feito pelo jovem camarada Presidente Kim-Jung-Un na Coréia do Norte. Registre-se que esse camarada Presidente, apesar de tão jovem, também deu uma notável contribuição à arte dialética da solução de contradições, pois jogou seu tio e rival nu dentro da jaula para ser devorado por 120 cães famintos, velozes e furiosos. Muito eficaz. Já aqui no Brasil, na mesma linha da solução animal, o camarada Lula da Silva, guia espiritual da camarada Presidenta Rousseff, teve uma genial ideia de jerico para resolver o problema da mobilidade urbana nas metrópoles: os brasileiros vão deixar na garagem os poluidores automóveis e vão se locomover em lombo de jumento (o jegue-móvel). Como serão necessários milhões de jegue-móveis, vai ter bosta pra todo lado, o que sempre é melhor do que fumaça de gasolina e óleo diesel.
Voltemos aos falsos filósofos. Sobre o decreto revolucionário-proletário, o cientista político Oliveiros S. Ferreira (falso cientista, porquanto desprovido da ciência dialética marxista) afirmou em sentido negativo algo que, dialeticamente interpretado, revelará seu significado altamente positivo para o progresso da humanidade. Vejam:
"Com licença de Hayek, podemos dizer que o decreto 8.243 escancarou as portas para o caminho da servidão".
Repilamos de pronto os melindres de Hayek e Oliveiros quanto à liberdade burguesa. Karl Marx, na famosa carta a Pavel Annenkov, já havia feito o elogio da escravidão negra - citando o Brasil, inclusive -, demonstrando cabalmente a sua importância decisiva para o progresso das nações. Na mesma linha, havemos de considerar que a servidão para a qual a ditadura proletária, de modo geral, e a "dilmadura proletária" no Brasil, particularmente, abrem as portas, é, a servidão, condição sine qua non do avanço social. Vejam, camaradas, a experiência de todos os regimes marxistas já ensinou - e só os falsos filósofos não aprenderam -: sem servidão, não existe solução.
Finalmentemente, enfrentarei o falso filósofo Bolívar Lamounier, que também não é brasileiro (com esse nome, deve ser boliviano ou francês). É outro que não captou a dialética marxista. Vê se pode essa coisa agressiva que ele disse do decreto proletário:
"O decreto tem catinga de fascismo, na sua flagrante inconstitucionalidade, pela indigência intelectual que exala e pela sua mal-disfarçada sonoridade ideológica populo-esquerdóide-fascistóide".
Primeiramente, é inadmissível que esse falso sociólogo (desprovido que é da ciência dialética marxista) ponha em dúvida a excelência intelectual da camarada Rousseff, que é doutora PhD, com uma Tese sobre o já referido grande e maior dos marxistas brasileiros. Intitula-se a Tese: "À sombra das chuteiras da rapariga Flor - um corte epistemológico proustiano na semântica semiótica da obra seminal do marxista Nelson Rodrigues" (os mencheviques, como não podia deixar de ser, questionam o doutorado da camarada Presidenta). Segundamente - santa ignorância da dialética -, os conselhos populares, ou sovietes, são instrumentos do proletariado contra a ordem constitucional burguesa, portanto, têm de ser, dialética e necessariamente, inconstitucionais. Terceiramente, não cabe caracterizar um instrumento bolchevista como fascista. Fascistas e nazistas escravizaram e assassinaram para construir uma sociedade do mal. Já os bolchevistas, se bem que escravizaram e assassinaram muito mais do que os fascistas e nazistas juntos, sempre, os bolchevistas, escravizaram, assassinaram e promoveram toda ordem de crimes para construir uma sociedade do bem. Em assim sendo, e não existindo Deus, como demonstra a rigorosa dialética materialista, todo o mal é permitido. E, aliás, mais do que permitido, conveniente aos interesses do marxismo revolucionário.
The End - É o Fim!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Putaquipariu!, o anticristo zarolho apareceu no Brasil
O vlogueiro PC Siqueira, que deve ser primo do PC Farias (são muito parecidos, sendo que o Farias era gordo e o Siqueira é magro) está "causando" na internet depois que se declarou o anticristo.
O anticristo, vocês sabem, é, como se diz: "O cão em figura de gente". Foram muitas as personificações do anticristo ao longo da história. Um dos primeiros apontados como tal foi o Imperador Juliano, dito o Apóstata, que, no séc. IV, já com Roma e o Império quase totalmente cristianizados, apostasiou de Cristo e tentou retornar a Civilização ao culto dos deuses olímpicos. Não sei, não. Eu, que sou cristão crismado e batizado, tenho admiração e estima pelo Imperador Juliano Apóstata; isso por influência do esplêndido romance histórico de Dmitri Merejkowski: A Morte dos Deuses. Lembro agora que, já antes de Juliano, o Imperador Nero fora apontado como anticristo. Este sim, era ruim de doer, um nojento, não valia uma cibazol.
Na Idade Média, os anticristos, coitados, não tinham vida longa: a Inquisição tratava de queimá-los tão logo botavam as manguinhas de fora.
Com a Reforma Protestante, o Papa é que foi acusado de ser o anticristo; mas a Igreja Católica dava o troco, fazendo a mesma acusação a Lutero e seus seguidores.
A Revolução Francesa, que matou muito bispo e muito padre, teve seu líder mais feroz, o sanguinário Robespierre, acusado de anticristo. Também o anarquista Mikhail Bakunin e o comunista Karl Marx arcaram com a pecha de anticristo. Mas tal acusação foi coisa de reacionários, certamente. Para o fim do séc. XIX, um grande filósofo proclamou-se o anticristo; foi o genial Friedrich Nietzsche. Mas, coitado, já estava um tanto abilolado e acabou por abilolar de vez.
No séc. XX, vários revolucionários foram identificados com o anticristo, especialmente o marxista Joseph Stalin e o nacional-socialista Adolf Hitler. Esses dois, com efeito, fizeram muita malvadeza.
Porém e todavia, vejam: nenhum desses anticristos era zarolho. A força deletéria do anticristo zarolho é incomparável. Só o anticristo zarolho, Zarapelho falado, é que é a verdadeira Besta Fera, com RG: 666. E esse bicho deu de aparecer logo no Brasil!?
O Brasil é mesmo o país dos prodígios. Aqui já tem um doido que faz sucesso dizendo que é Jesus Cristo. Um cara, aliás, até boa praça: o Inri Cristo. Agora vem um zarolho dizendo que é o anticristo. Os dois poderiam disputar o domínio do mundo - ou pelo menos a presidência do Brasil - numa luta de MMA UFC. Eis uma idéia 51. Quem vencer a luta, substitui a Dilma Rousseff, que já não se aguenta mais nas pernas. Como diz o deputado Tiririca: "Pior não fica".
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Dilma e a Comissão da Verdade: Choro, sim; mas não ranger de dentes
A esquerda autoritária, raivosa e revanchista, torceu-se. Torta ficará.
Após a solenidade, o Coordenador da Comissão da Verdade, Ministro Gilson Dipp, proferiu, ainda que sem lágrimas, outras tantas e sábias palavras: "A Comissão da Verdade não terá poder para impor a revisão da Lei da Anistia. Nós não temos nenhum poder jurisdicional, não temos nenhum poder persecutório, e a sociedade saberá compreender que essa é uma missão acima de qualquer suspeita de que nós adentremos em terreno que a lei não nos permite".
Na fala de Dilma, com choro; e na fala de Dipp, sem choro: nenhum barulho de ranger de dentes.
Rangendo os dentes ficaram aqueles que pretenderam instrumentalizar a Comissão da Verdade, para fins de proselitismo revolucionário bolchevista.
domingo, 1 de abril de 2012
O Papa, Dilma e Cuba: entrevista com Jon Lee Anderson
Sobre a situação econômica: "O açúcar está quase morto em Cuba. Há um pouco de petróleo, pesca e turismo, mas a agricultura está em péssimas condições e não há exportações para se falar, além de de rum, migrantes cubanos e tabaco. Isso é nada. No fim há o turismo e uma economia de serviços que, infelizmente para muitos cubanos, inclui uma próspera indústria do sexo e um traço nacional de trapaça como modo de sobreviver".
Sobre o papel da Presidente Dilma Rousseff: "Ela pode escolher trabalhar de forma discreta agora, mas, se necessário, falar abertamente se a situação exigir. A libertação de prisioneiros políticos poderia ser a compensação para qualquer investimento brasileiro ou crédito financeiro. Não deve ser tão difícil e deveria ser feito".