Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A onda conservadora e os imperativos do progresso

Desde que milhões de pessoas ocuparam as ruas em protestos contra o pretensamente progressista governo Dilma/PT, fala-se de uma onda conservadora no Brasil. No momento, com a polêmica "Queermuseu", autoproclamados progressistas afligem-se com o possível recrudescimento dessa onda. Ondas de opinião, pra lá e pra cá, sempre existem. Cabe refletir sobre o tema.

A ideia-força do Iluminismo - corrente de pensamento que, mais que qualquer outra, influenciou a construção da democracia moderna - é o progresso. Reagindo aos excessos da Revolução Francesa, de matriz iluminista, afirmou-se o pensamento conservador, principalmente com o irlandês Edmund Burke. E vejam: se o Iluminismo - com Locke, Monstesquieu, Rousseau, Voltaire, Kant e tantos outros - tem sido excelente escola político-filosófica, o pensamento conservador é também deveras apreciável. Tenham curiosidade e vão ler: além de Burke, dentre outros, Ayan Rand, Raymond Aron, Thomas Sowell, Roger Scruton.

Se as ideias progressistas do Iluminismo impulsionaram as modernas democracias, o conservadorismo também nelas se firmou. Parece paradoxal, mas não é; é complementar. Tão complementar que nas democracias a cena mais comum é a alternância de poder entre partidos de feição progressista e partidos de feição conservadora. Portanto, se há uma onda conservadora no Brasil, não deve ser motivo de aflição. Vejam esse exemplo: a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, consagrada líder da democrática União Europeia, é dirigente da conservadora CDU (União Democrata-Cristã). As eleições na Alemanha estão marcadas para o dia 24 deste corrente mês de setembro. Merkel está em disputa acirrada com Martin Schulz, do progressista SPD (Partido Social-Democrata). No caso de permanência da UCD ou de vitória do SPD, a Alemanha continuará democrática; e, tudo indica, próspera.

O progresso é um imperativo das sociedades. E significa, na linha do pensamento iluminista, uma mudança para melhor. Por outro lado, o pensamento conservador assim se chama porque enfatiza a obviedade de que sempre haverá instituições e valores que se devem conservar. Auguste Comte, pai do Positivismo, expôs isso em uma fórmula singela: "Progredir é conservar melhorando".

Dizer que há uma onda conservadora no Brasil não explica muito. Pode ser uma onda conservadora ruim, mas pode ser uma onda conservadora boa. O progresso é excelente coisa, mas em nome do progresso já se produziu muito atraso. Será excelente que venha sobre o Brasil uma onda progressista, mas no sentido iluminista originário, de uma mudança para melhor. Enfim, em relação a qualquer onda na sociedade, é preciso atentar menos no nome que lhe dão e mais no seu sentido e direção.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Domingo 26/O Povo Nas Ruas: O Brasil não será Venezuela

rocha100.blogspot.com.br

A estupidez, demagogia, fanatismo e bandidagem da esquerda autoritária levam sempre a desgraças.  Na Venezuela, esta esquerda chama-se chavismo; no Brasil, lulopetismo. Na Venezuela, o chavismo continua no poder e as desgraças atingiram níveis estarrecedores. No Brasil, esta esquerda foi afastada do poder antes que conseguisse  levar o país para abismo de desgraças semelhantes. Embora afastado do poder, o lulopetismo segue mobilizando forças no Congresso e na sociedade. No Congresso, tenta-se, dentre outros artifícios de proteção de corruptos, a anistia do crime de Caixa 2 e o estabelecimento da indecente lista fechada. Neste sentido, grupos lulopetistas rachados pelo impeachment se reagrupam e se unem a grupos do novo esquema de poder denunciados na Lava Jato. Não interessa a origem dos corruptos, eles devem ser punidos para que a Nação seja salva. Os democratas e patriotas estão novamente sendo convocados às ruas neste domingo, 26 de março. Com efeito, há muito contra o que protestar. Vamos portanto ocupar as ruas e praças. Dentre as muitas bandeiras, creio que deva ser levantada uma em solidariedade ao Povo da Venezuela, em luta contra a ditadura chavista. Inclusive, temos o dever de acolher os irmão venezuelanos que estão sendo tangidos pela opressão e pela fome do regime fascista do chavista podre Nicolás Maduro. Devemos ajudar a salvar a Venezuela; tanto quanto devemos impedir que a corrupção lulopetista volte a subjugar o Brasil.

VENEZUELA NÃO É AQUI!

DOMINGO 26/03: EU VOU!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

A luta continua! 7 de Setembro é um bom dia para a Democracia

rocha100.blogspot.com.br

Milhões de brasileiros, em seguidas manifestações, foram às ruas contra a ditadura da corrupção do PT. Em consequência desse clamor democrático, na quarta-feira, 31 de agosto, a presidente foi definitivamente afastada pelo Senado Federal em votação que concluiu o processo constitucional do impeachment. Dilma foi pro brejo. Mas a luta continua e não é só no Brasil. No dia seguinte, 1º de setembro, o povo venezuelano ocupou as ruas da capital do vizinho país numa manifestação histórica. A chamada "Tomada de Caracas", que deu sequência a uma série de outras grandes manifestações em defesa de liberdade e democracia, teve como objetivo pressionar pela realização do Referendo Revogatório para tirar do poder o presidente chavista/fascista Nicolás Maduro. O Revogatório é previsto na Constituição venezuelana e a lei que rege o processo foi aprovada pela Assembleia Nacional. Ocorre que o regime chavista/fascista aparelhou e subjugou o poder judiciário e faz de tudo para impedir a consulta final aos eleitores, que, com toda certeza, enviarão o Maduro, já de muito apodrecido, para o quinto dos infernos. Em menor número, os defensores do podre Maduro também têm feito manifestações, e acusam os milhões de opositores, vejam só, de fascistas; e dizem que  o Revogatório "é golpe". Ou seja, é tudo muito parecido com o Brasil.

Aqui no Brasil, domingo passado, os lulopetistas (PT e seus satélites) foram mais uma vez às ruas dizer que o impeachment foi "golpe" e gritar "Fora Temer!". É um direito deles. Mas nem eles querem que a Dilma volte; querem nova eleição para presidente, um carnaval eleitoral fora de época. E querem também a prisão do juiz Sergio Moro. Expressar tamanha extravagância também pode, mas é de uma espantosa arrogância, é uma afronta ao bom senso e à decência, é um despropósito, é uma sem-vergonhice, é muita estupidez. Mas pode. O que não pode é a violência: agredir, tocar fogo, depredar, destruir.

A luta política é assim: de um lado e de outro, sempre continua. Amanhã, 7 de Setembro, será um excelente dia para os defensores da Democracia e da Justiça darem resposta aos autoritários pró-corruptos que querem a prisão do juiz Sergio Moro. Ao verde e amarelo que marca o Dia da Pátria, vamos acrescentar as palavras de ordem da luta democrática; em cartazes, em faixas, em adereços, na nossa voz:

ABAIXO A CORRUPÇÃO! TODO APOIO À LAVA JATO E AO JUIZ SERGIO MORO!
FORA PT!
SOLIDARIEDADE AO POVO DA VENEZUELA CONTRA O FASCISTA MADURO!
VIVA O BRASIL!

domingo, 24 de julho de 2016

"NO HAY": a tragédia da Venezuela e a tragédia que se deve evitar no Brasil

rocha100.blogspot.com.br

Não é difícil prever para onde o governo Dilma/PT levaria o Brasil caso permanecesse, é só olhar para a vizinha Venezuela. Não será preciso pintar aqui o quadro de desgraças que aflige o país governado pelo podre Nicolás Maduro, pois está escancarado na mídia e já atravessa fronteiras. Em recentes reportagens de TV, todos puderam ver venezuelanos atravessando a fronteira com a Colômbia, aos milhares, para fazer compras; caso que se repete na fronteira com o Brasil, em Roraima. Nessas reportagens, muitos venezuelanos foram entrevistados. Para a pergunta óbvia sobre a motivação para a travessia e procura de produtos básicos, a resposta óbvia se repetia: "NO HAY": na Venezuela "no hay" comida, "no hay" papel higiênico, "no hay" remédios; falta tudo.

No Brasil "no hay" vergonha na cara dos defensores do chavismo, também chamado de bolivarianismo e Socialismo do Século XXI. O regime implantado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela foi modelo e inspiração para o PT. O ídolo hoje defunto foi incensado por artistas e intelectuais do entorno petista e da esquerda marxista em geral. Os governos Lula e Dilma não atingiram o nível de autoritarismo do chavismo na Venezuela, mas não foi por falta de tentativas e esforço. A institucionalização da corrupção nos governos do PT visou, principalmente,  a consecução de um projeto de poder semelhante ao projeto realizado na Venezuela pelo PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), o partido chavista, o PT de lá. Se derem ao lulopetismo, que é o chavismo brasileiro, nova oportunidade, com seu retorno à Presidência, estando o PT agora radicalizado na linha peçonhenta do lulismo jararaca, governo e partido tenderão a arriscar tudo e se enfiar pelo caminho autoritário de alta agressividade em que se enfiou a Venezuela. É essa tragédia que se deve evitar.

As condições de continuidade do projeto de poder do PT foram cortadas com o afastamento da presidente Dilma, mas há quem defenda que ela volte, há quem diga que impeachment é "golpe" e que Dilma está sendo afastada e o PT perseguido por um complô internacional de direitistas malvados. A esquerda autoritária, que nunca tem culpa de nada e sempre faz tudo certo para o bem do povo, tem no seu arsenal de convencimento de tolos, sempre à mão, a munição das mentiras; desde a mentira sutil até à mentira destabocada. A filósofa petista-marxista Marilena Chaui, por exemplo, vem de informar que o vendaval de corrupção na Petrobras, o petrolão, é pura invenção do juiz Sergio Moro, que foi treinado pelo FBI para entregar o pré-sal ao imperialismo. Não por acaso, Nicolás Maduro também culpa o imperialismo pelas presentes desgraças na Venezuela.

O afastamento da presidente Dilma, ainda que provisório, vai afastando o Brasil da tragédia em que se ia precipitando. Na Venezuela, esperamos que o povo arranque o país das desgraças do chavismo. No Brasil, é preciso não deixar que a porta seja reaberta para a volta do lulo-chavismo:

Impeachment Definitivo Já!


terça-feira, 8 de março de 2016

Cobras, lagartixas, hienas e ratazanas; a fauna amestrada não intimidará o povo: domingo que vem, dia 13, estaremos nas ruas contra a corrupção e pela democracia

por Washington Rocha
rocha100.blogspot.com.br

Açulada pela jararaca, a fauna amestrada envenena o ambiente tentando atrapalhar a mega manifestação democrática programada para o próximo domingo, 13 de março. Cobras, lagartixas, hienas e ratazanas ameaçam com o confronto direto, chamando os peçonhentos para se manifestarem na mesma data já marcada pelos democratas há três meses. Já perderam, são amplamente minoritários. Se realmente comparecerem, os peçonhentos serão derrotados por contraste visual, na proporção aproximada de 10 por 1. Se apelarem para a violência, coisa típica da luta política dos fascistas, aí caberá à polícia do Estado Democrático contê-los.

Sem se intimidar com as ameaças da jararaca e de seus bichos amestrados, a mobilização para a mega manifestação de domingo cresce de forma assustadora: assustadora para os corruptos, para o desgoverno que destrói a nação, para os fascistas que querem a volta da censura e que, no momento, atacam os órgãos da imprensa independente; assustadora para os que tentaram sequestrar o Estado brasileiro e se acham acima da lei; assustadora para os que tentam desqualificar e impedir a ação da Justiça; assustadora para os amigos de ditaduras; assustadora para os que se espelham no regime podre da Venezuela e se esforçam para repetir no Brasil a experiência que degradou e desgraçou o país do grande Simón Bolívar.

Domingo que vem iremos às ruas para salvar a democracia, para tirar o Brasil do abismo. Será um dia de festa. Cobriremos o nosso imenso país de verde, amarelo, azul e branco. Enfeitaremos as ruas e praças com as cores da paz, da prosperidade, da liberdade e da esperança.

13/03 EU VOU!


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Ei-la aí a cólera santa! Eis a ira divina!": Domingo 16 foi uma estupenda aula de democracia. E a Primavera vem aí: 7 de Setembro/Dia da Pátria Contra a Corrupção

"Ei-la aí a cólera santa! Eis a ira divina!".
O domingo 16 foi esplêndido. O domingo 16 foi uma estupenda aula de democracia. Mais de um milhão de pessoas nas ruas e praças do Brasil, de peito aberto e rosto descoberto, de forma ordeira e pacífica, num vigoroso clamor democrático. Foi um anúncio de Primavera. O 7 de Setembro vem aí. Será o Dia da Pátria Contra a Corrupção. Todo mundo de volta às ruas e praças, vestindo verde e amarelo. (acesse: rocha100.blogspot.com.br).

Alguns lulopetistas apaixonados comemoraram o "esvaziamento" do movimento popular: "porque foi menor do que em 15 de março". Isso é de uma tolice palmar: estes movimentos, desde as jornadas de junho de 2013, são cumulativos. As roubalheiras e descalabros contra o povo, tais como o assalto aos direitos trabalhistas do pacote de maldades Dilma-Levy, vão despertando aquilo que, naquela flamejante "Oração aos moços", o grande Rui Barbosa chamou de "cólera santa" e "ira divina". Relembrem:

Ei-la aí a cólera santa! Eis a ira divina!

Quem, senão ela, há de expulsar do templo o renegado, o blasfemo, o profanador, o simoníaco? quem, senão ela, exterminar da ciência o apedeuta, o plagiário, o charlatão? quem, senão ela, banir da sociedade o imoral, o corruptor, o libertino? quem, senão ela, varrer dos serviços do Estado o prevaricador, o concussionário e o ladrão público? quem, senão ela, precipitar do governo o negocismo, a prostituição política, ou a tirania? quem, senão ela, arrancar a defesa da pátria à cobardia, à inconfidência ou à traição? quem, senão ela, ela a cólera do celeste inimigo dos vendilhões e dos hipócritas? a cólera do Verbo da verdade, negado pelo poder da mentira? a cólera da santidade suprema, justiçada pela mais sacrílega das opressões? (www.literaturabrasileira.ufsc.br)
 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A podridão fascista na Venezuela, a pusilanimidade do governo Dilma, o "Pai Nosso" chavista e a degradação da esquerda majoritária brasileira

Comandado na Venezuela pelo podre Nicolás Maduro, o fascismo atropela a democracia e massacra direitos humanos: persegue, prende, espanca, tortura e assassina opositores.

E como, no Brasil, se reage ao avanço fascista do podre Maduro e seus esbirros podres? Em nota pusilânime, a presidente Dilma diz que não tem nada a ver, que não se mete em questões internas de outros países. E a esquerda majoritária brasileira, que é aquela comandada pelo PT e também atende pelo nome de lulopetismo; esta esquerda, cúmplice do chavismo desde o início, continua cúmplice, mesmo depois das mais escancaradas violações dos princípios democráticos e dos direitos humanos.

Existe uma esquerda democrática? Existe,  mas no Brasil é tão minoritária que quase não se vê. O que se vê é essa esquerda lulopetista amante de ditaduras e fanática por dinheiro.

Nicolás Maduro, o presidente podre da Venezuela, é um fascista cretino sem disfarce; aliás, para deslumbrar seus seguidores, o podre Maduro assume atitudes as mais bizarras do cretinismo fascista: dorme na tumba de Hugo Chaves (qual um servo de Drácula) e fala com o com seu defunto ídolo, que lhe aparece em forma de "pajarito".

Em matéria de cretinismo, o fascismo chavista é deveras criativo: os adoradores de Hugo Chávez já rezam por um novo "Pai Nosso". Vejam:


"Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez".

Como se sabe, o uso do termo "esquerda" para designar posicionamento político tem origem na Revolução Francesa, e esse termo guarda em si uma ideia de progresso. Com efeito, a esquerda democrática seguiu o caminho do progresso. A esquerda autoritária (bolchevismo) afundou no atraso; e seus remanescentes estão levando a uma degradação que, à imensa violência e crueldade originárias, une um ridículo desconcertante para alguns velhos e circunspectos bolcheviques (páreo duro para o socialista Maduro é o comunista Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte).

Na companhia da esquerda chavista, a esquerda majoritária brasileira/lulopetista, degrada-se: irão juntas para o lixo da história.


sábado, 15 de novembro de 2014

"Porque hoje é Sábado" 15 de Novembro: BRASIL NAS RUAS CONTRA A CORRUPÇÃO:FORA PT!: com esta mensagem de Vinicius de Moraes "Liberta que serás também"

Hoje é um 15 de Novembro para ficar na história: vamos às ruas fazer história. E com uma homenagem ao poetinha, "Porque hoje é sábado". E minha faixa é esta:

BRASIL NAS RUAS CONTRA A CORRUPÇÃO:FORA PT!

Essa é a a faixa. A bandeira, a minha Pátria, que é o Brasil, a Democracia e a Liberdade, vou levar no coração. E também esta mensagem de Vinicius de Moraes: "Liberta que serás também". E todo o inteiro poema do poetinha maior:

Pátria Minha
Vinicius de Moraes

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Reeleição de Dilma/PT mete o Brasil no caminho do chavismo, o FASCISMO DO SÉCULO XXI: é preciso resistir, é preciso lutar, é preciso fazer oposição de verdade - por Washington Rocha

Na Venezuela, o FASCISMO DO SÉCULO XXI - também chamado de chavismo ou bolivarianismo - já se realizou. No Brasil, com a reeleição de Dilma/PT, deu um largo passo no caminho da sua realização. Na Venezuela, quem está no comando é um defunto, o Chávez, que rotineiramente desce à terra em forma de passarinho/"pajarito" para instruir o presidente podre Nicolás Maduro. É uma coisa fantástica!, mas essa é a versão oficial, declarada pelo próprio presidente venezuelano. No Brasil, quem está no comando é o ex-presidente Lula, chefe do PT e encosto da presidente Dilma.

Como se viu nesta vitoriosa campanha de reeleição Dilma/PT, a mais sórdida de que se tem notícia no Brasil, a mentira, a mistificação, a difamação e a calúnia foram as armas. São armas históricas do fascismo. Essa tática abre espaço para a violência e a intimidação, ações pelas quais o fascismo se realiza. Foi assim que o fascismo avançou na Itália, foi assim que o nazi-fascismo avançou na Alemanha, foi assim que o fascismo do século XXI avançou na Venezuela. Mentindo e mistificando, atacando com máxima violência e intimando, eles, os fascistas, fazem o seu papel.

Porém, um outro componente permitiu o avanço do fascismo e do nazifascismo: a timidez da oposição democrática. Sempre os fascistas conseguiram cooptar políticos não fascistas através da corrupção. No Brasil, o lulopetismo foi também eficiente na cooptação fisiológica. Veja-se como melhor exemplo a ala governista do PMDB: foi, seria e será governista em qualquer governo: fascista, comunista, liberal, conservador, monarquista ou teocrático. Politicamente, no sentido maior da palavra POLÍTICA, não vale nada. Não falo desses. Falo de sinceros democratas que, no passado, acharam que poderiam fazer oposição ao fascismo com acordos e transigências. Hoje, no Brasil, existem sinceros democratas que aceitam acordos com o lulopetismo e fazem oposição com tratos de gentileza. Não dá certo. Nunca deu certo. Só poderemos barrar o avanço do fascismo do século XXI no Brasil se fizermos oposição de verdade: oposição dentro dos marcos democráticos e constitucionais; porém, com máxima dureza e determinação.

COM O FASCISMO DO SÉCULO XXI NÃO TEM CONVERSA, TEM OPOSIÇÃO! 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A ONDA AZUL - Aécio 45 Presidente: cordel de Rochinha Poeta Popular

A Onda Azul – Aécio 45 Presidente

autor: Rochinha Poeta Popular


A Onda Azul vem crescendo,
Vem a toda, vem a mil,
Vem trazendo esperanças
Para a Pátria Mãe Gentil.
Começou despercebida,
Com um marulho sutil,
Mas agora ecoa forte:
“Brasil, Brasil, meu Brasil!”

Aécio 45
É a Onda, meu irmão.
Olhe, escute, acredite
E tome resolução.
O que antes era sonho,
Agora é decisão:
Vamos livrar o Brasil
Da praga da corrupção.

O PT não tem limites,
Em tudo quer faturar,
Ocupou a Petrobras
Para se locupletar;
O delator premiado
Acaba de confessar,
Vão indo por mal caminho,
Na lama vão se atolar.

O PT autoritário
Quer um domínio total,
Quer censurar a imprensa
Para esconder o mal,
Corrompendo traidores
Com uso do vil metal;
Mas nós vamos para a luta
Na batalha crucial.

Onda Azul é resistência
A todo autoritarismo,
Defende a Democracia,
Vai nos livrar do abismo,
Derrotando os corruptos
Que são os reis do cinismo,
Demagogos, mentirosos,
Usam táticas do fascismo.

Este governo da Dilma
Tá afundando o Brasil:
A recessão já chegou,
A inflação já subiu,
A Saúde escangalhou,
A Educação decaiu,
A corrupção prosperou,
A violência explodiu.

Aécio 45
Para o Brasil mudar,
A Onda Azul que vem vindo
Para a vitória alcançar,
Para que o nosso Povo
De novo possa sonhar,
A Onda das esperanças
Para a vida melhorar.

Para ter vida melhor
É preciso conquistar,
É preciso educação
Para se qualificar.
O Brasil tem que crescer
Para empregos gerar;
Empregos de qualidade
Para o salário avançar.

A Onda Azul de Aécio
É a Onda da Razão,
Mas essa Onda, também,
Arrebata de emoção.
Decida o seu destino
Com muita reflexão,
Mas sem deixar de escutar
A razão do coração.

Vamos na crista da Onda
Para a batalha civil,
A vitória está chegando,
Nossa mão a construiu,
A Nação é soberana,
O Povo já decidiu:
AÉCIO 45
PRESIDENTE DO BRASIL

sábado, 31 de agosto de 2013

A carta em que Karl Marx defende e enaltece a escravidão negra (especificando a escravidão no Brasil)

Em 1846, de Paris, Karl Marx escreveu uma carta a Pavel Annenkov esculhambando com o livro A Filosofia da Miséria (Systéme des contraditions économiques ou Philosophie de la misére), do anarquista Pierre Joseph Proudhon, e com o próprio Proudhon. Em um trecho dessa carta, Marx faz uma veemente defesa da escravidão negra, citando, inclusive, o caso da escravidão no Brasil. A longa carta está disponível no Marxists Internet Archive e pode ser consultada por quem queira. Várias traduções estão disponíveis em muitos sites. Publico o trecho referido tal como está em
www.scientific-socialism.de/FundamentosCartasMarxEngels281246.htm


Gostaria, agora, de apresentar-lhe um exemplo da dialética do Sr. Proudhon.
liberdade e a escravidão constituem um antagonismo.
Não preciso falar nem dos aspectos bons nem dos aspectos maus da liberdade.
No que respeita à escravidão, não é necessário falar de seus aspectos maus.
A única coisa que carece de elucidação é o aspecto bom da escravidão.
Não me refiro à escravidão indireta, i.e. a escravidão dos proletários.
Refiro-me à escravidão direta, à escravidão negra, existente no Suriname, no Brasil, nos Estados do sul dos EUA.
escravidão direta é o ponto decisivo de nossa indústria contemporânea, tal quais o são as máquinas, o crédito etc.
Sem escravidão, não há algodão. Sem algodão, não há indústria moderna.
Só o advento da escravidão conferiu às colônias o seu valor, só as colônias criaram o mercado mundial.  
mercado mundial é a condição necessária da grande indústria de máquinas. 
Assim, antes do tráfico negreiro, também as colônias do velho mundo forneciam, portanto, apenas muito poucos produtos e não modificavam, perceptivelmente, a face do mundo.
Consegüintemente, a escravidão é uma categoria econômica de suprema importância.
Sem a escravidão, os EUA, a nação mais avançada, transformar-se-iam em um país patriarcal.
Riscando-se os EUA do mapa mundi, teríamos a anarquia, a total decadência do comércio e da civilização moderna.
Porém, permitir que a escravidão desaparecesse, significaria riscar os EUA do mapa mundi.     
Assim, como também a escravidão é uma categoria econômica, é ela, pois, encontrada desde o início do mundo, em todos os povos.
Os povos modernos apenas mascararam a escravidão em seus países e introduziram-na, conscientemente, no Novo Mundo.
Ora, depois dessas reflexões acerca da escravidão, o que é que fará o bom Sr. Proudhon ?
Procurará a síntese de liberdade e escravidão, o verdadeiro juste-milieu (EvM.: o justo-meio), em suma: o equilíbrio entre escravidão e liberdade.". 


Em um próximo post, pretendo fazer considerações sobre este posicionamento um tanto desconcertante do pai do comunismo moderno. Antes, porém, gostaria que os leitores opinassem sem nenhuma mediação; sendo aconselhável, claro, que leiam a carta na íntegra.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Quem não é chavista não é venezuelano"

Geralmente impostas por minorias, através de golpes de força, ditaduras podem também ser regimes apoiados em maiorias e respaldados em eleições. Prova disso foram a ditadura fascista de Mussolini, na Itália, e a ditadura nazista de Hitler, na Alemanha. Os ditadores assim construídos são, de ordinário, ególatras, personalistas desvairados que identificam a nação consigo mesmo. São também demagogos hábeis, ou não empolgariam o poder. Prometem às massas em que se apoiam mais do que a realidade permite, e terminam por levá-las ao abismo; se estas não acordam a tempo.
Hugo Chávez está, lá na Venezuela, construindo uma ditadura nestes moldes. Domingo passado, discursando em uma solenidade militar, declarou: "Quem não é chavista não é venezuelano". Esta frase escancara o fascismo chavista. Todavia, Chávez não é um ditador fascista completo e por inteiro, tem encontrado dificuldades em concluir-se como tal. Creio que não conseguirá, mesmo porque na Venezuela foi constituída uma frente de resistência democrática bastante vigorosa, representada na candidatura presidencial de Henrique Capriles Radonski. E nem mesmo escrevo com o intuito de alertar alguém na Venezuela, mas de abrir os olhos de alguns democratas brasileiros ingênuos, que vão na conversa de alguns outros nada ingênuos aduladores do fascista bolivariano; aduladores estes que saudaram Chávez até com desfile de escola samba.
Lembram o "Brasil, ame-o ou deixe-o", lema da ditadura militar brasileira? A frase de Chávez é pior.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

De mão cuspida: Brasil doa helicópteros ao Governo da Bolívia

Quando uma doação é feita sem nenhuma perspectiva de retorno, diz-se que foi "de mão beijada". O Governo do Brasil está doando ao Governo da Bolívia, sem qualquer perspectiva de retorno, quatro helicópteros H-H1, de fabricação norte-americana.  Mas não será de mão beijada. Desde aquele prejuízo que deu à Petrobrás, não havendo nenhuma reação do Governo brasileiro, O governo de Evo Morales tornou-se abusado. Entre outras: legalizou carros roubados no Brasil e expulsou posseiros brasileiros das terras de fronteira. Quer dizer, o presente não está sendo "de mão beijada", mas "de mão cuspida".

domingo, 1 de abril de 2012

O Papa, Dilma e Cuba: entrevista com Jon Lee Anderson

No Gobo online, vi uma excelente entrevista sobre Cuba com Jon Lee Anderson. Vem a ser o autor da mais importante biografia de Che Guevara (publicada no Brasil pela Editora Objetiva) e especialista em assuntos da América Latina. Anderson é jornalista de esquerda, colaborador, dentre outros jornais e revistas, do New York Times, Life e The Nation. Ele descreve a situação da ilha em cor cinzenta, dizendo que ficará mais cinzenta se acontecer a morte de Hugo Chávez, pois a Venezuela é o esteio internacional da economia cubana, cumprido papel semelhante ao que cumpriu a União Soviética décadas atrás. Um tanto cético quanto a mudanças no regime, Lee Anderson acha, entretanto, que seja possível, mais adiante, uma abertura que leve a melhoras no país socialista. Para promover esta abertura seria decisiva a atuação da Igreja Católica e do Brasil. Remeto os leitores à entrevista, mas destaco dois trechos:

Sobre a situação econômica: "O açúcar está quase morto em Cuba. Há um pouco de petróleo, pesca e turismo, mas a agricultura está em péssimas condições e não há exportações para se falar, além de de rum, migrantes cubanos e tabaco. Isso é nada. No fim há o turismo e uma economia de serviços que, infelizmente para muitos cubanos, inclui uma próspera indústria do sexo e um traço nacional de trapaça como modo de sobreviver".

Sobre o papel da Presidente Dilma Rousseff: "Ela pode escolher trabalhar de forma discreta agora, mas, se necessário, falar abertamente se a situação exigir. A libertação de prisioneiros políticos poderia ser a compensação para qualquer investimento brasileiro ou crédito financeiro. Não deve ser tão difícil e deveria ser feito".

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O PETRÓLEO É NOSSO! DE TODOS OS BRASILEIROS!

A campanha nacionalista "O PETRÓLEO É NOSSO!" precisa ser retomada. O Brasil precisa levantar a voz, do Oiapoque ao Chuí: O PETRÓLEO É NOSSO! Isso porque cariocas e capixabas estão fazendo a campanha do Petróleo só pra eles.