Blog Rocha 100

No princípio, criou Deus os céus e a Terra”. Ótima frase para um Blog que navegará 100 fronteiras: dos céus metafísicos à “rude matéria” terrestre. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Pois, somos também deuses, e criadores. Podemos, principalmente, criar a nossa própria vida, com autonomia: isto se chama Liberdade. Vida e Liberdade são de Deus. Mas, quem é “Deus”? Devotos hebreus muito antigos, referiam-se a Ele apenas por perífrases de perífrases. Para Anselmo de Bec, Ele é “O Ser do qual não se pode pensar nada maior”. Rudolf Otto, diante da dificuldade de conceituá-Lo, o fez precisamente por essa dificuldade; chamou-O “das Ganz Andere” (o Totalmente Outro). Há um sem número de conceitos de Deus. Porém, o que mais soube ao meu coração foi este: “O bem que sentimos intimamente, que intuímos e que nos faz sofrer toda vez que nos afastamos dele”. É de uma jovem filósofa: Catarina Rochamonte.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

"de A a T": a farsa do Lula e a tragédia do PT

rocha100.blogspot.com.br

No julgamento do TRF-4, Lula foi derrotado não apenas pelo placar de 3 a O, mas também pela transparência do processo e a clareza na exposição  dos votos. Foi desconstruída mais uma das tantas farsas armadas por Lula e sua talentosa equipe de agitação e propaganda, aquela que perguntava dramaticamente: “Cadê as provas?”. Estavam nos autos e foram demonstradas à exaustão. No voto do desembargador Leandro Paulsen, as demonstrações foram “de A a T”; só não viu quem não quis ver. O PT, que nos adversários tudo vê, no seu ídolo nada viu. O fanatismo em torno de Lula é a tragédia do PT. Lula é um político inescrupuloso, demagogo que mente com a mesma facilidade com que fala, corrupto e chefe do maior esquema de corrupção de que há noticia na história do Brasil. Corrupto desmascarado, investigado, processado, julgado e condenado.  Nada obstante, os fanáticos lulistas exigem sua impunidade, querem-no acima da lei e candidato a presidente da República. Isto é característica do fascismo: o partido acima do Estado e o líder acima de tudo. Foi assim com Mussolini, o “Duce”, na Itália; foi assim com Hitler, o “Führer”, na Alemanha. Os fanáticos do PT querem que seja assim com Lula, o “Chefe”, no Brasil. Fanatismo é a pior desgraça da política. Para que o “Chefe” fique impune e volte ao poder, os fanáticos lulistas, de forma velada ou direta, ameaçam alastrar a violência: “desobediência civil”, “convulsão social”, “vai ter que matar gente”... Vão tentar de tudo, os fanáticos são sempre audaciosos. Mas o fanatismo lulopetista não vai voltar ao poder; nem por eleição nem por revolução. Lula, por força da Lei da Ficha Limpa, tornou-se inelegível, não será candidato. E terá de cumprir as demais penas que lhe forem aplicadas pela Justiça; em consequência deste processo em que já foi condenado e de vários outros que estão em andamento. O PT, fanático, continuará aos pés do ídolo; e afundará na irrelevância de seita nanica.   


domingo, 24 de dezembro de 2017

A Luz do Mundo - Mensagem de Natal e Ano Novo

(Por especial pedido do meu querido irmão Fernando, tenho publicado esta mensagem todo fim-início de ano, desde 2005)
Caminhava Jesus com seus discípulos quando avistou um cego de nascença. Os discípulos quiseram saber se o infeliz estava pagando os pecados próprios ou os pecados dos pais. Jesus respondeu que nem o cego nem os pais haviam pecado, mas era necessário que naquele sofredor se manifestassem as obras de Deus; e dispõe-se a curá-lo, dizendo: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João: 9, 5).
Todos nós somos cegos de nascença; não cegos da visão, mas cegos do entendimento. Cegos da visão, alguns. Cegos do entendimento, todos. Não que a razão humana não possa conhecer, mas ela só conhece pelo tato aquilo que melhor conheceria pela vista.
A razão humana, a rigor, apenas tateia a verdade; sendo da essência mesma desta nunca se revelar na sua inteireza.
Acresce que esta humana razão conhece sempre melhor o que importa menos, e pessimamente o que importa mais.
Porque muito mais importa a verdade moral do que a verdade factual, muito mais as verdades interiores do que as verdades exteriores, muito mais as verdades da vida eterna que não vemos do que as verdades da vida efêmera em que vivemos.
Por isso foi necessária outra luz, além da luz da razão.
Se a razão tudo pudesse entender, não careceria Deus de enviar uma nova luz ao mundo.
Desde que apareceu no mundo, há 2018 anos, essa luz aquece e ilumina sem cessar, e seu combustível é o amor.
A denominação de "mago", na Antiguidade, indicava o sábio, especialmente da mais excelsa sabedoria da época: a sabedoria astrológica. Os três reis magos são, portanto, os três reis sábios.
Estes sábios, ao seguirem a estrela, iam a procura de uma luz nova, uma luz que pudesse iluminar mentes já saturadas de toda ciência, cansadas de muitas procuras, desesperançadas de tantas decepções.
Eles a encontraram, a luz em botão, na forma de um bebê em uma humilde manjedoura.
Essa pequenina luz se fez a Luz do Mundo.
Hoje, neste início de 2018, por mais saturado, cansado e desesperançado que você esteja; esta luz esta ao seu alcance.
Procure-a com o coração.

Washington Rocha

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lula no TRF-4: o fanatismo e as tentações do Diabo

Fanatismo é mesmo uma coisa diabólica. O PT e seus satélites estão em pé de guerra porque, no TRF-4, a Justiça andou e o recurso de Lula contra sentença condenatória de primeira instância teve data de julgamento marcada para 24 de janeiro. Entre os lulistas o clima é de um verdadeiro “o Diabo nos acuda!”. Ora, o Diabo, que não perde oportunidade, compareceu ligeiro; com suas tentações, seduzindo para a violência. Eis que os fanáticos de Lula já prometem ocupar Porto Alegre no dia 24, com intenções infernais. Zé Dirceu, o número 2 do comando petista, foi enfático: “A hora é de ação, não de palavras, transformar a fúria e revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate. Todos a Porto Alegre dia 24, o dia da revolta”. E foi além; inspirando-se em Che Guevara, conclamou: “- Criar, mobilizar um dois três.... milhares de comitês em defesa de Lula...”. Já o senador Lindbergh Farias declarou que os lulistas estão “com a faca nos dentes” e “prontos para a guerra”. Está ficando do jeito que o Diabo gosta: para garantir a impunidade do chefe, os fanáticos estão decididos a incendiar o país. Vade retro!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A Venezuela Pede Socorro - vejam na Band

Terça-feira, 05/12, o Jornal da Band deu início a uma série de reportagens - A Venezuela Pede Socorro - sobre a situação dramática do país, que se vai caracterizando como de "emergência humanitária". Em linguagem bem popular, pode-se dizer que a Venezuela está "em petição de miséria". É chocante o que a Band já mostrou, e hoje, quinta-feira, mostrará mais. É chocante, mas não é novidade. A desgraça em que o chavismo afundou a Venezuela está escancarada faz tempo. O sofrimento do povo da Venezuela, sob a opressão da ditadura do chavista podre Nicolás Maduro, não é coisa que se possa esconder, mesmo porque milhares de venezuelanos fogem da desgraça procurando abrigo e sobrevivência em países vizinhos, inclusive o Brasil. A Venezuela pede socorro, geme de fome, grita de dor. Aqui do Brasil, a resposta mais sonora que recebeu foi do PT, que declarou apoio à ditadura chavista.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Recife Não É Nuremberg: mistério e suspense no livro de José Ronald Farias

Um bom título é chave de ouro para abrir um bom livro. No caso em tela, o ótimo título - Recife Não É Nuremberg - abre para uma empolgante teia de mistérios que prende o leitor até o fim. Baseada em fatos reais, a engenhosa trama de José Ronald Farias liga a pequena cidade de Piancó, no Sertão da Paraíba, ao horror nazista lá na distante Alemanha. E usa para isso não apenas seu talento de romancista, mas seu sólido conhecimento histórico.

Parêntese. No capítulo de Piancó, o autor, que é natural desta aguerrida cidade sertaneja, talvez tenha usado seus dotes de ficcionista para puxar brasa para assar seu peixe, pois enaltece a inteligência dos piancoenses com esta imaginativa explicação: "Falavam que era a água do rio Piancó que os fazia tão inteligentes". Se isso se confirmar, o turismo a Piancó vai aumentar muito e o rio vai secar ligeiro.

Por toda narrativa perpassa a temática dos judeus e dos cristãos-novos brasileiros. A reconstituição histórica sustenta e enriquece a trama ficcional, que, como o título indica, centraliza-se na Capital de Pernambuco, lá pelo ano de 1988, onde vêm desaguar dramas antigos. Não fortuitamente Recife vem a ser palco de uma trama que envolve judeus, pois, como a narrativa histórica de José Ronald registra, no século XVII não houve "um lugar onde os judeus fossem tão livres como foram no Nordeste holandês, principalmente no governo de Maurício de Nassau". Com efeito, Recife, a Capital do próspero governo de Nassau, tornou-se uma terra de liberdade e oportunidade para judeus perseguidos pela Inquisição católica mundo afora. Mesmo com a dispersão ocorrida após a expulsão dos holandeses, muitos judeus e cristãos-novos permaneceram sedimentados no solo recifense; muito ativos no comércio, na indústria, nas artes e na ciência. O herói e condutor da trama é um médico de ascendência judaica, Joel Schwartz, que descobre tatuada na nádega de sua defunta mãe uma "estrela de Davi". A partir daí, agindo como investigador digno de um romance de Agatha Christie, descobrirá coisas de arrepiar. 

Para mim, que sou louco por livros de mistério e suspense e que já li todos os livros de Agatha Christie, o livro de Ronald foi um achado. Eu o adquiri na Livraria do Luiz (Galeria Augusto dos Anjos, Centro, João Pessoa-PB). Não percam tempo, vão lá antes que esgote.

Para concluir, gerando mais suspense, digo que, apesar do título livro, na eletrizante narrativa, Recife, de certa foma, torna-se Nuremberg.

domingo, 22 de outubro de 2017

Serviço Meteorológico - Tempestade em Céu Azul

O Cacique Cobra Verde confirma a previsão do tempo para hoje, domingo 22 de outubro, na Praia do Bessa: tempo bom, céu azul sem nuvens. Mas, ao mesmo tempo, afirma que haverá tempestade, ventania, raios e trovões. Oxente!, será que o Cacique endoideceu? Como é que pode? Pode sim. Assim:

O trovão, Zé Bezerra traz na voz,
Tenor que é, tal qual o Pavarotti.
“Blowin’ in the wind’ vem o Mestre Fuba,
Sua resposta é cortante, é um chicote.
Lis Albuquerque vem rápido, coruscante,
Com verve rara, se diga, teatral.
Romeu e Cláudia Carvalho são orvalhos,
Que aos poucos se transformam em temporal.
De repente, a força viva do Repente
Resplandece por sobre as coisas belas;
Relampeia, corisca, rasga o céu, clareia:
Na voz canora nordestina de Oliveira de Panelas.

Toda essa tempestade no Show 100 Fronteiras, no Kiosk do Arruda, das 10 da manhã ao fim da tarde. Deixe de moleza, largue esse vício de computador, levante da cadeira e venha pra chuva musical, venha se molhar de melodia.




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Lis Albuquerque no Show 100 Fronteiras

O Show 100 Fronteiras vai projetando sua navegação cada vez mais larga pelos mares da arte musical. O artista/cantor/compositor Lis Albuquerque confirmou sua participação. Agora, o Show 100 Fronteiras está assim: Zé Bezerra da Paraíba - Mestre Fuba - Oliveira de Panelas - Romeu e Cláudia Carvalho - Lis Albuquerque.
Além da arte musical, tem a arte culinária: uma caprichadíssima Feijoada. Esperamos vocês.
Domingo, 22, a partir das 10 da manhã no Bar do Arruda (Rua Fernando Luiz Henrique, Bessa).
 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Romeu e Cláudia Carvalho no Show 100 Fronteiras

Artistas formidáveis em voz e violão, Romeu e Cláudia Carvalho decidiram também participar da campanha SOS Portal 100 Fronteiras e vão se apresentar no Show 100 Fronteiras. Eles cantam um precioso repertório, onde brilha a esplêndida canção “Noronha”, de autoria de Assis Fernandes de Carvalho. Agora, o Show 100 Fronteiras está assim: Zé Bezerra da Paraíba, Mestre Fuba, Oliveira de Panelas, Romeu e Cláudia Carvalho. Imperdível. E fácil de achar: domingo próximo, 22, a partir das 10 da manhã, no Kiosk Nº 1 do Arruda, na Praia do Bessa.

domingo, 15 de outubro de 2017

Oliveira de Panelas no Show 100 Fronteiras

Poeta, Repentista, Escritor e Cantador, Artista Consagrado,  Oliveira de Panelas decidiu participar da campanha SOS Portal 100 Fronteiras e vai se apresentar no Show 100 Fronteiras, que já conta também com a presença de Zé Bezerra da Paraíba e do Mestre Fuba.
SOS Portal 100 Fronteiras
Fortaleça a Mídia Independente, Alternativa, Livre e Combativa
Estamos em campanha para reativar o Portal 100 Fronteiras. Vamos realizar o SHOW 100 FRONTEIRAS, no dia 22 de outubro (domingo), das 10 horas da manhã ao fim da tarde, lá no aprazível Kiosk Nº 1 do Arruda (Praia do Bessa, Av. Fernando Luiz Henrique – vizinho ao Sal e Brasa e Picuí Praia). Haverá Apresentação Musical de Artistas Paraibanos e será servida Feijoada Completa, farta e deliciosa.

Individual: 30 Reais – Casal: 50 Reais – Mesa/4 pessoas: 90 Reais. Disponíveis no local. Ou entregues diretamente, bastando entrar em contato. E-mail: rochealves@yahoo.com.br   ;   cel: (83) 98744-2140 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Zé Bezerra e Fuba no SHOW 100 FRONTEIRAS

Os consagrados artistas Zé Bezerra e Fuba foram os primeiros a confirmar participação no Grande Show da campanha SOS Portal 100 Fronteiras. Outros artistas serão brevemente anunciados. Além do Show, Feijoada Completa, farta e deliciosa. Tudo por 30 Reais o Ingresso (com oferta de dois Ingressos por 50 reais e Mesa/4 pessoas por 90 reais). Domingo, 22 de Outubro, das 10 da manhã ao fim da tarde, no KIOSK Nº 1 do ARRUDA (AV. Fernando Luiz Henrique, Bessa – vizinho ao Sal e Brasa e Picuí Praia). O Ingresso está disponível no local. Ou pode ser entregue diretamente, bastando entrar em contato que iremos deixar aonde for indicado.
Contatos: e-mail: rochealves@yahoo.com.br    ;    cel: (83) 98744-2140

Fortaleça a Mídia Independente, Alternativa, Livre e Combativa 

domingo, 8 de outubro de 2017

De 1964 aos "anos de chumbo": Debate no Liceu Paraibano

Nesta terça-feira, 10/10, às 15 horas, no Auditório do Liceu Paraibano, haverá um novo encontro entre estudantes  e alguns protagonistas das lutas contra a ditadura militar, com o Debate: “De 1964 aos “anos de chumbo”. E também relançamento do livro “O ANO QUE FICOU – 1968 Memórias Afetivas”, que continua sua trajetória de sucesso. Todos estão convidados. Vamos refletir sobre o passado para prevenir o futuro.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

No País do Carnaval

Nesta quarta-feira, 4 de outubro, com orquestração do Rei Momo Rodrigo Maia, a "Escola de Samba Unidos dos Cofres Públicos" desfilou na Avenida da Câmara com o samba enredo "Dá A Chupeta Que Eu Quero Mamar". Foi vitoriosa e segue em frente. A "Apoteose" está marcada para hoje no Senado. E estará aberto o Carnaval. Sem prazo para terminar.   

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Direita e esquerda unidas por um interesse maior

É natural que partidos de direita e de esquerda briguem no Parlamento. Porém, em vista de interesses maiores, podem se unir. É o que vem acontecendo em relação ao Fundo de Campanha, com senadores e deputados unidos em prol do interesse maior dos seus próprios interesses. É até comovente ver partidos antípodas como DEM e PT deixarem de lado as diferenças para se irmanarem em defesa do tão elevado propósito de mamar dinheiro público. Tem também PMDB, PP, PQP... Ontem, 03/10, usando da esperteza de rebaixar a necessidade de maioria absoluta para maioria simples, os deputados aprovaram a urgência e marcaram para hoje a votação do Fundo Bilionário, que, uma vez aprovado na Câmara, seguirá para o Senado, onde a fatura será liquidada e a farra liberada.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Guerra Virtual contra o Fundo Imoral

O Dia D para aprovação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (PL 8.703/17) acontecerá qualquer dia desta semana; provavelmente amanhã, terça-feira 03/10. De todo modo, esta é a Semana S, em que os políticos defensores da mamata vão tentar, em última cartada, em proveito próprio e escandaloso, arrancar do contribuinte, para fornir o Fundo Imoral, um recurso bilionário que falta para Segurança, Saúde e Educação. O contribuinte é o Povo, somos nós. E nós, o Povo, não podemos permitir que se use nosso dinheiro para promoção de farra eleitoral. Para impedir este assalto aos já arrombados cofres públicos, toda mobilização, repúdio e protestos são válidos. As Redes Sociais são trincheiras de luta. Então, bravos Guerreiros da Internet, mãos ao teclado, bombardeio de mensagens: Guerra Virtual sem tréguas! 

sábado, 30 de setembro de 2017

A taxa da Máfia

Os defensores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (PL 8.703/17), dentre outros argumentos ruins, usam um que é também criminoso. Dizem que se não houver financiamento público, os políticos se corromperão com financiamento do crime organizado. O senador Randolfe Rodrigues (Rede), que tem lutado contra o projeto imoral, resumiu muito bem a ideia dos mamateiros:

"Eles querem que a gente pague para que eles parem de roubar".

Vejam, pelo argumento referido, o Fundo de Campanha funcionaria como uma "taxa de proteção". Como se sabe, esse típico crime de extorsão é marca característica da Máfia: quem não paga, tem seu negócio destruído, é espancado ou assassinado; quem paga direitinho é poupado, fica "protegido". No caso em tela, dos nossos políticos, acho que os de índole corrupta se corromperão de qualquer forma, recebendo dinheiro em dobro. E mais: quem precisa ser pago para não se corromper, já está se corrompendo. Percebam a conclusão tenebrosa: usando dinheiro arrancado do contribuinte, que é o Povo, o Estado será o corruptor. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Fundo Imoral tem de ser derrubado

Aprovado às pressas no Senado, o Projeto de Lei 8703/17, que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) não conseguiu, na noite da quarta-feira (27/09), na Câmara Federal, aprovação da urgência da sua votação. Os defensores da mamata voltarão à carga na próxima semana. Será a última cartada, pois o prazo limite para esse troço valer nas próximas eleições é 07 de outubro. Este Fundo Imoral, como todos sabem, arranca uma grana bilionária dos já arrombados cofres públicos para que os políticos façam uma tremenda farra eleitoral em 2018 (é bom lembrar que eles já mamam, faz tempo, na chupeta do Fundo Partidário). O PL em tramitação substitui a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 77/03), que teve o merecido repúdio da sociedade e não prosperou, mesmo porque precisava para aprovação da maioria qualificada de três quintos (308 votos na Câmara, 49 votos no Senado). Ora, os espertos substituíram a PEC por um Projeto de Lei, que não requer  maioria qualificada. O jeito é a sociedade aumentar o repúdio e intensificar  os protestos. A imoralidade adiada tem de ser derrubada.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

1968 é agora... "quem sabe faz a hora...".

Hoje, no Liceu Paraibano, é 27 de Setembro de 1968

Nesta quarta-feira, 27/09, às 19 horas, os autores de “O ANO QUE FICOU – 1968 Memórias Afetivas” estarão no Auditório do Liceu dialogando com a estudantada. O motivo é que as histórias que se contam no livro, tratando da rebelião da juventude contra a ditadura militar em 1968, têm como foco justamente o Liceu Paraibano, cujos estudantes, juntamente com os estudantes do Colégio Estadual do Roger, comandaram, em João Pessoa, o movimento estudantil, com suas grandes passeatas e seus enfrentamentos com as forças da repressão. As grandes assembleias, onde se debatia e se traçava o rumo das lutas, ocorria precisamente no Auditório que será palco dessa, digamos assim, revivescência. Venha você também reviver, lutar.


1968 é agora: “Quem sabe faz a hora...” 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Memórias de 1968: texto de Clemente Rosas

Retirado da excelente revista eletrônica Será? (revistasera.ne10.uol.com.br), eis aí um esplêndido artigo de Clemente Rosas.

Memórias de 1968
Clemente Rosas

Talvez a proximidade do cinquentenário dos acontecimentos de 1968, “o ano que não terminou”, como o descreveu Zuenir Ventura em seu livro, tenha motivado intelectuais da minha terra a colher depoimentos dos participantes das agitações estudantis na Paraíba, e editar “O Ano que Ficou – 1968 – Memórias Afetivas”, a cujo lançamento compareci.  Convidado pelos organizadores Washington Rocha e Telma Dias Fernandes, participei também de um debate a respeito, ao lado do historiador José Octávio de Arruda Mello e da professora Lourdes Meira.  Minhas observações nessa oportunidade vão aqui rememoradas, com alguns complementos.
Meu tempo de militância estudantil foi bem anterior – anos 1961/62 – em clima de liberdade e prestígio para a UNE, nossa entidade representativa.  Tínhamos fácil acesso ao Presidente da República, os ministros da educação nos convocavam para conversas, políticos nos cortejavam, escritores e artistas como Ferreira Gullar, Oduvaldo Viana Filho, Cacá Diegues, Leon Hirzmann, Arnaldo Jabor, viviam próximos de nós e nos assessoravam. Na crise da renúncia de Jânio Quadros, nossa sede ficou conhecida como “a casa da resistência democrática”.  E já no fim do mandato, de volta à Paraíba, depois de um périplo pelo mundo socialista, em congressos estudantis, cheguei a viver também um curto episódio de engalfinhamento com a polícia e prisão, quando tentamos fazer, “na marra” uma manifestação contra as ameaças americanas de invasão a Cuba.  Mas não tínhamos o poder de mobilização que os estudantes paraibanos, especialmente os secundaristas, demonstraram nos idos de 1968, talvez simplesmente por uma questão de conjuntura política.
Já casado e morando no Recife, tinha notícia dessas manifestações através da participação da minha irmã Yara, dez anos mais jovem, e do primo Eric, estudante de Medicina.  Eram mobilizações quase diárias, frementes de revolta contra o governo militar, sobretudo após a morte do estudante Edson Luís, no Rio.  O Governador do Estado, João Agripino, apesar de merecer a confiança dos militares, tinha espírito independente e preocupações democráticas.  Procurava dialogar, fazia apelos à garotada, pelo rádio, mas a indignação e a revolta da juventude eram fortes demais.  E a polícia entrava em cena.  Nem mesmo o meu amigo Paulo Pontes, homem de teatro, que lá se encontrava produzindo o espetáculo “Paraí-b-a-bá”, no modelo do “Liberdade, Liberdade”, de Flávio Rangel e Millor Fernandes, e tinha prestígio e livre acesso ao Chefe do Executivo, foi feliz na intermediação em favor dos manifestantes. Mas o povo os apoiava, acolhendo em suas casas os fugitivos, na hora da repressão.  Exemplo ilustrativo foi o da Aliança Francesa, que ficava no Parque Solon de Lucena, centro das agitações, quando a “madame” disfarçou jovens refugiadas, fazendo-as parecer pacatas alunas em classe, ante os policiais invasores.
Dos depoimentos constantes do livro, merece destaque o reconhecimento ao advogado Nizi Marinheiro, que, como Paulo Cavalcanti em Pernambuco e alguns outros Brasil afora, prestou-se a defender gratuitamente os jovens rebeldes.  E para quem não o conheceu, faço questão de registrar seu passado heroico.  Ele era sargento do Exército, e instrutor de armamentos.  Um dia, fazendo demonstração com uma granada para uma tropa de recrutas, em campo aberto, viu de repente que o pino da granada havia saltado.  Gritou para que todos se deitassem, ergueu bem alto o braço, e a granada despedaçou-lhe a mão.  Com a reforma, fez-se advogado e, sempre com o respeito dos seus conterrâneos, converteu-se em patrono de causas nobres.
Fiz, no entanto, um reparo à atitude da maioria dos depoentes.  Com a exceção de um deles – Assis Fernandes de Carvalho – não fizeram autocrítica em relação ao quixotismo – sem qualquer tom pejorativo – daqueles que, após caída a noite do AI-5 e do Decreto 477, mergulharam na clandestinidade e na luta armada.  Era evidente para os espíritos mais maduros e vividos ser aquele um descaminho, que acabou ceifando a vida de tantos idealistas.  Pela ausência de “”condições objetivas” (para usar o jargão da época), seria, como foi, um “combate nas trevas”, sem perspectivas nem esperança, apesar do heroísmo dos combatentes.  Cabe aqui a indagação do Presidente Epitácio Pessoa, ao visitar no hospital os sobreviventes do levante do Forte de Copacabana, em 1922, um deles agonizante:
– “Por que tanta bravura, por uma luta inglória?”
As memórias, como já observei em outros escritos, só têm maior valor pela sinceridade, pela isenção, até pela humildade dos seus autores.  Por isso, sugiro uma revisão de conceitos, um “mea culpa” talvez doloroso para os optantes da luta armada, naquele contexto histórico.  O Partido Comunista Brasileiro sempre defendeu a tese de que guerrilhas, rurais ou urbanas, não seriam o caminho para a reconquista do poder, no Brasil.  A linha de ação deveria ser um paciente trabalho de conscientização e mobilização das massas e formação de alianças políticas com todos os opositores do Golpe Militar, inclusive políticos liberais.  Não se tratava, pois, de derrubar a ditadura, mas de derrotá-la, como constava dos seus manifestos clandestinos da época. Escaldados com a aventura de 1935, forjados por anos de cadeia e vida subterrânea, os velhos militantes do PCB eram depreciados pelos “carbonários”, na expressão adotada por Alfredo Sirkis.  E é forçoso admitir hoje que o “Partidão” estava certo. A ditadura militar não foi derrubada: foi derrotada por um conjunto de fatores, envolvendo uma conjuntura internacional desfavorável aos regimes de exceção, um paciente trabalho de “costura” política, uma mobilização de massas sob as bandeiras das eleições diretas e da livre manifestação do pensamento.  Há que se fazer justiça àqueles que, mesmo pacíficos, pagaram alto preço pela resistência aos usurpadores do poder popular, alguns com a própria vida, como Davi Capistrano, Hiram Pereira e Luís Maranhão, mortos sem sepultura.
Por fim, com as lições recentes da História, colhidas com a queda do muro de Berlim, a dissolução da União Soviética, a unificação das duas Alemanhas, a degradação monstruosa da Coreia do Norte, a “esclerose” do regime cubano, cabe aos que preservam o sentimento da fraternidade e o sonho de uma sociedade mais justa, apesar de tudo, refletir sobre as bandeiras que lhes restam.  E a minha proposta é simples: EDUCAÇÃO.  Educação para todos, em iguais condições para os filhos dos burgueses e dos proletários, para as crianças de classe média e as dos novos deserdados das periferias urbanas.  Só se pode perseguir uma sociedade mais igualitária dando as mesmas oportunidades a todos, e não distribuindo esmolas, sem qualquer contrapartida, nem franqueando espaços àqueles que, por motivos alheios à sua vontade, não estão circunstancialmente preparados para ocupá-los.

Domínio estatal dos meios de produção, ditadura (ou, segundo Gramsci, hegemonia) do proletariado, partido único, controle das comunicações a pretexto de oposição à “imprensa burguesa”, nada disso prevalece em um mundo que está a anos-luz daquele observado pelos velhos teóricos do marxismo, há bem mais de um século.  Só o lema da educação universalizada permanece.  É a lição a ser aprendida pelos manifestantes de 1968 e pelos combatentes das trevas, a quem presto minhas reverências.

sábado, 23 de setembro de 2017

1968 revive no Liceu Paraibano

Nesta segunda-feira, 25/09, tem início no Liceu Paraibano a Mostra Cultural 2017, com uma programação intensa que vai até a quarta-feira, 27. Tem Exposições as mais variadas, Música, Teatro, Poesia Encenada, Performances, Oficinas, Vivências...; enfim um evento cultural diverso e fascinante. E, vejam que honra, os autores do livro “O ANO QUE FICOU – 1968 Memórias Afetivas” foram convidados para participar: na noite de encerramento, a partir das 19 horas, no Auditório do Liceu. O motivo é que muitas das histórias que se contam no livro, tratando da rebelião da juventude contra a ditadura militar em 1968, têm como foco justamente o Liceu Paraibano, cujos estudantes, juntamente com os estudantes do Colégio Estadual do Roger, comandaram, em João Pessoa, o movimento estudantil, com suas grandes passeatas e seus enfrentamentos com as forças da repressão. As grandes assembleias estudantis, onde se debatia e se traçava o rumo das lutas, ocorriam precisamente no Auditório que será palco dessa, digamos assim, revivescência. Será na forma de um diálogo dos jovens rebeldes de 1968 com os jovens de hoje. Mas está convidado o público de todas as idades.

Contamos com vocês. 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A onda conservadora e os imperativos do progresso

Desde que milhões de pessoas ocuparam as ruas em protestos contra o pretensamente progressista governo Dilma/PT, fala-se de uma onda conservadora no Brasil. No momento, com a polêmica "Queermuseu", autoproclamados progressistas afligem-se com o possível recrudescimento dessa onda. Ondas de opinião, pra lá e pra cá, sempre existem. Cabe refletir sobre o tema.

A ideia-força do Iluminismo - corrente de pensamento que, mais que qualquer outra, influenciou a construção da democracia moderna - é o progresso. Reagindo aos excessos da Revolução Francesa, de matriz iluminista, afirmou-se o pensamento conservador, principalmente com o irlandês Edmund Burke. E vejam: se o Iluminismo - com Locke, Monstesquieu, Rousseau, Voltaire, Kant e tantos outros - tem sido excelente escola político-filosófica, o pensamento conservador é também deveras apreciável. Tenham curiosidade e vão ler: além de Burke, dentre outros, Ayan Rand, Raymond Aron, Thomas Sowell, Roger Scruton.

Se as ideias progressistas do Iluminismo impulsionaram as modernas democracias, o conservadorismo também nelas se firmou. Parece paradoxal, mas não é; é complementar. Tão complementar que nas democracias a cena mais comum é a alternância de poder entre partidos de feição progressista e partidos de feição conservadora. Portanto, se há uma onda conservadora no Brasil, não deve ser motivo de aflição. Vejam esse exemplo: a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, consagrada líder da democrática União Europeia, é dirigente da conservadora CDU (União Democrata-Cristã). As eleições na Alemanha estão marcadas para o dia 24 deste corrente mês de setembro. Merkel está em disputa acirrada com Martin Schulz, do progressista SPD (Partido Social-Democrata). No caso de permanência da UCD ou de vitória do SPD, a Alemanha continuará democrática; e, tudo indica, próspera.

O progresso é um imperativo das sociedades. E significa, na linha do pensamento iluminista, uma mudança para melhor. Por outro lado, o pensamento conservador assim se chama porque enfatiza a obviedade de que sempre haverá instituições e valores que se devem conservar. Auguste Comte, pai do Positivismo, expôs isso em uma fórmula singela: "Progredir é conservar melhorando".

Dizer que há uma onda conservadora no Brasil não explica muito. Pode ser uma onda conservadora ruim, mas pode ser uma onda conservadora boa. O progresso é excelente coisa, mas em nome do progresso já se produziu muito atraso. Será excelente que venha sobre o Brasil uma onda progressista, mas no sentido iluminista originário, de uma mudança para melhor. Enfim, em relação a qualquer onda na sociedade, é preciso atentar menos no nome que lhe dão e mais no seu sentido e direção.